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Zumbilândia (Zombieland)

Zumbilândia (Zombieland, 2009: Terror, Comédia, Ação – 88 min)

Dirigido por Ruben Fleischer, com roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick. Estrelando: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin e Bill Murray.

George Romero se consagrou como o mestre dos filmes de zumbi, que se tornou até um gênero de filme. Suas obras sempre foram reconhecidas por terem um cunho social por detrás de toda a mística em torno dos mortos-vivos. “Zumbilândia (Zombieland)“, ao contrário disto, é a mais pura diversão do início ao fim.

E o diretor Ruben Fleischer disse que a idéia para fazer Zombieland surgiu mesmo quando ele assistiu “Todo Mundo Quase Morto”, que possui altas doses de humor negro. Não tenho nem como explicar a minha fascinação por filmes de Zumbi, sejam eles do mestre Romero ou adaptações de filmes seus como ótimo “Madrugada dos Mortos” de Zack Snyder, ou ainda projetos como este, eu sempre assisto porque adoro.

E Zumbilândia já mostra para o que veio logo nos créditos iniciais, onde, através de uma narrativa do personagem Columbus, ele descreve alguma de suas regras para sobrevivência no mundo agora tomado por estes mortos-vivos (que são acelerados bem ao estilo dos vistos em “Extermínio”). A diversão já começa a partir daí e em alguns momentos parece até um jogo de videogame as cenas.

Na trama seguimos a história de Columbus (Jesse Eisenberg, Adventureland), um sujeito um tanto quanto nerd e que tinha uma vida que podemos taxar como insignificante antes do planeta se tornar a ‘Zumbilândia’. Certo dia ele encontra um sujeito ‘durão’ chamado Tallahassee (Woody Harrelson, 2012, Onde os Fracos não tem Vez) e vai com ele de carona num verdadeiro ‘road-movie’, vivendo com suas regras e observando Tallahassee se divertir matando zumbis de tudo quanto jeito e até elegendo a morte da semana.

Numa parada eles encontram duas espertas (até demais) garotas: Wichita (Emma Stone, Superbad – É Hoje) e Little Rock (Abigail Breslin, Pequena Miss Sunshine), que estão até melhor habituadas que eles a viver neste mundo hostil.

Todo o elenco faz um trabalho sensacional e esbanja carisma mas, dos protagonistas, o destaque fica mesmo para Woody Harrelson que está hilário. O jovem Jesse Eisenberg continua demonstrando que tem um futuro bastante promissor, mesmo sendo comparado por muita gente com o Michael Cera. As meninas também contribuem e muito para fazer de Zombieland um filme divertidíssimo e interessante. Agora, a participação de Bill Murray (com direito até a cena extra após os créditos) é impagável e vale o filme.

Longe de querer ser uma obra prima do cinema, o que os diretores, roteiristas e atores quiseram deixar como principal marca em Zumbilândia é mesmo a diversão sem limites. Com cenas geniais, politicamente incorretas e algumas memoráveis, um lugar na minha lista de melhores que vi este ano já está devidamente ocupado, e com méritos.



PS
: Mais assustador do que viver em Zumbilândia é morar numa província como Salvador (3º maior cidade em população no Brasil). O filme, que tinha cartazes espalhados até num cinema por aqui, no dia da estréia “lá no Brasil” (Royalties para Ramon Prates) simplesmente não apareceu na programação, até mesmo o dito cartaz sumiu. Esperei meses até a estréia nacional, pois queria pagar para ver no cinema, e mais uma vez me vi decepcionado com a distribuição dos filmes por aqui. Mas enquanto houver torrents, existe esperança.

Sede de Sangue (Bakjwi)

Sede de Sangue (Bakjwi/Thirst, 2009 – 133 min)

Sinopse: Um popular e querido padre de uma pequena cidade se torna voluntário de uma experimento médico que dá errado e o transforma em um vampiro. Enquanto luta contra sua situação, ele começa a ter um caso com a esposa de um amigo de infância.

 

Direção: Park Chan-wook.
Roteiro: Park Chan-wook, Jeong Seo-Gyeong.
Elenco: Song Kang-ho, Kim Ok-vin, Kim Hae-sook, Shin Ha-kyun.
Gênero: Terror, Drama.

 

O sul coreano Park Chan-wook fez, ao menos para mim, um dos melhores filmes da última década, “Oldboy“. E esta foi a credencial para eu conferir seu mais recente trabalho “Sede de Sangue (Bakjwi)“, que era ainda um dos filmes mais esperados (por mim ao menos) do ano passado e que, para não perder o costume, não apareceu na província onde moro. Afinal, de que outra maneira eu poderia convencer a mim mesmo a assistir um filme coreano sobre um padre vampiro?

 

Chupa meu filho

E “Sede de Sangue” passeia entre diversos gêneros durante o decorrer da história, é uma mescla de drama com romance e cenas ‘fervorosas’ de sexo, claro, com uma pitada de terror e um pouquinho de violência. E a mistura é realmente interessante apesar da duração um pouco longa de mais de 2 horas.

A trama segue a história de um bem quisto padre de uma pequena cidade chamado Sang-hyeon (Song Kang-ho, O Hospedeiro) que se torna voluntário em um experimento médico para encontrar a cura de uma doença tenebrosa. Logicamente as coisas dão um pouco errado (ou certo a depender de seu ponto de vista) e ele se torna um vampiro, tendo alguns poderes, mas precisando sempre beber sangue para evitar que a tal doença se alastre e também para saciar a sua ’sede de sangue’.

Imaginar a situação de um padre, um homem ’santo’, tendo que fazer coisas horríveis para viver já daria história suficiente para um filme, mas o cineasta Park Chan-wook adiciona uma paixão pela mulher de um colega de infância, quebra de celibato e sexo, ingredientes suficientes para deixar o espectador vidrado até o fim.

 

Cenas quentes

E é justamente a mistura de gêneros e quebra de preceitos “morais” que faz de “Sede de Sangue” um filme diferenciado, não é apenas por ser uma obra coreana de um padre chupador de sangue. Em tempos de vampiros purpurinados castos, assistir uma obra como esta é um alívio para os que esperam sangue, sexo e violência em histórias sobre vampiros (de verdade).

[Lista de Filmes] – O Hospedeiro (Gwoemul)

o hospedeiro poster

O Hospedeiro (Gwoemul, 2006 – 119 min)
Direção: Bong Joon-Ho.
Roteiro: Chul-hyun Baek, Joon-ho Bong, Won-jun Ha.
Elenco: Song Kang-Ho, Byeon Hee-Bong, Bae Du-Na, Park Hae-II, Ko Ah-Seung, Lee Jae-Eung.
Gênero: Terror, Ação.

Sinopse: Na beira do rio Han, em Seul, mora uma família proprietária de uma popular barraquinha de comida no parque. Todos cuidam de uma menina orfã que desaparece quando uma estranha mutação surge nas margens, obrigando-os a lutarem sozinhos contra os próprios medos.

Diretamente da Coréia do Sul saiu uma das primeiras produções a entrarem em minha “Lista de Filmes a Assistir“. Em 2007 foi lançado aqui em Tupiland O Hospedeiro (Gwoemul, 2006)“, mesmo ano de fundação deste querido blog. E imaginar que uma história sul-coreana sobre um monstro mutante que ataca as pessoas a beira de um rio em Seul seria uma das melhores obras já vistas nesta minha útil e amada lista.

 

Se ficar o bicho pega

Se ficar o bicho pega

 

A trama segue a história de uma família que possui uma barraquinha de comidas às margens do rio Han em Seul. Nesta barraca vivem um pai idoso, um filho desajustado da mente e bastante imaturo e sua jovem neta. Completam a família ainda um outro filho desempregado e uma arqueira olímpica. Todos os problemas se iniciam quando uma estranha mutação surge nas margens do rio e começa atacar a todos, a família sem harmonia precisará se unir para conseguir superar um grande desafio.

O que vi de melhor em “O Hospeiro” foi a mescla de humor, ação, drama e suspense, vai muito além do que simplesmente um filme de monstro. É diversão de primeira qualidade, daquelas ‘aventuras’ que lhe prendem do início ao fim, hora lhe deixando tenso, hora lhe surpreendendo e ainda com momentos divertidos.

 

O monstro e a pobre garota

O monstro e a pobre garota

 

Parte do sucesso desta obra se deve também aos efeitos especiais, que ficaram a responsabilidade da Weta Workshop de Peter Jackson, responsável por Senhor dos Anéis. A qualidade das imagens e cenas com o monstro mutante ficou bastante decente.

Foi uma pena eu não ter conseguido assistí-lo no ano que foi lançado por aqui, fatalmente estaria em minha lista de melhores do ano, porque é sim um dos melhores filmes de monstro que já vi. Ação de primeira com drama familiar bem encaixado e boas doses de ironia fazem de “O Hospedeiro” mais uma obra de destaque da Coréia do Sul, que para mim só tinha o grande Park Chan-wook (Oldboy) como diretor conhecido e a ser lembrado. Simplesmente imperdível, se nunca assistiu coloque-o imediamente em sua lista de filmes a assistir, garanto que irá fazer uma boa escolha.

Atividade Paranormal (Paranormal Activity)

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Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2009 – 87 min)

Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs, Ashley Palmer, Amber Armstrong.
Gênero: Terror.

Sinopse: Um jovem casal se muda para uma casa onde fenômenos inexplicáveis começam a acontecer, eles resolvem filmar tudo a noite, em quanto tentam dormir, pois é o horário em que as Atividades Paranormais normalmente acontecem com maior freqüência.

Finalmente pude comprovar se todo o hype e divulgação frenética a respeito do que é hoje o filme mais lucrativo (proporcionalmente) da história do cinema procedia ou não. Atividade Paranormal (Paranormal Activity) tem lá suas semelhanças com outro grande fênomemo “A Bruxa de Blair“, e é realmente aterrorizante, pelo menos comigo funcionou, saí do cinema com medo.

A trama, assim como a parte técnica e ‘visual’, é bastante simples. Somos apresentados a Micah e Katie, um jovem casal que mora em uma casa onde fenômenos ‘paranormais’ inexplicáveis começam a atormentar a garota. Micah resolve então comprar uma câmera para filmar tudo o que ocorre durante a noite, enquanto tentam dormir. Os problemas surgem quando as tais atividades paranormais começam a piorar.

Casal assustado no quarto

Casal assustado no quarto

O grande trunfo do filme é mesmo prender o espectador aos poucos, fazendo com que se sinta numa história ‘real’ e possível, e grande parte disto se deve ao fato de, ao contrário das obras que são expelidas nos cinemas periodicamente com sustos bobos e forçados, que trazem monstros ou aliens ou ainda cenas de tortura e agonia, fala de pesadelos, entidades paranormais ou demoníacas. Quem nunca ‘brincou’ de se comunicar com espíritos?

Num conjunto de sustos mais ‘tranquilos’ mesclado com algumas situações que até fazem rir, principalmente por Micah ser um idiota e teimoso, fica mesmo para o fim os momentos mais aterrorizantes de “Atividade Paranormal“. E um fato curioso é que após o filme ter seus direitos adquiridos, o final foi mudado oportunamente é claro. O desfecho que foi para a versão atual dos cinemas (e não a exibida em festivais nos EUA tempos atrás) tem uma deixa para continuações.

Katie e Micah

Katie e Micah

Ainda que seja daqueles filmes com estilo amador, trata-se de um ótimo entretenimento, que convence bastante como uma obra digna do gênero. Mesmo com uma pequena dose de exageros nas divulgações e todo hype que girou em torno desta produção, “Atividade Paranormal” cumpre completamente seu objetivo, que é deixar o espectador tenso e aterrorizado. Eu particulamente fui dormir assustado e vi gente até chorando de medo ao meu lado.