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Entre Irmãos (Brothers)
Apr 5th


Entre Irmãos (Brothers: Drama, 2009 – 105 min)
Dirigido por Jim Sheridan com roteiro de David Benioff, Susanne Bier e Anders Thomas Jensen. Estrelando: Tobey Maguire, Jake Gyllenhaal, Natalie Portman, Sam Shepard, Clifton Collins Jr., Bailee Madison, Mare Winningham, Taylor Geare, Patrick Flueger e Carey Mulligan.
Os reflexos que as guerras em que o Estados Unidos participam trazem são sempre muito explorados no cinema, por isso, fica difícil conseguir atrair o interesse das pessoas para ver mais um “filme de guerra“. O grande trunfo de “Entre Irmãos” foi trazer três artistas de considerável destaque para a linha de frente num tema que não tem lá nada de muito novo, o velho “triângulo amoroso” e traumas pós guerra. E aqui temos um filme que eu posso dizer que não é ruim, mas é facillmente dispensável.
A trama segue a história de um capitão do exército americano Sam (Tobey Maguire, O Homem Aranha) que possui uma belíssima esposa (Natalie Portman, A Outra, V de Vingança) e duas filhas. Sam é capturado por afegãos (ele está em missão na guerra contra o país em 2007) e é dado como morto. Em luto e tentando reestabelecer sua vida, Grace acaba encontrando no irmão de Sam (Jake Gyllenhaal, Donnie Darko, Soldado Anônimo, Zodiaco), recém liberado da prisão, um ombro amigo, ou talvez mais do que isso.

O filme tem lá sua história manjada e algumas coisas bem clichê, mas com um pouco de boa vontade da para classificá-lo como um bom filme. Apesar do ritmo um pouco devagar, a história caminha bem e o elenco de rostos um pouco conhecidos ajuda também, mesmo o trabalho deles aqui não sendo dos melhores.
Quem rouba a cena mesmo são as duas meninas que interpretam as filhas do capitão, Bailee Madison e Taylor Geare, com destaque para a que interpreta a mais velha, um excelente trabalho. De resto temos Sam Shepard fazendo um bom trabalho também como o pai dos garotos.
E “Entre Irmãos” se segura mesmo no drama familiar e em alguns momentos onde o diretor apenar insinua as coisas, como por exemplo na hora em que ele apenas mostra a foto do casal bem jovem para descobrirmos que os dois estão juntos desde a adolescência (ainda que mais para frente tudo seja dito). E aí você junta neste drama familiar, desconfianças, dificuldades de enfrentar luto, resistir a beleza e solidão da mulher do irmão, pai com preferência por filho “direito” em detrimento ao ex-presidiário e por aí vai.

Claro, o grande embate é o tal triângulo amoroso e acompanhar os traumas que a guerra pode deixar nos ex-combatentes, o que acaba refletindo na vida de seus familiares. Sem contar a grande produção de filmes em torno deste tema, é isso o que afinal a guerra consegue produzir, transtornos em todos os graus para as pessoas que participam dela.
Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
Feb 9th

Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008/2010 – Drama, Guerra: 131 min)
Dirigido por Kathryn Bigelow com roteiro de Mark Boal. Estrelando: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly.
Devido a controversa estratégia de distribuição de filmes por aqui, um fato no mínimo curioso fez com que Guerra ao Terror (The Hurt Locker) aparecesse primeiro em DVD e só depois desse as caras nos cinemas. O antes inviável e com pouca perspectiva de lucro, hoje se trata de um dos favoritos ao Oscar (com 9 indicações) e que já abocanhou mais de 50 outros prêmios. E realmente se trata de uma produção digna de todas as críticas e repercusões positivas que vem recebendo mundo afora.
A trama segue a trajetória de um grupo de soldados americanos nos seus últimos dias em missão no iraque. Numa tentativa de desarmar uma bomba, o sargento Matt Thompson (Guy Pearce, Amnésia) acaba morrendo. Para seu lugar surge então Willian James (Jeremy Renner), um sujeito tido por alguns como o melhor e mais ousado desarmador de bombas, enquanto para outros parece ser apenas um completo insano e incosequente.
Com ares de documentário, “Guerra ao Terror” foi o melhor filme sobre a guerra do Iraque que já assisti. Sem ficar querendo demonstrar cenas heróicas ou melodramáticas e fantasiosas, a escolha de colocar nos papéis principais atores menos conhecidos, deixando os mais famosos como meros coadjuvantes, ajuda a intensificar a proposta de demonstrar o conflito de uma forma real.

O fato da guerra colocar soldados para arriscar as suas vidas em meio a insurgentes dispostos a matar e morrer, com tantas bombas a serem desarmadas no meio de Bagdá entre tantos civis (como indentificar os inocentes no meio daquele inferno?) , é realmente assustador. O grupo Bravo tem apenas 38 dias para cumprir sua missão, mas cada dia que passa demonstra ser uma tarefa piscologica e fisicamente bastante desgastante.
Muito mais que um retrato fiel do conflito no Iraque, o filme nos demonstra que entre as dificuldades de uma guerra a humanidade pode ser deixada um pouco de lado. E no meio de tanta gente temos os que estão definitivamente no lugar errado, os que estão loucos para voltar e ainda os que estão tão viciados naquilo tudo que , para eles, a palavra “lar” ou “família” pode assustar mais do que cortar fios de explosivos.
Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)
Oct 13th

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009 – 162 min)
Direção: Quentin Tarantino.
Roteiro: Quentin Tarantino.
Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Eli Roth, Michael Fassbender, Diane Kruger, Daniel Brühl, Til Schweiger, Gedeon Burkhard, Jacky Ido, B.J. Novak, Omar Doom, August Diehl, Denis Menochet.
Gênero: Guerra, Drama.
Sinopse: Os Bastardos são um grupo de soldados de origem judaica na Segunda Guerra Mundial. O objetivo deles é matar nazistas, o que eles fazem com requintes de crueldade.
Desde 1992 com Cães de Aluguel, passando por Pulp Fiction até Kill Bill, Tarantino juntou tudo o que aprendeu em vida com sua paixão pelo cinema e criou um estilo próprio em seus filmes. Podería-se adicionar um novo gênero a eles, Tarantino. Em Bastardos Inglórios a impressão que eu tive é que ele pegou tudo o que de melhor fez em seus projetos anteriores e criou sua obra mais bem trabalhada, ou poderia dizer até sua obra prima – aliás, isto é dito ‘metaforicamente‘ na trama.

Eli Roth e Brad Pitt
A trama traz uma história ficcional de segunda guerra que começa na França ocupada por nazistas. É lá que conhecemos o coronel nazista Hans Landa, interpretado magistralmente por Caetano Veloso Christoph Waltz, que simplesmente merece um prêmio a parte, um Oscar não cairia nada mal. Hans Lada vai até lá para caçar uns judeus e Shosanna (a lindíssima Mélaine Laurent) foge como única sobrevivente. Ela cria então uma nova indentidade como dona de cinema. Na Europa o tentente Aldo Raine, interpretado muito bem por Brad Pitt, deixa Hitler e os nazistas enlouquecidos com seu esquadrão conhecido como “Os Bastardos“. Em uma missão com uma atriz e agente dupla alemã eles tentam exterminar vários nazistas de uma só vez, e o plano deles acaba convergindo com os de Shosanna.
Logo na primeira cena, ou melhor, no primeiro capítulo do filme, vemos uma aula de diálogos e frases contundentes, muita ironia guardada para a hora certa. Tudo começa com muita calma, nunca de forma entendiante diga-se de passagem, até um sensacional desfecho. Assim caminhamos nos demais capítulos até o fim da história.

Waltz desde o capítulo 1 tomando conta do filme
Em Bastardos Inglórios vemos todas as caracetrísticas e referências das obras de Tarantino, sejam os diálogos intensos, humor bem encaixado ou um pouco de violência. Para quem não conhece as obras dele pode até se remexer um pouco da cadeira com os escalpos dos nazistas ou ainda as porradas com taco de beiseball, mas lhes digo, esse para mim foi um dos filmes menos sanguinolentos e violentos dele que já assisti.
Trata-se de um filme simples mais inteligente, recheado de bons atores e belíssimas atuações. Os personagens são bastante caricatos e alguns como Aldo Raine bem carismáticos. Já o coronel Hans Landa, o caçador de judeus, se tornou para mim um dos vilões mais memoráveis do cinema, se Brad Pitt está muito bem e bastante divertido em seu papel, Waltz está em outro plano.

A bela Mélaine Laurent como Shosanna
A trama um pouco longa (162 minutos) e a costumal, ainda que para mim ‘light’, violência tarantinesca pode fazer com que os menos aficcionados por cinema e por Tarantino não gostem muito do filme. Por essas e outras tem gente que considera Tarantino um maluco, um nerd cinéfilo que parece não ter amadurecido. Tomara mesmo que ele nunca amadureça, que continue arrancando escalpos e me proporcionando excelentes momentos de diversão nas salas de cinema.
Operação Valquíria (Valkyrie)
Jun 25th


Operação Valquíria (Valkyrie – EUA/Alemanha 2008, Brasil 2009 – 120 min)
Direção: Bryan Singer.
Roteiro: Christopher McQuarrie e Nathan Alexander.
Elenco: Tom Cruise, Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Carice van Houten, Thomas Kretschmann.
Gênero: Suspense, Drama, Guerra.
Sinopse: Após retornar à Alemanha, um coronel se envolve em um complô que tem por objetivo assassinar Adolph Hitler. Dirigido por Bryan Singer (X-Men) e com Tom Cruise, Kenneth Branagh, Tom Wilkinson, Bill Nighy e Terence Stamp no elenco.
Lançado nos EUA ano passado, Operação Valquíria (Valkyrie) traz com grande trunfo do elenco Tom Cruise como personagem principal. Ele inclusive rodou o mundo para promover este filme e até por aqui no Brasil deu as caras. Demorei um pouco para assistir, e mais um tanto para poder publicar aqui no blog, fato este devido a ser um bom filme sim, mas nada mais que isso.

A trama nos mostra a história de Claus von Stauffenberg (Tom Cruise), coronel do exército alemão que tentou assassinar Adolf Hitler. Talvez o maior problema encontrado para realização desta obra, tenha sido conseguir prender a atenção do espectador, afinal trata de algo já conhecido e que qualquer um que saiba um pouco de história contemporânea já sabe como tudo vai terminar.
Na realidade, ao invés de se conseguir criar um bom clima de suspense, o filme vai nos levando até seu desfecho em ‘banho maria’. As atuações do elenco estão na medida do aceitável. O trabalho na questão dos figurinos e até na ambientação dos cenários de época estão sim muito bons. É visível o cuidado de Bryan Singer (X-Men 1 e 2, Superman O Retorno) nestes quesitos.

Operação Valquíria é mais um filme de holocausto, quem já se cansou deles e ainda não o assistiu não está perdendo muita coisa. Não se trata daqueles filmes que eu possa dizer: “Corra e trate logo de assistí-lo”. É bom sim, mas é daqueles que com o tempo deverão cair no esquecimento e não deixar nenhuma marca para o cinema.
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