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[Contos de Cinema] – Nada acontece em Elizabethtown
Mar 9th
Todo mundo tem alguma história engraçada ou curiosa que já viveu nos cinemas, e foi por isso que resolvi criar esse editorial no blog, que era (agora todos os editoriais estão seguindo uma periodicidade digna aqui no Porra, Man!) um dos mais abandonados.
Por enquanto estou contando causos e contos de cinema que aconteceram comigo, mas é sempre oportuno lembrar que quem quiser enviar alguma história é só entrar em contato que publico e coloco as apresentações, links e o que mais “quiseres”.

Nada Acontece em Elizabethtown
No ano de 2005 d.C. fui ao cinema com a primeira dama conferir “Tudo Acontece em Elizabethtown”, filme que contava com as participações de Orlando Bloom (o Legolas de Senhor Dos Anéis) e Kirsten Dunst (a Mary Jane do Homem Aranha) sem contar que era dirigido por Cameron Crowe, sujeito que me fez ir ao delírio com “Quase Famosos (Almost Famous)”, grande obra que figurou inclusive em meu Top 20 Melhores da Década (passada é claro).
A trama fala sobre um sujeito (Orlando Bloom) que criou um tênis em formato de arraia que gerou um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a empresa. Seu chefe (Alec Baldwin, Simplesmente Complicado) não pensa nem duas vezes e demite o rapaz. No meio disso tudo ele acaba recebendo a notícia que seu pai, que não via a tempos, faleceu. Ele então vai até a cidade que seu pai vivia, reencontra familiares e também conhece uma aeromoça (Kirsten Dunst, Um Louco Apaixonado) que mexe com ele.
Paradoxalmente, o título nacional para mim não fazia nenhum sentido, porque mesmo com tantas tramas paralelas a sensação que eu tinha era que nada acontecia (pelo menos nada de interessante).
A minha experiência neste dia foi dolorosa, o filme se arrastava sem nenhum atrativo e eu já não agüentava mais a muito tempo, até que tomei a decisão de sair da sala. Raramente faço isso (fiz com “O Magnata”), mas, neste dia eu senti que tava merecendo. E o mais engraçado é que não fui o único a ir embora.
Lembro que Ramon na época pegou um ar incrível quando eu disse isso, se referindo que saí bem na melhor parte quando a banda toca e tudo pega fogo. Para mim aquilo mais parecia filme de gente metida a indie maduro que fica vendo subjetividades e metáforas em tudo.

4 Anos Depois, Tudo Acontece em Elizabethtown
Certo dia no canal Telecine liguei e estava passando justamente o filme que tanto odiei na época, e incrivelmente estava próximo da parte que tinha saído, resolvi então continuar. Com tanta gente recomendando talvez o final fizesse algum sentido.
Para minha grata surpresa o filme realmente acontece um pouco depois de onde tinha parado, e é justamente quando Drew pega a urna com as cinzas de seu pai e faz uma viagem que Claire preparou para ele, nos mínimos detalhes. Ele vai trilhando esse caminho e espalhando as cinzas do pai por diversos lugares interessantes. As partes que ele “conversa com seu pai” também são muito legais.
Ficou a lição, até mesmo filmes merecem uma segunda chance. E “Elizabethtown” figuraria em minha lista de grandes obras caso cortassem os dois terços iniciais do longa e reduzissem ele a uns 15 minutos, não faria falta e se tornaria uma excelente obra.
Além de uma bonita lição, “Tudo Acontece em Elizabethtown” deixa uma trilha sonora muito boa que vale a pena ser ouvida.
Pandorum
Mar 4th

Pandorum (Suspense, Ficção Científica: 2009/2010 – 108 min)
Dirigido por Christian Alvart com roteiro de Travis Milloye Christian Alvart. Estrelando: Dennis Quaid, Ben Foster, Cam Gigandet, Antje Traue, Cung Le, Eddie Rouse e Norman Reedus.
A ficção científica de suspense ou terror esteve um pouco abandonada nos últimos anos. Desde “Alien – O Oitavo Passageiro” que pouca coisa digna de nota foi lançada. E é justamente no melhor estilo “Alien” que “Pandorum” começa, com uma atmosfera de cenas muito tensas e competentes. A parte ruim de tudo isso é a forma lamentável que o filme termina.
A trama segue a história de dois membros da tripulação de uma imensa nave espacial que despertam de um ‘hipersono’ sem lembranças do que estão fazendo ali. Não demora muito e eles descobrem que não estão sozinhos, estranhas criaturas parecem caçar as raras pessoas que ainda estão na nave. Em meio a luta pela sobrevivência, eles precisam ainda arrumar uma forma de reativar a energia da nave para chegarem ao seu destino, o planeta Tanis, novo destino dos humanos já que a terra está nas últimas.
A grande sacada do filme, pelo menos do início dele, é a tensão que ele proporciona. Com cenas escuras e cortes rápidos, conseguiram criar um atmosfera e uma linha narrativa bem interessante, ainda que não seja nenhuma novidade. Parte disso se deve as atuações bastante convicentes de Ben Foster (30 Dias de Noite) e Denis Quaid.

O grande problema de “Pandorum” fica mesmo com algumas passagens desnecessárias e, principalmente, o seu desfecho “eu quero ser” “Sunshine – Alerta Solar“. Ao sair da atmosfera simples mas bastante eficiente do início do filme, o diretor Christian Alvart acabou por querer colocar as mãos onde não conseguia alcançar, e o que ele conseguiu mesmocom isso foi estragar uma obra promissora.
O resultado de um ótimo início com um desfecho decepcionante – me explique aquelas cenas de computação gráfica terríveis que vemos no final – só podia mesmo dar num filme regular, infelizmente. Longe de ser uma obra ruim a ser desprezada, eu diria que Pandorum é um filme quase bom, faltou apenas “viajarem” menos.







