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Zumbilândia (Zombieland)
Feb 5th

Zumbilândia (Zombieland, 2009: Terror, Comédia, Ação – 88 min)
Dirigido por Ruben Fleischer, com roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick. Estrelando: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin e Bill Murray.
George Romero se consagrou como o mestre dos filmes de zumbi, que se tornou até um gênero de filme. Suas obras sempre foram reconhecidas por terem um cunho social por detrás de toda a mística em torno dos mortos-vivos. “Zumbilândia (Zombieland)“, ao contrário disto, é a mais pura diversão do início ao fim.
E o diretor Ruben Fleischer disse que a idéia para fazer Zombieland surgiu mesmo quando ele assistiu “Todo Mundo Quase Morto”, que possui altas doses de humor negro. Não tenho nem como explicar a minha fascinação por filmes de Zumbi, sejam eles do mestre Romero ou adaptações de filmes seus como ótimo “Madrugada dos Mortos” de Zack Snyder, ou ainda projetos como este, eu sempre assisto porque adoro.

E Zumbilândia já mostra para o que veio logo nos créditos iniciais, onde, através de uma narrativa do personagem Columbus, ele descreve alguma de suas regras para sobrevivência no mundo agora tomado por estes mortos-vivos (que são acelerados bem ao estilo dos vistos em “Extermínio”). A diversão já começa a partir daí e em alguns momentos parece até um jogo de videogame as cenas.
Na trama seguimos a história de Columbus (Jesse Eisenberg, Adventureland), um sujeito um tanto quanto nerd e que tinha uma vida que podemos taxar como insignificante antes do planeta se tornar a ‘Zumbilândia’. Certo dia ele encontra um sujeito ‘durão’ chamado Tallahassee (Woody Harrelson, 2012, Onde os Fracos não tem Vez) e vai com ele de carona num verdadeiro ‘road-movie’, vivendo com suas regras e observando Tallahassee se divertir matando zumbis de tudo quanto jeito e até elegendo a morte da semana.

Numa parada eles encontram duas espertas (até demais) garotas: Wichita (Emma Stone, Superbad – É Hoje) e Little Rock (Abigail Breslin, Pequena Miss Sunshine), que estão até melhor habituadas que eles a viver neste mundo hostil.
Todo o elenco faz um trabalho sensacional e esbanja carisma mas, dos protagonistas, o destaque fica mesmo para Woody Harrelson que está hilário. O jovem Jesse Eisenberg continua demonstrando que tem um futuro bastante promissor, mesmo sendo comparado por muita gente com o Michael Cera. As meninas também contribuem e muito para fazer de Zombieland um filme divertidíssimo e interessante. Agora, a participação de Bill Murray (com direito até a cena extra após os créditos) é impagável e vale o filme.

Longe de querer ser uma obra prima do cinema, o que os diretores, roteiristas e atores quiseram deixar como principal marca em Zumbilândia é mesmo a diversão sem limites. Com cenas geniais, politicamente incorretas e algumas memoráveis, um lugar na minha lista de melhores que vi este ano já está devidamente ocupado, e com méritos.
PS: Mais assustador do que viver em Zumbilândia é morar numa província como Salvador (3º maior cidade em população no Brasil). O filme, que tinha cartazes espalhados até num cinema por aqui, no dia da estréia “lá no Brasil” (Royalties para Ramon Prates) simplesmente não apareceu na programação, até mesmo o dito cartaz sumiu. Esperei meses até a estréia nacional, pois queria pagar para ver no cinema, e mais uma vez me vi decepcionado com a distribuição dos filmes por aqui. Mas enquanto houver torrents, existe esperança.
Lunar (Moon)
Jan 19th
Lunar (Moon, 2009/2010 DVD – 97 min)
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Duncan Jones, Nathan Parker
Elenco: Sam Rockwell, Matt Berry, Robin Chalk,Kevin Spacey.
Gênero: Ficção Científica, Suspense.
Sinopse: Astronauta tem experiência transcedental ao fim de um período de três anos de pesquisas na Lua, quando descobriu maneiras de resolver o problema de energia da Terra.
É incrível o descaso que alguns filmes recebem de nossas distribuidoras, enquanto nossas salas são bombardeadas com filmes de gosto duvidoso, excelentes obras como “Lunar (Moon)” vão parar direto em nossas prateleiras das locadoras. Desde o ano passado, quando foi lançado lá fora e chegou a figurar em minha lista dos mais esperados de 2009, que o trabalho do diretor/roteirista Duncan Jones (que é filho do grande David Bowie) vem ganhando a crítica e sendo bastante elogiado. Simplesmente não dá para entender como é possível se ignorar uma excelente obra da ficção científica com esta.
Na trama conhecemos o astronauta Sam Bell (Sam Rockwell) que trabalha em uma estação lunar e está perto de voltar para casa, já que seu contrato de 3 anos está chegando ao fim. A sua única companhia é GERTY, um robô com inteligência artificial bem avançada e tendo a voz de Kevin Spacey. Seus problemas se iniciam quando ele sofre um acidente e entre algumas visões estranhas descobre uma verdade assustadora.
O ator Sam Rockwell, que tinha feito “O Guia do Mochileiro das Galaxias” dá um show de exibição e é uma das principais razões de sucesso de “Lunar“. Apresentar a comunicação e interação entre seu personagem e a Inteligência Articial GERTY expressando suas “emoções” através de emoticons é outro ponto bem interessante deste filme.
Para quem não é muito chegado em ficções científicas pode achar o filme um pouco chato, já que em quase sua totalidade temos o ator Sam Rockwell à frente, sem cenas de ação, sem efeitos especiais mirabolantes ou explosões tresloucadas, o que ultimamente tem sido ‘regra’ em produções do gênero.
Ps: Dmtry, super parceiro do Pipoca de Bits, trouxe à tona outro descaso, o da Sony Pictures que resolveu não apoiar Sam Rockwell em uma campanha para indicá-lo ao Oscar. Existe um abaixo assinado que será enviado aos membros da academia pedindo a sua indicação. Assine no link abaixo:
Tá Rindo do Quê? (Funny People)
Jan 10th

Tá Rindo do Quê? (Funny People, 2009/2010 – 146 min)
Sinopse: George é um cômico stand up de tremendo sucesso que um dia descobre ter uma doença com poucas chances de cura. Ira também é cômico, possui um certo talento, mas trabalha num restaurante e ainda sonha em se tornar um artista de respeito nas poucas vezes que sobe ao palco. Certa noite, quando os dois acabam se apresentando no mesmo local, George decide contratá-lo para ser seu assistente pessoal. Nasce então uma grande amizade entre eles.
Direção: Judd Apatow
Roteiro: Judd Apatow
Elenco: Adam Sandler, Seth Rogen, Leslie Mann, Eric Bana, Jonah Hill, Jason Schwartzman, Aubrey Plaza, Maude Apatow, Iris Apatow
Gênero: Drama, Comédia.
Poucas vezes a ‘tradução’ de títulos de filmes para o Brasil soa melhor que o original, e foi o que aconteceu com “Funny People” que virou “Tá Rindo do Quê?“. Sem contar os grandes sucessos da comédia recente nos cinemas que Jud Apatow produziu, esta é a terceira obra que ele dirige – antes tivemos “O Virgem de 40 Anos” e “Ligeiramente Grávidos“. E de todos que ele participou, este é sem dúvidas o filme mais adulto e que, se não fosse tão grande sua duração, teria um destaque maior do que apenas as nossas prateleiras de DVD.
Na trama conhecemos George Simons (Adam Sandler), um comediante de muito sucesso e com muito dinheiro é claro. Certo dia ele acaba conhecendo num show Ira (Seth Rogen, Ligeiramente Grávidos, Pagando Bem, Que Mal Tem?) que é um comediante que está começando. Ele vê algo no rapaz e decide contratá-lo para ser seu assistente pessoal. Aos poucos uma amizade começa a surgir entre os dois, e Ira tenta fazer George mais humano e feliz.

Na verdade existem outras tramas paralelas com os colegas de quarto de Ira, relações amorosas e tudo mais, só que o filme tem uma duração tão grande e acontece tanta coisa que, se eu fosse parar para comentar sobre tudo isso ninguém iria conseguir ler até o fim. E foi quase isso que senti ao ver o filme, tem momentos que são tediosos e que se você não for uma pessoa paciente e persistente não conseguirá chegar até o fim.
E é no elenco que temos o melhor deste filme, todos muito bem afiados e convincentes em seus papéis. Adam Sandler faz uma atuação realmente muito boa, de tirar o chapéu até dos que odeiam ele e seus trabalhos. Seth Rogen, para mim, é o melhor do filme. Temos ainda interessantes participações de Leslie Mann, Eric Bana (Star Trek, Te Amarei para Sempre), Jonah Hill (o gordinho do Superbad), sem esquecer das filhas do diretor Maude e Iris Apatow. E ainda tem Eminem fazendo uma cena hilária.
Pode até soar um pouco estranho, mas o que tenho a dizer sobre “Ta Rindo do Quê?” é que se trata de um bom filme, com boas atuações e uma história bonita, mas é um pouco chato e grande demais. Não me faria nenhuma falta se sumissem uns 30 ou 40 minutos, garanto que até as distribuidoras poderiam pensar em lançá-lo nos cinemas por aqui, mas desse jeito que ele foi feito só servirá mesmo para os fãs dos trabalhos de Apatow e sua turminha conhecer seu projeto mais adulto e ‘maduro’.
S. Darko
Jul 13th


S. Darko (S. Darko A Donnie Darko Tale, DVD 2009 – 103 min)
Direção: Chris Fisher.
Roteiro: Nathan Atkins baseado nos personagens de Richard Kelly.
Elenco: Daveigh Chase, Briana Evigan, Elizabeth Berkley
Gênero: Suspense.
Sinopse: Na continuação de “Donnie Darko”, a irmã caçula de Donnie, Samantha Darko, e seu melhor amigo, Corey, estão com 18 anos. Durante uma viagem para Los Angeles, os dois são atormentados por visões bizarras.
Assim que tive notícias que iriam fazer uma sequência para o grande ‘cult’ Donnie Darko, temi pelo pior. Já virou quase que padrão, se um filme faz sucesso nas bilheterias ou vira um grande cult, todo mundo corre para tentar ganhar mais dinheiro e é aí que surgem as sequências. O grande problema, como ocorre aqui em S. Darko (lançado diretamente em DVD) , é quando elas são mal executadas e acabam por manchar um grande clássico.
O diretor Chris Fisher e o roteirista Nathan atkins conseguiram apenas fazer uma imitação, e da pior qualidade, do filme antecessor. Simplesmente misturaram todos os elementos do primeiro de maneira aleatória. Visões psicodélicas, um fake Coelhão Sinistro, viagens no tempo a torto e a direito, e tome-lhe tudo guela abaixo até chegar no ridículo final.

A trama segue Samantha Darko (Daveigh Chase), 7 anos depois da morte de seu irmão Donnie, numa viagem com sua amiga (Briana Evigan). Não tarda muito e elas começam a serem atormentadas por estranhas visões.
O elenco já não é muito bom, mas tem um sujeito que interpreta um ‘nerd’, ou algo próximo a isso, que é terrível, parece ter saído do Hermes e Renato seu figurino. As meninas então apelaram demais. Enquanto a protagonista só aparece com shortinhos ou vestidos curtos em 90% do tempo, a sua amiga só aparece com um micro-short. Talvez seja a única coisa que sirva para prender a atenção do público masculino.

Em S. Darko quase nada faz sentido, temos as idéias e sacadas de Donne Darko chupadas e jogadas de qualquer jeito e totalmente desconexas. Definitivamente um filme muito ruim, desnecessário e inútil. Corra e viaje no tempo para jogar um meteoro ou turbina de avião na cabeça dos responsáveis por mais uma pérola cinematográfica.
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