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	<title>Porra, man!drama | Porra, man!</title>
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	<description>Cinema e Séries do jeito que você entende.</description>
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		<title>Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/02/precisamos-falar-sobre-o-kevin-we-need-to-talk-about-kevin/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 10:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[horror]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando tragédias assustadoras acontecem todos ficamos a questionar quais motivos levaram até aquilo, porque se chegou a tal ponto, qual seria o propósito afinal? Ficamos complacentes com os parentes das vítimas e imaginamos a sua dor, mas será que paramos pra pensar na dor dos parentes mais próximos ou nos pais dos responsáveis por tal tragédia ou simplesmente os culpamos pelo “descuido” na criação destes tipos de indivíduos? Será que é apenas mal criação ou existe algo que predetermina as atitudes de um ser, ou seria o meio que faz o indivíduo? Os questionamentos são inúmeros e este filme de Lynne Ramsay, adaptação do livro escrito por Lionel Scriver (o qual eu não li e, portanto, não posso dizer o quão fiel está), ao contrário do que muita gente possa imaginar antes de o assistir, apenas apresenta uma história que é na verdade uma espécie de “apanhado” de diversos depoimentos e fatos de diferentes tragédias como aquela famosa de Columbine onde dois garotos entraram num colégio e mataram vários amigos antes de se suicidarem. Numa mistura muito interessante e intensa entre drama, suspense e horror, “Precisamos Conversar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)”, traz a história de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Quando tragédias assustadoras acontecem todos ficamos a questionar quais motivos levaram até aquilo, porque se chegou a tal ponto, qual seria o propósito afinal? Ficamos complacentes com os parentes das vítimas e imaginamos a sua dor, mas será que paramos pra pensar na dor dos parentes mais próximos ou nos pais dos responsáveis por tal tragédia ou simplesmente os culpamos pelo “descuido” na criação destes tipos de indivíduos? Será que é apenas mal criação ou existe algo que predetermina as atitudes de um ser, ou seria o meio que faz o indivíduo?</p>
<p>Os questionamentos são inúmeros e este filme de <strong>Lynne Ramsay</strong>, adaptação do livro escrito por <strong>Lionel Scriver</strong> (o qual eu não li e, portanto, não posso dizer o quão fiel está), ao contrário do que muita gente possa imaginar antes de o assistir, apenas apresenta uma história que é na verdade uma espécie de “apanhado” de diversos depoimentos e fatos de diferentes tragédias como aquela famosa de Columbine onde dois garotos entraram num colégio e mataram vários amigos antes de se suicidarem.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9874" title="Precisamos-falar-sobre-o-Kevin" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/Precisamos-falar-sobre-o-Kevin.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Numa mistura muito interessante e intensa entre drama, suspense e horror, <strong>“Precisamos Conversar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)</strong>”, traz a história de uma mãe que tenta levar a vida e conviver com a dor e toda a sorte de sentimentos antagônicos em relação à responsabilidade que sente pelas ações de seu filho que, desde seu nascimento, viveu uma relação extremamente conturbada com ela.</p>
<p>Faz toda a diferença a forma como a história é <em>contada/apresentada</em> aqui, seguindo uma trajetória não linear e que deixa o expectador experimentar sensações de angústia e tensão à medida que vai descobrindo, aos poucos, como tudo aconteceu. A<strong> forma como o roteiro foi construído contribui e muito para todo o clima de suspense e mistério que gira em torno da trama</strong>.</p>
<p>Mas nada disso causaria um impacto tão grande (como causou em mim pelo menos) não fossem as atuações incríveis de <strong>Tilda Swinton</strong> (“<a href="http://www.porraman.com/2009/01/o-curioso-caso-de-benjamin-button-the-curious-case-of-benjamin-button/" target="_blank">O Curioso Caso de Benjamin Button</a>”) e <strong>Ezra Muller</strong> que fazem respectivamente mãe e filho (na fase adolescente). Enquanto Tilda (incrivelmente ignorada pelo Oscar) está excepcional em seu papel de mãe desesperada e sem saber como lidar com seu filho, <strong>Ezra Muller</strong> interpreta um adolescente detestável e assustador. É interessante também a forma como a relação dos dois é mostrada, inclusive com cenas sugerindo que apesar das aparentes diferenças eles podem ter muito em comum, mas até do que gostariam de admitir.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9872" title="417458-hit-3" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/417458-hit-3.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Em determinada parte do filme Kevin diz para a mãe que o propósito de tudo aquilo que ele vem fazendo é simplesmente não ter propósito. Para o espectador que estava até aquele instante procurando apontar um culpado para a forma como tudo aquilo veio acontecer (sem maiores detalhes para não acabar com surpresas) é um verdadeiro tapa na cara. E agora, de quem é a culpa? Será do pai um tanto quanto relapso, a mãe que nunca soube lidar com seu filho ou simplesmente o garoto foi um <em>enviado do coisa ruim</em>? E será que existem culpados?</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9875" title="precisamos-falar-sobre-o-kevin-poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/precisamos-falar-sobre-o-kevin-poster-221x300.jpg" alt="" width="199" height="270" />Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011/2012 &#8211; 112 min)<br />
Drama, Suspense.</strong></p>
<p>Dirigido por Lynne Ramsay com roteiro de Lynne Ramsay e Rory Kinnear adaptando livro de Lionel Shriver. Estrelando: Tilda Swinton, Ezra Miller, John C. Reilly e Jasper Newell.</p></blockquote>
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		<title>Histórias Cruzadas (The Help)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/02/historias-cruzadas-the-help-critica-filme/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 10:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[Não fossem as indicações ao Oscar confesso que dificilmente iria assistir “Histórias Cruzadas (The Help)”. O trailer não me deixou nada curioso mas estar na lista dos indicados a melhor filme, isso sim me levou a correr atrás dele. Adaptado de um best seller escrito por Kathryn Stockett o filme dirigido e escrito por Tate Taylor traz uma boa história sobre segregação racial, muito bem ambientada e com ótimas atuações que fazem jus e merecem as indicações para as atrizes no grande prêmio do cinema neste ano mas, sério, melhor filme? Na trama somos levados até uma pequena cidade do Mississipi na década de 1960 onde a segregação racial impera. Lá somos apresentados à jornalista Eugenia Skeeter (Emma Stone, “A Mentira”) que começa a entrevistar mulheres negras que já possuem seu destino previamente traçado como domésticas perguntando a elas como é a vida de empregada que toma conta dos filhos dos brancos (e deixa os seus em caso a cuidado de outras pessoas) dentre outras questões tão polêmicas quanto esta. A primeira a aceitar o desafio (era um crime nessa época) é Aibileen Clark (Viola Davis, “Dúvida”). Filmes sobre preconceito racial, infelizmente, nunca saem de moda nos cinemas até porquê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bom: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Não fossem as <a href="http://www.imdb.com/title/tt1454029/awards" target="_blank">indicações ao Oscar</a> confesso que dificilmente iria assistir “<strong>Histórias Cruzadas (The Help)</strong>”. O trailer não me deixou nada curioso mas estar <strong>na lista dos indicados a melhor filme, isso sim me levou a correr atrás dele</strong>. Adaptado de um <em>best seller</em> escrito por <strong>Kathryn Stockett</strong> o filme dirigido e escrito por <strong>Tate Taylor</strong> traz uma boa história sobre segregação racial, muito bem ambientada e com ótimas atuações que fazem jus e merecem as indicações para as atrizes no grande prêmio do cinema neste ano mas, sério, melhor filme?</p>
<p>Na trama somos levados até uma pequena cidade do Mississipi na década de 1960 onde a segregação racial impera. Lá somos apresentados à jornalista Eugenia Skeeter (<strong>Emma Stone</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2011/06/a-mentira-easy-a-critica-filme/" target="_blank">A Mentira</a>”) que começa a entrevistar mulheres negras que já possuem seu destino previamente traçado como domésticas perguntando a elas como é a vida de empregada que toma conta dos filhos dos brancos (e deixa os seus em caso a cuidado de outras pessoas) dentre outras questões tão polêmicas quanto esta. A primeira a aceitar o desafio (era um crime nessa época) é Aibileen Clark (<strong>Viola Davis</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/08/duvida-doubt-critica-filme-oscar/" target="_blank">Dúvida</a>”).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9860" title="Historias-Cruzadas" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/20120201-filmes_1448_Historias-Cruzadas-10.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Filmes sobre preconceito racial, infelizmente, nunca saem de moda nos cinemas até porquê <strong>o tema ainda é algo que precisa ser amplamente debatido e combatido</strong>. Algumas das produções acabam diversas vezes soando piegas mas o diretor e roteirista<strong> Tate Taylor conseguiu trabalhar bem no roteiro entregando ao espectador uma história bem contada e sem maiores exageros</strong> (ainda que, em alguns momentos, o nível de pieguice chegue a soar o alarme). Sua obra discute sobre assuntos bastante delicados nos ambientando muito bem com o contexto histórico e social da época, desde pequenos detalhes como o lugar onde os negros se sentavam nos ônibus naqueles tempos até a algumas passagens com depoimentos televisivos de <em>Martin Luther King</em>.</p>
<p><strong>É quase unanimidade que o diferencial e grande ponto positivo desta produção está mesmo no elenco, a começar por Viola Davis indicada ao Oscar de melhor atriz</strong> que, como de praxe em sua carreira, entrega mais uma atuação incrível. Temos ainda as indicadas ao Oscar de melhor atriz coadjuvante <strong>Jessica Chastain</strong>, que faz a loirinha doidinha e muito carismática Celia Foote, e <strong>Octavia Spencer</strong>, que interpreta de maneira muito divertida a “<em>sem meias palavras</em>” Minny Jackson (que tem uma cena incrível de vingança). Foras as indicadas gostei também do trabalho de<strong> Emma Stone</strong>, fugindo um pouco (tá bom, nem tanto assim) de seus costumeiros trabalhos “<em>descolados</em>” e ainda <strong>Bryce Dallas Howard</strong> (“<a href="http://www.porraman.com/2008/03/lista-de-filmes-a-dama-na-agua-lady-in-the-water/" target="_blank">A Dama Na Água</a>”) que faz a detestável Hilly. O restante do elenco também não decepciona e todas (já que os homens estão meio ‘ocultos’ na história) estão muito bem em seus papéis.</p>
<p>Apesar das boas atuações e do bom trabalho no roteiro, que consegue manter o espectador com um grau de atenção e interesse aceitável durante suas quase duas horas e meia de projeção, <strong>“História Cruzadas</strong>” peca em alguns pontos que o tornam, em minha opinião,<strong> um filme bom sim, mas pouco ousado e muito clichê, feito do jeito que premiações gostam</strong>. Ao estigmatizar vilões e mocinhos trazendo personagens bastante caricatos e facilmente identificáveis como bonzinhos e malvadinhos – a mulher que quer lutar pelo direito das negras domésticas é uma solteirona que não arruma marido, a única mulher branca que trata bem sua empregada é uma que vive longe da ‘vila’ e meio reclusa, e por aí vai –  o filme fica naquele jogo do “<em>morde e assopra</em>”, apresenta um fato intrigante e sério, cutuca a ferida, mas logo em seguida alguém vem por panos quentes e dar ao espectador aquele conforto, aquela sensação que faz com que alguns o denominem (e irritem várias pessoas com isso, né <a href="http://turminhadoramon.blogspot.com" target="_blank">Ramon</a>?) como “<em>feel good movie</em>”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9862" title="Histórias-Cruzadas" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/Histórias-Cruzadas.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A sensação que tinha ao ver o trailer de que seria apenas mais um daqueles filmes bonitinhos, certinhos e manjados se perpetuou depois que o assisti. Tenho uma grande convicção que ele<strong> não possui a mínima chance na corrida para a estatueta de melhor filme neste Oscar de 2012</strong>, indicação esta que, para o bem da verdade e da justiça pessoal, me deixou bastante surpreso. Trata-se, apesar de todas estes meus “<em>poréns</em>”, de <strong>um bom drama com alguns momentos certeiros de humor que deve agradar a maioria do público</strong> que o for assistir nos cinemas e que merece todos os elogios, indicações e premiações em tudo que se refere ao elenco, mas como filme ele falta muito para estar em uma lista de melhores.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9859" title="Poster - The Help" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/33-212x300.jpg" alt="" width="170" height="240" />Histórias Cruzadas (The Help, 2011 &#8211; 146 min)<br />
Drama, Comédia.</strong></p>
<p>Um filme de Tate Taylor adaptando livro de Kathryn Stockett. Estrelando: Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer, Bryce Dallas Howard, Jessica Chastain, Ahna O&#8217;Reilly, Allison Janney, Anna Camp, Chris Lowell, Cicely Tyson e Mike Vogel.</p></blockquote>
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		<title>Os Descendentes (The Descendants)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 11:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nem todo mundo se dá conta, mas às vezes levamos nossas vidas no automático e acabamos esquecendo de tudo que está ao nosso redor. Já aconteceu comigo – e provavelmente com boa parte daqueles que estão lendo este texto – e é sempre preciso que algo nos tire do chão, do lugar comum, para que possamos acordar do “transe” e enxergar a realidade, só a partir daí podemos tomar alguma iniciativa (ou nenhuma, procrastinar é uma arte milenar). Baseado em um romance escrito por Kaui Hart Hemmings, “Os Descendentes (The Descendants)” nos traz uma história que segue justamente esta “linha” de forma muito singela e interessante. Na trama somos apresentados a um advogado de meia idade conhecido como Matt King (George Clooney, “Amor sem Escalas”) que vê sua vida mudar completamente após sua esposa sofrer um acidente de lancha. Em coma no hospital e já ‘desenganada’, Matt precisa aprender a conviver com suas duas filhas (e se aproximar delas, na verdade) e ainda enfrentar sentimentos conflitantes à medida que vai descobrindo algumas coisas. Conversar sobre as reviravoltas da vida é tarefa costumeiramente presente nos cinemas e “Os Descendentes” nos chama para refletir sobre diversos assuntos como decepções, morte, sofrimento, lealdade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bom" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="Classificação 3 de 5" width="100" height="50" /></p>
<p>Nem todo mundo se dá conta, mas às vezes levamos nossas vidas no automático e acabamos esquecendo de tudo que está ao nosso redor. Já aconteceu comigo – e provavelmente com boa parte daqueles que estão lendo este texto – e é sempre preciso que algo <em>nos tire do chão</em>, do lugar comum, para que possamos acordar do “<em>transe</em>” e enxergar a realidade, só a partir daí podemos tomar alguma iniciativa (ou nenhuma,<strong> </strong><em>procrastinar é uma arte milenar</em>). Baseado em um romance escrito por <strong>Kaui Hart Hemmings</strong>, “<strong>Os Descendentes (The Descendants)</strong>” nos traz uma história que segue justamente esta “linha” de forma muito singela e interessante.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9832" title="The Descendants" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/filmes_1665_The-Descendants-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Na trama somos apresentados a um advogado de meia idade conhecido como Matt King (<strong>George Clooney</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/01/amor-sem-escalas-up-in-the-air/" target="_blank">Amor sem Escalas</a>”) que vê sua vida mudar completamente após sua esposa sofrer um acidente de lancha. Em coma no hospital e já ‘desenganada’, Matt precisa aprender a conviver com suas duas filhas (e se aproximar delas, na verdade) e ainda enfrentar sentimentos conflitantes à medida que vai descobrindo algumas coisas.</p>
<p>Conversar sobre as reviravoltas da vida é tarefa costumeiramente presente nos cinemas e “<strong>Os Descendentes</strong>” nos chama para refletir sobre diversos assuntos como decepções, morte, sofrimento, lealdade, paternidade, família, e por aí vai. O que não é muito comum é vermos filmes que consigam equilibrar de forma eficiente tudo o que gira ao redor destes temas sem cair na pieguice, e este é um dos pontos fortes desta produção que consegue ir do drama ao humor de forma fácil e leve.</p>
<p>O peso das cinco indicações ao Oscar de 2012,dentre elas a de melhor filme, talvez tenha aumentado as minhas expectativas em níveis além do que o filme dirigido por <strong>Alexander Payne</strong> pudessem me satisfazer. É fato que trata-se de uma obra muito bem trabalhada na parte técnica (a fotografia é muito linda), tem uma trilha sonora “<em>havaiana</em>” que nos ambienta muito bem ao clima local – as pessoas lá realmente andam com aquelas camisas a todo instante? Será mesmo? – e as atuações são realmente boas, mas parece que falta algo mais, algo que justifique tamanho apreço por essa produção que é sim bonita e sutilmente emocionante e divertida, mas que não nos entrega (em minha humilde opinião) nada muito fora do comum.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9831" title="George Clooney" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/20111116-descendants.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Apesar de discutir sobre importantes questões e de ter a capacidade de nos fazer refletir sobre nossos atos e a forma como, às vezes (ou quase sempre, ou até mesmo agora) estamos levando nossas vidas,<strong> “Os Descendentes” é daqueles filmes que preferem não ousar</strong> e que seguem uma trajetória totalmente segura e apenas satisfatória.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9833" title="os-descendentes-2011_f_001" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/os-descendentes-2011_f_001-204x300.jpg" alt="" width="163" height="240" />Os Descendentes (The Descendants, 2011/2012 – 115 min)<br />
Drama, Comédia.</strong></p>
<p>Dirigido por Alexander Payne com roteiro de Alexander Payne e Nat Faxon adaptando romance de Kaui Hart Hemmings. Estrelando: George Clooney, Judy Greer, Shailene Woodley, Matthew Lillard, Beau Bridges e Robert Forster.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Dawson Ilha 10 (Dawson Isla 10)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/01/dawson-ilha-10-dawson-isla-10/</link>
		<comments>http://www.porraman.com/2012/01/dawson-ilha-10-dawson-isla-10/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 14:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>

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		<description><![CDATA[Passagens importantes da história sempre servem de material e base para produções cinematográficas e a ditadura é apenas mais um dos (terríveis) assuntos que, vira e mexe, surgem nos cinemas. Em uma co-produção entre o Brasil, Chile e Venezuela, o filme “Dawson Ilha 10 (Dawson Isla 10)” – que foi o indicado do Chile para concorrer a uma vaga pra o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 (não levou) – retrata um duro e importante acontecimento para o povo chileno que se iniciou também (ironias à parte) em um 11 de Setembro, só que algumas décadas antes da famosa tragédia americana. A trama é ambientada em 1973 no período em que o ditador Pinochet tomou o poder do Chile (destituindo Salvador Allende) e enviou para uma gélida ilha chamada Dawson importantes membros do governo de Allende, médicos, engenheiros, ministros e toda sorte de pessoas altamente graduadas. Como inimigos da ditadura e “comunistas desgraçados” eles passaram a viver em condições precárias alojados em barracões de madeiras e perdendo muitos de seus direitos básicos, até mesmo os seus nomes já que eram identificados por seus algozes apenas por números. Existe um certo ar de “documentário” em “Dawson Ilha 10” devido talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bom: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Passagens importantes da história sempre servem de material e base para produções cinematográficas e a ditadura é apenas mais um dos (terríveis) assuntos que, vira e mexe, surgem nos cinemas. Em uma co-produção entre o Brasil, Chile e Venezuela, o filme <strong>“Dawson Ilha 10 (Dawson Isla 10)</strong>” – que foi o indicado do Chile para concorrer a uma vaga pra o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 (não levou) – retrata um duro e importante acontecimento para o povo chileno que se iniciou também (ironias à parte) em um 11 de Setembro, só que algumas décadas antes da famosa tragédia americana.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9756" title="Dawson Ilha 10" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/Dawson-Ilha-10.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A trama é ambientada em 1973 no período em que o ditador Pinochet tomou o poder do Chile (destituindo Salvador Allende) e enviou para uma gélida ilha chamada Dawson importantes membros do governo de Allende, médicos, engenheiros, ministros e toda sorte de pessoas altamente graduadas. Como inimigos da ditadura e “<em>comunistas desgraçados</em>” eles passaram a viver em condições precárias alojados em barracões de madeiras e perdendo muitos de seus direitos básicos, até mesmo os seus nomes já que eram identificados por seus algozes apenas por números.</p>
<p><strong>Existe um certo ar de “<em>documentário</em>” em “Dawson Ilha 10” devido talvez ao seu tom político e</strong> <strong>histórico</strong>. O início também é um pouco confuso, a estratégia dos militares em chamar cada um dos prisioneiros como “<em>Ilha 3, 5, 8</em>” e por aí vai, não ajuda muito a nos situarmos de imediato e identificarmos cada um dos personagens, em principal o tal do <em>“Ilha 10</em>” que está no título do filme. Mas fatos históricos são fatos históricos, e por mais que exista muita dramatização e adaptação dos acontecimentos reais, certas coisas não tinham mesmo como ser alteradas. Tudo isso deixa a levada da trama um pouco chata, não ajuda também o fato de ser uma história de outro país, <strong>se fosse algo sobre nossa ditadura, por exemplo, acho que o interesse seria maior</strong>, pelo menos essa é minha opinião bastante pessoal.</p>
<p>O tom gélido da ilha (muito bem retratado pelo visual acinzentado) e da forma como os prisioneiros eram tratados é muito bem representado em tela pelos atores que entregam boas atuações, aos poucos vamos conhecendo cada um dos personagens e nos afeiçoando a eles. O lado humano não demora a aparecer, onde vemos que até mesmo alguns soldados acabam ajudando os prisioneiros e existem momentos até de tranquilidade, ao contrário do que se pensa ao assistir uma produção que fala sobre confinamento e isolamento em campos de concentração, e isso é até surpreendente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9757" title="dawson_ilha_10_2009" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/dawson_ilha_10_2009_g.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>O filme nos apresenta apenas parte da história do Chile, um pequeno recorte de uma ditadura que durou 17 anos e deixou cerca de 3 mil pessoas “<em>desaparecidas</em>”. Em determinada cena um soldado diz ao seu superior: “<em>…mas somos todos chilenos senhor</em>” e, de ‘bate-pronto’, é repreendido. É um absurdo ver o que chilenos fizeram com chilenos em seu próprio país, assim como aconteceu e acontece em diversos lugares do mundo.</p>
<p>Como foi dito por quem me acompanhou na sessão,<strong> “Dawson Ilha 10” acaba sendo um bom convite para se pesquisar e se aprofundar um pouco mais sobre a história da ditadura do Chile</strong>, pensamento este que concordo totalmente. Se é um bom filme? Sim, é um bom filme, mas não posso mentir, é chatinho também. Vá preparado.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9755" title="1320688527_103557_000_g" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/1320688527_103557_000_g-201x300.jpg" alt="" width="161" height="240" />Dawson Ilha 10  (Dawson Isla 10, 2009/2011 &#8211; 117 min)<br />
Drama</strong></p>
<p>Dirigido por Miguel Littin com roteiro de Miguel Littin e Sergio Bitar. Estrelando: Christián de la Fuente, Sergio Allard, Luis Dubó e Sergio Hernández.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Medianeras &#8211; Buenos Aires na Era do Amor Digital</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/12/medianeras-buenos-aires-na-era-do-amor-digital/</link>
		<comments>http://www.porraman.com/2011/12/medianeras-buenos-aires-na-era-do-amor-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 13:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[comedia romantica]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>

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		<description><![CDATA[A medida que a cidade cresce o ser humano parece tomar o caminho reverso, ele diminui mesmo frente à todas as promessas dos avanços tecnológicos de nos manterem sempre conectados, numa vã alusão de proximidade que não existe. Integrando a cidade de Buenos Aires como personagem (principal?), o filme argentino “Medianeras” &#8211; que ganhou por aqui o sugestivo subtítulo “Buenos Aires na Era do Amor Digital” &#8211; conversa sobre nossa eterna busca pelo amor, que pode se “atualizar” na era da internet e do ‘online’, mas no fim das contas não deixa de, em sua essência, ser a mesma coisa, estamos sempre em busca daquilo que nos faz falta, por mais que não tenhamos ideia do que (ou quem) seja. Na trama conhecemos a história de duas pessoas desajustadas socialmente e cheia de fobias que não sabem (apesar de serem ‘vizinhos’) mas são feitos um para o outro, duas almas gêmeas que precisam se encontrar. Martín (Javier Drollas) é um designer cheio de fobias, movido à medicações e encontros fulgazes com algumas garotas (mais loucas que ele) e Mariana (Pilar López de Ayala) é uma arquiteta frustrada que ganha a vida como vitrinista de lojas e nunca sabe como lidar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Excelente: Classificação 5 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/5_porraman.gif" alt="" width="92" height="50" /></p>
<p>A medida que a cidade cresce o ser humano parece tomar o caminho reverso, ele diminui mesmo frente à todas as promessas dos avanços tecnológicos de nos manterem sempre conectados, numa vã alusão de proximidade que não existe. Integrando a cidade de Buenos Aires como personagem (principal?), o filme argentino “<strong>Medianera</strong>s” &#8211; que ganhou por aqui o sugestivo subtítulo “<strong>Buenos Aires na Era do Amor Digital</strong>” &#8211; conversa sobre nossa eterna busca pelo amor, que pode se “atualizar” na era da internet e do ‘online’, mas no fim das contas não deixa de, em sua essência, ser a mesma coisa, estamos sempre em busca daquilo que nos faz falta, por mais que não tenhamos ideia do que (ou quem) seja.</p>
<p>Na trama conhecemos a história de duas pessoas desajustadas socialmente e cheia de fobias que não sabem (apesar de serem ‘vizinhos’) mas são feitos um para o outro, duas almas gêmeas que precisam se encontrar. Martín (<strong>Javier Drollas</strong>) é um designer cheio de fobias, movido à medicações e encontros fulgazes com algumas garotas (mais loucas que ele) e Mariana (<strong>Pilar López de Ayala</strong>) é uma arquiteta frustrada que ganha a vida como vitrinista de lojas e nunca sabe como lidar com os homens que se interessam por ela.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9720" title="Medianeras" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/timthumb.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Traçando paralelos com o crescimento urbano desenfreado da capital argentina – que facilmente podemos identificar com quaisquer grandes metrópoles urbanas do mundo – o filme começa contextualizando muito bem Buenos Aires como parte da história, e é neste ponto que interessantes questionamentos são deixados para o espectador. Existem inspirações claras com elementos utilizados por <em>Woody Allen</em> em seus trabalhos que são incluídos de forma bastante inteligente por<strong> Gustavo Taretto</strong> (diretor e roteirista) que inclusive deixa uma citação direta em determinada cena. Algumas outras inspirações podem ser encontradas e além disto o filme consegue contextualizar muito bem a tal “era virtual” que vivemos, onde estamos todos conectados por fios ou antenas, todos juntos de forma isolada em suas ‘caixas de sapatos’, um verdadeiro enclausuramento coletivo.</p>
<p>Me senti bastante identificado com o personagem masculino, Martin é um nerd e o filme traz diversas referências da cultura pop que vão desde bonecos de Star Wars, Astroboy até os games e a vida online. Sem contar com as interessantes passagens envolvendo Wally, sim, aquele sacaninha de roupas listradas em vermelho e branco que precisa a todo instante ser encontrado, e é justamente aí que entra a personagem feminina Mariana que possui um destes livros com diversos desafios para encontrar Wally onde ela já achou em todos, menos um, que mais parece não estar lá. Conectando os dois, temos as fobias, a falta de tato social, os desencontros românticos e, por último, os chats na internet.</p>
<p>Mais uma vez o cinema argentino comprova que consegue transpor de forma muito tranquila as barreiras dos gêneros cinematográficos, vamos de drama a romance passando por comédia sem, em nenhum momento, cairmos nos clichês das pieguices dos produtos enlatados hollywoodianos. O desfecho pode soar um pouco poético, mas faz jus a tudo que foi construído durante a história – inclusive você descobre depois o que são as tais medianeras do título – mas ainda assim saí da sala de cinema extremamente satisfeito com o que assisti.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-9719" title="timthumb (1)" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/timthumb-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Narrado pelos personagens e inserindo a história num contexto tão atual, “<strong>Medianeras</strong>” pode ter seus defeitos e não ser uma obra prima, mas para mim cinema é emoção, e toda a identificação que tive com o filme me deixou com a certeza que este foi um dos melhores que vi no ano (em minha opinião que não vale nada mas, infelizmente, só tenho ela pra dar).</p>
<p>Estamos cada vez mais conectados ao mundo virtual, por vezes parece que estamos sendo escravizados por uma cultura que cada vez mais nos afasta do verdadeiro convívio com as pessoas, com a falsa bandeira de que querem nos manter mais próximos, mais unidos e mais integrados. Independente de em qual grau cada um de nós esteja, buscamos (seja onde for) tudo aquilo que nos faz falta, e quando encontramos parece fazer valer todo o tempo em que nos sentimos tristes e sozinhos, algo que centenas de seguidores no <a href="https://twitter.com/#!/marciosmelo" target="_blank">twitter</a> ou ‘amigos’ no <a href="http://www.facebook.com/porraman" target="_blank">facebook</a> não poderá nunca fazer.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9716" title="MEDIANERAS_PORT_BAIXA" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/MEDIANERAS_PORT_BAIXA-202x300.jpg" alt="" width="141" height="210" />Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Digital (Medianeras, 2011)<br />
Drama, Comédia Romântica.</strong></p>
<p>Um filme de  Gustavo Taretto com Javier Drollas e Pilar López de Ayala</p></blockquote>
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		<title>A Outra Terra (Another Earth)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/12/a-outra-terra-another-earth/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[ficção cientifica]]></category>

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		<description><![CDATA[E se você tivesse a oportunidade de falar com “outro você”, o que diria a si mesmo? Como se livrar da culpa de ter destruído a vida de uma pessoa? Estes são apenas alguns dos questionamentos que são levantados em “A Outra Terra (Another Earth)” filme que foi vencedor do prêmio especial do júri no festival de Sundance deste ano de 2011 e que foi descrito por seu diretor Mike Cahill como um drama de ficção científica minimalista. Na trama acompanhamos a descoberta de um novo planeta que está oculto atrás do Sol. Trata-se de um planeta aparentemente habitável, o que desperta o interesse de toda a humanidade. Encantada com o novo astro a estudante de astrofísica Rhoda Williams (Brit Marling) acaba causando um acidente de carro e mata a família de John Burroughs (William Mapother) que entra em coma. O acidente é o catalisador dos acontecimentos em “A Outra Terra”. A partir dele Rhoda vai presa e quando é liberta sua vida muda completamente. Sem conseguir se livrar do sentimento de culpa, ela começa a tentar se desculpar da vítima, mas acaba na verdade se aproximando (descobre que ele era um célebre músico) e, durante este tempo em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Muito Bom: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>E se você tivesse a oportunidade de falar com “<em>outro você</em>”, o que diria a si mesmo? Como se livrar da culpa de ter destruído a vida de uma pessoa? Estes são apenas alguns dos questionamentos que são levantados em “<strong>A Outra Terra (Another Earth)</strong>” filme que foi <strong>vencedor do prêmio especial do júri no festival de Sundance deste ano de 2011</strong> e que foi descrito por seu diretor <strong>Mike Cahill</strong> como<strong> um drama de ficção científica minimalista</strong>.</p>
<p>Na trama acompanhamos a descoberta de um novo planeta que está oculto atrás do Sol. Trata-se de um planeta aparentemente habitável, o que desperta o interesse de toda a humanidade. Encantada com o novo astro a estudante de astrofísica Rhoda Williams (<strong>Brit Marling</strong>) acaba causando um acidente de carro e mata a família de John Burroughs (<strong>William Mapother</strong>) que entra em coma.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9534" title="Another-Earth4" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/Another-Earth4.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>O acidente é o catalisador dos acontecimentos em “<strong>A Outra Terra</strong>”. A partir dele Rhoda vai presa e quando é liberta sua vida muda completamente. Sem conseguir se livrar do sentimento de culpa, ela começa a tentar se desculpar da vítima, mas acaba na verdade se aproximando (descobre que ele era um célebre músico) e, durante este tempo em que ficou presa e ele de coma, os cientistas descobrem que o astro é na verdade uma outra Terra, que todos chamam de Terra 2. Um planeta idêntico ao nosso, um verdadeiro universo paralelo se aproximando cada vez mais.</p>
<p>Além de dirigir <strong>Cahill</strong> também escreveu o roteiro junto com a atriz protagonista do <strong>filme Brit Marling</strong>, e ele consegue passear de forma interessante pelos gêneros (ficção científica e drama) utilizando alguns elementos e artifícios já conhecidos. Boa parte da trama se desenrola no conhecido caso do culpado se aproximando da vítima e nesses momentos algumas cenas ficam um pouco “<em>artificiais</em>”, talvez faltou um pouco mais de talento na atuação, mas não chega a ser nada que prejudique muito. Existem ainda referências ao mito da caverna de Platão, em determinada parte (quando Rhoda sai da prisão e vai pra casa) a câmera foca em um grande livro de <em>Asimov</em> (mestre da literatura de ficção científica) e pra completar tem um faxineiro meio <em>Yoda</em> que deixa importantes ensinamentos para a garota.</p>
<p><strong>Não chega a ser uma obra espetacular, e tinha tudo pra ser pois a premissa é bem interessante</strong>. É difícil também não lembrar da referência com o apocalíptico “<a href="http://www.porraman.com/2011/08/melancolia-melancholia/" target="_blank">Melancolia</a>”de<strong> Lars Von Trier</strong>, lá também existe um planeta se aproximando da terra mas, diferente daqui, existe um clima de terror muito grande. Em “<strong>A Outra Terra</strong>” a aproximação da &#8216;Terra 2&#8242; (e como é curioso pensar se lá eles chamam o nosso lar de &#8216;Terra 1&#8242;) gera um certo desconforto, gera uma curiosidade sim, mas o clima é de certa forma de esperança, é de descoberta e de recomeço.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9535" title="LHvgkxXR" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/LHvgkxXR.png" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p><strong>É preferível tentar viver sem saber o que pode te esperar ou continuar vivendo em desgraça e sofrimento?</strong> A depender da sua visão perante o desfecho do filme (para alguns pode não soar muito conclusivo) é essa mensagem que ficará ecoando em sua mente, explicitada muito bem na última cena que é um verdadeiro choque de realidades paralelas.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-9533" title="A Outra Terra" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/A-Outra-Terra-214x300.jpg" alt="" width="150" height="210" />A Outra Terra (Another Earth, 2011 &#8211; 92 min)<br />
Ficção científica, Drama.</strong></p>
<p>Dirigido por Mike Cahill com roteiro de Brit Marling e Mike Cahill. Estrelando: Brit Marling, William Mapother, Flint Beverage, Jordan Baker, Robin Taylor e Kumar Pallana.</p></blockquote>
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		<title>Capitães da Areia</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/11/capitaes-da-areia/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 09:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[jorge amado]]></category>

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		<description><![CDATA[Se eu fosse ganhar 1 real para cada vez que tivesse assistido ao trailer de “Capitães da Areia” nos cinemas eu já estaria milionário. Cecília Amado chegou a me acalmar algumas semanas atrás no twitter dizendo que a estreia aconteceria em breve e essa minha angústia teria um final feliz. A angústia realmente acabou, finalmente pude conferir mais uma adaptação de uma obra de Jorge Amado para os cinemas – vale dizer que da literatura obrigatória do ensino médio ele era um dos poucos autores que me agradava – pena que o final não foi lá muito feliz. A essência de Jorge está presente e é possível senti-la enquanto acompanhamos a história, entretanto, o elenco amador prejudica e muito o resultado final. Baseado no romance homônimo de Jorge Amado, seguimos a vida de um bando de menores abandonados em Salvador nos anos de 1930. Liderados por Pedro Bala (Jean Luis Amorim), eles seguem seu dia a dia praticando alguns roubos e lutando para sobreviver e enfrentar toda sorte de dificuldades nas ruas da capital baiana onde são conhecidos como os Capitães da Areia. Já faz pouco mais de uma década que li o livro (nossa, como estou velho) e, portanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Fraco: Classificação 2 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/2_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p><strong>Se eu fosse ganhar 1 real para cada vez que tivesse assistido ao trailer de “Capitães da Areia” nos cinemas eu já estaria milionário</strong>. Cecília Amado chegou a me acalmar algumas semanas atrás no <a href="http://twitter.com/porra_man" target="_blank">twitter</a> dizendo que a estreia aconteceria em breve e essa minha angústia teria um final feliz. A angústia realmente acabou, finalmente pude conferir <a href="http://www.porraman.com/2010/06/quincas-berro-dgua/" target="_blank">mais uma adaptação de uma obra de Jorge Amado para os cinemas</a> – vale dizer que da literatura obrigatória do ensino médio ele era um dos poucos autores que me agradava – pena que o final não foi lá muito feliz. <strong>A essência de Jorge está presente e é possível senti-la enquanto acompanhamos a história, entretanto, o elenco amador prejudica e muito o resultado final</strong>.</p>
<div id="attachment_9387" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9387" title="Capitães-da-Areia" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/11/Capitães-da-Areia-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Dora, Pedro Bala e o amor juvenil</p></div>
<p>Baseado no romance homônimo de <strong>Jorge Amado</strong>, seguimos a vida de um bando de menores abandonados em Salvador nos anos de 1930. Liderados por Pedro Bala (<strong>Jean Luis Amorim</strong>), eles seguem seu dia a dia praticando alguns roubos e lutando para sobreviver e enfrentar toda sorte de dificuldades nas ruas da capital baiana onde são conhecidos como os <em>Capitães da Areia</em>.</p>
<p>Já faz pouco mais de uma década que li o livro (nossa, como estou velho) e, portanto, não tenho muito embasamento para falar o quão fiel o filme está em relação à obra escrita. Analisando apenas o filme, o que se vê é que os personagens (que são muitos) foram até bem apresentados, mas o ritmo dos acontecimentos na história não possui muita força, as passagens vão se sucedendo sem que nos importemos o tanto que deveríamos nos importar com elas. Existe um processo de amadurecimento dos garotos no romance original (isso ainda tenho forte em minha memória literária), em principal o de Pedro Bala, que aqui não é muito marcante.</p>
<p>A estratégia de se utilizar <em>artistas amadores</em> para representar quase todo elenco (além dos garotos temos até uma ponta com Dadá, famosa quituteira baiana) se mostrou um verdadeiro tiro no pé. A tentativa parecia ser a de dar um ar mais &#8216;verdadeiro&#8217; e condizente com os personagens, mas <strong>os garotos são tão ruins, mas tão ruins atuando, que fica difícil acompanhar a história com alguma seriedade</strong>. Os diálogos são visivelmente decorados e muito mal executados (para não dizer que sou muito crítico os dialetos soteropolitanos são bem verossímeis), me lembrou minha época de escola com minhas terríveis apresentações “<em>teatrais</em>” (e olhe que geralmente eu fazia parte do cenário. Uma vez fui uma árvore, juro).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9388" title="capitaesdeareia_3" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/11/capitaesdeareia_3.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong style="text-align: -webkit-auto;">Um livro tão bom como “Capitães da Areia” merecia uma adaptação melhor</strong>, sei que não deve ter faltado carinho até porque estava a cargo de <strong style="text-align: -webkit-auto;">Cecília Amado</strong><span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto;"> que é neta do autor do romance, mas faltou muita coisa para não ser </span><strong style="text-align: -webkit-auto;">apenas mais uma fraca adaptação</strong><span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto;">, daquelas que não serão muito recomendadas ou lembradas daqui para a frente. Se quiser mesmo conhecer a história desse bando de garotos criados da incrível mente de </span><strong style="text-align: -webkit-auto;">Jorge Amado</strong><span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto;"> recomendo que fique com o livro, este sim vale muito a pena.</span></p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-full wp-image-9390" title="poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/11/poster.jpg" alt="" width="160" height="235" />Capitães da Areia (2011 &#8211; 96 min)<br />
Drama</strong></p>
<p>Dirigido por Cecília Amado com roteiro de Cecília Amado e Hilton Lacerda adaptando romance de Jorge Amado. Estrelando: Jean Luis Amorim, Ana Graciela, Robério Lima, Paulo Abade, Israel Gouvêa, Ana Cecília, Marinho Gonçalves e Jussilene Santana.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O Palhaço</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/10/o-palhaco-selton-mello/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 09:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[paulo jose]]></category>
		<category><![CDATA[selton mello]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde bem novinho que meus únicos interesses ao ir para o circo estavam focados no algodão doce e no globo da morte, mesmo assim eu ficava imaginando como deveria ser legal e mágico trabalhar num lugar como aquele. Selton Mello trouxe o espírito da vida circense para o seu segundo filme como diretor  &#8211; o primeiro, “Feliz Natal”, não me agradou em cheio – mas não apenas como forma de homenagem, “O Palhaço” é na verdade uma obra sobre autodescoberta pessoal e profissional. Na trama conhecemos Benjamin (Selton Mello, “A Mulher Invisível”) que, assim como seu pai Valdemar (Paulo José, “Saneamento Básico”), é palhaço e faz parte de uma trupe circence que está rodando por pequenas cidades do interior de Minas Gerais com o circo Esperança. O maior problema de Benjamim é que, apesar de fazer os outros rirem, ele não encontra motivos para sorrir e começa a questionar se é esta mesmo a sua vocação. Não existe nada de muito original numa história (e na imagem também) de um palhaço tristonho, tampouco em acompanhar personagens fazendo jornadas de autodescoberta pessoal, mas é impressionante como “O Palhaço”, apesar de tudo isto, se mostra um filme tão interessante. Diferentemente de sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Desde bem novinho que meus únicos interesses ao ir para o circo estavam focados no algodão doce e no globo da morte, mesmo assim eu ficava imaginando como deveria ser legal e mágico trabalhar num lugar como aquele. <strong>Selton Mello</strong> trouxe o espírito da vida circense para o seu segundo filme como diretor  &#8211; o primeiro, “<a href="http://www.porraman.com/2010/02/feliz-natal/" target="_blank">Feliz Natal</a>”, não me agradou em cheio – mas não apenas como forma de homenagem,<strong> “O Palhaço” é na verdade uma obra sobre autodescoberta pessoal e profissional</strong>.</p>
<p>Na trama conhecemos Benjamin (<strong>Selton Mello</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/06/a-mulher-invisivel-critica-film/" target="_blank">A Mulher Invisível</a>”) que, assim como seu pai Valdemar (<strong>Paulo José</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2007/09/saneamento-basico/" target="_blank">Saneamento Básico</a>”), é palhaço e faz parte de uma trupe circence que está rodando por pequenas cidades do interior de Minas Gerais com o circo Esperança. O maior problema de Benjamim é que, apesar de fazer os outros rirem, ele não encontra motivos para sorrir e começa a questionar se é esta mesmo a sua vocação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9281" title="o-palhaco-selton-mello" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/10/o-palhaco-selton-mello.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Não existe nada de muito original numa história (e na imagem também) de um palhaço tristonho, tampouco em acompanhar personagens fazendo jornadas de autodescoberta pessoal, mas é impressionante como <strong>“O Palhaço”</strong>, apesar de tudo isto, <strong>se mostra um filme tão interessante</strong>. Diferentemente de sua primeira experiência na direção de um filme<strong>, Selton Mello se mostra aqui mais tranquilo e seguro e acerta em muitos detalhes</strong> inclusive no elenco que, à primeira vista, se mostrava um grande risco pela decisão de mesclar artistas antigos e ‘esquecidos’ como <strong>Ferrugem</strong>, <strong>Moacyr Franco</strong> e “<strong>Zé Bonitinho</strong>” com nomes consagrados como o dele próprio (vamos esquecer a bomba que foi “<a href="http://www.porraman.com/2010/10/federal-critica-filme-2010/" target="_blank">Federal</a>”) e o sempre excelente <strong>Paulo José</strong>. Apesar do elenco grande e bastante herogêneo, existe espaço para podermos conhecer um pouco de cada um dos personagens, de torcer pelo sucesso do circo Esperança e pela felicidade de Benjamim e de quase toda a trupe.</p>
<p>Outro ponto interessante é a repetição da dobradinha com <strong>Marcelo Vindicato</strong> no roteiro (eles escreveram juntos “<a href="http://www.porraman.com/2010/02/feliz-natal/" target="_blank">Feliz Natal</a>” também -  que consegue manter a trama interessante do início ao fim, sem nos apresentar diálogos baixos ou apelativos (não se ouve um palavrão) e com uma condução que flui muito bem, fazendo nos manter ligados durante toda a trajetória dos personagens e guardando para o clímax momentos de comoção e felicidade. E eu sempre gosto de repetir que, para mim ao menos, <strong>cinema é emoção</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9279" title="O Palhaço, personagens" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/10/CopalhacoestreiaadiadaCapa.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p><strong>Segundo Selton o Brasil precisava de um trabalho</strong> assim, com uma mensagem positiva e  que <strong>seu maior desejo era que o filme tocasse no coração de cada pessoa que o assistisse</strong>. Por mais piegas que possa ser esta sua afirmação, de fato é um filme bem comovente e que, mesmo não trazendo nada de inédito, consegue sim emocionar e cativar. E o cinema nacional precisa realmente de ótimos trabalhos como este.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-9280" title="opalhaco_cartaz" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/10/opalhaco_cartaz_01-203x300.jpg" alt="" width="142" height="210" />O Palhaço (2011 &#8211; 88 min)<br />
Comédia, Drama.</strong></p>
<p>Dirigido por Selton Mello com roteiro de Selton Mello e Marcelo Vindicato. Estrelando: Selton Mello, Paulo José, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Moacyr Franco, Tony Tonelada, Tonico Pereira, Danton Mello e Ferrugem.</p></blockquote>
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		<title>Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires)</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 14:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos meus 21 anos de idade o meu maior feito até então tinha sido zerar Alex Kid in the Miracle World no Master System, mas isso já tinha tempo nesta época, ainda era criança quanto atingi tal façanha. O canadense Xavier Dolan com 21 anos estava lançando o seu segundo filme nos cinemas, “Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires)”. Além de dirigir e roteirizar, ele também atua como um dos três personagens centrais dessa sua obra que apareceu por aqui no ano passado em alguns festivais e que não foi tão bem recebido pela crítica. Cheguei ao filme por indicação de uma amiga (valeu pela dica Jana) e, particularmente, sem entrar nos méritos a respeito da falta de originalidade e outros pormenores gostei muito do que vi e do que senti. A trama não é muito profunda e gira em torno de um triângulo amoroso. Dois grandes amigos, Francis (Xavier Dolan) e Marie (Monia Chokri), ao conhecerem um jovem chamado Nicolas (Niels Scheneider) tem sua vida e amizade abaladas, ambos se apaixonam muito forte pelo rapaz. Com o passar do tempo a disputa dos dois se acirra bastante e sentimentos como inveja, raiva, ciúmes começam a aflorar entre eles. Fora a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Aos meus 21 anos de idade o meu maior feito até então tinha sido zerar<em> Alex Kid in the Miracle World</em> no <em>Master System</em>, mas isso já tinha tempo nesta época, ainda era criança quanto atingi tal façanha. <strong>O canadense Xavier Dolan com 21 anos estava lançando o seu segundo filme nos cinemas, “Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires)”. </strong>Além de dirigir e roteirizar, ele também atua como um dos três personagens centrais dessa sua obra que apareceu por aqui no ano passado em alguns festivais e que <strong>não foi tão bem recebido pela crítica</strong>. Cheguei ao filme por indicação de uma amiga (<a href="http://twitter.com/janaasantana" target="_blank">valeu pela dica Jana</a>) e, particularmente, sem entrar nos méritos a respeito da falta de originalidade e outros pormenores <strong>gostei muito do que vi e do que senti</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9039" title="Amores Imaginários" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/lucass-ville-amores-imaginarios-xavier-dolan-07.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A trama não é muito profunda e gira em torno de um triângulo amoroso. Dois grandes amigos, Francis (<strong>Xavier Dolan</strong>) e Marie (<strong>Monia Chokri</strong>), ao conhecerem um jovem chamado Nicolas (<strong>Niels Scheneider</strong>) tem sua vida e amizade abaladas, ambos se apaixonam muito forte pelo rapaz. Com o passar do tempo a disputa dos dois se acirra bastante e sentimentos como inveja, raiva, ciúmes começam a aflorar entre eles.</p>
<p>Fora a história central, o filme conta com alguns depoimentos de desconhecidos relacionados a amor, paixão, relacionamentos e como é difícil lidar com tudo isso. Estranho é também pensar nas loucuras que fazemos (<em>vamos todos nos incluir neste barco</em>) por conta desse desejo louco que surge dentro de cada um, claro, de formas diferentes. O título do filme é mais do que certeiro por se focar num elemento que acaba tornando as coisas maiores (ou no mínimo diferentes) do que são em muitos momentos, a fantasia.</p>
<p>O jovem cineasta <strong>Xavier Dolan é bem exagerado neste trabalho</strong>, ele abusa das cores, utiliza muito a câmera lenta e também inunda a sua obra com imagens deslumbrantes como nas cenas em uma bucólica casa de campo. Para os amantes da moda os figurinos apresentados aqui são um verdadeiro deleite, a personagem Marie então, é bem vestida até quando está dormindo. E o que dizer da trilha sonora? Você ficará com a breguinha mas linda “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=EF7PQbadX4U&amp;feature=autoshare" target="_blank">Bang Bang (My Baby Shot Me Down)</a>” em sua mente por alguns dias.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-9036" title="amores-imaginarios-triangulo-amoroso" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/amores-imaginarios-triangulo-amoroso.jpeg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p><strong>Gostar mais ou menos deste trabalho de Dolan vai depender muito de sua vivência e bagagem</strong>. Para os mais críticos o filme é todo “<em>chupado</em>” de obras de cineastas como <em>Truffaut</em> e <em>Wong Kar-Wai</em>, para aqueles que nunca se apaixonaram de verdade também ficará difícil se emocionar ou se familiarizar com os personagens que, assim como o roteiro, não são tão profundos. Talvez esteja exagerando um pouco, talvez eu esteja sendo até meio piegas e brega, mas afinal, não é assim que funcionam muitas dessas paixões que <em>volta e meia</em> surgem por aí?</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-9038" title="amores-imaginarios-poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/amores-imaginarios-poster-210x300.jpg" alt="" width="168" height="240" />Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires / Heartbeats, 2010/2011 – 95 min)<br />
</strong>Romance, Drama.</p>
<p>Um filme de Xavier Dolan com Monia Chokri, Niels Schneider e Xavier Dolan.</p></blockquote>
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		<title>Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 14:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[As discussões em torno daquela coisinha louca e estúpida chamada amor (e também tudo o que vem incluso no pacote, relacionamentos, separações, etc) rendem ao cinema diversas histórias. Algumas exploram o lado mais cômico, outras adicionam doses extras de açúcar e criam aqueles romances melosos e, não menos presente, temos os que dramatizam o amor nas telas, tentando trazer a ficção para algo mais próximo à nossa realidade. E “Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)” é daqueles poucos filmes que conseguem equilibrar de maneira satisfatória estes três gêneros (comédia, drama e romance), trazendo uma história que diverte, &#8216;ensina&#8217; e que até faz a gente relevar/torcer pelos clichês. A trama segue a história de Cal (Steve Carell, “Uma Noite Fora de Série”) que recebe sem esperar um pedido de divórcio de sua esposa (Julianne Moore, “Minhas Mães e Meu Pai”) que o traiu com um colega de trabalho (Kevin Bacon, “X-Men – Primeira Classe”). Precisando rearrumar a sua vida, ele acaba conhecendo um verdadeiro conquistador (Ryan Gosling, “A Garota ideal”) que promete o transformar em um pegador nato como ele, fazendo com que Cal mude não só seu visual, mas suas atitudes como homem. O roteiro é inteligente ao não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Muito Bom: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>As discussões em torno daquela coisinha louca e estúpida chamada amor (e também tudo o que vem incluso no pacote, relacionamentos, separações, etc) rendem ao cinema diversas histórias. Algumas exploram o lado mais cômico, outras adicionam doses extras de açúcar e criam aqueles romances melosos e, não menos presente, temos os que dramatizam o amor nas telas, tentando trazer a ficção para algo mais próximo à nossa realidade. E <strong>“Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)</strong>” é daqueles poucos filmes que conseguem equilibrar de maneira satisfatória estes três gêneros (comédia, drama e romance), trazendo uma história que diverte, &#8216;ensina&#8217; e que até faz a gente<em> relevar/torcer</em> pelos clichês.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8953" title="amor-a-toda-prova" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/amor-a-toda-prova-imagem-2-610x406.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A trama segue a história de Cal (<strong>Steve Carell</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/04/uma-noite-fora-de-serie-date-night/" target="_blank">Uma Noite Fora de Série</a>”) que recebe sem esperar um pedido de divórcio de sua esposa (<strong>Julianne Moore</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2011/02/minhas-maes-e-meu-pai-the-kids-are-all-right/" target="_blank">Minhas Mães e Meu Pai</a>”) que o traiu com um colega de trabalho (<strong>Kevin Bacon</strong>, <a href="http://www.porraman.com/2011/06/x-men-primeira-classe-x-men-first-class/" target="_blank">“X-Men – Primeira Classe</a>”). Precisando rearrumar a sua vida, ele acaba conhecendo um verdadeiro conquistador (<strong>Ryan Gosling</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2011/06/a-garota-ideal-lars-and-the-real-girl/" target="_blank">A Garota ideal</a>”) que promete o transformar em um <em>pegador nato</em> como ele, fazendo com que Cal mude não só seu visual, mas suas atitudes como homem.</p>
<p>O roteiro é inteligente ao não ficar apenas centrado na história do marido quarentão e sua busca por voltar ao “mercado de trabalho”, temos ainda outras histórias envolvendo seu filho (<strong>Jonah Bobo</strong>), a babá (<strong>Analeigh Tipton</strong>), e por aí vai. <strong>Glenn Ficarra</strong> e <strong>John Requa</strong> dividem a direção de maneira muito segura e conseguiram trabalhar bem com todo o elenco, que conta com nomes importantes não só na ‘linha de frente’ com<strong> Steve Carell</strong> (sempre apresentando um excelente <em>timing</em> para a comédia), <strong>Julianne Moore</strong> (que até mesmo quando parece funcionar no automático não decepciona) e o versátil<strong> Ryan Gosling</strong> como também nos papéis coadjuvantes, trazendo nomes muito interessantes como <strong>Marisa Tomei</strong>, a<em> toda linda</em> da<strong> Emma Stone </strong>(“<a href="http://www.porraman.com/2011/06/a-mentira-easy-a-critica-filme/" target="_blank">A Mentira</a>”) e até mesmo o grande <strong>Kevin Bacon</strong>.</p>
<p>Por conta de toda a química entre os atores, que muitas vezes conseguem passar a mensagem com apenas um gesto ou expressão,<strong> a história consegue passear muito bem entre os gêneros</strong>, tem a hora de rir, a hora de refletir e, principalmente, rola o lance da identificação. Eu, particularmente, <strong>me identifiquei muito com o personagem principal</strong>, sei que isso não é lá muito bom até porque tive promessas de levar vários tapas na cara. Sem contar que casais que estão com o relacionamento um pouco “<em>balançados</em>” devem assumir o risco ao assistir “<strong>Amor a Toda Prova</strong>” e torcer para que a identificação venha mais para o final da história.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8950" title="Amor a Toda Prova " src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/Amor-a-Toda-Prova-Clube-do-Filme-Blog-05.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Em uma das melhores cenas o personagem de <strong>Carell</strong> comenta “<em>Que Clichê!</em>”, e de fato o filme não deixa de ter uma boa dose de situações manjadas, decisões um tanto quanto incoerentes dos personagens e até aquelas coincidências incríveis, mas não é nada que atrapalhe o ritmo do filme. <strong>Nada melhor quando você vai ao cinema e vê algo que lhe arranca boas risadas sem esquecer que você possui um cérebro</strong> e que não quis deixá-lo do lado de fora ou trocá-lo por um saco de pipocas.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-8951" title="amor-a-toda-prova" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/amor-a-toda-prova-204x300.jpg" alt="" width="143" height="210" />Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love, 2011 &#8211; 118 min)<br />
Comédia, Romance, Drama</strong></p>
<p>Dirigido por Glenn Ficarra e John Requa com roteiro de Dan Fogelman. Estrelando: Steve Carell, Ryan Gosling, Julianne Moore, Emma Stone, Analeigh Tipton, Jonah Bobo, Marisa Tomei e Kevin Bacon.</p></blockquote>
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