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Michael Jackson´s – This is it
Oct 29th
Michael Jackson’s This Is It (2009 – 112 min)
Direção: Kenny Ortega.
Gênero: Documentário, Musical.
Numa tentativa de mostrar como seriam os grandes shows que Michael Jackson estava preparando para retomar sua carreira aos palcos depois de 10 anos, “This is it” trata-se de um documentário com alguns relatos e os ensaios paras os shows que aconteceriam em Londres.
Eu sei que agora, após a sua morte, parece ser ‘oportunista’ ou fácil dizer que eu estava achando que iria ser um estrondoso retorno, com grandes shows trazendo uma apresentação sensacional por parte de Michael e sua equipe de dançarinos e tudo mais. Ainda bem que o documentário mostrou exatamente isto, vendo os ensaios e as preparações de todos os efeitos, vídeos e canções, o que se percebe é que, sim, iria ser foda.

This is it - Seria um show fantástico
Tudo começa com o depoimento e escolha dos dançarinos para evento e logo depois surge Michael e a primeira canção. Ao longo de seus 112 minutos de duração, em todas as canções eu estava lá no cinema, batendo meu pé no chão e em alguns momentos praticamente dançando.
E gostei do fato de não tentar trazer emoções baratas com cenas sobre sua morte e tudo mais. Quando chega ao fim e os créditos sobem com a última canção, mostrando mais algumas imagens dos ensaios, a emoção toma conta e fica aquela tristeza lá no fundo, em saber que aquilo nunca vai acontecer. Ao mesmo tempo fiquei contente, por ter visto o mais próximo que pude deste retorno que nunca aconteceu.
Brüno
Aug 15th

Brüno (2009 – 83 min)
Direção: Larry Charles.
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Mazer, Jeff Schaffer.
Elenco: Sacha Baron Cohen, Gustav Hammarsten, Clifford Bañagale.
Gênero: Comédia, Documentário.
Sinopse: Brüno, um afetado e exibicionista repórter gay especializado em moda, vai alfinetar o universo fashion na América. Adaptação para o cinema de um personagem criado para a televisão por Sacha Baron Cohen.
Sacha Baron Cohen foi ‘o cara’ de 2006 com o excelente e muito divertido Borat. Seu retorno como o exibicionista repórter gay Brüno figurou na lista dos filmes mais esperados deste ano em quase todos os lugares. Como o reporter ‘cazaque’ já era bastante conhecido mundo a fora, o britânico Sacha Baron Cohen resolveu pegar outro de seus personagens para fazer um novo ‘falso documentário’. Se Borat foi tão 2006, posso afirmar que Brüno é tão Borat.
A transformação de Cohen aqui não é só de personalidade mas também física. Desta vez a sátira é sobre o mundo das celebridades e o seu culto exarcebado. Novamente chegando a América com um assessor ele procura alfinetar de todas as formas, de preferência abusando do politicamente incorreto, o estilo americano de vida. Brüno quer alcançar a fama a qualquer custo.

As comparações com Borat ficam impossíveis de não serem feitas. Para quem já viu seu outro personagem em ação sabe muito bem o que lhe aguarda. Não tem como você se chocar mais com nada que é exibido, pelo menos eu sabia de antemão o que isto poderia me reservar. Chocado mesmo ficarão os homofóbicos e os que se dizem machões com ‘H’ maiúsculo (ver um pênis rodopiante e falador não é mesmo para qualquer um), os que não viram Borat, ou ainda, os que viram e acharam um absurdo.
O filme é sim muito divertido, em algumas cenas eu passei mal de rir, só que eu não estou aqui para expressar opiniões imparciais ou estudadas e “cheias de dedo“. A proposta do blog é ser pessoal mesmo e falar do jeito que a maioria do público entenda. Sendo assim, acredito que por não ver nada de muito diferente de seu filme antecessor (mudou-se apenas a temática e o personagem), que não considero como um filme übber a nível de lhe dar uma classificação maior.

Sasha Baron Cohen continua na “mesma pegada“, politicamente incorreto até a alma, escancarado, totalmente infâme e por que não dizer, genial. Além de me fazer usar bastante tremas, Brüno me fez recorrer bastante ao filme do repórter do cazaquistão, talvez isso tenha afetado um pouco minha visão sobre o filme. Só sei de uma coisa, a partir do ano que vem poderei afirmar que Brüno não é mais “übber”, e mesmo não sendo “out” é tão 2009.
Che (Parte 1) – O Argentino (El Argentino)
May 19th


Che – O Argentino (El Argentino – EUA 2008, Brasil 2009. 134 Min)
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Peter Buchman, Benjamin A. van der Veen.
Elenco: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Rodrigo Santoro.
Gênero: drama, biografia.
Sinopse: Conheça a trajetória do líder revolucionário argentino Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara, tem início no ano de 1956, quando Che e exilados cubanos, como Fidel Castro, encontram-se no México, articulando resistência militar contra o governo ditador de Fulgencio Batista, em Cuba.
Independente de todos os possíveis pontos de vista, é inegável que Ernesto “Che” Guevara é um dos maiores ícones da história. Eu particulamente afirmo, sem nenhum receio, que nunca fui “fã” desse sujeito e sempre enchi o saco de quem andava com seus ideais e camisas (c0mo não?) só no intuito mesmo de tumultuar. Steven Sordebergh num projeto ambicioso e corajoso resolveu trazer ao cinema a história deste mito, mas de uma forma mais humana e não poetisada.
O projeto original ficou tão grande – um total de 4 horas e meia – que foi preciso dividir o filme em dois para que ele pudesse ser exibido comercialmente. Talvez isso possa ter afetado um pouco a minha opinião desta primeira parte “Che – O Argentino (El Argentino)“. É sim um belo filme, na verdade é quase um documentário e Soderbergh utiliza inclusive cenas em preto e branco, entretanto, achei um pouco grande e monótono.

A trama desta primeira parte segue os passos de “Che” (Benício Del Toro) juntamente com Fidel Castro (Demián Bichir) na revolução cubana. O filme mostra ainda alguns ‘flashs’ de entrevistas e também seu famoso discurso na ONU. O desenrolar é simplista, não existe aqui nenhuma intenção de romantizar ou mistificar a história por trás do homem. Aqui temos mais cenas de guerrilha e de como aos poucos ele foi se tornando um revolucionário ímpar.
Eu sei que tiveram muitas críticas o apontando como um excelente filme, mesmo assim, tenho a cara de pau suficiente para dizer que gostei sim, mas não achei nada de espetacular. Sinceramente, tiveram alguns momentos em que eu contava o tempo para ver se ainda iria demorar muito, já que é tudo um pouco arrastado. Definitivamente é um bom filme só que mais indicado para curiosos e entusiastas de Guevara.

Assim que conferir a segunda parte intitulada “Guerrilha” darei outro parecer sobre esta obra de Steven Soderbergh. Quem sabe não mudo um pouco de opinião e gosto mais? Só posso garantir uma coisa: simpatia por “Che” acredito que dificilmente um dia terei.
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