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Lunar (Moon)
Jan 19th
Lunar (Moon, 2009/2010 DVD – 97 min)
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Duncan Jones, Nathan Parker
Elenco: Sam Rockwell, Matt Berry, Robin Chalk,Kevin Spacey.
Gênero: Ficção Científica, Suspense.
Sinopse: Astronauta tem experiência transcedental ao fim de um período de três anos de pesquisas na Lua, quando descobriu maneiras de resolver o problema de energia da Terra.
É incrível o descaso que alguns filmes recebem de nossas distribuidoras, enquanto nossas salas são bombardeadas com filmes de gosto duvidoso, excelentes obras como “Lunar (Moon)” vão parar direto em nossas prateleiras das locadoras. Desde o ano passado, quando foi lançado lá fora e chegou a figurar em minha lista dos mais esperados de 2009, que o trabalho do diretor/roteirista Duncan Jones (que é filho do grande David Bowie) vem ganhando a crítica e sendo bastante elogiado. Simplesmente não dá para entender como é possível se ignorar uma excelente obra da ficção científica com esta.
Na trama conhecemos o astronauta Sam Bell (Sam Rockwell) que trabalha em uma estação lunar e está perto de voltar para casa, já que seu contrato de 3 anos está chegando ao fim. A sua única companhia é GERTY, um robô com inteligência artificial bem avançada e tendo a voz de Kevin Spacey. Seus problemas se iniciam quando ele sofre um acidente e entre algumas visões estranhas descobre uma verdade assustadora.
O ator Sam Rockwell, que tinha feito “O Guia do Mochileiro das Galaxias” dá um show de exibição e é uma das principais razões de sucesso de “Lunar“. Apresentar a comunicação e interação entre seu personagem e a Inteligência Articial GERTY expressando suas “emoções” através de emoticons é outro ponto bem interessante deste filme.
Para quem não é muito chegado em ficções científicas pode achar o filme um pouco chato, já que em quase sua totalidade temos o ator Sam Rockwell à frente, sem cenas de ação, sem efeitos especiais mirabolantes ou explosões tresloucadas, o que ultimamente tem sido ‘regra’ em produções do gênero.
Ps: Dmtry, super parceiro do Pipoca de Bits, trouxe à tona outro descaso, o da Sony Pictures que resolveu não apoiar Sam Rockwell em uma campanha para indicá-lo ao Oscar. Existe um abaixo assinado que será enviado aos membros da academia pedindo a sua indicação. Assine no link abaixo:
Código de Conduta (Law Abiding Citizen)
Nov 21st


Código de Conduta (Law Abiding Citizen, 2009 108 min)
Direção: F. Gary Gray
Roteiro: Kurt Wimmer
Elenco: Jamie Foxx, Gerard Butler, Colm Meaney, Bruce McGil, Leslie Bibb, Michael Irby
Gênero: Ação, Suspense.
Sinopse: Clyde é um pai de família que testemunha sua esposa e filha serem assassinadas. Um dos culpados ganha liberdade graças a um acordo feito com o ambicioso promotor Nick. Anos depois o assassino é encontrado morto e Clyde é preso mesmo sem provas contra ele. Seu unico objetivo, é denunciar o corrupto sistema judicial nem que para isso tenha que matar um a um, todos os envolvidos.
Gosto de filmes que envolvem ação, política e disputas judiciais, e foi por isso que fui conferir “Código de Conduta (Law Abiding Citizen)“. E aqui temos mais um exemplo de obras que, com o passar do tempo, não irão deixar nenhuma marca simplesmente pela falta de coragem (ou talvez qualidade de roteiro e direção) em terminar da mesma forma que começou, levantando um debate franco e aberto sobre o ineficaz sistema de segurança e justiça que diz nos proteger (a trama é nos Estados Unidos mas vale para qualquer lugar do mundo).
Clyde (Gerard Butler, A Verdade Nua e Crua) testemunha sua esposa e filha serem assassinadas por dois bandidos. Um dos culpados acaba pegando uma branda pena, de apenas 5 anos, após um acordo feito por um promotor público chamado Nick (Jamie Foxx, Dreamgirls). Clyde, logicamente, fica injuriado e após 10 anos arma uma vingança contra todos que ‘participaram’ (direta ou indiretamente) desta injustiça.

Jamie Foxx e Gerard Butler num duelo de ideais
Não estamos falando de um filme lá muito original, já que diversas passagens lembram filmes como “Seven – Os 7 Pecados Capitais” ou “Um Crime de Mestre“. Temos ainda cenas dignas de “Jogos Mortais“. Mas ao contrário do que possa parecer, ficaram bem interessantes e muito legais, principalmente o primeiro sujeito a ser vingado nas mãos de Clyde. No final, para os amantes de Prison Break, uma lembrança vem à tona também.
Ao invés de seguir o debate inicial, justiça e segurança pública x vingança com as prórpias mãos, o diretor e o roteirista prefiriram arrumar uma saída mais fácil e pouco verossímil. O que começa como um filme reflexivo e que dosa bem suspense e ação, misturando mocinhos e bandidos, termina da mesma forma de qualquer filme de ação hollywoodiano, com pirotecnias. Não me surpreenderia nem um pouco se no fim caísse uma bomba atômica e matasse todo mundo.
Lamentavelmente “Código de Conduta” merecia cair na mão de pessoas mais preparadas, que tivessem coragem de terminar tudo como começou e não com saídas fáceis, parece que ficaram ‘em cima do muro’ na hora de responder tudo. Como filme de ação e suspense é muito bom, mas no geral achei apenas regular, afinal, não adianta começar bem e terminar de ‘qualquer jeito’ explodindo coisas, não é assim que se faz um bom filme.
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