Banner

Show de Bola

Direção: Alexander Pickl.
Roteiro: Nick Weisman, Renê Belmonte.
Elenco: Thiago Martins, Lui Mendes, Luís Otávio Fernandes, Naima Santos, Gabriel Mattar.
Ano: 2008.
Gênero: Drama.
Tempo: 101 min.

Sinopse: Jovem aspirante a jogador de futebol profissional tem de driblar as adversidades econômicas e sociais numa violenta favela do Rio de Janeiro, onde nasceu e foi criado, para conseguir alcançar o sonho de ter uma carreira bem-sucedida nos esportes.

Aproveitando o dia promocional que o Cinemark fez com filmes nacionais a R$ 2,00 fui conferir o filme Show de Bola sem esperar muita coisa. Tinha visto o trailer tempos atrás, sabia que tinha o Thiago Martins que fez um bonito trabalho no bom filme “Era Uma Vez“, e esperava que mesmo com a temática de morro,  drogas, tráfico e futebol, o filme pelo menos mostrasse algo de bom, ou de mais original, entretanto, não passa de mais um dos vários filmes nacionais que tentam repetir a “fórmula do sucesso” de Cidade de Deus.

Ao som de D2 o filme começa bem, com o jovem Thiago (que é o Thiago Martins) órfão de pai e que tem o sonho de um dia ser um grande jogador do Fluminense. Para isso ele passa os dias treinando para uma peneira, a ‘chance‘ da sua vida. No meio disso tudo ele encontra as velhas e batidas dificuldades que um morador da favela, precisa ‘driblar‘ (vi esse trocadilho infâme na sinopse) os problemas sociais, fugir do tráfico e tudo mais que já cansamos de saber e assistir.

O ponto positivo do filme é a atuação de Thiago Martins que é boa. O filme foi feito em 2005 na verdade por Alexander Pickl, um alemão que nem podemos culpar pela visão que tem dos moradores do morro, Rio de Janeiro, etc, afinal nossos próprios diretores fazem este mesmo tipo de filme todos os dias, porquê ele não poderia? Não estou nem de longe querendo dizer que aquilo é fantasia, claro que não, é a realidade de muita gente sem dúvida alguma, mas a questão é que enche o saco ver as mesmas histórias repetidas vezes.

A trama inicial sobre futebol vai sendo um pouco deixada de lado para adentrarmos nos problemas sociais e pessoais do protagonista. Algumas partes inclusive tem uma trilha sonora ‘nada a ver’ com o momento do filme. Sem contar que algumas subtramas achei meio sem conexão alguma. Eu fiquei o filme todo sem saber para onde estava indo tudo aquilo. O que ficou quando tudo terminou não foi muita coisa, o filme é muito fraco.

As cenas de violência são até ‘corajosas’, posso dizer assim. Temos crianças com bolos de nota de dinheiro e drogas, mulheres nuas em orgias com traficante e tudo mais. Mas isso é muito pouco para fazer o filme levar mais que 1 controle. Eu sinceramente não recomendo a ninguém, a não ser que você adore ver este tipo de trama sempre e nunca se canse de ver favela e tráfico de drogas x morador querendo ser alguém na vida de forma honesta.


Posts Relacionados:

O Sonho de Cassandra (Cassandra´s Dream)

Direção: Woody Allen.
Roteiro: Woody Allen.
Elenco: Colin Farrell, Ewan McGregor, Sally Hawkins, Hayley Atwell, Tom Wilkinson .
Ano: 2007 (EUA) / 2008 (Brasil).
Gênero: Suspense, Drama.
Tempo: 108 min.

Sinopse: Dois irmãos com problemas financeiros resolvem pedir ajuda a um tio rico, que em troca faz um pedido que mudará a vida de ambos. Dirigido por Woody Allen (Trapaceiros) e com Ewan McGregor, Colin Farrell e Tom Wilkinson no elenco.

Woody Allen é um diretor e roteirista cultuado ao redor do mundo e mais conhecido pelo humor nos seus filmes. O Sonho de Cassandra (Cassandra´s Dream), assim como “Match Point (2005)“, foge um pouco dessa temática, aqui temos um belo suspense dramático. O filme vai bem o tempo todo, lhe prendendo a atenção com uma trama interessante, só que no final tudo acaba tão rápido, com um corte tão abrupto que até assusta. Não fosse o desfecho dessa maneira eu daria uma nota melhor, ainda sim é bom.

A trama segue a história de dois irmãos que se vêm numa situação financeira muito delicada, Ian (Ewan McGregor) por se passar por um rico investidor de hóteis tentando impressionar uma garota e Terry (Colin Farrell) por seu vício em jogos, que o faz contrair uma grande dívida. Sendo de uma família não tão abastada vem de seu tio rico Howard (Tom Wilkinson ), que não é bem quisto por seu pai, uma proposta ‘complicada‘ e que tem tudo para dar errado e terminar em tragédia.

Se Ewan McGregor (Star Wars)  tem uma bela atuação no filme, Colin Farrell (Por um Fio) está simplesmente espetacular. O filme é ambientado na inglaterra, o terceiro filme que Woody Allen fez no país depois de uma longa ‘temporada’ em Nova York. A história não tem nada de espetacular, mas consegue sim lhe fissurar, em parte pelas belas paisagens, em parte pelas belas atuações e claro pelo trabalho que Woody sabe fazer muito bem, ainda que ele tenha feito filmes melhores que este aqui.

O ritmo do filme é muito bom até chegar ao seu desfecho. Talvez eu não tenha entendido e exista alguma metáfora ou explicação para ele terminar tão ‘depressa‘ assim. Se tudo vinha sendo construído e mostrado no tempo certo, o final de repente parece que ele só tinha mais 10 segundos para filmar. Não é um final que você fique viajando sem entender, é até bem explicado, mas é tão rápido que se você tiver distraído os créditos sobem e você nem percebeu, é capaz de achar que pegou no sono e perdeu uns 10 minutos de filme.

Brincadeiras à parte, o filme é bom e vale a pena principalmente se você gosta de dramas bem feitos, com uma dose certeira de suspense. Os atores não devem nada e se você é fã de Woody Allen não pode deixar de assistir, ainda que com toda certeza, você irá enumerar alguns filmes dele melhor do que este, sem dúvida alguma.


Posts Relacionados:

Sicko - S.O.S Saúde.

Direção: Michael Moore.
Roteiro: Michael Moore.
Ano: 2007 (EUA) / 2008 (Brasil).
Gênero: Documentário.
Tempo: 123 min.

Sinopse: Michael Moore, de FAHRENHEIT 11 DE SETEMBRO, investiga a indústria dos planos de saúde nos EUA, comparando seu sistema ganancioso com o de outros países de primeiro mundo.

Muitas pessoas se ‘tremem‘ e torcem o nariz quando ouvem a palavra “Documentário“. Para muita gente isso é sinônimo de um ‘filme/vídeo‘ chato, entretanto, quando temos à frente Michael Moore a coisa muda totalmente de figura. Sempre bastante polêmico e com um humor negro e ácido, seus documentários são esclarecedores e ‘fáceis‘ de serem assistidos. Para não dizer que somente seus documentários são bons, temos como exemplo “Super Size Me” que é fantástico e nos mostra o mundo dos Fast-Foods, em especial a Mc Donald´s. Documentário já é algo bastante “assistível” e até divertido atualmente.

Em Sicko, Michael Moore investiga a indústria dos planos de saúde nos Estados Unidos, sempre em busca de mais lucros, e mostrando diversos casos em que a última coisa que os hospitais e médicos americanos se importam é com o bem estar e saúdes dos cidadãos. Para quem necessita dos cuidados do serviço público dos EUA a situação então é muito pior.

Ele compara o sistema americano com outros países como Canadá, Inglaterra, França e até Cuba! O resultado disso é um disparate incrível na forma que as pessoas destes países são tratadas, e principalmente, o quanto eles tem que pagar para serem atendidos. Claro que ele já sabendo de tudo utiliza um sarcasmo incrível, sempre parecendo muito surpreso, para causar um certo espanto em quem está assistindo.

Alguém pode perguntar se vale a pena ver um filme desses que fala sobre o sistema de saúde americano. Só posso lhes dizer que vale muito a pena, afinal, se eles estão ruins assim sendo o 35º país no Ranking de “Saúde“, imagine nós aqui que estamos bastante abaixo do 100º lugar? Claro que tudo isso devido à nossa situação econômica, falta de saneamento básico e zilhares de coisas mais que todos já sabemos. Mesmo assim, vendo este filme, parece que o SUS consegue ser melhor do que o sistema de saúde público dos Estados Unidos, para vocês terem idéia.

Michael vai mostrando argumentos para comprovar que na verdade o que ocorre é um sucateamento do sistema de saúde público, para que cada vez mais os planos de saúde e a indústria farmacêutica enriqueçam. Ele traz casos gravíssimos em que muitas pessoas morreram, outro teve que escolher entre recuperar um dedo por 12 mil dólares ou outro por 60 mil. Sem contar que temos depoimentos seríssimos de pessoas que já trabalharam para estes planos e contam coisas estarrecedoras, que no fundo no fundo, todo mundo já sabe que realmente deve funcionar semelhante ao mostrado no documentário.

O filme esclarece algumas coisas, tem suas piadas de humor negro, tem o sacarmo inconfundível de Michael Moore como em seus antecessores “Tiros em Columbine” e “Farenheit 11 de Setembro” e acredito que valha a pena você dar uma conferida. Existe muita coisa ali que é exagerada de propósito e talvez tenha uma ou outra coisa que não aconteça literalmente da forma apresentada, ainda sim o resultado é muito bom.


Posts Relacionados:

Super-Heróis - A Liga da Injustiça (Disaster Movie)

Direção: Jason Friedberg, Aaron Seltzer.
Roteiro: Jason Friedberg, Aaron Seltzer
Elenco: Carmen Electra, Matt Lanter, Kimberly Kardashian, Tony Cox.
Ano: 2008.
Gênero: Comédia.
Tempo: 90 min.

Sinopse: Sátira de filmes como “Superbad - É Hoje”, “Hancock”, “The Love Guru”, “Hulk” e “Sex and the City”, o filme conta a história de um grupo de amigos que passa por diversas aventuras - desastres naturais, catástrofes, asteróides - que mudarão completamente suas vidas.

Tive que alterar o sistema de classificação aqui do blog que começava sempre com 1 controle para os filmes ruins ou péssimos. Agora com essa pérola da humanidade, um dos piores filme que já vi em minha vida (se não o pior), temos a nova classificação: ZERO CONTROLES. Me recuso a dar nota 1 de 5 a isto, Disaster Movie” é simplesmente inclassificável de tão ruim. Ainda bem que não precisei pagar.

Fica difícil saber até por onde eu começo a falar mal, são tantos pontos terríveis que fico desnorteado. Vamos começar pelo incrível nome do filme “Disaster Movie“, algo como “Filme de Desastre“. No Brasil viram Hancock, Homem de Ferro e tal, pronto: “Super-Heróis - A Liga da Injustiça“. Não que o filme siga realmente uma linha apenas com os filmes de desastres, mas teoricamente seria a temática principal. A qualquer momento surge a turminha do High School Music, Hulk, Cinderela, Alvin e os Esquilos e pasmém, colocaram até a vaca de do filme Twist. Foram longe dessa vez.

Essa febre “mais atual” de filmes paródia começou com “Todo Mundo em Pânico“, que na época já não achava muito bom, só que comparado com esta escabrosidade (inventei agora) merece um Óscar. Na sala que fui assistir só uma pessoa estava rindo, aliás gargalhando e passando mal, um pequeno ser de uns 4 ou 5 anos de idade. Foi a melhor coisa do filme, tava do meu lado, diversão total pro pequenino.

Há quem reclame de que para rir nesses filmes é necessário você ter visto vários outros, nesse caso para você “entender“, já que para rir eu considero impossível (a não ser que você tenha 4 anos de idade), você precisa ter visto todos os últimos 350 sucessos do cinema. Mas não se preocupe caro espectador, os personagens fazem questão de falar de qual filme eles estão tirando sarro. Sim, você é tratado como um imbecil.

Os atores são muito fracos e nos apresentam não uma comédia, mas sim um verdadeiro show de horrores com piadas de muito mal gosto e sem graça alguma. Piadas escatológicas, piadas de placenta, vômito, arrôto, cocô e tudo mais o que você puder imaginar de ridículo. O único momento que o músculo de minha face moveu para iniciar um processo de sorriso, foi quando o cara fez referência a Hayden Christensen, enquanto rolava alguma piada sem graça nenhuma com o filme “Jumper“, como “o cara que estragou Star Wars 3“.

Não posso falar sobre a história porquê ela simplesmente não existe. Do nada surge algum HellBoy ou Amy Winehouse sem motivo ou precedente algum. Simplesmente eles conseguiram uma das piores qualificações de filmes tanto no IMDb (estão no top 100 piores de todos os tempos) quanto no Rotten Tomatoes (com incríveis 2% de aprovação). Eu vou inclusive adiantar uma notícia pra vocês, o primeiro lugar do meu Top 10 piores filmes de 2008 já tem seu campeão. A não ser que um “Desastre” aconteça!

Eu poderia escrever mais dezenas de parágrafos falando mal do filme, mas acho que está de bom tamanho e meu recado já foi mais do que dado. Super Herói sou eu, é minha namorada e todos os que conseguiram assistir a essa porcaria até o fim. Lastimável como se jogam tanto dinheiro fora. Mais lamentável ainda é que eles nunca param, pois, sempre obtêm retorno nas bilheterias. Para mim chega.


Posts Relacionados:

A Outra (The Other Boleyn Girl)

Direção: Justin Chadwick.
Roteiro: Peter Morgan, Philippa Gregory.
Elenco: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana, Jim Sturgess, Mark Rylance, Kristin Scott Thomas, David Morrissey, Ana Torrent.
Ano: 2008.
Gênero: Drama.
Tempo: 115 min.

Sinopse: Na Inglaterra do século 16, duas irmãs, Mary (Scarlett Johansson) e Anne Boleyn (Natalie Portman), influenciadas pelo pai, que deseja status social e político para sua família, disputal o posto de amante do Rei Henrique VIII (Eric Bana).

A história do período da inglaterra em que o Rei Henrique VII ‘quebrou‘ as correntes com a igreja católica, fundou a igreja anglicana e tudo isso por causa de uma plebéia que se tornou rainha, sempre despertou interesse. É realmente uma história muito fascinante que no filme “A Outra (The Other Boylen Girl)” vemos com um foco maior nas irmãs “Bolena“, Ana e Maria.

Focando um pouco menos na história e basicamente ampliando os detalhes entre Ana Bolena (Natalie Portman), Maria Bolena (Scarlett Johansson) e no rei Enrique VII (Eric Bana), a trama se sustenta apenas na beleza das personagens e no vaivém sem fim de escândalos e jogo de interesses que rondavam a corte do século 16 na inglaterra.

Outro dia assisti os episódios iniciais da série “The Tudors” que também se baseia nessa história, e o pouco que vi me pareceu mais interessante do que foi apresentado em “A Outra“, que no final das contas é apenas regular. A mensagem que ele deixou para mim foi apenas que o rei Enrique VII era um imbecil, facilmanete manipulado pela Ana Bolena e que acabou dividindo seu país, gerando algumas revoltas pelas suas escolhas. Sem dúvidas marcou a história da inglaterra. A irmã mais nova de Ana, Maria Bolena, teve um destaque maior no filme do que nos livros de história.

Nem mesmo a presença das duas belas atrizes no filme é capaz de manter o interesse na trama, e olhe que como falei no início é uma história bastante interessante, pelo menos para mim. Apesar de todo o furor mundial com a beleza de Scarlet, fica parecendo no filme que Natalie Portman está lhe dando uma aula de atuação. Eric Bana mais parece aquela famosa escultura do pensador, sempre com a mão no queixo e pensando nas besteiras que está fazendo.

Ao término eu nem sei lhes dizer o que ficou, acho que praticamente nada. Um filme paradão, com vários vaivéns e que o melhor mesmo é a história original em que ele se baseia. Uma pena que tenham ignorado as melhores partes dela. O filme é apenas regular, poderia ter sido melhor e não sei se vale o seu tempo, o meu não valeu muito.


Posts Relacionados:

Nem Por Cima do Meu Cadáver (Over Her Dead Body)

Direção: Jeff Lowell.
Roteiro: Jeff Lowell.
Elenco: Eva Longoria Parker, Paul Rudd, Lake Bell, Jason Biggs, Lindsay Sloane.
Ano: 2008.
Gênero: Comédia Romântica.
Tempo: 95 min.

Sinopse: Henry (Paul Rudd) entrou em profunda depressão depois que sua noiva Kate (Eva Longoria Parker) morreu esmagada por uma estátua de gelo no dia de seu casamento. Apesar de não concordar, ele decide se consultar com uma paranormal chamada Ashley (Lake Bell). Após algumas sessões, Henry percebe que está melhor do que imaginava e apaixonado por Ashley. Kate passa a assombrar a paranormal, tentando acabar com o romance que está surgindo.

A fórmula para se fazer uma filme de comédia romântica já é bem conhecida por qualquer pessoa, mesmo para quem não é nenhum frequentador de carteirinha dos cinemas. Filmes deste gênero já têm sempre cadeira cativa para preencher as lacunas das salas mundo a fora, e tem também o seu devido público. Dona Patroa ganhou um par de convites e fomos então conferir se “Nem Por Cima do Meu Cadáver (Over Her Dead Body)” seria um desperdício de tempo, já que de dinheiro não teria como.

O casal se conhece, se apaixona e então algo surge para atrapalhar o tão lindo romance. Qual não é a surpresa quando no final tudo dá certo e os dois vivem felizes para sempre? Contei o filme todo e sem colocar o aviso de Spoilers, e pior, contei também os próximos 100 filmes do gênero que ainda nem foram produzidos. Raros, e felizes, são os filmes que conseguem fugir um pouco dessa linha e se destacar. E também é óbvio que alguns são justamente feitos desta forma porquê existem as pessoas que gostam de ver esta mesma história trocentas vezes, e ainda se divertem.

Estes 2 primeiros parágrafos vão servir muito bem a esta resenha, pois o que tenho para falar do filme é muito pouco. Ele ainda tem alguns poucos momentos engraçados e não é nenhum sacríficio de outro mundo vê-lo, ainda mais quando você está bem acompanhado com sua carametade (falei estilo pagode carioca agora). Acreditem, já vi muitos filmes bem piores que este.

Temos a participação de Eva Longoria Parker, do seriado “Desperate Housewives“, que faz a ex-noiva que morreu no dia do casamento e volta para atazanar e atrapalhar o romance de seu ex-noivo (Paul Rudd) com uma médium que sofre muito nas mãos da personagem de Eva. Jason Biggs o ‘astro‘ de “American Pie” também está presente, numa atuação um pouco apagada.

Além das várias cenas já vistas diversas vezes, temos algumas piadas infâmes (uma de “peido” inclusive), que já estão saturadíssimas. Sem contar com cenas no estilo “Ghost - Do outro lado da vida“. De qualquer forma, apesar de todos os defeitos e clichês, você ainda consegue dar uma risada ou outra. É um filme fraco mas que tem seu devido lugar e público. Para quem vai apenas ao cinema para assistir um “romancezinho engraçadinho“, pode ir sem medo que é tudo que você já conhece e espera. Para o restante das pessoas eu particulamente não recomendo.


Posts Relacionados:

Os Desafinados

Direção: Walter Lima Jr.
Roteiro: Walter Lima Jr., Elena Soarez, Suzana Macedo.
Elenco: Rodrigo Santoro, Cláudia Abreu, Selton Mello, Ângelo Paes Leme, Alessandra Negrini, Jair Oliveira, Ângelo Paes Leme, André Moraes, Michel Bercovitch, Vanessa Gerbelli
Ano: 2006/2008.
Gênero: Drama.
Tempo: 128 min.

Sinopse: Nos agitados anos de 1960, em meio ao conturbado processo político do Brasil, cinco amigos músicos formam uma banda chamada ”Os Desafinados” e vão para Nova York, com o sonho de tocar no Carnegie Hall. Lá, conhecem a filha de um brasileiro com uma americana, que se junta ao grupo. Começa a crescer aí o movimento Bossa Nova.

Me afeiçoei ao filme “Os Desafinados” de Walter Lima Jr ao ver o trailer. Com um elenco muito bom e ainda falando de Bossa Nova me interessei e tratei de ir conferir nos cinemas. Saí um pouco decepcionado pois o filme tem mais erros e chatisses do que acertos e grandes momentos. O fato é que Selton Mello é sensacional, as musicas no filme são muito boas, mas o restante acabou jogando tudo pra baixo.

O filme fala um pouco sobre a história da bossa nova nos apresentando a uma banda fictícia (Os Desafinados) formada por Joaquim (Rodrigo Santoro), Davi (Ângelo Paes Leme), Geraldo (Jair Oliveira) e PC (André Moraes). Eles estão lutando para fazer sucesso. Com a companhia de seu grande amigo e cineasta Dico (Selton Mello), eles decidem viajar por conta própria a Nova York. Lá Joaquim conhece Glória (Cláudia Abreu), por quem ele se apaixona loucamente, e lá eles se instalam.

Os momentos mais divertidos e geniais sem dúvida são os que Selton Mello participa. Rodrigo Santoro e até ‘Jairizinho‘ têm um ótimo destaque. Claudia Abreu também está muito bem, apesar de na hora das canções ela ser dublada, o que não chega a ser nada demais. Ruim mesmo são os pontos do filme em que vemos os personagens mais velhos. Existe um vai e vem de passado e presente que quando você vê o Dico “idoso” interpretado por um ator e dublado por Selton Mello, porra man, é triste.

Não consegui levar a sério quase nenhum momento em que eles “idosos” surgiam. Fora que o filme começa a se enrolar com diversas subtramas, em que uma ou no máximo duas são interessantes, e se perde totalmente. Outra coisa que estou de saco cheio é de filmes nacionais que abordam ditadura, golpe militar, censura, e coisas afins. Sério, já estou sem paciência.

É percebido ainda o esforço de Walter Lima Jr para que o filme seja bem entendido por qualquer um. Digo isso porquê em alguns momentos ele parece tratar a gente como idiota. Isso é visto facilmente quando temos as cenas no “futuro“, com eles idosos e uma sequência em que os ‘velhinhos‘ iam se apresentando como se estivessem numa chamada em sala de aula: “Oi eu sou o Dico, aquele que era Selton Mello antes, continuo com a mesma voz“. Não precisava, bastava mostrar umas sequências e deixar a gente curtir um pouco aquele lance de tentar vislumbrar quem é quem. Bom, paciência tambén né?

O filme tem seus momentos bons e canções maravilhosas. Algumas sequências no meio do filme são muito boas. Mas a todo momento ia sendo ‘cutucado mentalmente‘ e na cena final do filme, quando um ator retorna interpretando um novo personagem e ainda me senta no piano pra tocar. Eu soltei um PORRA, MAN bem alto na sala. Eu já estava nesse momento cansado e torcendo para que ele acabasse logo antes que jogasse tudo por água abaixo, mas o final foi implacável.

Se tínhamos um filme com um tema bom e uma trama que tinha bastante potencial, recheado de bons e ótimos atores de início, no desfecho do filme tudo vai se desarranjando e no final até que faz juz ao nome da banda. Acredito que a Bossa Nova merecesse um filme menos desafinado para homenagear os seus 50 anos. Se for conferir nos cinemas, faça por sua conta e risco.


Posts Relacionados: