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Soldado Universal 3 – Queima essa Porra!
Apr 21st
Ao contrário de mim que sou extremamente fissurado e, tivesse tempo, assistiria mais de 5 filmes por semana fácil, o meu pai não tem lá esse amor todo pelo sétima arte. Raramente para (sem acento é triste) pra assistir algo em casa. Ir em algum cinema da cidade então nem pensar.

Existem aqueles dias no ano (geralmente 1 ou 2) que bate uma vontade nele de assistir algo só para ver o ‘Home Theater‘ lá de casa estourar todas as caixas e, como não poderia ser mais comum, sua predileção é por filmes de “porrada“.
Certo dia ele apareceu em casa com alguns DVDs de má procedência dizendo que pegou dentre eles um excelente filme de Van Damme, recomendado obviamente pelo vendedor. Acredito que o último (e talvez único) filme que ele assistiu com o ator tenha sido “O Último Dragão Branco” em algum domingo maior da vida. A ‘película’ em questão foi “Soldado Universal 3 – Regeneração“.
Soldado Universal 3 – A Regeneração

Eu mal me lembrava do primeiro filme desta “indispensável” trilogia, muito menos assisti o segundo, mas só pela capa e pela sinopse, percebi que não precisava me preocupar com isto. Encarei o desafio sem nem pestanejar, assistir a um filme com meu pai é algo que deve ser aproveitado sempre que essa rara oportunidade surgir.
Neste terceiro filme da saga, chamado por aqui de “A Regeneração” e que foi lançado direto em DVD este ano (e se alguém o assistir vai descobrir facilmente o porquê), temos a volta dos ‘astros’ do primeiro filme Jean-Claude Van Damme e Dolph Lundgren, que fez o grandão Ivan Drago de Rocky IV e também o He-Man daquele filme para ser esquecido “Os Mestres do Universo”.
Na trama vemos o soldado ‘especial’ Luc Deveraux (Van Damme) retornar à ativa para combater a nova geração de soldados modificados. Ele estava num programa de recondicionamento à sociedade, porém tem que ser chamado como última esperança para deter uma ameaça na usina de Chernobyl por pessoas que estão utilizando estes supersoldados, dentre eles um da “5º Geração” que está detonando geral. No meio desse fuzuê todo ele ainda reencontra um velho conhecido, o soldado Andrew Scott (Lundgren).
Não sei para que trouxeram Van Damme e Lundgren para atuarem como COADJUVANTES inúteis numa trama deprimente. Para vocês terem ideia, o grande vilão é um lutador de Jiu Jitsu (de verdade) que interpreta muito bem um soldado modificado geneticamente que tem bastante força e praticamente zero de cérebro. Analisando por este lado, é uma atuação digna de Oscar.

Van Damme e Lundgren em momento romântico
Porra, Man! O pior de tudo é que no final tem uma deixa para continuação. Se já chegaram até o terceiro com essa historinha deprimente, não duvido que continue indo a frente, ainda mais que, quando um filme é destinado ao lançamento apenas em DVD (como esta bomba) parece que aceitam qualquer coisa.
Para roteiros e filmes ruins existem sempre uma boa capa e um funcionário na locadora (ou próprio dono) disposto a lhe dizer que é excelente, afinal é com Van Damme porra!
Queima Esta Porra!

Não precisei nem comentar nada, meu pai antes mesmo do fim já estava bradando horrores. Nem a pancadaria vale a pena. A participação de seu grande ídolo Van Damme também é pífia e o desânimo e sensação de derrota que vi no seu rosto foi incrível. Na verdade acredito que ele ficou até triste de reunir todo mundo para ver algo tão ruim.
Assim que tudo terminou ele me pediu para destruir o DVD. Queimar, tocar fogo, jogar no lixo, qualquer coisa, menos ocupar espaço em nossa casa. Eu dei mole de não fazer um vídeo tocando fogo no DVD, iria ser épico sem dúvidas. De qualquer forma teve utilidade assistir a esta pérola, não só pela parte “família” de curtir este momento tão especial e divertido, mas também por conseguir mais um para a lista dos piores deste ano.
[Contos de Cinema] – Nada acontece em Elizabethtown
Mar 9th
Todo mundo tem alguma história engraçada ou curiosa que já viveu nos cinemas, e foi por isso que resolvi criar esse editorial no blog, que era (agora todos os editoriais estão seguindo uma periodicidade digna aqui no Porra, Man!) um dos mais abandonados.
Por enquanto estou contando causos e contos de cinema que aconteceram comigo, mas é sempre oportuno lembrar que quem quiser enviar alguma história é só entrar em contato que publico e coloco as apresentações, links e o que mais “quiseres”.

Nada Acontece em Elizabethtown
No ano de 2005 d.C. fui ao cinema com a primeira dama conferir “Tudo Acontece em Elizabethtown”, filme que contava com as participações de Orlando Bloom (o Legolas de Senhor Dos Anéis) e Kirsten Dunst (a Mary Jane do Homem Aranha) sem contar que era dirigido por Cameron Crowe, sujeito que me fez ir ao delírio com “Quase Famosos (Almost Famous)”, grande obra que figurou inclusive em meu Top 20 Melhores da Década (passada é claro).
A trama fala sobre um sujeito (Orlando Bloom) que criou um tênis em formato de arraia que gerou um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a empresa. Seu chefe (Alec Baldwin, Simplesmente Complicado) não pensa nem duas vezes e demite o rapaz. No meio disso tudo ele acaba recebendo a notícia que seu pai, que não via a tempos, faleceu. Ele então vai até a cidade que seu pai vivia, reencontra familiares e também conhece uma aeromoça (Kirsten Dunst, Um Louco Apaixonado) que mexe com ele.
Paradoxalmente, o título nacional para mim não fazia nenhum sentido, porque mesmo com tantas tramas paralelas a sensação que eu tinha era que nada acontecia (pelo menos nada de interessante).
A minha experiência neste dia foi dolorosa, o filme se arrastava sem nenhum atrativo e eu já não agüentava mais a muito tempo, até que tomei a decisão de sair da sala. Raramente faço isso (fiz com “O Magnata”), mas, neste dia eu senti que tava merecendo. E o mais engraçado é que não fui o único a ir embora.
Lembro que Ramon na época pegou um ar incrível quando eu disse isso, se referindo que saí bem na melhor parte quando a banda toca e tudo pega fogo. Para mim aquilo mais parecia filme de gente metida a indie maduro que fica vendo subjetividades e metáforas em tudo.

4 Anos Depois, Tudo Acontece em Elizabethtown
Certo dia no canal Telecine liguei e estava passando justamente o filme que tanto odiei na época, e incrivelmente estava próximo da parte que tinha saído, resolvi então continuar. Com tanta gente recomendando talvez o final fizesse algum sentido.
Para minha grata surpresa o filme realmente acontece um pouco depois de onde tinha parado, e é justamente quando Drew pega a urna com as cinzas de seu pai e faz uma viagem que Claire preparou para ele, nos mínimos detalhes. Ele vai trilhando esse caminho e espalhando as cinzas do pai por diversos lugares interessantes. As partes que ele “conversa com seu pai” também são muito legais.
Ficou a lição, até mesmo filmes merecem uma segunda chance. E “Elizabethtown” figuraria em minha lista de grandes obras caso cortassem os dois terços iniciais do longa e reduzissem ele a uns 15 minutos, não faria falta e se tornaria uma excelente obra.
Além de uma bonita lição, “Tudo Acontece em Elizabethtown” deixa uma trilha sonora muito boa que vale a pena ser ouvida.
[Contos de Cinema] – O Exterminador do Futuro 3 em 60 segundos.
Nov 5th
Vou tentar reviver um antigo “editorial” aqui do Blog, o ‘Contos de Cinema‘. A proposta é apresentar alguns contos e causos vividos no cinema por mim, ou por alguém que quiser enviar uma estória.
Iniciei o “Contos de Cinema” com o acontecimento que rolou quando fui conferir “O Magnata“. Quem leu na época e ainda se lembra sabe que no final das contas não consegui terminar de assistí-lo, bom para mim.
O conto da vez remete a tempos antigos aqui da Terra Média Soteropolitana, quando tínhamos entrada ‘free’ para os aniversariantes do dia nos cinemas. Estava em cartaz o temível “O Exterminador do Futuro 3” e lembro que a turminha marcou de conferir esta pérola cinematográfica.
Aproveitando os ensejos de meu dia “comemorei-o-o” (By algum personagem que não me lembro mais que falava desta forma na Escolinha do Professor Raimundo) enchendo a cara, ou como um bom baiano diz “Comendo Água“. Como era gratuito minha entrada, nem me preocupei com o que escolheram para ver.
Como já era tarde da noite, e eu já estava pra lá de bagdá, acabei cochilando logo no início e só acordava em rápidos flashes. Vou relatar então o que eu vi desta fantástica película:
Cena 1

…Arnold aparece pelado e vai numa loja procurar roupas…
Cena 2

…A robô malvada gatinha está correndo atrás de um jovem e uma mulher. A corrida é frenética e nisso aparece Arnold para ajudar…
Cena 3
… O mundo explode! Era o nosso planeta?
FIM
Acordei abismado, o filme terminou e assisti no máximo um minuto de projeção. Comentei com um dos meus amigos, relatei “tudo” o que tinha visto e de bate-pronto ele me responde:
“Porra man, você viu tudo então, foi só isso que aconteceu. Pense num filme ruim? Ainda bem que você dormiu”.
Com toda esta lembrança do terceiro filme que fui conferir (ainda que tardiamente) “O Exterminador do Futuro 4“. A crítica do novo filme da agora “quadrilogia” (existe isso?) fica para um próximo post!
Pessoas, quem tiver vivido alguma situação semelhante, ou divertida, ou curiosa e quiser que eu publique é só enviar através de nossa página de contato. That´s all Folks!
Contos de Cinema – O Magnata
Nov 20th
Voltando plenamente a ativa no blog estou (By Mestre Yoda). Ontem fui utilizar um desconto de 50% no cinema para conferir algo com minha amada. Fomos porquê era o último dia para usufruir do benefício, mesmo ainda cansados do feriadão prolongado na Chapada Diamantina, que foi ótimo por sinal.
Depois do acontecido ontem, resolvi agora semanal ou quinzenalmente colocar um post com alguma história que já passei que tenha a ver com o assunto do blog, cines, series ou tv. Vou começar com a que ocorreu ontem logo.
O Shopping Aeroclube, situado a ‘beira-mar‘ aqui em Salvador, encontra-se em reformas e por isso o cinema está custando apenas R$5,00 a meia-entrada (quartas e quintas custa R$ 4,00), contando com meu desconto paguei apenas incríveis R$ 2,50 para ver o filme. Contando que era quase nada a se pagar fui logo comprar algo para comer e beber e já entrei na fila disposto a assistir qualquer coisa, e escolhi realmente uma coisa qualquer, o filme O Magnata.
O Magnata
Em apenas 10 minutos percebi que não dava para engolir o filme a seco, nem com coca-cola e pingo de ouro deu pra descer. É muito ruim, quer dizer, se depois dos 10 minutos iniciais o filme melhorar bastante ele vai ser apenas muito ruim, porquê achei simplesmente RI-DÍ-CU-LO.
Inocentemente pensei que o filme por ter sido ‘feito‘ por Chorão do Charlie Brown Jr, iria contar a história dele e da banda, mas não, é uma história lá qualquer, com Paulo Vilhena de Riquinho Bad Boy, e algumas cenas tem a ver com a sua vida, isso foi o que descobri só depois dos 5 minutos iniciais. Em um diálogo eu ouvi a palavra ‘bagulho‘ umas 200 vezes.
- E aí? Vamos roubar aquele bagulho (se referindo a um carro)
- Vamos sim pegar o bagulho
- Vamos mesmo, pegar o bagulho
- É o bagulho, hehehe
- Bagulho vai vir pra nossa mão
- Vamos pegar o bagulho maluco…
E o filme continuava com seus diálogos em dialeto ladrão-bad boy-maloqueiro-playboy metido a besta. Porra man, demais pro meu coração. Confesso que já fui fã mesmo do Charlie Brown Jr, numa época que estava ‘metido‘ a rockeiro, contando com meu kit cara-mau (composto de roupas pretas, cinto sobrando na frente, all star e barbicha) eu escolhi o CBJr como banda ‘preferida‘, na verdade só gostei mesmo do primeiro e segundo CDs da banda, o resto foi ficando muito ruim, inclusive os últimos eu sequer parei pra ler a capa do CD.
Não que um filme que conta a história do Charlie Brown Jr ou de Chorão deva ser boa coisa, mais por dois reais e cinquenta centavos de repente dava pra assistir, só que não, o que estava vendo era algo que sabia que não iria suportar por muito tempo. Bolei o velho plano de entrar em outra sala, uma advento maravilhoso oriundo da canalhice/esperteza brasileira depois da chegada dos complexos de cinema no país.
Dei uma de ‘João-sem-braço‘ e saí da sala fingindo que queria falar no celular, o sinal não funciona na entrada das salas apesar de funcionar dentro delas (fantástico isso não?), apenas com o intuito de conferir algum filme iniciando naquele horário. Fiquei feliz ao ver que faltava quase nada para começar a sessão de Mandando Bala, um filme que estava curioso para assistir. Não pensei nem duas vezes, voltei, busquei a patroa para ir até a outra sala, que era do outro lado do complexo.
O legal é que o sujeito que recolhe os ingressos já tinha visto qual era a sala que eu me encontrava, então tive que esperar ele dar sopa e ir até o outro lado e entrar na sala do Mandando Bala, filme que, eu imaginava que já sabia o que esperar, tiroteios loucos e algumas mentiras insanas, só não sabia que eram tantas. Irei comentar em um próximo post.
Claro que talvez eu nem precisasse fazer tanta ‘ciência‘ para entrar em outra sala, o cinema estava vazio de qualquer forma, vi o filme com mais 7 pessoas apenas. É uma pena, pois o UCI Aeroclube é o que mais gosto aqui em Salvador, tem salas grandes e confortáveis (inclusive tem uma que é a maior tela do norte-nordeste), sem contar que é perto de minha casa. Espero que após as reformas do shopping o público volte ao local.
Pelo menos no meu caso e desta vez a troca de filme valeu a pena, caso tenha algum conto ou causo pode mandar que eu publico, ou deixe nos comentários ok? Só mais uma dica, NUNCA e em hipótese alguma pense em assistir O Magnata. Se você pagar vai estar perdendo muito dinheiro (até cinquenta centavos é caro), se você for baixar estará perdendo energia elétrica, e se você ver de graça vai perder seu tempo. Eu sei que é demais para alguém que assistiu nem 10 minutos, mas eu duvido muito que o filme preste.
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