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O melhor filme do mundo vem da Uganda
Jul 30th
Quem Matou o Capitão Alex (Who Killed Captain Alex)? Quem diria que vem da Uganda o melhor filme do mundo? Duvida? Não deixe de assistir o trailer abaixo:
Pelo visto James Cameron, Spielberg e Michael Bay têm muito o que aprender ainda sobre cinema. Este com toda certeza é o melhor filme (só vendo o trailer acima dá para ter certeza disto) que já vi ser produzido. Efeitos especiais de primeira e atuações inacreditáveis.
Dica do meu grande amigo Otto Teixeira.
Youth in Revolt
Jul 12th


Youth in Revolt (Comédia, Comédia Romântica: 2010 – 90 min)
Dirigido por Miguel Arteta com roteiro de Gustin Nash. Estrelando: Michael Cera, Portia Doubleday, Jean Smart, Mary Kay Place, Zach Galifianakis, Justin Long, Ray Liotta e Steve Buscemi.
Sem previsão de estreia no Brasil, tive que infelizmente recorrer a meios escusos para conferir “Youth in Revolt” (juventude em revolta). O grande destaque aqui é sem dúvidas a atuação ‘duplamente‘ sensacional de Michael Cera (“Superbad”, “Juno”). Apesar de não ter um ritmo constante do início ao fim, é um filme bastante divertido e com participações especiais interessantes no elenco.
A trama segue a vida de Nick Twisp (Michael Cera), um jovem que vive com a mãe (Jean Smart) que cuida dele apenas para continuar ganhando a pensão de seu pai (o grande Steve Buscemi). Certo dia ele vai passar umas ‘férias’ num acampamento de trailers onde acaba conhecendo, e se apaixonando loucamente, pela jovem Sheeni (Portia Doubleday).
O grande problema é que Nick é um típico jovem perdedor, tem um gosto refinadíssimo para a música e filmes, mas isso não conta nenhum ponto a favor na sua idade. Desesperado em perder a virgindade e amar loucamente sua Sheeni, ele resolve então criar um ‘alter ego’ malvado e inconsequente para poder, em fim, conquistar a sua amada e mostrar que ele é um cara ‘retado’.

Nick Twisp e Sheeni
E é justamente esta ‘personalidade’ diabólica chamada “François” que é o ponto alto do filme. Rende momentos hilários e impagáveis e mostra que Michael Cera tem um enorme potencial para ser mesmo um ator de destaque. Claro que toda essa rebeldia juvenil exagerada (queimar carros e etc) lhe rende sérios problemas com a polícia e tudo mais.
O elenco do filme é bem interessante, temos participações especiais bem agradáveis e divertidas como as de Steve Buscemi (que é um ator sempre muito bem cultuado no mundo do cinema), a curta mais engraçadíssima passagem de Zach Galifianakis (Se Beber Não Case) como um dos namorados da mãe de Nick (que também está ótima em seu papel) e até o Ray Liotta dá as caras com um personagem tão divertido quanto estes outros.
Além da excelente atuação de Michael Cera, tanto como o apático e loser Nick quanto como o insano François (para mim um dos personagens mais genias do ano) com aquele bigodinho ‘sacanagem’, tenho que dar destaque também para fofinha da Portia Doubleday. E são mesmo os atores o grande trunfo de “Youth in Revolt” que apresenta alguns probleminhas no roteiro por causa da ‘vibe‘ meio comédia romântica mas nada que prejudique ‘o todo’.

François, para mim um dos personagens do ano
Para quem gosta do estilo de trabalho de Michael Cera este é um filme imperdível, rende ótimos momentos e mesmo que não possa ser considerada uma joia rara do cinema, é uma obra que tem o seu charme e rende bons e divertidos momentos.
Um Homem Sério (A Serious Man)
Jul 8th


Um Homem Sério (A Serious Man, Comédia: 2009/2010 – 104 min)
Direção e roteiro por Joel e Ethan Coen. Estrelando: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Aaron Wolff, Fred Melamed, Sari Lennick, Jessica McManus, Peter Breitmayer, Amy Landecker, David Kang e Adam Arkin.
Desde o ano passado, quando foi lançado lá fora, que o mais novo trabalho dos irmãos Coen, “Um Homem Sério (A Serious Man)”, vem recebendo diversos elogios, tendo inclusive concorrido a dois Oscars este ano. Demorei um pouco para conseguir assistir a este que, para mim ao menos, era um dos filmes mais esperados. É mais um trabalho com a marca registrada dos irmãos cineastas que dificilmente me decepcionam.
A trama se passa na década de 60 e segue a história do professor judeu Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg em uma atuação espetacular) que enfrenta incontáveis (e aparentemente infinitas) adversidades em sua vida. Seus problemas vão desde seu mulher querendo divórcio, vizinho querendo ocupar seu espaço no terreno, irmão com problemas psicológicos a aluno querendo suborná-lo atrás de uma mudança de nota. Tudo isso envolvendo uma sátira, recheada de humor negro e muito sarcasmo, ao judaísmo.
A todo instante o personagem principal fica questionando o porquê de tudo aquilo acontecer com ele, qual a razão de toda esta avalanche de infortúnios e aborrecimentos. Sem saber o que fazer e qual caminho deve seguir, ele procura respostas e conselhos com os rabinos, sobrando até para seu advogado em determinadas situações.
O mais cômico é ver o paralelo que o filme traça com a vida real de grande parte das pessoas pelo mundo, que sempre quando passam por situações que exigem provações semelhantes a do personagem também se perguntam, e procuram, respostas divinas para tudo.
As marcas dos trabalhos de Joel e Ethan Coen estão presentes no filme, com destaque para o nível altíssimo de humor negro e situações inusitadas e ‘nonsense’. Este jeito peculiar que eles possuem de contar histórias sempre deixam os mais incautos de cabelo em pé e putos da vida. Se você foi um daqueles que chorou de raiva, por exemplo, com o desfecho do excelente “Onde os Fracos Não Tem Vez” é melhor correr léguas de “Um Homem Sério”, o final aqui é duplamente mais insano e surpreendente.

Só não gostei mais da obra lhe dando uma classificação maior até, pois acredito que algumas coisas devam ter passado desapercebidas por mim. Entendo pouquíssimo da religião, costumes e história dos judeus para poder compreender plenamente algumas situações (talvez), apesar de achar que isto não traz maiores problemas ou preocupações para quem assiste, dá pra levar tudo numa boa.
Não é daqueles filmes para você ficar gargalhando (apesar de que passei mal de rir na cena em que Larry vai tentar se aconselhar com o rabino Marshak, o mais porradão e antigo de todos), é engraçado mas é um humor mais sarcástico e contemplativo. É também um filme difícil de indicar, para quem gosta dos trabalhos dos irmãos Coen não tem muito erro. No final das contas é como diz o pai do aluno que quer subornar o professor Larry, “você precisa aceitar o mistério”.
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