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	<title>Porra, man!cinema nacional | Porra, man!</title>
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	<description>Cinema e Séries do jeito que você entende.</description>
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		<title>2 Coelhos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 08:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Parece, mas não é, o famoso e antigo slogan de uma marca de produto anti-caspas pode servir para explicar aos mais desavisados – já que apenas as produções globais ganham destaque publicitário por aqui – do que se trata esse tal de “2 Coelhos”, pois, o longa metragem de estreia de Afonso Poyart parece filme gringo e traz suas inspirações de grandes produções hollywoodianas bem claras mas não é, é cinema nacional, de qualidade, e que insere um pouco de crítica social (referente a nós brasileiros corruptos e preguiçosos) em meio a toda explosiva diversão que o filme nos entrega do início ao fim, num roteiro muito bem construído e amarradinho. Na trama conhecemos Edgar (Fernando Alves Pinto) que no alto dos seus 30 anos está em uma crise existencial, mas ele tem um plano para isso. A partir da narrativa em off de Edgar vamos conhecendo aos poucos, e quando ele acha necessário nos apresentar, cada um dos personagens que irão compor sua jornada como justiceiro moderno, passeando entre o poder e a corrupção. Criatividade não faltou ao publicitário Afonso Poyart que fez (dirigiu e escreveu) um filme “pequeno” parecer filme grande. Trazendo muita ação com tiroteios, explosões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 6" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Parece, mas não é, o famoso e antigo slogan de uma marca de produto anti-caspas pode servir para explicar aos mais desavisados – já que apenas as produções globais ganham destaque publicitário por aqui – do que se trata esse tal de “<strong>2 Coelhos</strong>”, pois, o longa metragem de estreia de <strong>Afonso Poyart</strong> parece filme gringo e traz suas inspirações de grandes produções <em>hollywoodianas</em> bem claras mas não é, é cinema nacional, de qualidade, e que insere um pouco de crítica social (referente a nós brasileiros corruptos e preguiçosos) em meio a toda explosiva diversão que o filme nos entrega do início ao fim, num roteiro muito bem construído e amarradinho.</p>
<p>Na trama conhecemos Edgar (<strong>Fernando Alves Pinto</strong>) que no alto dos seus 30 anos está em uma crise existencial, mas ele tem um plano para isso. A partir da narrativa em <em>off</em> de Edgar vamos conhecendo aos poucos, e quando ele acha necessário nos apresentar, cada um dos personagens que irão compor sua jornada como justiceiro moderno, passeando <strong>entre o poder e a corrupção.</strong></p>
<div id="attachment_9844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9844" title="2 coelhos" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/2-coe.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Corre corre, pega pega</p></div>
<p><strong>Criatividade não faltou ao publicitário Afonso Poyart</strong> que fez (dirigiu e escreveu) um filme “<em>pequeno</em>” parecer filme grande. Trazendo muita ação com tiroteios, explosões e um visual muito interessante &#8211; que traz uma forte linguagem de ‘videoclipe’ (trabalho que Poyart desempenhava antes deste seu debut) &#8211; <strong>“2 Coelhos” é uma produção deveras caprichada em toda a parte técnica</strong> (talvez faltou um pouco de grana pra fazer o carro pegar fogo direitinho mas isso é o de menos), inclusive na trilha sonora, afinal, um filme que começa ao som de “<em>Será que é Disso que eu Necessito</em>” do melhor (<strong>EM MINHA OPINIÃO</strong>) disco dos Titãs, o “<em>Titanomaquia</em>” de 1993, e ainda consegue inserir de forma muito legal em uma cena o “<em>Ding Ding, sou foda</em>” merece muito respeito.</p>
<p>Mas <strong>o grande trunfo está mesmo no roteiro que é muito bem escrito</strong> e segue aquela linha de história recortada e não linear cronologicamente que vai amarrando, aos poucos e por vezes com auxílios de alguns <em>flashbacks</em>, todas as suas pontas até no final tudo fazer sentido (algo que <strong>Guy Ritchie</strong> gosta muito de fazer em suas obras como “<a href="http://www.porraman.com/2010/09/lista-de-filmes-jogos-trapacas-e-2-canos-fumegantes/" target="_blank">Jogos, Trapaças e 2 Canos Fumegantes</a>”, por exemplo). Enquanto os fatos vão se desenrolando na tela, vamos conhecendo um a um todos os personagens e aí <em>Poyart</em> foi bem feliz em fazer com que todo mundo desempenhe um papel importante e plenamente justificável na trama (até mesmo aquele barbudinho meio <em>Jack</em> de “<a href="http://www.porraman.com/category/seriados/lost/" target="_blank">Lost</a>”, meio <em>Los Hermanos</em>, que vive sofrido e recluso).</p>
<div id="attachment_9846" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9846" title="2 Coelhos x Suker Punch" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/2coelhos03.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Momento Suker Punch</p></div>
<p>E se na parte técnica e no roteiro tudo é muito bem conduzido <strong>o elenco também dá um show à parte</strong>. Desde as carinhas mais conhecidas como <strong>Caco Ciocler</strong> que interpreta muito bem um personagem que fala pouco mas diz muito apenas com suas expressões, a sempre bela <strong>Alessandra Negrini</strong> que alterba muito bem entre os papéis de “<em>femme fatale</em>” e de mocinha indefesa e até mesmo o rapper <strong>Thaíde</strong> faz uma ponta interessante e divertida. O ator principal <strong>Fernando Alvez Pinto</strong> que interpreta Edgar consegue conduzir bem a história, seja em seus momentos de &#8216;ação&#8217; seja quando ele vai narrando a trajetória de seu plano. Podemos destacar ainda <strong>Marat Descartes</strong> como o vilão Maicon, o <strong>Thogun</strong> como o “<em>Bolinha</em>” e por aí vai, no geral, todos estão muito bem em seus papéis.</p>
<p>Trazendo para a realidade nacional muito da cultura pop mundial, e aí não faltam odes a videogames (tem uma sequência com o game GTA), coisas nerds em geral e até espadas ninjas, “<strong>2 Coelhos” mostra a todos que com um pouco de criatividade e vontade dá pra fazer algo muito legal e que consiga trazer um entretenimento de muita qualidade com inteligência</strong>, item que tem faltado em nossos cinemas.</p>
<div id="attachment_9843" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9843" title="2 coelhos " src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/384946-2coelhos_2.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">We have to go back!</p></div>
<p>Com uma parte técnica e visual muito bem trabalhada, um roteiro bem escrito e amarradinho capaz de prender o interesse do espectador do início ao fim (não gostei tanto do final &#8216;redentor’, mas tudo bem, é nada comparado a tudo que foi apresentado), atuações bastante convincentes e carismáticas, este é o tipo de filme que recomendo fortemente, <strong>ação e diversão em doses cavalares e sem precisar deixar seu cérebro guardado do lado de fora da sala</strong>. <em>Porra, Man!</em> Isso é raridade.</p>
<p><em>PS: Quem escrever em meio ao seu comentário algo do tipo “apesar de ser filme brasileiro” vai ter o meu total desprezo. Já superamos isso há tempos, por favor, vamos ser mais inteligentes nos comentários, este filme merece.</em></p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-full wp-image-9847" title="2coelhosposter" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/2coelhosposter.jpg" alt="" width="185" height="272" />2 Coelhos (2011/2012 &#8211; 106 min)</strong><br />
<strong> Ação</strong></p>
<p>Um filme de Afonso Poyart com Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Marat Descartes, Neco Vila Lobos, Roberto Marchese, Norival Rizzo, Thogun, Thaíde, Yoram Blaschkauer, Robson Nunes e Aldine Muller.</p></blockquote>
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		<title>Amanhã Nunca Mais</title>
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		<comments>http://www.porraman.com/2011/11/amanha-nunca-mais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 09:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diversão despretensiosa, era essa a impressão que carreguei comigo no intervalo de tempo desde o dia que assisti ao trailer até quando finalmente pude conferir nos cinemas “Amanhã Nunca Mais”. É uma pena que a expressão ‘a primeira impressão é a que fica’ não faz valer o ditado para todas as coisas na vida. Liderado por Lázaro Ramos e dirigido por Tadeu Jungle, o filme até reserva algumas poucas e boas risadas no início, mas se perde numa chata aventura pelas congestionadas ruas paulistanas. Na trama acompanhamos a vida do anestesista Walter (Lázaro Ramos, “Saneamento Básico”) que nunca tem tempo para sua família devido ao seu trabalho no hospital, lugar onde é constantemente humilhado pelo seu chefe. Depois de abandonar um dia de praia em família para (mais uma vez) ter que ir trabalhar, Walter toma para si a missão de buscar o bolo de aniversário de sua filha. Só que para isso ele terá que dar uma escapada de suas obrigações e correr pela cidade de São Paulo para chegar a tempo. São vários os problemas advindos da manjada história de pessoa sem tempo para a família (no caso aqui um pai) por conta de sua profissão. Walter tem que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Fraco: Classificação 2 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/2_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Diversão despretensiosa, era essa a impressão que carreguei comigo no intervalo de tempo desde o dia que assisti ao trailer até quando finalmente pude conferir nos cinemas “<strong>Amanhã Nunca Mais</strong>”. É uma pena que a expressão ‘<em>a primeira impressão é a que fica</em>’ não faz valer o ditado para todas as coisas na vida. <strong>Liderado por Lázaro Ramos e dirigido por Tadeu Jungle, o filme até reserva algumas poucas e boas risadas no início, mas se perde numa chata aventura pelas congestionadas ruas paulistanas.</strong></p>
<p>Na trama acompanhamos a vida do anestesista Walter (<strong>Lázaro Ramos</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2007/09/saneamento-basico/" target="_blank">Saneamento Básico</a>”) que nunca tem tempo para sua família devido ao seu trabalho no hospital, lugar onde é constantemente humilhado pelo seu chefe. Depois de abandonar um dia de praia em família para (mais uma vez) ter que ir trabalhar, Walter toma para si a missão de buscar o bolo de aniversário de sua filha. Só que para isso ele terá que dar uma escapada de suas obrigações e correr pela cidade de São Paulo para chegar a tempo.</p>
<div id="attachment_9431" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9431" title="amanha_nunca_mais" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/11/amanha_nunca_mais.jpg" alt="Maria Luisa Mendonça, uns bons drinks e Lázaro Ramos" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Maria Luisa Mendonça, uns bons drinks e Lázaro Ramos</p></div>
<p>São vários os problemas advindos da manjada história de pessoa sem tempo para a família (no caso aqui um pai) por conta de sua profissão. Walter tem que aturar a sogrinha, cuidar de sua filha, conviver com caras dando em cima da sua linda esposa (<strong>Fernanda Machado</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/10/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro-critica-filme/" target="_blank">Tropa de Elite</a>”) ao seu lado (como se ele nem existisse) que, por sua vez, sente falta do afeto e demais intimidades com o seu marido. Estes problemas pessoais deveriam ser responsáveis por gerar “<em>altas confusões do barulho</em>”, divertir o espectador no cinema e até, quem sabe, se fosse essa a intenção, fazê-lo refletir um pouco sobre suas atitudes. Mas, infelizmente, não é isto que acontece.</p>
<p>Enquanto <strong>Lázaro Ramos</strong> faz a todo instante um sujeito prestes a explodir &#8211; quando caminhamos pro desfecho da história ele está cada vez mais parecido com <strong>Michael Douglas</strong> em “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0106856/" target="_blank">Um Dia de Fúria</a>” – seu colega de trabalho (<strong>Milhem Cortaz</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/10/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro-critica-filme/" target="_blank">Tropa de Elite 2</a>”) e um motoqueiro que ele encontra pelo seu caminho (literalmente) interpratado pelo baiano <strong>Luís Miranda</strong> (<a href="http://www.porraman.com/2010/06/quincas-berro-dgua/" target="_blank">“Quincas Berro D´Água</a>”) rendem divertidos momentos.<strong> Na verdade</strong>, <strong>as poucas e boas cenas de humor (dei algumas belas risadas) são todas por ‘culpa’ dos atores coadjuvantes</strong>.</p>
<div id="attachment_9433" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9433" title="amanhã-nunca-mais" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/11/amanhã-nunca-mais-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Família feliz na praia</p></div>
<p>Talvez eu tenha entrado no cinema com expectativas erradas mas, para mim ao menos, “<strong>Amanhã Nunca Mais</strong>” não funciona de forma satisfatória como um bom entretenimento. Existem algumas boas sacadas como na cena de abertura no melhor estilo “<em>Need For Speed</em>” e até mesmo na forma como tudo se encerra e, não se engane, você conseguirá rir em alguns momentos só que, na maior parte do tempo, você terá a mesma sensação de quando fica preso no trânsito. Pensando bem, se foi essa a verdadeira intenção, pode-se dizer que acertaram em cheio.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-9430" title="2038612-5676-rec" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/11/2038612-5676-rec-225x300.jpg" alt="" width="180" height="240" />Amanhã Nunca Mais (2011 &#8211; 74 min)<br />
Comédia</strong></p>
<p>Dirigido por Tadeu Jungle com roteiro de Marcelo Muller, Mauricio Arruda e Tadeu Jungle. Estrelando: Lázaro Ramos, Maria Luiza Mendonça, Fernanda Machado, Milhem Cortaz e Luís Miranda.</p></blockquote>
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		<title>O Palhaço</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/10/o-palhaco-selton-mello/</link>
		<comments>http://www.porraman.com/2011/10/o-palhaco-selton-mello/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 09:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde bem novinho que meus únicos interesses ao ir para o circo estavam focados no algodão doce e no globo da morte, mesmo assim eu ficava imaginando como deveria ser legal e mágico trabalhar num lugar como aquele. Selton Mello trouxe o espírito da vida circense para o seu segundo filme como diretor  &#8211; o primeiro, “Feliz Natal”, não me agradou em cheio – mas não apenas como forma de homenagem, “O Palhaço” é na verdade uma obra sobre autodescoberta pessoal e profissional. Na trama conhecemos Benjamin (Selton Mello, “A Mulher Invisível”) que, assim como seu pai Valdemar (Paulo José, “Saneamento Básico”), é palhaço e faz parte de uma trupe circence que está rodando por pequenas cidades do interior de Minas Gerais com o circo Esperança. O maior problema de Benjamim é que, apesar de fazer os outros rirem, ele não encontra motivos para sorrir e começa a questionar se é esta mesmo a sua vocação. Não existe nada de muito original numa história (e na imagem também) de um palhaço tristonho, tampouco em acompanhar personagens fazendo jornadas de autodescoberta pessoal, mas é impressionante como “O Palhaço”, apesar de tudo isto, se mostra um filme tão interessante. Diferentemente de sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Desde bem novinho que meus únicos interesses ao ir para o circo estavam focados no algodão doce e no globo da morte, mesmo assim eu ficava imaginando como deveria ser legal e mágico trabalhar num lugar como aquele. <strong>Selton Mello</strong> trouxe o espírito da vida circense para o seu segundo filme como diretor  &#8211; o primeiro, “<a href="http://www.porraman.com/2010/02/feliz-natal/" target="_blank">Feliz Natal</a>”, não me agradou em cheio – mas não apenas como forma de homenagem,<strong> “O Palhaço” é na verdade uma obra sobre autodescoberta pessoal e profissional</strong>.</p>
<p>Na trama conhecemos Benjamin (<strong>Selton Mello</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/06/a-mulher-invisivel-critica-film/" target="_blank">A Mulher Invisível</a>”) que, assim como seu pai Valdemar (<strong>Paulo José</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2007/09/saneamento-basico/" target="_blank">Saneamento Básico</a>”), é palhaço e faz parte de uma trupe circence que está rodando por pequenas cidades do interior de Minas Gerais com o circo Esperança. O maior problema de Benjamim é que, apesar de fazer os outros rirem, ele não encontra motivos para sorrir e começa a questionar se é esta mesmo a sua vocação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9281" title="o-palhaco-selton-mello" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/10/o-palhaco-selton-mello.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Não existe nada de muito original numa história (e na imagem também) de um palhaço tristonho, tampouco em acompanhar personagens fazendo jornadas de autodescoberta pessoal, mas é impressionante como <strong>“O Palhaço”</strong>, apesar de tudo isto, <strong>se mostra um filme tão interessante</strong>. Diferentemente de sua primeira experiência na direção de um filme<strong>, Selton Mello se mostra aqui mais tranquilo e seguro e acerta em muitos detalhes</strong> inclusive no elenco que, à primeira vista, se mostrava um grande risco pela decisão de mesclar artistas antigos e ‘esquecidos’ como <strong>Ferrugem</strong>, <strong>Moacyr Franco</strong> e “<strong>Zé Bonitinho</strong>” com nomes consagrados como o dele próprio (vamos esquecer a bomba que foi “<a href="http://www.porraman.com/2010/10/federal-critica-filme-2010/" target="_blank">Federal</a>”) e o sempre excelente <strong>Paulo José</strong>. Apesar do elenco grande e bastante herogêneo, existe espaço para podermos conhecer um pouco de cada um dos personagens, de torcer pelo sucesso do circo Esperança e pela felicidade de Benjamim e de quase toda a trupe.</p>
<p>Outro ponto interessante é a repetição da dobradinha com <strong>Marcelo Vindicato</strong> no roteiro (eles escreveram juntos “<a href="http://www.porraman.com/2010/02/feliz-natal/" target="_blank">Feliz Natal</a>” também -  que consegue manter a trama interessante do início ao fim, sem nos apresentar diálogos baixos ou apelativos (não se ouve um palavrão) e com uma condução que flui muito bem, fazendo nos manter ligados durante toda a trajetória dos personagens e guardando para o clímax momentos de comoção e felicidade. E eu sempre gosto de repetir que, para mim ao menos, <strong>cinema é emoção</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9279" title="O Palhaço, personagens" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/10/CopalhacoestreiaadiadaCapa.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p><strong>Segundo Selton o Brasil precisava de um trabalho</strong> assim, com uma mensagem positiva e  que <strong>seu maior desejo era que o filme tocasse no coração de cada pessoa que o assistisse</strong>. Por mais piegas que possa ser esta sua afirmação, de fato é um filme bem comovente e que, mesmo não trazendo nada de inédito, consegue sim emocionar e cativar. E o cinema nacional precisa realmente de ótimos trabalhos como este.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-9280" title="opalhaco_cartaz" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/10/opalhaco_cartaz_01-203x300.jpg" alt="" width="142" height="210" />O Palhaço (2011 &#8211; 88 min)<br />
Comédia, Drama.</strong></p>
<p>Dirigido por Selton Mello com roteiro de Selton Mello e Marcelo Vindicato. Estrelando: Selton Mello, Paulo José, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Moacyr Franco, Tony Tonelada, Tonico Pereira, Danton Mello e Ferrugem.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>O Homem do Futuro</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/09/o-homem-do-futuro-wagner-moura-filme/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 00:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não são todos os que conseguem entregar para os cinemas uma história interessante quando estamos falando de viagens no tempo, poucos foram os que se sobressaíram. Ver uma produção nacional como “O Homem do Futuro” dosar bem todos os clichês que este tipo de produção traz e ainda unir uma história (boba sim) de amor de maneira tão divertida é, pelo menos para mim, muito bom de se ver. E os créditos devem ser dados tanto ao diretor e roteirista Cláudio Torres (que voltou a ganhar pontos comigo depois de ter me decepcionado um pouco com “A Mulher Invisível” em 2009) quanto para o talentosíssimo Wagner Moura. A trama segue a história de um cientista chamado João “Zero” (Wagner Moura, “Tropa de Elite 2”) que sofre com um amor passado que teve com Helena (Alinne Moraes, “Os Normais 2”). João trabalha em uma máquina aceleradora de partículas com intuito de conseguir uma nova forma de energia mais barata, mas o experimento “dá errado” e ele acaba criando uma máquina do tempo e indo parar no ano de 1991, bem no dia em que toda a sua vida tomou este rumo que o transformou numa pessoa arrogante e rancorosa. Ele então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Não são todos os que conseguem entregar para os cinemas uma história interessante quando estamos falando de viagens no tempo, poucos foram os que se sobressaíram. Ver uma produção nacional como “<strong>O Homem do Futuro</strong>” dosar bem todos os clichês que este tipo de produção traz e ainda unir uma história (boba sim) de amor de maneira tão divertida é, pelo menos para mim, muito bom de se ver. E os créditos devem ser dados tanto ao diretor e roteirista <strong>Cláudio Torres</strong> (que voltou a ganhar pontos comigo depois de ter me decepcionado um pouco com “<a href="http://www.porraman.com/2009/06/a-mulher-invisivel-critica-film/" target="_blank">A Mulher Invisível</a>” em 2009) quanto para o talentosíssimo<strong> Wagner Moura</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9010" title="o_homem_do_futuro" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/o_homem_do_futuro.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A trama segue a história de um cientista chamado João “<em>Zero</em>” (<strong>Wagner Moura</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/10/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro-critica-filme/" target="_blank">Tropa de Elite 2</a>”) que sofre com um amor passado que teve com Helena (<strong>Alinne Moraes</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/09/os-normais-2-a-noite-mais-maluca-de-todas/" target="_blank">Os Normais 2</a>”). João trabalha em uma máquina aceleradora de partículas com intuito de conseguir uma nova forma de energia mais barata, mas o experimento “<em>dá errado</em>” e ele acaba criando uma máquina do tempo e indo parar no ano de 1991, bem no dia em que toda a sua vida tomou este rumo que o transformou numa pessoa arrogante e rancorosa. Ele então tem a chance de tentar mudar as coisas do seu jeito.</p>
<p>O filme ‘brinca’ muito bem com os paradoxos das viagens no tempo, de certa forma homenageando (<em>chupando fica para filmes medíocres que não fazem direito</em>) obras como “<strong>De Volta Para o Futuro</strong>”, por exemplo. E ele consegue apresentar de forma muito bem bolada todos os incidentes que as mudanças nos acontecimentos geram ou poderiam gerar mais a frente. Mas como é um filme destinado para um público mais amplo temos que ter a historinha de amor também e<strong> Claudio Torres</strong> consegue mesclar muito bem o romance – que é mesmo absurdo no início da relação dos personagens – fazendo com que o espectador torça para que os dois fiquem juntos ao mesmo tempo em que se diverte com todas as situações apresentadas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9012" title="o-homem-do-futuro" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/o-homem-do-futuro-01-590x442.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Uma das coisas que surpreendem, por se tratar de uma produção nacional, são os <strong>efeitos visuais que estão em um nível bem acima do que acostumamos ver por aqui</strong>, mesmo não sendo lá nada excepcional. A trilha sonora também é certeira, mas é aqui que entra o contraponto para aqueles que não gostam de <em>Legião Urbana</em>, a cena musical que se repete no filme (e já estava no trailer) foi acompanhada por mim cantarolando, mas tem aqueles que achem essa banda chata demais. Eu sou do grupo que se orgulha de ter vivido, acompanhado e curtidos seus grandes sucessos.</p>
<p>Não sei se ainda existe espaço para falar do talento de<strong> Wagner Moura</strong>, mas é impossível não exaltar as qualidades de “<strong>O Homem do Futuro</strong>” sem comentar o belo trabalho do ator na composição de seu personagem, ou melhor, de seus personagens já que, a cada viagem temporal, um novo Zero com personalidade própria pode ser visto. Para mim, apenas <em>a versão cientista maluco arrogante</em> está um pouco “<em>afetada</em>” além da conta, ainda assim, o destaque no elenco fica obviamente com ele. O restante faz um trabalho que pelo menos não compromete, Ceylão está divertido e <strong>Alinne Moraes faz muito bem o papel de gostosa e, quando é exigido dela um pouco mais, não decepciona</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9014" title="Wagner Moura" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/tumblr_lr6561aIaH1qdi25ro1_500.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Fugindo dos padrões nacionais de cinema (<em>por mais que lá fora já tenhamos visto coisas parecidas de montão</em>), <strong>“O Homem do Futuro” é daqueles trabalhos que merecem ser assistidos no cinema, pois precisam ser valorizados</strong>. De fato tem momentos bobinhos e o final mesmo que seja bem bolado é um pouco explicado demais, mas nada dessas pequenas coisinhas consegue tirar o brilho que saiu dos meus olhos enquanto os créditos subiam. Divertido, bobo, clichê, romântico, é tudo isso sim, mas na medida certa.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-9011" title="O-Homem-Do-Futuro poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/09/O-Homem-Do-Futuro-213x300.jpg" alt="" width="153" height="216" />O Homem do Futuro (2011 &#8211; 103 min)</strong><br />
Comédia, Romance, Ficção científica.</p>
<p>Um filme de Cláudio Torres com Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luisa Mendonça, Gabriel Braga Nunes e Fernando Ceylão.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Filhos de João &#8211; O Admirável Mundo Novo Baiano</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/08/filhos-de-joao-o-admiravel-mundo-novo-baiano/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 14:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[documentario]]></category>
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		<description><![CDATA[Tirando algumas músicas clássicas que ficaram imortalizadas e alguns relatos sobre as histórias dos antigos carnavais de Salvador e seus artistas, confesso que pouco conhecia a respeito dos “Novos Baianos”. O grupo que se formou no final da década sessenta trouxe bastante inovação musical para a época e se tornou um verdadeiro marco cultural. Graças a Henrique Dantas e ao Circuito de Sala de Arte daqui da terrinha pude finalmente corrigir essa minha falha de caráter e conhecer um pouco mais sobre o surgimento e toda a trajetória desse bando de visionários. De forma bastante interessante o documentário “Os Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano” remonta através de depoimentos, imagens e filmagens antigas como se deu o surgimento e a convivência entre os integrantes do grupo, passando aí por um lendário apartamento no Rio de Janeiro (que rendia altas confusões do barulho com uma turminha da pesada), um sítio que era uma verdadeira &#8216;nação paralela&#8217;, a paixão pelo futebol e também, de forma bem aberta, a relação deles com as drogas. Fica evidente no documentário a importância de João Gilberto para o grupo que antes tocava algo mais próximo do Rock´n´Roll. Foi ele quem sugeriu – convenhamos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Muito Bom: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Tirando algumas músicas clássicas que ficaram imortalizadas e alguns relatos sobre as histórias dos antigos carnavais de Salvador e seus artistas, confesso que <strong>pouco conhecia a respeito dos “Novos Baianos”</strong>. O grupo que se formou no final da década sessenta trouxe bastante inovação musical para a época e se tornou um verdadeiro marco cultural. Graças a<strong> Henrique Dantas</strong> e ao <a href="http://www.saladearte.art.br/" target="_blank">Circuito de Sala de Arte</a> daqui da <em>terrinha</em> pude finalmente corrigir essa minha falha de caráter e conhecer um pouco mais sobre o surgimento e toda a trajetória desse bando de visionários.</p>
<p>De forma bastante interessante o documentário “<strong>Os Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano</strong>” remonta através de depoimentos, imagens e filmagens antigas como se deu o surgimento e a convivência entre os integrantes do grupo, passando aí por um lendário apartamento no Rio de Janeiro (<em>que rendia altas confusões do barulho com uma turminha da pesada</em>), um sítio que era uma verdadeira &#8216;nação paralela&#8217;, a paixão pelo futebol e também, de forma bem aberta, a relação deles com as drogas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8797" title="Os Novos Baianos" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/08/2011_07_2213_37_5961318novos_baianos1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Fica evidente no documentário<strong> a importância de João Gilberto para o grupo</strong> que antes tocava algo mais próximo do<em> Rock´n´Roll</em>. Foi ele quem sugeriu – convenhamos, uma sugestão de<em> João Gilberto</em>, por mais chato que ele seja como pessoa, é praticamente uma ordem – que os músicos utilizassem a sonoridade brasileira, samba, cavaquinho, etc. E foi essa mistura de sons que deu a identidade ao movimento “<strong>Novos Baianos</strong>”, se me permite descrevê-lo assim. O resto é história e clássicos como  <em>&#8220;Besta é Tu</em>&#8220;, <em>&#8220;Acabou Chorare</em>&#8220;, &#8220;<em>Brasil Pandeiro</em>&#8220;, &#8220;<em>Preta Pretinha</em>&#8221; se tornaram imortais.</p>
<p>Apesar de não ser integrante do grupo, <strong>Tom Zé era uma espécie de padrinho e seus depoimentos são os melhores</strong>. É incrível perceber como ele consegue ser, ao mesmo tempo, genial e engraçado (<em>talvez consiga isso por viver em um universo paralelo ao nosso onde apenas o seu corpo habita a nossa realidade</em>). Na verdade todos os depoimentos são bastante interessantes e a gente pode perceber que algumas pessoas que já eram loucas na época hoje em dia estão altamente sequeladas. Algumas sequências dá até pra gargalhar de tanto rir.</p>
<p>Outro fator interessante e curioso é a relação deles com o futebol que era realmente intensa, arrisco a dizer que eles gostavam mais de bater um bába (<em>aka jogar uma pelada</em>) do que cantar. Só que como jogadores eles não levavam jeito nenhum.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8802" title="Filhos de João" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/08/20_MHG_ZIN_JOÃO.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Ficou faltando apenas <em>Baby</em> liberar seus depoimentos para ficar completo. Sua ausência é sentida e ao final do filme aparece a informação que ela não liberou suas entrevistas. De qualquer forma <strong>o trabalho de Henrique Dantas é, fazendo um pouco de alusão ao título, admirável</strong>. Além de ser um projeto curioso e muito interessante, a levada é tão divertida que até mesmo para quem nunca foi fã dos “<strong>Novos Baianos</strong>” ou não gosta do estilo musical não se torna chato ou cansativo. Vale a pena dar uma força para o circuito de Sala de Arte (como sempre) e também para o cinema baiano, principalmente para quem acha que a única especialidade daqui é produzir <em>rebolations</em> e <em>raladas de tcheca no chão</em>.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong>Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano (2011, 75 min)<br />
Documentário</strong></p>
<p>Um filme de<span style="text-decoration: underline;"> Henrique Dantas</span> com roteiro por Henrique Dantas e Bau Carvalho.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Assalto ao Banco Central</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/07/assalto-ao-banco-central/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 11:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho de divulgação do filme “Assalto ao Banco Central”, contando ai site, entrevistas e até mesmo o trailer, foi tão grandioso quanto o assalto em Fortaleza do qual o filme se baseia. Até mesmo dois atores (não os mais famosos, mas já é algo) vieram para Salvador no dia pré-estreia que lotou 3 salas de cinema por aqui. Confesso que fui esperando uma grande bomba e o que vi definitivamente não foi um filme ruim, mas carrega algumas falhas e exageros que acabam prejudicando um pouco o resultado final. No ano de 2005 um grupo de assaltantes arquitetou um plano para assaltar o banco central de Fortaleza. Cavaram um túnel durante 3 meses, saíram no cofre e levaram quase 165 milhões de reais, 3 toneladas de dinheiro, sendo este um dos maiores assaltos a banco do mundo. Os assaltantes conseguiram tudo isso sem dar um único tiro. É bom lembrar que é apenas baseado em fatos reais, até mesmo porque ninguém encontrou até hoje toda a trupe para saber como tudo aconteceu. De fato é uma história deveras impressionante e a opção de narrar os acontecimentos de forma não linear, ou seja, misturando idas e vindas é até interessante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Regular: Classificação 2 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/2_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>O trabalho de divulgação do filme “<strong>Assalto ao Banco Central</strong>”, contando ai site, entrevistas e até mesmo o trailer, foi tão grandioso quanto o assalto em Fortaleza do qual o filme se baseia. Até mesmo dois atores (não os mais famosos, mas já é algo) vieram para Salvador no dia pré-estreia que lotou 3 salas de cinema por aqui. Confesso que fui esperando uma grande bomba e o que vi <strong>definitivamente não foi um filme ruim</strong>, mas carrega algumas falhas e exageros que acabam prejudicando um pouco o resultado final.</p>
<p>No ano de 2005 um grupo de assaltantes arquitetou um plano para assaltar o banco central de Fortaleza. Cavaram um túnel durante 3 meses, saíram no cofre e levaram quase 165 milhões de reais, 3 toneladas de dinheiro, sendo este um dos maiores assaltos a banco do mundo. Os assaltantes conseguiram tudo isso sem dar um único tiro. É bom lembrar que é apenas baseado em fatos reais, até mesmo porque ninguém encontrou até hoje toda a trupe para saber como tudo aconteceu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-8674" title="centraldobrasil01" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/07/centraldobrasil01.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>De fato é uma história deveras impressionante e a opção de narrar os acontecimentos de forma não linear, ou seja, misturando idas e vindas é até interessante e não te cansa, porém, acaba destruindo qualquer chance de deixar o espectador curioso. É impossível entrar num clima de suspense se, logo de início, sem você sequer conseguir “conhecer” os personagens ou se inteirar em toda “tramamóia”, já lhe mostram como tudo vai terminar. Qualquer situação apresentada, qualquer problema que surja, poucos segundos depois já lhe é dada a resposta.</p>
<p>Nem todos os atores estão bem em seus papéis, mesmo assim algumas situações engraçadas são criadas e<strong> o filme acaba divertindo na maior parte do tempo</strong>. Mas só que, como disse no início, existem exageros. Algumas piadas são bem forçadas e com tantos personagens extremamente caricatos ainda sobram situações risíveis, mas de forma pejorativa, contando ai com frases de efeito que soam por demais “artificiais” sem contar ainda com péssimas escolhas para os efeitos sonoros. É hora de luta? Toca alto a música do <em>Dragon Ball Z</em>. É hora de aparecer <strong>Milhem Cortaz</strong> (“<a href="http://www.porraman.com/2010/10/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro-critica-filme/" target="_blank">Tropa de Elite 2</a>”) como um super gênio do crime? Close nele jogando Xadrez com fundo musical “ambiente”.</p>
<div id="attachment_8672" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-8672" title="A assaltante fatal" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/07/128.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Nem se anime, ela não vai lhe mostrar nada...</p></div>
<p>Não é nenhum demérito sua comparação com filmes de assalto gringos, que também são recheados de situações manjadas e personagens bem estereotipados, na verdade, eu até acho que o cinema nacional tem mesmo que diversificar as produções e criar obras que gerem um retorno financeiro para os investidores. Só espero que, com o tempo, elas cheguem cada vez mais próximas de produções como “<a href="http://www.porraman.com/2010/10/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro-critica-filme/" target="_blank">Tropa de Elite</a>” e se distanciem cada vez mais das produções pouco inspiradas que vemos por aí.</p>
<p>Talvez o maior defeito de “<strong>Assalto ao Banco Central</strong>” é querer ser algo além de apenas um simples e puro entretenimento. Caso fosse mais focado na diversão, sem toda essa pretensão de criar cenas e frases emblemáticas, teríamos com toda certeza um filme com mais condições de agradar os mais diferentes públicos. Está longe de ser um filme desagradável, faltou talvez um pouco da inteligência que sobrou nos bandidos que assaltaram o banco em Fortaleza para entregar uma obra com menos erros e, assim, ser classificada como um bom filme. Faltou bem pouco, mas faltou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-full wp-image-8675" title="filme_assalto_ao_banco_central" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/07/filme_assalto_ao_banco_central.jpg" alt="" width="160" height="238" />Assalto ao Banco Central ( 2011 &#8211; 104 min)</strong><br />
Policial, Ação.</p>
<p>Um filme de Marcos Paulo com roteiro de Renê Belmonte. Estrelando: Milhem Cortaz, Lima Duarte, Giulia Gam, Eriberto Leão, Hermila Guedes e Gero Camilo.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Malu de Bicicleta</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/06/malu-de-bicicleta-filme/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 11:13:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu primeiro contato com uma obra de Marcelo Rubens Paiva era pra ter acontecido anos e anos atrás quando, dentre os livros obrigados indicados para o vestibular, estava lá “Feliz Ano Velho” que acabei só o lendo no passado. Fiz uma resenha do livro no meu blog “Onze e Onze” e quando vi que iriam adaptar outra obra sua nos cinemas “Malu de Bicicleta” logo me interessei, mesmo sabendo que da obra original algumas coisas acabariam se perdendo na telona. Com roteiro ‘supervisionado’ pelo próprio Rubens Paiva, o filme que tem título homônimo ao livro traz a história de Luiz (Marcelo Serrado) um grande mulherengo que, certa feita no Rio de Janeiro, acaba sendo atropelado de bicicleta por Malu (Fernanda de Freitas). A partir daí o carinha que só queria saber de quantidade e nada de amor, se apaixona loucamente pela garota e o sentimento é recíproco. Em meio a um relacionamento tão forte, o ciúme e desconfiança de Luiz começa a prejudicar a relação do casal. Os primeiros minutos não são lá muito animadores mas com o passar do tempo o filme vai mostrando que mesmo não trazendo nada de novo, consegue ser inteligente e dialogar de uma forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Regular: Classificação 2 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/2_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Meu primeiro contato com uma obra de <strong>Marcelo Rubens Paiva</strong> era pra ter acontecido anos e anos atrás quando, dentre os livros <span style="text-decoration: line-through;">obrigados</span> indicados para o vestibular, estava lá <strong>“Feliz Ano Velho</strong>” que acabei só o lendo no passado. Fiz uma <a href="http://marciomelo.posterous.com/feliz-ano-velho-marcelo-rubens-paiva" target="_blank">resenha do livro no meu blog “Onze e Onze”</a> e quando vi que iriam adaptar outra obra sua nos cinemas “<strong>Malu de Bicicleta</strong>” logo me interessei, mesmo sabendo que da obra original algumas coisas acabariam se perdendo na telona.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-8349" title="malu-de-bicicleta" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/06/malu-de-bicicleta.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p><strong>Com roteiro ‘supervisionado’ pelo próprio Rubens Paiva</strong>, o filme que tem título homônimo ao livro traz a história de Luiz (<strong>Marcelo Serrado</strong>) um grande mulherengo que, certa feita no Rio de Janeiro, acaba sendo atropelado de bicicleta por Malu <strong>(Fernanda de Freitas</strong>). A partir daí o carinha que só queria saber de quantidade e nada de amor, se apaixona loucamente pela garota e o sentimento é recíproco. Em meio a um relacionamento tão forte, o ciúme e desconfiança de Luiz começa a prejudicar a relação do casal.</p>
<p><strong>Os primeiros minutos não são lá muito animadores</strong> mas com o passar do tempo o filme vai mostrando que mesmo não trazendo nada de novo, consegue ser inteligente e dialogar de uma forma bem interessante sobre paixão, amor, ciúmes e tudo mais que envolve estes sentimentos em uma relação a dois. Tem romance e tem comédia, mas o humor aqui é mais contido, sem aquelas situações de vergonha alheia ou espalhafatosas. Isso dá uma certa ‘personalidade’ à produção fazendo com que ela possa ser agradável a diferentes tipos de públicos.</p>
<p>O elenco de apoio até que trabalha bem e não compromete em seus papéis, mas os protagonistas, apesar de mostrarem até uma boa química, deixam a desejar em alguns momentos. Tanto <strong>Marcelo Serrado</strong> quanto a <em>cover de Deborah Secco</em> <strong>Fernanda de Freitas</strong> poderiam desempenhar melhor seus personagens.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-8350" title="malu-de-bicicleta-original" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/06/malu-de-bicicleta-original.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Eu queria muito gostar mais do filme, mas<strong> infelizmente no geral achei apenas regular</strong>. Tinha potencial para ser algo bem melhor fosse ele mais condizente com a obra escrita de<strong> Rubens Paiva</strong> que, apesar de conduzir os trabalhos com o roteiro não foi capaz de deixar a adaptação fugir um pouco do que ele escreveu e também perder muito da sua linguagem, sarcástica, erótica e ágil.</p>
<p>Mas só por fugir um pouco do que estamos acostumados, só por não ser uma comédia romântica padrão e boba e sim um romance com toques de humor mais contidos e bem colocados, acredito que valha a pena ser assistido sim. <strong>Ignore minha baixa classificação e arrisque</strong>, ainda que recomende com mais veemência o livro.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-8351" title="malu-poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/06/malu-poster-202x300.jpg" alt="" width="162" height="240" />Malu de Bicicleta (2010/2011 &#8211; 90 min)<br />
Romance, Comédia</strong></p>
<p>Um filme de Flávio Tambellini adaptando obra de Marcelo Rubens Paiva. Estrelando: Marcelo Serrado, Fernanda de Freitas, Marjorie Estiano, Otávio Martins, Daniela Galli, Maria Manoella, Thelmo Fernandes, Daniela Suzuki e Marcos Cesana.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>VIPs</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/04/vips-filme-2011-wagner-moura/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 11:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[wagner moura]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que querer se dar bem a qualquer custo, viver apenas de aparências ou fazer de tudo para possuir status de elite é algo que está incrustado no DNA do brasileiro. Sem generalizar, não deixa de ser algo recorrente aqui no país e dentre os grandes “picaretas” nacionais Marcelo da Rocha teve seus momentos de fama (pode ser visto no youtube inclusive) antes de ser preso por estelionato e falsidade ideológica, dentre outras acusações. O filme “Vips” é inspirado na história de Marcelo da Rocha que ficou conhecido por aplicar alguns golpes culminando em um que ele se passou por Henrique Constantino, um dos filhos do dono da empresa aérea Gol. Trazendo a frente um Wagner Moura inspirado, o filme funciona como um bom entretenimento apesar de trazer uma versão mais dramática da vida de Marcelo. Mesmo estando diante da saga de um criminoso, a jogada para fazer com que torçamos por Marcelo desde o início é bem realizada. Vemos as fases dele quando criança e em sua juventude e, no início, tudo é trazido com bastante humor. Com o público ganho e já nas mãos, fica fácil introduzir (lá ele) uma visão mais dramática sobre as causas e consequências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone aligncenter" title="Bom: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Dizem que querer se dar bem a qualquer custo, viver apenas de aparências ou fazer de tudo para possuir <em>status de elite</em> é algo que está incrustado no DNA do brasileiro. Sem generalizar, não deixa de ser algo recorrente aqui no país e <strong>dentre os grandes “picaretas” nacionais Marcelo da Rocha teve seus momentos de fama</strong> (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wfJ3OXwSfDU" target="_blank">pode ser visto no youtube inclusive</a>) antes de ser preso por estelionato e falsidade ideológica, dentre outras acusações.</p>
<p>O filme “<strong>Vips</strong>” é inspirado na história de Marcelo da Rocha que ficou conhecido por aplicar alguns golpes culminando em um que ele se passou por Henrique Constantino, um dos filhos do dono da empresa aérea Gol. Trazendo a frente um <strong>Wagner Moura</strong> inspirado, o filme funciona como <strong>um bom entretenimento</strong> apesar de trazer uma versão mais dramática da vida de Marcelo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-7741 aligncenter" title="vips-filme-amaury-2" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/04/vips-filme-amaury-2.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Mesmo estando diante da saga de um criminoso, a jogada para fazer com que torçamos por Marcelo desde o início é bem realizada. Vemos as fases dele quando criança e em sua juventude e, no início, tudo é trazido com bastante humor. Com o público ganho e já nas mãos, fica fácil introduzir (lá ele) uma visão mais dramática sobre as causas e consequências dos atos errados do protagonista.</p>
<p>O elenco trabalha bem e a escolha de<strong> Wagner Moura</strong> (“<a href="http://www.porraman.com/2010/10/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro-critica-filme/" target="_blank">Tropa de Elite</a>”, “<a href="http://www.porraman.com/2008/11/romance-2008-critica-filme/" target="_blank">Romance</a>”) para interpretar Marcelo se mostra bastante acertada, ele demonstra nas cenas ser um ator realmente muito versátil. Os coadjuvantes não fazem feio e até mesmo as pequenas participações como a de <strong>Milhem Cortaz</strong> (<em>o capitão Fábio de Tropa de Elite</em>) contribuem para fazer “<strong>Vips</strong>” funcionar de forma satisfatória.</p>
<p>Li alguns comentários querendo minimizar o filme como um “<em>Prenda-me Se For Capaz</em>” brasileiro, mas não é bem por aí. As partes de perseguição ocupam apenas um curto espaço de tempo na trama e o filme, mesmo não sendo nenhuma obra genial, consegue entregar o seu recado de maneira eficaz.</p>
<p>Gosto quando o cinema nacional entrega produtos feitos com algum cuidado, mesmo se tratando de uma obra comercial com intuito de atrair público e arrecadar um pouco com uma história que é bem peculiar, curiosa e baseada em acontecimentos reais. Se querem que as salas estejam cheias que ao menos façam valer o nosso tempo e dinheiro investido de uma maneira minimamente aceitável.</p>
<hr />
<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-7742" title="vips-poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/04/vips-poster-199x300.jpg" alt="" width="147" height="216" />VIPs (Drama, 2010 &#8211; 96 min)</strong></p>
<blockquote><p>Dirigido por Toniko Melo com roteiro de Bráulio Mantovani e Thiago Dottori. Estrelando: Wagner Moura, Arieta Corrêa, Gisele Fróes, Julianoo Cazarré, Norival Rizzo, Roger Gorbeth, João Francisco Tottene e Jorge D&#8217;elia.</p></blockquote>
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		<title>Desenrola</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 17:33:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[O tempo vai passando mas os ‘dramas’ adolescentes continuam os mesmos e no cinema são vários os filmes que retratam esta conturbada fase, mas poucos são os trabalhos que conseguem se comunicar tão bem com o seu público alvo e “Desenrola” é um deles. A trama segue a vida de Priscila (Olivia Torres), uma jovem de 16 anos que dentre as mudanças que deseja fazer em sua vida tem como prioridade perder a virgindade e de preferência com o galinha e surfista Rafa (Kayky Brito). A oportunidade surge quando sua mãe viaja e a deixa sozinha em casa durante 20 dias. Os temas abordados em “Desenrola” estão longe de serem novidades, a única coisa um pouco fora do comum aqui é termos uma menina protagonizando cenas de “corrida” em busca da primeira relação sexual. O grande trunfo do filme é falar deste temas com uma linguagem e roupagem atual, da forma como os adolescentes vivem e se comunicam atualmente. O elenco trabalha direitinho e tem muita gente que saiu de “Malhação” como a protagonista do sorriso lindo a jovem Olívia Torres. Pra completar ainda temos alguns globais que surgem com participações especiais que não contribuem em nada com o filme, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Bom: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>O tempo vai passando mas os ‘dramas’ adolescentes continuam os mesmos e no cinema são vários os filmes que retratam esta conturbada fase, mas poucos são os trabalhos que conseguem se comunicar tão bem com o seu público alvo e “<strong>Desenrola</strong>” é um deles.</p>
<p>A trama segue a vida de Priscila <strong>(Olivia Torres</strong>), uma jovem de 16 anos que dentre as mudanças que deseja fazer em sua vida tem como prioridade perder a virgindade e de preferência com o galinha e surfista Rafa (<strong>Kayky Brito</strong>). A oportunidade surge quando sua mãe viaja e a deixa sozinha em casa durante 20 dias.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-7395" title="desenrola" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/02/desenrola.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Os temas abordados em “<strong>Desenrola</strong>” estão longe de serem novidades, a única coisa um pouco fora do comum aqui é termos uma menina protagonizando cenas de “<em>corrida</em>” em busca da primeira relação sexual. <strong>O grande trunfo do filme é falar deste temas com uma linguagem e roupagem atual</strong>, da forma como os adolescentes vivem e se comunicam atualmente.</p>
<p>O elenco trabalha direitinho e tem muita gente que saiu de “<strong>Malhação</strong>” como a protagonista do sorriso lindo a jovem<strong> Olívia Torres</strong>. Pra completar ainda temos alguns globais que surgem com participações especiais que não contribuem em nada com o filme, a bem da verdade, aparições como a de <strong>Juliana Paes</strong> se mostram totalmente desnecessárias, por mais “<em>boa</em>” que ela seja. Isso sem falar em <strong>Pedro Bial</strong> que “<em>interpreta</em>” terrivelmente um professor.</p>
<p>Apesar de ainda possuir alguns vícios de trabalhos da rede Globo, &#8220;<strong>Desenrola</strong>&#8221; consegue trazer para o cinema um retrato condizente com a realidade de nossa juventude atual, diferente de alguns programas televisivos que mostram pessoas que a gente não consegue criar qualquer tipo de identificação. Além de ter feito um bom filme, <strong>Rosane Svartman</strong> é mais uma que entra pra lista de pessoas que mostram que é possível criar obras de qualidade em nosso cinema nacional.</p>
<hr /><img class="alignright size-medium wp-image-7396" title="desenrola poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/02/desenrola1-203x300.jpg" alt="" width="155" height="223" /></p>
<blockquote><p><strong>Desenrola (Comédia, Romance: 2011 &#8211; 88 min)</strong></p>
<p>Um filme de Rosane Svartman com Olivia Torres, Kayky Brito, Lucas Salles, Vitor Thiré, Juliana Paiva, Daniel Passi, Thais Botelho, Claudia Ohana, Jorge de Sá, Juliana Paes, Letícia Spiller, Marcela Barrozo, Marcello Novaes, Pedro Bial e Roberta Rodrigues.</p></blockquote>
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		<title>Baixio das Bestas</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 14:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[violencia]]></category>

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		<description><![CDATA[O diretor Cláudio Assis (pernambucano de Caruaru) estreou nos cinemas causando sentimentos antagônicos no público com “Amarelo Manga” (2002), alguns o admiraram outros ficaram apenas chocados. No ano de 2006 ele lançou o seu segundo filme, “Baixio das Bestas”, que consegue ser ainda mais provocativo e forte. Confesso que este seu segundo trabalho me deixou pouco à vontade por utilizar níveis bastante exagerados de sexo e violência para passar a sua mensagem. A trama segue algumas histórias em paralelo numa localidade chamada Baixio no interior pernambucano. Com resquícios da cultura do cultivo de cana num sertão pobre, acompanhamos histórias de prostituição, exploração sexual infantil de uma menina e, também, a de alguns jovens baderneiros e inconsequentes aprontando em alta. Das situações apresentadas a principal é a da garota Auxiliadora (Mariah Teixeira) que é explorada pelo seu avô, que recebe dinheiro para deixar alguns caminhoneiros a verem despida. Sim, temos em vários instantes uma jovem menor de idade totalmente nua, e isso é apenas uma das situações que de certa forma &#8216;incomoda&#8217; ou, pelo menos, te deixa inquieto(a). E a nudez não para (sem acento é foda!) por aí, Caio Blat, Matheus Nechergaele e Dira Paes estão muito à vontade pelados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="Regular: Classificação 2 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/2_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>O diretor Cláudio Assis (pernambucano de Caruaru) estreou nos cinemas causando sentimentos antagônicos no público com “<strong>Amarelo Manga</strong>” (2002), alguns o admiraram outros ficaram apenas chocados. No ano de 2006 ele lançou o seu segundo filme, “<strong>Baixio das Bestas</strong>”, que consegue ser ainda mais provocativo e forte. Confesso que este seu segundo trabalho me deixou pouco à vontade por utilizar níveis bastante exagerados de sexo e violência para passar a sua mensagem.</p>
<p>A trama segue algumas histórias em paralelo numa localidade chamada Baixio no interior pernambucano. Com resquícios da cultura do cultivo de cana num sertão pobre, acompanhamos histórias de prostituição, exploração sexual infantil de uma menina e, também, a de alguns jovens baderneiros e inconsequentes aprontando em <em>alta</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-7312" title="baixio-das-bestas08" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/01/baixio-das-bestas08.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Das situações apresentadas a principal é a da garota Auxiliadora (<strong>Mariah Teixeira</strong>) que é explorada pelo seu avô, que recebe dinheiro para deixar alguns caminhoneiros a verem despida. Sim, temos em vários instantes <strong>uma jovem menor de idade totalmente nua</strong>, e isso é apenas uma das situações que de certa forma &#8216;incomoda&#8217; ou, pelo menos, te deixa inquieto(a). E a nudez não para (sem acento é foda!) por aí, <strong>Caio Blat, Matheus Nechergaele e Dira Paes estão muito à vontade pelados diante das câmeras</strong>.</p>
<p>Para quem tem um coração fraco para cenas de violência e sexo, incluindo palavreado forte também, “<strong>Baixio das Bestas</strong>” é uma obra complicada de se ver. Se a proposta era chocar para passar a visão da falta de dignidade e respeito que o ser humano pode chegar em determinadas situações, pode-se dizer que o filme cumpriu seu objetivo.</p>
<p>Como nem só de entretenimento vive o cinema, existem obras que possuem um propósito diferenciado, são feitas para questionar e “<em>mexer</em>” com o público, e isso vai de encontro com uma frase que o personagem de <strong>Nechergaele</strong> diz em determinada parte do filme: “<em>Cinema é bom porque você pode fazer o que quiser</em>”.</p>
<p>Não é que eu seja nenhum puritano, mas acho que<strong> “Baixio das Bestas” é um pouco contundente e exagerado demais pro meu gosto</strong>, por isso não curti tanto assim e, de coração, não é um trabalho que recomendaria ser assistido a uma grande parcela das pessoas que conheço.</p>
<hr /><img class="size-medium wp-image-7313 alignright" title="baixio-das-bestas-poster01" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/01/baixio-das-bestas-poster01-214x300.jpg" alt="" width="137" height="188" /></p>
<blockquote><p><strong>Baixio das Bestas (Drama, 2006)</strong></p>
<p>Um filme de Cláudio Assis com Caio Blat, Dira Paes, Matheus Nechergaele, Irandhir Santos e Mariah Teixeira.</p></blockquote>
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