Posts tagged cinema nacional
Feliz Natal
Feb 8th

Feliz Natal (Drama: 2008 – 100 min)
Dirigido por Selton Mello com roteiro por Selton Mello e Marcelo Vindicato. Estrelando: Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Graziella Moretto, Lúcio Mauro, Paulo Guarnieri e Fabricio Reis.
Com uma passagem relativamente curta pelos cinemas no final do ano de 2008, acabei não conseguindo conferir a estréia de Selton Mello (A Mulher Invisível, O Cheiro do Ralo) como diretor e roteirista. A curiosidade em conferir o trabalho de um ator que sou fã sempre existiu e “Feliz Natal” se mostrou como um projeto um tanto quanto chato e difícil de se assistir, ao menos para mim.
A trama segue a vida de Caio (Leonardo Medeiros, Budapeste), um sujeito no alto dos seus 40 anos que trabalha em um ferro-velho no interior. Ele decide retornar a capital na festa de Natal onde visita seu irmão, que por sua vez tem problemas com a esposa. Lá estão também sua mãe totalmente dependente do álcool e remédios e também seu pai (separado e se gabando por estar com uma mulher mais jovem) que não lhe dá nenhuma atenção.

Caio ainda volta para reencontrar velhos amigos e acaba se lembrando da vida totalmente inconsequente que levava. A mistura de dramas pessoais de todos os personagens que vão sendo afetados (e afetam também) Caio são apresentadas de forma bastante vagarosa, o que acaba por ser um trabalho árduo de paciência para quem não se identifica com obras deste tipo.
Que me desculpem os críticos e entendidos de cinema mas, para mim, ficar analisando metáforas e planos de sequência ou mensagens nas entrelinhas nem sempre é divertido. Selton Mello me pareceu querer fazer um filme para mostrar que entende de cinema e é um sujeito muito “maduro“. Como um simples apreciador que comenta filmes de forma ‘amadora’, “Feliz Natal” me proporcionou 100 minutos de tédio.
Se tiver que apontar o que me agradou nesta obra posso dizer que foi o elenco. Leonardo Medeiros consegue mostrar muita maturidade em fazer uma pessoa sofrida pelos dramas e consequências de seus atos de forma bastante convincente. O restante do elenco também demonstra ter entendido o que Selton Mello desejava retirar deles.

Ainda que tenha recebido boas indicações da crítica mais especializada, este primeiro trabalho de Selton Mello como diretor e roteirista não me agradou muito. Talvez eu é que não esteja preparado para ficar analisando balançar de cortinas, câmeras focando diálogos a centimetros de distância (que me causaram na verdade um agonia tremenda) ou até mesmo metáforas escondidas. E, de fato, prefiro mesmo é continuar despreparado para idolatrar filmes chatos como “Feliz Natal“.
Dia 26/02 estréia Os Inquilinos
Jan 24th
A galera da divulgação do filme “Os Inquilinos” me pediu uma força e estou aqui divulgando a estréia do filme, que levou os prêmios como os de melhor roteiro para Beatriz Bracher e Sérgio Bianchi (este por sua vez dirige também o longa) e também de melhor atriz coadjuvante para Cássia Kiss. Veja o trailer abaixo:
A estréia no circuito nacional (assim espero, se bem que acho difícil aparecer por aqui em Salvador) está programada para o dia 26 de fevereiro.
Maiores informações acesse:
A Mulher do Meu Amigo
Nov 11th

A Mulher do Meu Amigo (2008 – 86 min)
Direção: Claudio Torres.
Roteiro: Claudio Torres.
Elenco: Mariana Ximenes, Marcos Palmeira, Otávio Miller, Maria Luisa Mendonça, Antônio Fagundes.
Gênero: Comédia.
Sinopse: Thales (Marcos Palmeira) é um bem sucedido homem de negócios, mas está em crise com sua profissão. Casado com a rica e mimada Renata (Mariana Ximenes), ele trabalha com seu sogro, o poderoso e amoral empresário Augusto (Antônio Fagundes). Um dia, durante suas férias na casa dos amigos Rui (Otávio Müller) e Pamela (Maria Luísa Mendonça), Thales decide que vai parar de trabalhar. Esta inusitada decisão afeta a vida de todos à sua volta.
Existe um lugar seguro em que a maioria das produções nacionais se ancoram, e é para lá, bem na parte final de “A Mulher do Meu Amigo“, que o diretor e roteirista Claudio Torres corre. Temeroso em entregar ao público nacional, acostumado em pagar para ver qualquer coisa com atores globais independentemente de sua qualidade, uma obra divertida e escrachada, ele ferra tudo com um final desnecessário e ruim.

Mariana Ximenes arranca suspiros e Otávio Miller risos
O filme foi lançado ano passado, entretanto, devido ao Projeta Brasil Cinemark conferi, sem muita vontade à princípio, por falta de opção mesmo. Os filmes bons nacionais ou já tinha visto ou então estavam com sessão lotada. E confesso, que dei boas risadas e até me surpreendi. Só que parece que existe uma entidade ou uma lei para a maioria dos filmes nacionais, que proibe de se fazer bons filmes. Alguém deve ter dito para Claudio Torres : “Maneira aí rapaz, que negócio de filme escrachado e divertido é esse, dá uma piorada“.
A trama fala sobre adultério como o próprio título do filme e os trailers mostravam, só que um pouco mais entrelaçado, já que se torna quase uma troca de casais. O elenco traz a frente Mariana Ximenes, safada e sapeca ao extremo, Otávio Miller, divertido como sempre, Maria Luisa Mendonça, bem também em seu papel e Marcos Palmeira, que parece ser o único a destoar das boas atuações.

Elenco principal do filme reunido
O grande problema, e que não me surpreende tanto em filmes nacionais deste tipo, é chegar no desfecho e ter que engolir uma situação totalmente desnecessária com direito a liçãozinha de moral, que não tem nada a ver com tudo o que foi construído até ali. Será que é tão difícil fazer uma comédia apenas legal e divertida? Ri bastante e em alguns momentos achei o filme bem acima da média, mas como minha avaliação tem que ser no todo digo, com um pouco de pesar, que trata-se apenas de mais um exemplo de obra nacional que deixa a desejar, infelizmente.



