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Kung Fu Panda

Direção: Mark Osborne, John Stevenso.
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger, Ethan Reiff, Cyrus Voris.
Elenco: Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu, Seth Rogen.
Ano: 2008.
Gênero: Animação, Comédia.
Tempo: 92 min.

Sinopse: Um urso panda desajeitado é escolhido para cumprir uma profecia, o que faz treinar com seus ídolos do kung fu. Com vozes de Jack Black, Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Seth Rogen, Jackie Chan e Michael Clarke Duncan.

Sempre que alguma animação aporta em nossos cinemas, o meu grande amigo Ramonaldo vem reclamar sobre a falta de cópias legendadas. Raros sãos os filmes de animação que aparecem aqui em Salvador que as pessoas lembram que não são apenas crianças que os assistem. Eu confesso que geralmente vou e assisto dublado mesmo, apesar de não gostar tanto, tem alguns filmes que não faz tanta diferença. Mas em Kung Fu Panda fica complicadíssimo deixar de conferir as vozes originais dos grandes atores Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan e Lucy Liu.

Se aqui na cidade não pintou uma cópia sequer sem ser dublada com Juliana Paes como será que eu assisti legendado? Utilizem suas mentes e criatividade e vamos em frente. O filme em si é bem divertido e tem uma história bacana. Como sempre a Dreamworks faz animações mais ‘despojadas‘ e bem humoradas, explorando muitas vezes aquele lado nada “exemplar” de seus personagens. Po é um panda gordo e preguiçoso e que sonha em ser um grande mestre do Kung Fu. Simples assim.

Não achei um filme fantástico, mas tenho que admitir que é um filme que vale a pena, pois a diversão é garantida. A história é simples, as mensagens também são bem diretas e até meio batidas, mas isso como sempre digo, conta ponto positivo quando bem executado. Um filme para todas as idades com certeza. Não fica correndo atrás de piadas idiotas e imbecis o tempo todo, como foi no terrível Shrek 3, a Dreamworks com Kung Fu Panda conseguiu se redimir daquele péssimo trabalho.

A história segue a trajetória de Po o Panda “macorreneiro” que acaba sendo “o escolhido” para ser o grande Guerreiro do Dragão, e segundo a profecia, deve derrotar o temível Tai Long, protegendo assim o povoado do Vale da Paz. Nessa sua empreitada ele terá que contar com o apoio dos “Cinco Furiosos” que são a Tigresa, o Louva-Deus, o Macaco, a Víbora e a Garça e ainda com os ensinamentos do mestre Shifu.

Caindo aparentemente como “gaiato” nesse história, Po inicia com a desconfiança dos mestres do kung fu, com exceção do velho mestre Tartaruga que o indicou como o escolhido. No meio das histórias de superação a gente vai contando com belos ensinamentos chineses (ou seriam orientais ou budistas sei lá) e ainda aquelas velhas histórias de superação, de acreditar em você mesmo e tudo o mais.

Kung Fu Panda cumpre bem o seu papel com muita ação e humor e é um filme muito bom. Recomendo a todos que gostam de filmes divertidos e despretensiosos. Claro que boa parte da graça pode se perder se você ver a versão dublada, pois Jack Black arrasa até sendo um Panda. Ver Hoffman como um mestre ‘severo‘ do Kung Fu também é muito bom. O Louva-Deus Seth Rogen aparece pouco mas é muito legal. Em fim, as vozes do grande elenco original merecem ser vistas. Se você tiver a oportunidade na sua cidade não perca.


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Wall-E

Direção: Andrew Stanton.
Roteiro: Andrew Stanton e Jim Capobianco.
Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Sigourney Weaver.
Ano: 2008.
Gênero: Animação, Ficção Científica.
Tempo: 103 min.

Sinopse: No ano 2700, a Terra se tornou um lugar inabitável devido à imensa quantidade de lixo despejado. É quando o solitário robô WALL-E, encarregado de limpar o planeta, tem a oportunidade de ter uma nova vida e conhecer os humanos, que agora vivem em uma imensa nave chamada Axiom.

Desde os primeiros teasers e imagens que Wall-E já vinha despontando como sucesso certo. A Pixar novamente exagera na dose, no bom sentido é claro, e acerta em cheio com sua mais nova obra. Com um visual estonteante de tão bem feito, aliado a uma história cativante, emocionante e porquê não dizer mágica, fica difícil saber por onde começar a descrever os elogios.

O planeta Terra está tomado por torres e mais torres (que parecem até prédios) de lixo, muita poeira e desolação. Neste cenário se inicia o filme e vemos apenas o robôzinho andando de um lado pro outro, cumprindo relogiosamente todo dia seu dever e ainda colecionando alguns objetos. Os primeiros minutos da trama, sem diálogos e vendo apenas o fascínio que o “fofoWall-E (Waaaaaally) tem pelos humanos é fantástico.

Com a chegada da robôzinha Eva (Eve em inglês) a vida de Wall-E começa a mudar. O “amor” que ele demonstra por ela nos proporciona cenas muito engraçadas e bonitas também. É puro romantismo e diversão. O filme vai caminhando e durante sua exibição, temos uma das sequências mais bonitas já feitas em uma animação, os dois no espaço é algo para ficar guardado na memória.

Além de Eva e Wall-E, temos outros personagens bastante legais. Quem diria que uma baratinha poderia-se ser um personagem tão cativante? Ela é a companheira do robôzinho na terra, em sua tarefa “simples” de limpar todo o planeta. Outros personagens vão aparecendo durante a história, e dando sua parcela de contribuição na aventura. Durante a trama presenciamos ainda várias homenagens a filmes do gênero (ficção-científica). Deste “E.T.” até a “Uma Odisséia no Espaço“.

A história é simples, e o final é até de certa forma previsível. Ao contrário do que muita gente acha ou pensa, isso é um dos fatores mais positivos do filme. Por trás de todas trapalhadas e momentos emocionantes da trama, temos algumas lições de moral e de vida, muito bem encaixadas. E não há nada melhor do que alguém lhe passar uma mensagem de forma clara, suscinta e eficaz, e o melhor, você ainda se divertiu e se emocionou durante todo o processo. Não há mais espaço para reclamações ou críticas.

Um filme para agradar crianças e adultos, ou seja, o que a Pixar sempre faz muito bem. Até mesmo os mais sisudos deverão se render ao carima que os gestos e “ruidos” (Eeeeeevaaaaa, Waaaaaaaallyy) de Wall-E nos proporcionam. E nem ousem sair antes da hora. A animação 3d termina e durante a exibição dos créditos vemos cenas genias exibidas com um tom de “arte“, e logo em seguida com aquela carinha de “Atari“. Vale muito a pena.

Com certeza presenciei no cinema um clássico cinematográfico, que deverá ser lembrado por muitos anos na frente e que provavelmente terá algumas de suas mágicas cenas imortalizadas. E se você cometeu o pecado de ainda não ter assistido, corra para os cinemas, sem medo de sair de lá com aquela alegria infantil estampada no rosto que você sequer lembrava que existia.


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