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Hooligans (Green Street Hooligans)

Direção: Lexi Alexander.
Roteiro: Deborah Del Prete,Gigi Pritzker,Donald Zuckerman.
Elenco: Elijah Wood, Charlie Hunnam, Claire Forlani, Marc Warren, Leo Gregory, Henry Goodman, Geoff Bell.
Ano: 2005 (EUA) / 2006 Brasil.
Gênero: Drama, Violência.
Tempo: 109 min.

Sinopse: Após ser expulso injustamente da Universidade de Harvard, Matt Bruckner (Elijah Wood) decide ir para a casa de sua irmã em Londres. Lá ele faz amizade com seu cunhado, Peter Dunham (Charlie Hunnam), que o apresenta ao submundo dos hooligans do futebol inglês. Logo Matt aprende a marcar seu território, através das amizades que desenvolve neste mundo secreto e violento.

Acho que não tem coisa melhor do que você ligar a tv, assistir um filme “do nada” e dar de cara com um ótimo entretenimento. O filme Green Street Hooligans foi lançado em 2005 e apareceu por aqui em 2006, trazendo como grande destaque Elijah Wood, que estava recém “marcado” como o Frodo de o Senhor dos Anéis. Ele simplesmente arrasou neste filme, ao contrário do que muitos pensavam.

Até mesmo os que não suportam futebol já devem ter ouvido falar nos Hooligans. São basicamente torcedores de times da inglaterra, que quando encontrados são banidos dos estádios (em toda a europa), que vão para os jogos para brigar com as torcidas rivais. Violência apenas para se sentirem vivos ou serem respeitados, e como foi mostrado no filme, o resultado do jogo do seu time é o menos importante para eles.

A história segue Matt Bruckner (Elijah Wood) que foi expulso de Havard após o seu colega de quarto colocar sua cocaína em seus pertences. Sem ter muito o que fazer ele vai para a casa de sua irmã Shannon (a bela Claire Forlani) que está casada e vivendo na inglaterra. Lá ele acaba conhecendo o irmão de seu cunhado; Pete (Charlie Hunnam) que é integrante da GSE, uma facção da torcida do West Ham United (Tevez quando saiu do Corinthians foi jogar nesse time). A partir daí ele acaba “seduzido” e aos poucos vai se tornando um “hooligan“.

As cenas de violência são muito boas, muito bem feitas, parecem muito reais. Sangue, porrada, e as tomadas apresentadas são “empolgantes“. A motivação destes indivíduos em irem aos jogos para brigar com as torcidas dos outros times são mostradas de uma forma bem realista. Eles estão ali pela adrenalina, para se “sentirem vivos” e principalmente para tornarem a “tradicional” GSE novamente respeitada.

O maior problema do filme é realmente no final, a cena de desfecho parece mostrar que toda essa irracionalidade é de alguma forma algo “belo”, ou como se pudéssemos tirar algo de bom de toda aquela selvageria. Se o filme transcorre bem realista até o seu desfecho, apresentando um pouco mais do “sentido louco de vida” destes tipos de torcedores, o final acaba um pouco por manchar a história. Por isso eu não achei o filme sensacional, mas até chegar ao fim eu já tinha adorado muita coisa, inclusive a bela atuação de Elijah Wood.

No geral um filme muito bom e que deve agradar bastante os amantes de futebol, que verão times de “verdade” jogando - são poucas as cenas mas ajuda a trazer verossimilhança à obra - e ainda podem acompanhar um pouco mais do estilo de vida desses “insanos” que são os Hooligans. Para quem não gosta de futebol, ainda sim é um bom filme. Mais uma ótima dica para quando você quiser ver algum filme em sua Tv por assinatura, ou locar, ou ainda aquela coisa feia de baixar filmes na internet. Vale a pena!


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“Mulher nota 1000”

Título Original: Weird Science (1985)
Com: Anthony Michael Hall, Ilan Mitchell-Smith, Kelly LeBrock, Bill Paxton, Suzanne Snyder, Judie Aronson e Robert Downey, Jr.
Direção e Roteiro: John Hughes
Duração: 94 minutos

Por Ramon Prates (http://turminhadoramon.blogspot.com)

Aqui estou eu escrevendo especialmente para o blog “Porra Man!” para a seção “Esse era bala”.

Quem viveu os anos 80 com certeza deve lembrar desse “clássico” da Sessão da Tarde chamado “Mulher nota 1000”. Esse filme foi obra de um expert em filmes para jovens dessa época chamado John Hughes. Vocês devem lembrar dele de outros filmes tão conhecidos como esse tipo “Curtindo a vida adoidado”, “Clube dos 5”, entre outros.

Apesar de nunca ter conseguido boas críticas, Hughes conseguiu transformar seus filmes em verdadeiros clássicos dos anos 80. Quem precisa da crítica quando você consegue conquistar o público?

“Se você não consegue arrumar uma garota, faça uma!”. Essa é a premissa do filme. Dois adolescentes que são os perdedores do colégio conseguem uma incrível façanha, criar uma mulher perfeita no computador. O resultado é Lisa, que irá transformar a vida deles para sempre.

Posso citar várias cenas como clássicas, como por exemplo a cena em que os adolescentes tomam banho junto com sua nova criação. Mas para isso eu teria praticamente que contar e narrar quase todas as cenas.

Alguns nomes do elenco chamam a atenção no filme. O protagonista Anthony Michael Hall esteve em filmes como “Clube dos 5” e “Edward mãos de tesoura”. Mas o mais curioso é ver gente como Robert Downey Jr. (sim, ele mesmo, o Homem de Ferro) em início de carreira como um bad boy ou Bill Paxton (“Twister”, “Titanic”), também bem novo como o irmão mais velho e pentelho Chet.

Outra coisa que vale a pena ser citada é a música tema “Weird Science” cantada pelo grupo Oingo Boingo. Para quem não sabe, o vocalista da banda era ninguém menos que Danny Elfman, famoso por boa parte das trilhas dos filmes de Tim Burton e do tema do desenho Os Simpsons. Essa música também é um clássico dos anos 80.

Em 1994 resolveram ressuscitar o filme em formato de série de TV. O show ficou no ar até 1998 e teve ao todo 88 episódios. A série foi também exibida pela rede Globo, muitos devem lembrar.

Sem dúvidas esse é um dos grandes clássicos da Sessão da Tarde e assisti-lo sempre traz boas recordações, além é claro de ser um filme bem bacana e divertido.

Algo que eu sempre me pergunto é, quais são os clássicos da Sessão da Tarde da atualidade? É algo a se pensar. Quem sabe isso não pode ser tema de uma futura postagem.

Ótima lembrança de Ramon, e bela contribuição aqui pro “Porra, man!”, agradeço muito (também pelo empréstimo do DVD para eu rever este grande clássico). Quem também tiver interesse em participar, quiser escrever ou comentar sobre algum filme, entra em contato.


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A Língua das Mariposas (La Lengua de las Mariposas/Butterfly)

Direção: José Luis Cuerda.
Roteiro: Rafael Azcona, José Luis Cuerda, Manuel Rivas.
Elenco: Fernando Fernán Gómez, Manuel Lozano, Uxia Blanco, Gonzalo Martin Uriarte, Alexis de Los Santos.
Ano: 1999.
Gênero: Drama.
Tempo: 96 min.

Sinopse: O mundo de Mocho vivia em paz até o início da Guerra Civil Espanhola. É seu primeiro ano na escola, ele gosta do professor e encontra um novo amigo, Roque. Em uma viagem com a banda de seu irmão, Mocho descobre o que acontece em seu país. Rebeldes fascistas abrem fogo contra o regime republicano e o povo se divide. O pai e o professor do menino são republicanos, mas os rebeldes ganham força, virando a vida do garoto de pernas para o ar.

Depois de uma rápida incursão no cinema francês, tive o prazer de ver mais um ótimo filme europeu, desta vez um espanhol. Quando se fala em cinema da espanha lembramos logo dos filmes de Almodóvar e seu formato, entretanto, o diretor José Luis Cuerda em La Lengua de las Mariposas nos apresenta um filme lindo e muito cativante, sem deixar de lado as críticas sociais referente a guerra civil espanhola e toda a transformação que o país passou naquela época. O filme é bem antigo, de 1999, e minha amada trouxe para a gente assistir do acervo de filmes espanhois da UFBA. Sim, o filme foi todo em espanhol. Tinha a opção de vê-lo em galego também, claro que recusei. Com as legendas e uma professora de espanhol ao lado foi muito fácil assistí-lo e entender tudo o que estava acontecendo.

Claro que o filme tem sua versão com legenda em português, e nos EUA foi chamado simplesmente de “Butterfly“. Mais uma boa dica para quem quer pegar algum filme antigo para assistir, principalmente para aqueles que gostam de histórias simples e fascinantes. O pequeno Moncho (Manuel Lozano) é uma ‘fofura‘, uma simples criança totalmente inocente aos acontecimentos duros que a espanha estava passando enquanto ele estava descobrindo a vida, curtindo a escola, seu professor e grande mestre Don Gregorio (Fernando Fernán Gómez), descobrindo o amor e também confuso em saber que “los hombres montan las mujeres“.

Já começamos a ver o suplício que esta sendo para o pequeno Moncho o seu primeiro dia de aula. Com idéias nada belas que botaram em sua cabeça, na qual disseram que ao menor erro o professor poderia castigá-lo severamente, ele pensa até em fugir do país para evitar a escola. Mas aos poucos, ele vai adorando a aula, os seus amigos de colégio e principalmente aprendendo muito sobre a vida com o preofessor Don Gregorio. Numa viagem com o seu irmão, que toca numa banda, ele faz mais descobertas e começamos a ver o “cerco” fechando para uma guerra civil iminente. A vida simples de Moncho começa a sofrer complicações.

Seu honrado professor e também seu pai são republicanos e as coisas começam a ficar muito difíceis para eles devido a este posicionamento político. Chegando mais próximo ao desfecho do filme é que vamos vendo as consequências graves que a guerra civil espanhola passa a ter na vida do pequeno Moncho. Na cena final, que é muito boa, o filme nos deixa uma lacuna um pouco aberta, afinal, será que o pequeno Moncho realmente aprendeu tudo, ou era aquilo apenas um acesso de raiva?

Algumas curiosidades sobre “la película” são interessantes. O ator Fenando Fernán Gómez (que interpreta o professor) já atuou em mais de 200 filmes e também escreveu e dirigiu muitos outros. O cineasta e músico Alejandro Amenábar que fez a trilha sonora foi diretor do ótimo suspense “Os Outros“, assim como Jose Luis Cuerda o diretor deste filme.

Eu particulamente achei muito bom. Só não recomendo para pessoas que preferem filmes mais ágeis e não goste de dramas “bonitinhos“. Para quem gosta de filmes cativantes e está afim de se emocionar um pouco com uma bela história, é uma ótima dica ao ir na locadora ou até o site mais próximo disponível.


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Quem acompanha notícias de cinema na internet com toda certeza já deve ter ouvido no diretor alemão Uwe Boll, que fez grandes pérolas do cinema. Todo mundo que vê seus filmes, sejam críticos ou o público em geral, sempre tem grande repulsa a seus filmes. De tão ruim que ele é, já virou motivo de piada diversas vezes, e tem gente que corre como o Diabo corre da Cruz quando ele pede para ceder direito de alguma coisa para fazer filmes.

Todos os amantes de games sentem uma vontade imensa de aposentar Uwe, pois ele acaba destruindo jogos clássicos quando os adapta para o cinema. Prova disso foi que teve até uma petição online que arrecadou milhares de assinaturas para poderem aposentar o sujeito. Ele deu a palavra que abandonaria e tudo mais, só que é claro que ele não fez, e ainda mandou todo mundo “para aquele lugar”. Sensacional.

O mais sensacional foi que ele já foi pro ringue com alguns críticos que escaldavam seus filmes, no jargão soteropolitano poderíamos dizer que ele chamou todo mundo para o pau (lá ele). Pelo menos nos ringues ele se deu bem. Veja aqui uma de suas lutas no youtube.

O fato é que na verdade sempre acompanhei estas notícias mas nunca assiti um filme dele. Não sou de falar mal de algo que não conheço, sendo assim, estou aqui publicamente lançando a  mim mesmo um desafio de assistir a pelo menos 4 filmes dele. Segue abaixo uma pequena seleção que fiz, e que gostaria da opnião de vocês:

- House of the Dead.
- Alone in the Dark (adorava esse game).
- BloodRayne.
- Em Nome do Rei (In the name of the king: A Dungeon Siege tale).

Espero sair vido desta empreitada. Dizem por aí que o filme que ele está fazendo (ou quer fazer) Postal, está deixando milhares de fãs do excelente game estremamente desesperados. Segundo ele, logicamente, vai ser o melhor filme dos últimos 10 anos, e quem achar o contrário é porquê não entende toda a sua genialidade e ficam gostando de Eli Roth - que para ele sempre faz o mesmo filme - ou ainda dos filmes maduros-cabeça e chatos de George Clonney.

Tenho que admitir que pelo menos cara-de-pau ele tem, deve tomar óleo de peroba todas as manhãs. O Entertainment Weekly fez uma lista “Uwe Boll: Pior diretor dos cinemas?”. Confira que é fantástica.


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Cinema, Aspirinas e Urubus.

Direção: Marcelo Gomes.
Roteiro: Karim Ainouz, Paulo Caldas, Marcelo Gomes.
Elenco: Peter Kenath, João Miguel, Hermila Guedes, Mano Fialho.
Ano: 2005.
Gênero: Drama.
Tempo: 99 min.

Sinopse: A história se passa no sertão nordestino de 1942 e fala de um alemão, que para fugir da Segunda Guerra Mundial, vem trabalhar como vendedor de aspirinas para cidades no interior do Nordeste. Ele conhece Ranulpho, um paraibano que quer ir para outra cidade tentar trabalho. Cinema, aspirinas e urubus é o relato de Ranulpho sobre essa sua viagem.

Cinema, aspirinas e urubus concorreu a diversos prêmios e recebeu várias indicações em diversos festivais, foi apresentado inclusive no festival de Cannes e teve uma tentativa de concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 2007, apesar de ter sido lançado por aqui em 2005. Tudo isso me deixou muito curioso para conferí-lo assim que uma oportunidade surgisse, e quando o filme já passou no cinema e não conseguo vê-lo a tempo já tá mais que manjado, destino certo a minha lista de filmes à assistir.

O filme se passa no interior nordestino, no sertão “brabo” como poderíamos dizer por aqui, no ano de 1942, onde um alemão, fugindo da segunda guerra mundial em que seu país é o “protagonista“, vai de cidade em cidade vendendo aspirinas. No início do filme ele encontra um fiel companheiro nessa sua jornada, Ranulpho, um nordestino cansado de ser o que é e louco para ir até uma cidade de “verdade” (como o Rio de Janeiro) e arrumar um emprego com carteira assinada.

O filme é bem simples e a jornada é muito bacana. Ele acaba invertendo um pouco as coisas que estamos acostumados a ver, a exemplo de falar mal do nordeste e seus habitantes. Johan (Peter Kenath) está sempre achando tudo maravilhoso, afinal aqui não cai bomba do céu. Já Ranulpho, que é interpretado sensacionalmente pelo ator João Miguel, fala mal demais dos seus conterrâneos. Em um momento o “alemão” ainda pergunta a ele: “Porquê você fala tanto mal assim desse povo, você afinal não é um deles”? Para mim essa é a grande sacada do filme, que foi o primeiro do recifense Marcelo Gomes para os cinemas.

O sistema de venda das aspirinas é bem engenhoso, para a época do filme é claro. Ele para nas cidades e exibe pequenos filmes com um projetor e tela que leva em seu automóvel, o que fascina as pessoas e faz ele vender bastante.

O filme por não ter grandes “reviravoltas” pode parecer um pouco monótono, mas é muito bom e recomendo para quem não tem asco (aprendi esta palavra outro dia hahaha) a filmes que ilustram o nordeste de forma realista. O trabalho das imagens é primoroso e tem vezes que só de olhar o filme parece que você sente aquele calor infernal do sertão nordestino.


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A muito tempo atrás eu cheguei a fazer um post pro Orangotag, que é tipo um “orkut” de seriados, onde as pessoas comentam as séries que assiste, episódio a episódio. Servia na verdade para você encontrar pessoas que tenham o mesmo gosto seu para seriados, conhecer novas séries e também ficar ligado na programação, entretanto, apesar de estar cadastrado, nunca vi muito futuro para o Orangotag, apesar dele ser muito bem feito.

O MovieMobz surge com uma proposta muito interessante, a de exibição de filmes independentes (podemos até chamar de “cinema de arte“) por demanda. As pessoas se cadastram e tem acesso a um grande catálogo de filmes independentes, com sinopses e inclusive opção para adicionar sua crítica ou comentário, ou ainda marcar os filmes que “quer assistir“, os que gostou, não gostou. Até aí nada demais né?

O interessante são as mobilizações, onde, você mobiliza (vale a redundância) um grupo que quer ver um determinado filme. Tem várias cidades (são 18 até agora) e inclusive tem Salvador, um avanço! Quanto mais pessoas se mobilizarem por um filme (em um cinema da cidade dos disponíveis no site), eles enviam a cópia para cá e exibem. Sensacional. Sem contar que você pode escolher receber notificação de quando um filme, que você marcou como “quero ver“, está passando na cidade.

Eu criei um grupo lá, o CineBloggers, destinado a todos os blogueiros de cinema. Criei ainda a mobilização para Diário dos Mortos (por enquanto tem incríveis 3 pessoas) no mais belo cinema de Salvador que é o do Museu de Arte Moderna (MAM) e ainda recebi a notícia que estão exibindo na cidade o filme “O Escafandro e A Borboleta“. Chique demais.

Não recebi nada para fazer este post, foi espontâneo e a quem interessar participe. Vamos ver se o projeto vai a frente.


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