Lost
Qual foi o melhor casal de Lost?
Jul 10th
A série Lost chegou ao fim e deixou milhares de órfãos só que, como eu sempre gosto de frisar, Lost continuará “viva” ainda por muito tempo, por isso vou fazer uma série de posts ao longo deste ano em forma de “homenagem” a um dos maiores entretenimentos que já presenciei.
Fora todo contexto científico, filosófico e (principalmente) espiritual da série, os casais que se formaram ao longo das temporadas deram um ‘tempero’ especial à louca e intricada trama do seriado. Dentre estes casais, qual seria o de melhor sintonia e aquele que mais merecia um final feliz?
Segue abaixo uma lista com os mais importantes casais, em minha opinião, listados em uma ordem aletatória (e não de preferência):
Kate e Jack

Logo no início da série o romance dos dois era bem forte, tendo sido abalado depois que Sawyer entrou com tudo (literalmente, lá ele). No final das contas, acabou ficando mais na promessa e compaixão do que num casal feliz para sempre.
Kate e Sawyer

Talvez mais sexual do que amoroso, o romance dos dois foi responsável pela cena mais quente de toda a série com os dois na jaula mandando bala.
Sawyer e Juliet

Talvez Sawyer tenha vivido seu melhor momento quando estava naquele espaço/tempo passado trabalhando para a Dharma e vivendo com Juliet um romance no melhor estilo marido e mulher, com casinha, trabalho, tudo nos conformes.
Hurley e Libby

Aquele piquenique talvez seria uma das cenas mais esperadas, não fosse Michael os dois teriam um delicioso encontro romântico. O sonho de Hurley e Libby só veio ser mostrado e concretizado naquela “realidade alternativa” (quem assistiu a série sabe muito bem do que estou falando) da última temporada.
Sun e Jin
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Sofreram perigos ao redor do mundo para ficarem juntos e Sun ainda teve um ‘queda’ por Michael (ou algo do tipo) logo no início da série, rolou pelo menos um bom ciúme. Depois de tanto quererem ficar juntos, se afogaram felizes para a sempre no submarino.
Charlie e Claire

Com toda a tragédia da queda do avião, busca por resgate e entender que diabos de lugar era aqueles que eles caíram, uma grávida sem dúvidas era um grande fardo. Charlie porém conseguiu encontrar o seu amor onde todos só viam problemas, e os dois foram bons um para o outro, um lindo casal.
Desmond e Penny

Talvez o casal que mais sofreu durante toda a série, principalmente Desmond que rodou o mundo, passou 3 anos apertando um maldito botão a cada 108 minutos e viajou diversas vezes no tempo sempre em busca de sua constante que era Penny.
Menções honrosas aos casais Rose e Bernard, Sayd e Nadia e Daniel e Charlotte. E para você, qual é o melhor dos casais de Lost?
Lost – a série, o fim e os mistérios não resolvidos
May 30th
Agora que as ideias já foram melhor assimiladas em minha mente, posso comentar sobre tudo o que penso a respeito de Lost. De seu início arrebatador até o desfecho (que desagradou alguns) muita coisa aconteceu, muitos mistérios nunca foram resolvidos, mas a experiência de ter vivido Lost foi algo realmente único.
Aviso de SPOILERS: Se não quer saber nada a respeito dos acontecimentos de toda a série pare por aqui.

Lost, muito mais que um simples seriado
É importante salientar antes de tudo que o que vou escrever aqui (não vão ser poucas palavras portanto, você que gosta de ler “figuras”, se prepare ou vai pro Kibeloco) é baseado em tudo o que EU penso sobre este fantástico (em minha opinião) seriado. Posso estar errado, aliás, talvez nem exista essa coisa de certo ou errado.
Em minha ‘coleção’ de séries que já vi e ainda estou vendo, existem algumas que tenho até mais carinho e apreço que Lost. Se eu tivesse que escolher a minha série favorita até aqui eu diria ser Battlestar Galactica, entretanto, Lost foi um evento tão grandioso que realmente fica difícil comparar com outros seriados pelo simples fato de, ao menos em minha opinião, ser muito mais que isso.
O que é a Ilha? Ela é real?
Eu sei que é uma questão boba, mas acreditem, tem gente que ficou confuso com tudo o que aconteceu no desfecho da série depois de descobrirem que estão todos mortos. A verdade é que se trata de um fato simples e que pode ser explicado somente pelas palavras do Pai de Jack (no mesmo instante que ele diz que estão todos mortos): “Tudo que aconteceu com você foi real”.
Alguns morreram antes, outros depois de Jack (como vimos na cena final em que ele fecha os olhos), mas tudo aquilo existiu e a tal realidade paralela era na verdade esta espécie de “lugar/tempo/espaço” onde eles tinham uma vida que julgavam como perfeita, mas que precisavam relembrar uns dos outros para poderem seguir em frente, mesmo sem saberem a princípio disto. Daí a importância de Desmond.
As imagens dos destroços do avião da Oceanic mostradas no episódio não foi nenhum indício de que todos estivessem mortos desde o início da série, mas sim uma homenagem e um momento de lembrança (e isso foi confirmado pelos produtores). Quem acreditou nisso tem razões para se matar para ficar chateado, só que é totalmente incoerente este pensamento.
Iniciativa Dharma, os Outros e as Experiências: Tiveram alguma importância para história?
Partindo do que de verdade foi “A Ilha” de Lost, claro que fica a questão de todas aquelas experiências feitas pela Iniciativa Dharma, as vertentes do mundo da física e estudos antropológicos, e isso vai de ursos polares às viagens no tempo. Para muitos o desfecho acabou “jogando fora” tudo o que foi apresentado durante o “meio” da série.
Vale a reflexão sobre alguns acontecimentos em nosso mundo real que colaboraram com este fato. Atores exigiram muito dinheiro para participarem da temporada final, outros pediram pra sair no início da temporada como o ator que fazia Michael, o pai de Waaaaaaallllt, para poder fazer uma outra série. Quando ele retornou a história já havia avançado demais.
Sem contar que o próprio canal pediu para estender a série para poderem lucrar mais é óbvio. E se estava fazendo sucesso tudo aquilo, gerando discussões, jogos, sites, poadcasts mundo afora e atiçando a curiosidade das pessoas porque não continuar alimentando?
Pode parecer estranho para alguns, mas as séries televisivas são feitas para darem retorno (dinheiro mesmo amigo) e não apenas para agradar quem está assistindo. É cruel, mas é verdade.
Eu particularmente achei que serviu aos dois propósitos. Qual série me fez ficar vasculhando tanto tempo na web atrás de respostas, ficar discutindo sobre teorias loucas e até escrever diversos posts (como este) aqui no blog? Se você acha que um final que não tenha sido aquilo que você imaginou na sua cabeça (e nada que alguém tenha lhe prometido) pode destruir 6 anos de um entretenimento único, então amigo, você é uma pessoa difícil de agradar, e só quem tem a perder é você mesmo.
Talvez todas estas coisas não tenham tido tanta importância para o final da história se você foi uma destas pessoas que queriam de qualquer jeito explicações plausíveis e pautadas na ciência.
Lost sempre foi esta mistura de crenças e ‘verdades‘, pense na série como o personagem de Jack Sheppard, um homem de ciência e de fé, um personagem que nunca acreditou em sorte ou destino, muito menos tinha um lado espiritual forte. Ele foi crescendo ao passar das temporadas e deixando de se apegar tanto a racionalidade e aceitando – o mais importante no final das contas foi aceitar – que nem tudo pode ser explicado e muitas vezes precisamos apenas ter a certeza em algo ‘inexplicável’ (fé para os leigos) que tudo vai dar certo.
As lacunas abertas
A frase dita pela mulher que criou Jacob e o homem de preto (depois de gentilmente assassinar a mãe verdadeira deles e pegar os filhos para si) teve um certo tom jocoso com os fãs ávidos por respostas dos milhares de mistérios criados no decorrer das temporadas.
“Toda pergunta que você me fizer levará a outra pergunta”.
Mas a frase acima pode não servir como desculpas para deixar tanta gente na mão, pelo menos algumas pessoas que se sentiram traídas ou feita de trouxas por esperarem por respostas que nunca surgiram.
Para mim existem alguns fatos que devem ser levados em consideração, além de ficar discutindo sobre a afirmação da frase acima. O mistério foi o elemento mais importante de toda a série, foi ele que fez milhares de pessoas ficarem antenadas com tudo o que aparecia sobre Lost ao redor do mundo, sejam livros publicados, games, sites, fóruns de fãs, comunidades, etc. E terminar a série com muitos mistérios em aberto faz com que Lost continue, mesmo depois do seu fim, sendo o que sempre foi.
Outro ponto que gostaria de comentar é o fato de que algumas respostas dadas nesta temporada foram deprimentes e sem graça alguma. Quando as respostas eram dadas diretamente, tipo quando o homem de preto assumiu ter sido o responsável por aparecer como o pai de Jack e ter levado ele a fonte de água ainda na primeira temporada, ou ainda a explicação para os tais sussurros, foram momentos totalmente ‘anticlímax‘.
Em contrapartida ainda temos a questão de quando as respostas são dadas de forma mais sutil ou indiretamente, tem gente que não entende, acha complicado demais e começam até a fazer ligações que não existem, o que levam elas a odiarem tudo, a exemplo de pessoas que acreditaram que todos estavam mortos desde o primeiro acidente de avião, fato este que já havia sido desmentido no início da série pelos criadores/produtores e precisou ser desmentido novamente.
Entre ter mistérios em aberto a ter respostas deprimentes dadas de mão beijada, eu prefiro ficar com o inexplicável.
O desfecho deixou a desejar?
Grande parte das pessoas que estão até hoje a reclamar da forma como tudo terminou era do grupo dos que esperavam explicações plausíveis e baseadas na ciência. Eu até concordo que o último episódio poderia ser um pouco mais ‘surpreendente‘, entretanto, foi um desfecho bom para uma série que foi excelente na maior parte destes 6 anos de jornada.
Só que o maior problema de não terem conseguido agradar todos os fãs (nem vem com aquele papinho de “nem Jesus agradou a todos”) é que como a série sempre foi muito “aberta” a diversos tipos de elucubrações e devaneios das pessoas ao redor do globo, muitos não entendem que a maior parte de seus desejos e anseios foi apenas algo que ele próprio criou em sua mente.

Pensem comigo, se você fizesse uma viagem para um lugar que lhe disseram mil maravilhas e, durante o percurso, você adorou as paisagens, os lugares por onde passou e teve ótimos momentos de diversão. No final dele você chega a um lugar que não é lá tudo aquilo que pensava ser (como você tinha criado em sua mente). Se você acha que toda a viagem foi uma perda de tempo e não serviu de nada por isto, você realmente não tem como gostar de Lost.
Resumindo, foi um desfecho “ok” para uma série que apesar de seus altos e baixos, no geral, foi muito boa e se tornou sem dúvidas um grande acontecimento, uma experiência de entretenimento jamais vista.
Como seguir adiante?
Assim como os personagens da série, por mais impossível que pareça ser, temos que seguir adiante. Encontrar outra série a altura de Lost que envolva tanto como ela não vai ser uma tarefa simples e acredito até que demorará muito para alguma outra atração suprir esta falta que ela irá fazer.
Acredito ainda que não termina por aqui, Lost se perpetuará em futuros extras em DVDs e Blu-Rays que serão lançados e até aqui no blog terá ainda alguma vida a frente.
Estou voltando a programação normal com a mistura de Cinema, Séries e TV, mas ainda tenho algumas coisas a publicar futuramente sobre Lost, aguardem (ou não).
The End, o último episódio de Lost
May 26th
Antes de comentar sobre o que achei do final de Lost, das lacunas abertas, do que entendi e tudo mais o que esta série representou e continuará representando, vou comentar um pouco sobre “The End“, o episódio final da série que foi dividido em duas partes com 2 horas de duração no total.
Os comentários abaixo, obviamente, contêm SPOILERS para quem ainda não o assistiu, portanto, caso não queira saber nada sobre os acontecimentos apresentados nele, pare por aqui…
The End
Antes de mais nada é preciso dizer que o desfecho de Lost foi altamente emotivo e, em alguns momentos, ficou próximo dos finais de novelas globais com grandes encontros de personagens todos felizes, nascimento de bebê (“novamente“) e algumas pieguices. Para mim, nada de absurdo ou que não fosse esperado.
Só que a “marca” da série esteve presente em quase sua totalidade. A mistura de misticismo, fé, ciência e busca por redenção esteve presente de forma intensa principalmente na parte final, onde vimos uma grande correria e a disputa entre Jack e o Fumacinha Locke que iniciou num esquema de disputa de “pensamentos” para, só depois, partirem para as vias de fato.

Falar da realidade paralela agora pode parecer estranho já que sabe-se a sua explicação, ou menos imagina-se. E nela vemos Jack examinando o raio x de Locke, Desmond continuando com auxílio de Hurley a ‘recrutar’ os passageiros do vôo Oceanic 815 para o tal concerto beneficente e que culmina tudo na cena final que vou falar mais adiante. Jack finalmente consegue operar com sucesso John Locke, talvez o motivo de maior felicidade e realização pessoal dele nesta ‘realidade’.
Já na ilha os focos são mais ‘urgentes’. Jack, Hurley e Kate tentam proteger a fonte da luz, Sawyer parte em missão paralela para tentar resgatar Desmond, que no final das contas vira elemento de disputa, ou uma arma que não se sabe ao certo qual lado irá ajudar no final das contas. Outros personagens como Miles, o piloto ressurgindo das cinzas (na verdade do fundo do oceano) e Alpert estão correndo de encontro ao avião para finalmente fugirem da ilha.
O sentido de urgência com chuva, terremotos e a ilha afundando é cada vez mais intenso. E no final das contas, é “fora da ilha” que descobrimos toda a verdade sobre os losties. Eles estão se lembrando do que viveram um com os outros, se reencontrando por conta do pai de Jack Christian Sheppard e é ai que descobrimos que estão todos mortos.
E é a cena que Jack descobre que já está morto que causou tanto alvoroço mundo afora. Muita gente não deve ter prestado atenção no que o pai de Jack disse que eles não morreram todos juntos, alguns antes, outros depois, mas todo aquele encontro era necessário para que eles pudessem seguir adiante. A porta da esperança se abre, com ela invade uma luz intensa e é o fim para eles, na verdade é uma nova descoberta e o início de uma nova e desconhecida jornada.

Mas a última cena mesmo foi genial. Para uma série que começou com o abrir dos olhos de Jack, terminar com ele fechando os olhos foi simplesmente sensacional.
Muitas lacunas ficaram abertas, muitas coisas no final das contas parecem não ter tido sentido ou propósito algum, mas isso é Lost, esta foi a série que aprendi a gostar, que me fez perder noites e horas pesquisando sobre teorias loucas e que está me fazendo até agora discutir seu desfecho.
Eu ainda estou seguro que sim, os criadores sabiam onde queriam chegar. A série, como um todo, foi realmente espetacular e tenho vários motivos que corroboram com esta minha opinião. Aceito quem pense o contrário ou tenha detestado seu final, mas isso é assunto prum próximo post…
Você gostou do final de Lost?
May 25th
Evite ler o texto abaixo caso não tenha visto o último capítulo de Lost, ou morra

Neste exato momento termino de ver o episódio final da série mais foda de todos os tempos. A pergunta que quero deixar no ar, você gostou?
Sem sombra de dúvidas foi a melhor série que assisti.
Lacunas ficaram abertas, as melhores coisas da série sempre existiram em nosso imaginário apenas e, no final das contas, a frase que mais fez sentido em todos estes 6 anos foi a que Desmond falou para Jack ainda na primeira temporada:
“Te vejo em outra vida ‘brotha’!”
Quando tiver tempo e com as idéias mais consolidadas, volto a escrever um post a altura que Lost merece. Lembre-se antes de maldizer o fim da série, Lost é muito mais que apenas um episódio isolado…
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