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	<title>Porra, man!Crítica de filme | Porra, man!</title>
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	<description>Cinema e Séries do jeito que você entende.</description>
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		<title>Alvin e os Esquilos 3 (Alvin and the Chipmunks 3)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/02/alvin-e-os-esquilos-3-alvin-and-the-chipmunks-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 09:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[animacao]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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		<description><![CDATA[O primeiro filme dos esquilos irritantes cantantes eu sequer tive interesse em assistir, passou outro dia na TV e acabei vendo algumas cenas. Com o segundo filme da agora “trilogia dos esquilinhos do barulho” aconteceu o mesmo e, confesso, somente o bater de asas de uma mariposa na Nova Zelândia pode explicar porque resolvi aceitar um convite e encarar “Alvin e os Esquilos 3” nos cinemas. Com uma estrutura extremamente infantil e inocente – indo na contramão das animações atuais que procuram agradar pessoas de todas as idades – trata-se, definitivamente, de uma produção destinada apenas aos pequeninos ou àqueles que ainda guardam dentro de si o espírito de uma criança. Na trama acompanhamos Dave (Jason Lee) embarcando em um cruzeiro luxuoso com os esquilos e as esquiletes em clima de férias. Como era de se esperar, os esquilos &#8216;liderados&#8217; por Alvin aprontam no navio altas confusões do barulho e, em uma destas trapalhadas, acabam parando acidentalmente em uma ilha deserta de onde precisarão mudar sua forma de encarar a vida para conseguir escapar e sobreviver. Ao contrário do que estava esperando, o foco musical não é muito intenso e o filme segue mais aquela linha de aventura recheada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Fraco: Classificação 2 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/2_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>O primeiro filme dos esquilos <span style="text-decoration: line-through;">irritantes</span> cantantes eu sequer tive interesse em assistir, passou outro dia na TV e acabei vendo algumas cenas. Com o segundo filme da agora “<em>trilogia dos esquilinhos do barulho</em>” aconteceu o mesmo e, confesso, somente o bater de asas de uma mariposa na Nova Zelândia pode explicar porque resolvi aceitar um convite e encarar “<strong>Alvin e os Esquilos 3</strong>” nos cinemas. Com uma estrutura extremamente infantil e inocente – indo na contramão das animações atuais que procuram agradar pessoas de todas as idades – trata-se, definitivamente, de uma produção destinada apenas aos pequeninos ou àqueles que ainda guardam dentro de si o espírito de uma criança.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9883" title="Critica-Alvin-e-os-Esquilos-3" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/Critica-Alvin-e-os-Esquilos-3-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Na trama acompanhamos Dave (<strong>Jason Lee</strong>) embarcando em um cruzeiro luxuoso com os esquilos e as esquiletes em clima de férias. Como era de se esperar, os esquilos &#8216;liderados&#8217; por Alvin aprontam no navio <em>altas confusões do barulho</em> e, em uma destas trapalhadas, acabam parando acidentalmente em uma ilha deserta de onde precisarão mudar sua forma de encarar a vida para conseguir escapar e sobreviver.</p>
<p>Ao contrário do que estava esperando, o foco musical não é muito intenso e o filme <strong>segue mais aquela linha de aventura recheada de lições e aprendizados para a meninada</strong>. O roteiro é pouco inspirado e não traz grandes problemas ou obstáculos a serem ultrapassados, fica até difícil saber se existe algum vilão realmente na história (podemos contar dois talvez, mas eles são praticamente inofensivos). No final das contas é somente aquela onda de aprendizado, amadurecimento e superação de limites, tudo isso intercalado com algumas gracinhas, reboladas e rápidos números musicais, afinal a meninada de hoje em dia não tem paciência pra ver nem vídeo de 2 minutos no youtube.</p>
<p>O elenco aparece pouco e o trabalho dos atores “reais” não traz nenhum destaque e nem faz muita diferença na história. O foco fica mais centralizado realmente no sexteto de esquilos. Enquanto as “meninas” são tão desinteressantes e implicantes quanto garotas naquela idade podem ser, os “meninos” trazem como destaque dentre eles possivelmente<strong> a única coisa que valha a pena em todo o filme, o esquilinho gordinho de verde, o mais novinho que é uma completa fofura cheia de carisma</strong>.</p>
<div id="attachment_9885" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9885" title="Fofura define" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/mystique.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Fofura define</p></div>
<p>Quanto maior a sua idade menor são as chances de você se divertir e aproveitar “<strong>Alvin e os Esquilos 3</strong>”. Não chega a ser um filme ruim, mas é uma produção muito infantil e inocente para os padrões do cinema atual.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9886" title="EXCLUSIVIDADE Oghido MDC" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/poster-Alvin-E-Os-Esquilos-3-212x300.jpg" alt="" width="148" height="210" />Alvin e os Esquilos 3 (Alvin and the Chipmunks 3, 2011 &#8211; 87 min)<br />
Animação, Comédia.</strong></p>
<p>Um filme de Mike Mitchell com roteiro por Jonathan Aibel e Glenn Berger. Estrelando: Jason Lee, David Cross, Jenny Slate, Sophia Aguiar, Lauren Gottlieb, Tera Perez, Anna Faris, Justin Long, Matthew Gray Gubler e Christina Applegate.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/02/precisamos-falar-sobre-o-kevin-we-need-to-talk-about-kevin/</link>
		<comments>http://www.porraman.com/2012/02/precisamos-falar-sobre-o-kevin-we-need-to-talk-about-kevin/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 10:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando tragédias assustadoras acontecem todos ficamos a questionar quais motivos levaram até aquilo, porque se chegou a tal ponto, qual seria o propósito afinal? Ficamos complacentes com os parentes das vítimas e imaginamos a sua dor, mas será que paramos pra pensar na dor dos parentes mais próximos ou nos pais dos responsáveis por tal tragédia ou simplesmente os culpamos pelo “descuido” na criação destes tipos de indivíduos? Será que é apenas mal criação ou existe algo que predetermina as atitudes de um ser, ou seria o meio que faz o indivíduo? Os questionamentos são inúmeros e este filme de Lynne Ramsay, adaptação do livro escrito por Lionel Scriver (o qual eu não li e, portanto, não posso dizer o quão fiel está), ao contrário do que muita gente possa imaginar antes de o assistir, apenas apresenta uma história que é na verdade uma espécie de “apanhado” de diversos depoimentos e fatos de diferentes tragédias como aquela famosa de Columbine onde dois garotos entraram num colégio e mataram vários amigos antes de se suicidarem. Numa mistura muito interessante e intensa entre drama, suspense e horror, “Precisamos Conversar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)”, traz a história de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Quando tragédias assustadoras acontecem todos ficamos a questionar quais motivos levaram até aquilo, porque se chegou a tal ponto, qual seria o propósito afinal? Ficamos complacentes com os parentes das vítimas e imaginamos a sua dor, mas será que paramos pra pensar na dor dos parentes mais próximos ou nos pais dos responsáveis por tal tragédia ou simplesmente os culpamos pelo “descuido” na criação destes tipos de indivíduos? Será que é apenas mal criação ou existe algo que predetermina as atitudes de um ser, ou seria o meio que faz o indivíduo?</p>
<p>Os questionamentos são inúmeros e este filme de <strong>Lynne Ramsay</strong>, adaptação do livro escrito por <strong>Lionel Scriver</strong> (o qual eu não li e, portanto, não posso dizer o quão fiel está), ao contrário do que muita gente possa imaginar antes de o assistir, apenas apresenta uma história que é na verdade uma espécie de “apanhado” de diversos depoimentos e fatos de diferentes tragédias como aquela famosa de Columbine onde dois garotos entraram num colégio e mataram vários amigos antes de se suicidarem.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9874" title="Precisamos-falar-sobre-o-Kevin" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/Precisamos-falar-sobre-o-Kevin.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Numa mistura muito interessante e intensa entre drama, suspense e horror, <strong>“Precisamos Conversar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin)</strong>”, traz a história de uma mãe que tenta levar a vida e conviver com a dor e toda a sorte de sentimentos antagônicos em relação à responsabilidade que sente pelas ações de seu filho que, desde seu nascimento, viveu uma relação extremamente conturbada com ela.</p>
<p>Faz toda a diferença a forma como a história é <em>contada/apresentada</em> aqui, seguindo uma trajetória não linear e que deixa o expectador experimentar sensações de angústia e tensão à medida que vai descobrindo, aos poucos, como tudo aconteceu. A<strong> forma como o roteiro foi construído contribui e muito para todo o clima de suspense e mistério que gira em torno da trama</strong>.</p>
<p>Mas nada disso causaria um impacto tão grande (como causou em mim pelo menos) não fossem as atuações incríveis de <strong>Tilda Swinton</strong> (“<a href="http://www.porraman.com/2009/01/o-curioso-caso-de-benjamin-button-the-curious-case-of-benjamin-button/" target="_blank">O Curioso Caso de Benjamin Button</a>”) e <strong>Ezra Muller</strong> que fazem respectivamente mãe e filho (na fase adolescente). Enquanto Tilda (incrivelmente ignorada pelo Oscar) está excepcional em seu papel de mãe desesperada e sem saber como lidar com seu filho, <strong>Ezra Muller</strong> interpreta um adolescente detestável e assustador. É interessante também a forma como a relação dos dois é mostrada, inclusive com cenas sugerindo que apesar das aparentes diferenças eles podem ter muito em comum, mas até do que gostariam de admitir.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9872" title="417458-hit-3" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/417458-hit-3.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Em determinada parte do filme Kevin diz para a mãe que o propósito de tudo aquilo que ele vem fazendo é simplesmente não ter propósito. Para o espectador que estava até aquele instante procurando apontar um culpado para a forma como tudo aquilo veio acontecer (sem maiores detalhes para não acabar com surpresas) é um verdadeiro tapa na cara. E agora, de quem é a culpa? Será do pai um tanto quanto relapso, a mãe que nunca soube lidar com seu filho ou simplesmente o garoto foi um <em>enviado do coisa ruim</em>? E será que existem culpados?</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9875" title="precisamos-falar-sobre-o-kevin-poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/precisamos-falar-sobre-o-kevin-poster-221x300.jpg" alt="" width="199" height="270" />Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011/2012 &#8211; 112 min)<br />
Drama, Suspense.</strong></p>
<p>Dirigido por Lynne Ramsay com roteiro de Lynne Ramsay e Rory Kinnear adaptando livro de Lionel Shriver. Estrelando: Tilda Swinton, Ezra Miller, John C. Reilly e Jasper Newell.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Histórias Cruzadas (The Help)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/02/historias-cruzadas-the-help-critica-filme/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 10:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[Não fossem as indicações ao Oscar confesso que dificilmente iria assistir “Histórias Cruzadas (The Help)”. O trailer não me deixou nada curioso mas estar na lista dos indicados a melhor filme, isso sim me levou a correr atrás dele. Adaptado de um best seller escrito por Kathryn Stockett o filme dirigido e escrito por Tate Taylor traz uma boa história sobre segregação racial, muito bem ambientada e com ótimas atuações que fazem jus e merecem as indicações para as atrizes no grande prêmio do cinema neste ano mas, sério, melhor filme? Na trama somos levados até uma pequena cidade do Mississipi na década de 1960 onde a segregação racial impera. Lá somos apresentados à jornalista Eugenia Skeeter (Emma Stone, “A Mentira”) que começa a entrevistar mulheres negras que já possuem seu destino previamente traçado como domésticas perguntando a elas como é a vida de empregada que toma conta dos filhos dos brancos (e deixa os seus em caso a cuidado de outras pessoas) dentre outras questões tão polêmicas quanto esta. A primeira a aceitar o desafio (era um crime nessa época) é Aibileen Clark (Viola Davis, “Dúvida”). Filmes sobre preconceito racial, infelizmente, nunca saem de moda nos cinemas até porquê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bom: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Não fossem as <a href="http://www.imdb.com/title/tt1454029/awards" target="_blank">indicações ao Oscar</a> confesso que dificilmente iria assistir “<strong>Histórias Cruzadas (The Help)</strong>”. O trailer não me deixou nada curioso mas estar <strong>na lista dos indicados a melhor filme, isso sim me levou a correr atrás dele</strong>. Adaptado de um <em>best seller</em> escrito por <strong>Kathryn Stockett</strong> o filme dirigido e escrito por <strong>Tate Taylor</strong> traz uma boa história sobre segregação racial, muito bem ambientada e com ótimas atuações que fazem jus e merecem as indicações para as atrizes no grande prêmio do cinema neste ano mas, sério, melhor filme?</p>
<p>Na trama somos levados até uma pequena cidade do Mississipi na década de 1960 onde a segregação racial impera. Lá somos apresentados à jornalista Eugenia Skeeter (<strong>Emma Stone</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2011/06/a-mentira-easy-a-critica-filme/" target="_blank">A Mentira</a>”) que começa a entrevistar mulheres negras que já possuem seu destino previamente traçado como domésticas perguntando a elas como é a vida de empregada que toma conta dos filhos dos brancos (e deixa os seus em caso a cuidado de outras pessoas) dentre outras questões tão polêmicas quanto esta. A primeira a aceitar o desafio (era um crime nessa época) é Aibileen Clark (<strong>Viola Davis</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/08/duvida-doubt-critica-filme-oscar/" target="_blank">Dúvida</a>”).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9860" title="Historias-Cruzadas" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/20120201-filmes_1448_Historias-Cruzadas-10.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Filmes sobre preconceito racial, infelizmente, nunca saem de moda nos cinemas até porquê <strong>o tema ainda é algo que precisa ser amplamente debatido e combatido</strong>. Algumas das produções acabam diversas vezes soando piegas mas o diretor e roteirista<strong> Tate Taylor conseguiu trabalhar bem no roteiro entregando ao espectador uma história bem contada e sem maiores exageros</strong> (ainda que, em alguns momentos, o nível de pieguice chegue a soar o alarme). Sua obra discute sobre assuntos bastante delicados nos ambientando muito bem com o contexto histórico e social da época, desde pequenos detalhes como o lugar onde os negros se sentavam nos ônibus naqueles tempos até a algumas passagens com depoimentos televisivos de <em>Martin Luther King</em>.</p>
<p><strong>É quase unanimidade que o diferencial e grande ponto positivo desta produção está mesmo no elenco, a começar por Viola Davis indicada ao Oscar de melhor atriz</strong> que, como de praxe em sua carreira, entrega mais uma atuação incrível. Temos ainda as indicadas ao Oscar de melhor atriz coadjuvante <strong>Jessica Chastain</strong>, que faz a loirinha doidinha e muito carismática Celia Foote, e <strong>Octavia Spencer</strong>, que interpreta de maneira muito divertida a “<em>sem meias palavras</em>” Minny Jackson (que tem uma cena incrível de vingança). Foras as indicadas gostei também do trabalho de<strong> Emma Stone</strong>, fugindo um pouco (tá bom, nem tanto assim) de seus costumeiros trabalhos “<em>descolados</em>” e ainda <strong>Bryce Dallas Howard</strong> (“<a href="http://www.porraman.com/2008/03/lista-de-filmes-a-dama-na-agua-lady-in-the-water/" target="_blank">A Dama Na Água</a>”) que faz a detestável Hilly. O restante do elenco também não decepciona e todas (já que os homens estão meio ‘ocultos’ na história) estão muito bem em seus papéis.</p>
<p>Apesar das boas atuações e do bom trabalho no roteiro, que consegue manter o espectador com um grau de atenção e interesse aceitável durante suas quase duas horas e meia de projeção, <strong>“História Cruzadas</strong>” peca em alguns pontos que o tornam, em minha opinião,<strong> um filme bom sim, mas pouco ousado e muito clichê, feito do jeito que premiações gostam</strong>. Ao estigmatizar vilões e mocinhos trazendo personagens bastante caricatos e facilmente identificáveis como bonzinhos e malvadinhos – a mulher que quer lutar pelo direito das negras domésticas é uma solteirona que não arruma marido, a única mulher branca que trata bem sua empregada é uma que vive longe da ‘vila’ e meio reclusa, e por aí vai –  o filme fica naquele jogo do “<em>morde e assopra</em>”, apresenta um fato intrigante e sério, cutuca a ferida, mas logo em seguida alguém vem por panos quentes e dar ao espectador aquele conforto, aquela sensação que faz com que alguns o denominem (e irritem várias pessoas com isso, né <a href="http://turminhadoramon.blogspot.com" target="_blank">Ramon</a>?) como “<em>feel good movie</em>”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9862" title="Histórias-Cruzadas" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/Histórias-Cruzadas.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A sensação que tinha ao ver o trailer de que seria apenas mais um daqueles filmes bonitinhos, certinhos e manjados se perpetuou depois que o assisti. Tenho uma grande convicção que ele<strong> não possui a mínima chance na corrida para a estatueta de melhor filme neste Oscar de 2012</strong>, indicação esta que, para o bem da verdade e da justiça pessoal, me deixou bastante surpreso. Trata-se, apesar de todas estes meus “<em>poréns</em>”, de <strong>um bom drama com alguns momentos certeiros de humor que deve agradar a maioria do público</strong> que o for assistir nos cinemas e que merece todos os elogios, indicações e premiações em tudo que se refere ao elenco, mas como filme ele falta muito para estar em uma lista de melhores.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9859" title="Poster - The Help" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/33-212x300.jpg" alt="" width="170" height="240" />Histórias Cruzadas (The Help, 2011 &#8211; 146 min)<br />
Drama, Comédia.</strong></p>
<p>Um filme de Tate Taylor adaptando livro de Kathryn Stockett. Estrelando: Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer, Bryce Dallas Howard, Jessica Chastain, Ahna O&#8217;Reilly, Allison Janney, Anna Camp, Chris Lowell, Cicely Tyson e Mike Vogel.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>2 Coelhos</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/02/2-coelhos-critica-filme-nacional/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 08:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[ação]]></category>
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		<category><![CDATA[policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece, mas não é, o famoso e antigo slogan de uma marca de produto anti-caspas pode servir para explicar aos mais desavisados – já que apenas as produções globais ganham destaque publicitário por aqui – do que se trata esse tal de “2 Coelhos”, pois, o longa metragem de estreia de Afonso Poyart parece filme gringo e traz suas inspirações de grandes produções hollywoodianas bem claras mas não é, é cinema nacional, de qualidade, e que insere um pouco de crítica social (referente a nós brasileiros corruptos e preguiçosos) em meio a toda explosiva diversão que o filme nos entrega do início ao fim, num roteiro muito bem construído e amarradinho. Na trama conhecemos Edgar (Fernando Alves Pinto) que no alto dos seus 30 anos está em uma crise existencial, mas ele tem um plano para isso. A partir da narrativa em off de Edgar vamos conhecendo aos poucos, e quando ele acha necessário nos apresentar, cada um dos personagens que irão compor sua jornada como justiceiro moderno, passeando entre o poder e a corrupção. Criatividade não faltou ao publicitário Afonso Poyart que fez (dirigiu e escreveu) um filme “pequeno” parecer filme grande. Trazendo muita ação com tiroteios, explosões e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 6" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Parece, mas não é, o famoso e antigo slogan de uma marca de produto anti-caspas pode servir para explicar aos mais desavisados – já que apenas as produções globais ganham destaque publicitário por aqui – do que se trata esse tal de “<strong>2 Coelhos</strong>”, pois, o longa metragem de estreia de <strong>Afonso Poyart</strong> parece filme gringo e traz suas inspirações de grandes produções <em>hollywoodianas</em> bem claras mas não é, é cinema nacional, de qualidade, e que insere um pouco de crítica social (referente a nós brasileiros corruptos e preguiçosos) em meio a toda explosiva diversão que o filme nos entrega do início ao fim, num roteiro muito bem construído e amarradinho.</p>
<p>Na trama conhecemos Edgar (<strong>Fernando Alves Pinto</strong>) que no alto dos seus 30 anos está em uma crise existencial, mas ele tem um plano para isso. A partir da narrativa em <em>off</em> de Edgar vamos conhecendo aos poucos, e quando ele acha necessário nos apresentar, cada um dos personagens que irão compor sua jornada como justiceiro moderno, passeando <strong>entre o poder e a corrupção.</strong></p>
<div id="attachment_9844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9844" title="2 coelhos" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/2-coe.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Corre corre, pega pega</p></div>
<p><strong>Criatividade não faltou ao publicitário Afonso Poyart</strong> que fez (dirigiu e escreveu) um filme “<em>pequeno</em>” parecer filme grande. Trazendo muita ação com tiroteios, explosões e um visual muito interessante &#8211; que traz uma forte linguagem de ‘videoclipe’ (trabalho que Poyart desempenhava antes deste seu debut) &#8211; <strong>“2 Coelhos” é uma produção deveras caprichada em toda a parte técnica</strong> (talvez faltou um pouco de grana pra fazer o carro pegar fogo direitinho mas isso é o de menos), inclusive na trilha sonora, afinal, um filme que começa ao som de “<em>Será que é Disso que eu Necessito</em>” do melhor (<strong>EM MINHA OPINIÃO</strong>) disco dos Titãs, o “<em>Titanomaquia</em>” de 1993, e ainda consegue inserir de forma muito legal em uma cena o “<em>Ding Ding, sou foda</em>” merece muito respeito.</p>
<p>Mas <strong>o grande trunfo está mesmo no roteiro que é muito bem escrito</strong> e segue aquela linha de história recortada e não linear cronologicamente que vai amarrando, aos poucos e por vezes com auxílios de alguns <em>flashbacks</em>, todas as suas pontas até no final tudo fazer sentido (algo que <strong>Guy Ritchie</strong> gosta muito de fazer em suas obras como “<a href="http://www.porraman.com/2010/09/lista-de-filmes-jogos-trapacas-e-2-canos-fumegantes/" target="_blank">Jogos, Trapaças e 2 Canos Fumegantes</a>”, por exemplo). Enquanto os fatos vão se desenrolando na tela, vamos conhecendo um a um todos os personagens e aí <em>Poyart</em> foi bem feliz em fazer com que todo mundo desempenhe um papel importante e plenamente justificável na trama (até mesmo aquele barbudinho meio <em>Jack</em> de “<a href="http://www.porraman.com/category/seriados/lost/" target="_blank">Lost</a>”, meio <em>Los Hermanos</em>, que vive sofrido e recluso).</p>
<div id="attachment_9846" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9846" title="2 Coelhos x Suker Punch" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/2coelhos03.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">Momento Suker Punch</p></div>
<p>E se na parte técnica e no roteiro tudo é muito bem conduzido <strong>o elenco também dá um show à parte</strong>. Desde as carinhas mais conhecidas como <strong>Caco Ciocler</strong> que interpreta muito bem um personagem que fala pouco mas diz muito apenas com suas expressões, a sempre bela <strong>Alessandra Negrini</strong> que alterba muito bem entre os papéis de “<em>femme fatale</em>” e de mocinha indefesa e até mesmo o rapper <strong>Thaíde</strong> faz uma ponta interessante e divertida. O ator principal <strong>Fernando Alvez Pinto</strong> que interpreta Edgar consegue conduzir bem a história, seja em seus momentos de &#8216;ação&#8217; seja quando ele vai narrando a trajetória de seu plano. Podemos destacar ainda <strong>Marat Descartes</strong> como o vilão Maicon, o <strong>Thogun</strong> como o “<em>Bolinha</em>” e por aí vai, no geral, todos estão muito bem em seus papéis.</p>
<p>Trazendo para a realidade nacional muito da cultura pop mundial, e aí não faltam odes a videogames (tem uma sequência com o game GTA), coisas nerds em geral e até espadas ninjas, “<strong>2 Coelhos” mostra a todos que com um pouco de criatividade e vontade dá pra fazer algo muito legal e que consiga trazer um entretenimento de muita qualidade com inteligência</strong>, item que tem faltado em nossos cinemas.</p>
<div id="attachment_9843" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-9843" title="2 coelhos " src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/384946-2coelhos_2.jpg" alt="" width="400" height="220" /><p class="wp-caption-text">We have to go back!</p></div>
<p>Com uma parte técnica e visual muito bem trabalhada, um roteiro bem escrito e amarradinho capaz de prender o interesse do espectador do início ao fim (não gostei tanto do final &#8216;redentor’, mas tudo bem, é nada comparado a tudo que foi apresentado), atuações bastante convincentes e carismáticas, este é o tipo de filme que recomendo fortemente, <strong>ação e diversão em doses cavalares e sem precisar deixar seu cérebro guardado do lado de fora da sala</strong>. <em>Porra, Man!</em> Isso é raridade.</p>
<p><em>PS: Quem escrever em meio ao seu comentário algo do tipo “apesar de ser filme brasileiro” vai ter o meu total desprezo. Já superamos isso há tempos, por favor, vamos ser mais inteligentes nos comentários, este filme merece.</em></p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright size-full wp-image-9847" title="2coelhosposter" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/2coelhosposter.jpg" alt="" width="185" height="272" />2 Coelhos (2011/2012 &#8211; 106 min)</strong><br />
<strong> Ação</strong></p>
<p>Um filme de Afonso Poyart com Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Marat Descartes, Neco Vila Lobos, Roberto Marchese, Norival Rizzo, Thogun, Thaíde, Yoram Blaschkauer, Robson Nunes e Aldine Muller.</p></blockquote>
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		<title>Os Descendentes (The Descendants)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 11:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>
		<category><![CDATA[oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem todo mundo se dá conta, mas às vezes levamos nossas vidas no automático e acabamos esquecendo de tudo que está ao nosso redor. Já aconteceu comigo – e provavelmente com boa parte daqueles que estão lendo este texto – e é sempre preciso que algo nos tire do chão, do lugar comum, para que possamos acordar do “transe” e enxergar a realidade, só a partir daí podemos tomar alguma iniciativa (ou nenhuma, procrastinar é uma arte milenar). Baseado em um romance escrito por Kaui Hart Hemmings, “Os Descendentes (The Descendants)” nos traz uma história que segue justamente esta “linha” de forma muito singela e interessante. Na trama somos apresentados a um advogado de meia idade conhecido como Matt King (George Clooney, “Amor sem Escalas”) que vê sua vida mudar completamente após sua esposa sofrer um acidente de lancha. Em coma no hospital e já ‘desenganada’, Matt precisa aprender a conviver com suas duas filhas (e se aproximar delas, na verdade) e ainda enfrentar sentimentos conflitantes à medida que vai descobrindo algumas coisas. Conversar sobre as reviravoltas da vida é tarefa costumeiramente presente nos cinemas e “Os Descendentes” nos chama para refletir sobre diversos assuntos como decepções, morte, sofrimento, lealdade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bom" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="Classificação 3 de 5" width="100" height="50" /></p>
<p>Nem todo mundo se dá conta, mas às vezes levamos nossas vidas no automático e acabamos esquecendo de tudo que está ao nosso redor. Já aconteceu comigo – e provavelmente com boa parte daqueles que estão lendo este texto – e é sempre preciso que algo <em>nos tire do chão</em>, do lugar comum, para que possamos acordar do “<em>transe</em>” e enxergar a realidade, só a partir daí podemos tomar alguma iniciativa (ou nenhuma,<strong> </strong><em>procrastinar é uma arte milenar</em>). Baseado em um romance escrito por <strong>Kaui Hart Hemmings</strong>, “<strong>Os Descendentes (The Descendants)</strong>” nos traz uma história que segue justamente esta “linha” de forma muito singela e interessante.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9832" title="The Descendants" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/filmes_1665_The-Descendants-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Na trama somos apresentados a um advogado de meia idade conhecido como Matt King (<strong>George Clooney</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/01/amor-sem-escalas-up-in-the-air/" target="_blank">Amor sem Escalas</a>”) que vê sua vida mudar completamente após sua esposa sofrer um acidente de lancha. Em coma no hospital e já ‘desenganada’, Matt precisa aprender a conviver com suas duas filhas (e se aproximar delas, na verdade) e ainda enfrentar sentimentos conflitantes à medida que vai descobrindo algumas coisas.</p>
<p>Conversar sobre as reviravoltas da vida é tarefa costumeiramente presente nos cinemas e “<strong>Os Descendentes</strong>” nos chama para refletir sobre diversos assuntos como decepções, morte, sofrimento, lealdade, paternidade, família, e por aí vai. O que não é muito comum é vermos filmes que consigam equilibrar de forma eficiente tudo o que gira ao redor destes temas sem cair na pieguice, e este é um dos pontos fortes desta produção que consegue ir do drama ao humor de forma fácil e leve.</p>
<p>O peso das cinco indicações ao Oscar de 2012,dentre elas a de melhor filme, talvez tenha aumentado as minhas expectativas em níveis além do que o filme dirigido por <strong>Alexander Payne</strong> pudessem me satisfazer. É fato que trata-se de uma obra muito bem trabalhada na parte técnica (a fotografia é muito linda), tem uma trilha sonora “<em>havaiana</em>” que nos ambienta muito bem ao clima local – as pessoas lá realmente andam com aquelas camisas a todo instante? Será mesmo? – e as atuações são realmente boas, mas parece que falta algo mais, algo que justifique tamanho apreço por essa produção que é sim bonita e sutilmente emocionante e divertida, mas que não nos entrega (em minha humilde opinião) nada muito fora do comum.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9831" title="George Clooney" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/20111116-descendants.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Apesar de discutir sobre importantes questões e de ter a capacidade de nos fazer refletir sobre nossos atos e a forma como, às vezes (ou quase sempre, ou até mesmo agora) estamos levando nossas vidas,<strong> “Os Descendentes” é daqueles filmes que preferem não ousar</strong> e que seguem uma trajetória totalmente segura e apenas satisfatória.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9833" title="os-descendentes-2011_f_001" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/02/os-descendentes-2011_f_001-204x300.jpg" alt="" width="163" height="240" />Os Descendentes (The Descendants, 2011/2012 – 115 min)<br />
Drama, Comédia.</strong></p>
<p>Dirigido por Alexander Payne com roteiro de Alexander Payne e Nat Faxon adaptando romance de Kaui Hart Hemmings. Estrelando: George Clooney, Judy Greer, Shailene Woodley, Matthew Lillard, Beau Bridges e Robert Forster.</p></blockquote>
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		<title>Sherlock Holmes 2 &#8211; O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes &#8211; The Game of Shadows)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/01/sherlock-holmes-2-o-jogo-de-sombras-sherlock-holmes-the-game-of-shadows/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 09:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2009 Guy Ritchie entregou para o cinema uma versão moderna e com uma “nova roupagem” do astuto, egocêntrico e famoso detetive Sherlock Holmes – personagem criado originalmente por Arthur Conan Doyle no século 19 – trazendo muita ação, pancadaria e humor. Lançado lá fora no ano passado e chegando agora em 2012 nos cinemas nacionais, “Sherlock Holmes  &#8211; O Jogo das Sombras (Sherlock Holmes – The Game of Shadows)” consegue superar o primeiro filme apresentando um pouco menos de ‘correria’ ao preencher a trama com mais inteligência adicionando um vilão à altura do louco e insano herói. Na trama acompanhamos  Sherlock Holmes (Robert Downey Jr, “O Homem de Ferro 2”) em face a desvendar uma série de atentados ligado a um gênio com uma mente criminosa, professor Moriarty (Jared Harris). Com um adversário tão ou mais inteligente que ele e que parece sempre estar um passo à frente, Holmes precisará da ajuda (mais uma vez e até atrapalhando sua despedida de solteiro, casamento e lua de mel) do seu fiel companheiro Dr. Watson (Jude Law, “Contágio”) e ainda do seu irmão Mycroft Holmes (Stephen Fry) – que é tão excêntrico quanto ele – e ainda de uma cigana chamada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Muito Bom: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Em 2009<strong> Guy Ritchie</strong> entregou para o cinema uma versão moderna e com uma <em>“nova roupagem</em>” do astuto, egocêntrico e famoso detetive <a href="http://www.porraman.com/2010/01/sherlock-holmes-critica-filme/" target="_blank">Sherlock Holmes</a> – personagem criado originalmente por <strong>Arthur Conan Doyle</strong> no século 19 – trazendo muita ação, pancadaria e humor. Lançado lá fora no ano passado e chegando agora em 2012 nos cinemas nacionais, “<strong>Sherlock Holmes  &#8211; O Jogo das Sombras (Sherlock Holmes – The Game of Shadows)</strong>” <strong>consegue superar o primeiro filme apresentando um pouco menos de ‘correria’ ao preencher a trama com mais inteligência</strong> adicionando um vilão à altura do louco e insano herói.</p>
<p>Na trama acompanhamos  Sherlock Holmes <strong>(Robert Downey Jr</strong>, “O <a href="http://www.porraman.com/2010/05/homem-de-ferro-2-iron-man-2/" target="_blank">Homem de Ferro 2</a>”) em face a desvendar uma série de atentados ligado a um gênio com uma mente criminosa, professor Moriarty (<strong>Jared Harris</strong>). Com um adversário tão ou mais inteligente que ele e que parece sempre estar um passo à frente, Holmes precisará da ajuda (mais uma vez e até atrapalhando sua despedida de solteiro, casamento e lua de mel) do seu fiel companheiro Dr. Watson (<strong>Jude Law</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2011/11/contagio-2011/" target="_blank">Contágio</a>”) e ainda do seu irmão Mycroft Holmes (<strong>Stephen Fry</strong>) – que é tão excêntrico quanto ele – e ainda de uma cigana chamada Simza (<strong>Noomi Rapace</strong>).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9819" title="sherlockholmes2_1" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/sherlockholmes2_1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Dando ao espectador as devidas pausas para respirar entre uma cena de ação e outra, adicionando arcos bem resolvidos e inteligentes entre elas, <strong>Guy Ritchie traz novamente os seus famosos planos em câmera lenta</strong> (tem uma cena na floresta que é espetacular) mesclando bem momentos de pancadaria e correria com momentos de suspense que quase sempre trazem reviravoltas bastante divertidas e bem boladas. São também novamente bem vindos os pensamentos “<em>premonitórios</em>” de Holmes encadeiam uma sequência de ações que o detetive monta em sua cabeça para escapar das mais diversas situações de perigo.</p>
<p>Com uma parte técnica e visual bem interessante, o filme traz ainda ótimas atuações, em principal é claro a de <strong>Robert Downey Jr.</strong> cada vez mais divertido e que demonstra uma química incrível com<strong> Jude Law</strong>. Os dois novamente trazem à tela um <em>bromance</em> (Brother´s Romance, aquele amor entre amigos irmãos) recheado de carisma. Fora eles a inclusão do irmão de Holmes que, à sua maneira é tão louco quanto o detetive, é um muito bem vinda e nos brinda com momentos bem humorados. Na linha dos ‘mocinhos’ talvez a única personagem que destoa um pouco dos demais é a cigana Simza interpretada sem muito brilho pela <strong>Noomi Rapace</strong>.</p>
<p>Ainda comentando sobre o elenco o vilão interpretado por <strong>Jared Harris</strong> (que estrela a série <em>Mad Men</em>) é um dos principais fatores de sucesso desta sequência. O vilão do primeiro filme, ainda que tenha sido interpretado pelo sempre competente <strong>Mark Strong</strong>, está anos luz atrás da sagacidade e inteligência do professor Moriarty. Os embates entre Holmes e Moriarty durante diversos momentos da história é menos físico (apesar daquele “<em>gancho</em>”) e mais intelectual e fecha com uma cena fantástica em dois planos, uma num tabuleiro e outra num salão de dança que é uma alusão à própria disputa travada pelos dois no desfecho do trama.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9816" title="mystique" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/mystique.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Ainda que tenha faltado um pouco do tom “<em>sobrenatural Scooby Doo</em>” de seu antecessor, “<strong>Sherlock Holmes – O Jogo das Sombras</strong>” consegue superar o antecessor ao adicionar à toda diversão e humor doses generosas de inteligência numa obra bem realizada técnica e visualmente. Entretenimentos assim que fazem valer o seu tempo e dinheiro estão cada vez mais difíceis de se encontrar nas salas de cinema, portanto, sugiro que prestigiem.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong>Sherlock Holmes &#8211; O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes &#8211; The Game of Shadows, 2011/2012 &#8211; 129 min) </strong><br />
<strong>Aventura, Ação.</strong></p>
<p>Dirigido por Guy Ritchie com roteiro de Michele Mulroney e Kieran Mulroney. Estrelando: Robert Downey Jr., Jude Law, Jared Harris, Kelly Reilly, Stephen Fry, Noomi Rapace e Rachel McAdams.</p></blockquote>
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		</item>
		<item>
		<title>Roubo nas Alturas (Tower Heist)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 10:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
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		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[parodia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os últimos anos da carreira de Eddie Murphy foram marcados em sua maioria por filmes de gosto bastante duvidoso, aquele filão que alguns gostam de denominar de “filme família” (fazendo jus ao ditado que família a gente não escolhe, infelizmente já nasce com uma). Mesmo não o trazendo como protagonista “Roubo nas Alturas (Tower Heist)” pode ser considerado como o retorno de Eddie aos bons e velhos tempos em que fazia comédias e aventuras divertidas de verdade. Na trama acompanhamos a vida de Josh Kovaks (Ben Stiller, “Trovão Tropical”) que é um gerente muito bem quisto pelos moradores e funcionários de um luxuoso prédio em Nova York. Um dos inquilinos, o milionário Arthur Shaw (Alan Alda) é preso pelo FBI por fraude e o grande problema é que Kovaks confiou o dinheiro de todos os funcionários a ele para investir. Engando por Shaw e vendo seus colegas de trabalho em ‘desespero’, Kovaks decide que a única saída é invadir a cobertura do ricaço (mesmo com toda a proteção policial) e recuperar toda a grana perdida. Para isso ele vai precisar contar com a ajuda de um ‘profissional’ na arte do crime chamado Slide (Eddie Murphy, “Dreamgirls – Em Busca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Divertido: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Os últimos anos da carreira de<strong> Eddie Murphy</strong> foram marcados em sua maioria por filmes de gosto bastante duvidoso, aquele filão que alguns gostam de denominar de “<em>filme família</em>” (fazendo jus ao ditado que família a gente não escolhe, <span style="text-decoration: line-through;">infelizmente</span> já nasce com uma). Mesmo não o trazendo como protagonista “<strong>Roubo nas Alturas (Tower Heist)</strong>” pode ser considerado como o retorno de <em>Eddie</em> aos bons e velhos tempos em que fazia comédias e aventuras divertidas de verdade.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9798" title="roubo-nas-alturas-filme" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/roubo-nas-alturas-filme.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Na trama acompanhamos a vida de Josh Kovaks (<strong>Ben Stiller</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/01/trovao-tropic-tropical-thunder/" target="_blank">Trovão Tropical</a>”) que é um gerente muito bem quisto pelos moradores e funcionários de um luxuoso prédio em Nova York. Um dos inquilinos, o milionário Arthur Shaw (<strong>Alan Alda</strong>) é preso pelo FBI por fraude e o grande problema é que Kovaks confiou o dinheiro de todos os funcionários a ele para investir. Engando por Shaw e vendo seus colegas de trabalho em ‘desespero’, Kovaks decide que a única saída é invadir a cobertura do ricaço (mesmo com toda a proteção policial) e recuperar toda a grana perdida. Para isso ele vai precisar contar com a ajuda de um ‘profissional’ na arte do crime chamado Slide (<strong>Eddie Murphy</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2008/07/lista-de-filmes-dreamgirls-em-busca-de-um-sonho/" target="_blank">Dreamgirls – Em Busca de um Sonho</a>”).</p>
<p>O filme começa um pouco lento mas serve para nos ambientar e conhecer alguns personagens importantes. Quando chegamos no momento em que Kovacs está montando sua “<em>quadrilha</em>” e arquitetando o plano para invadir a cobertura extremamente bem protegida do milionário picareta é que a diversão começa. Em todas as vezes que Eddie Murphy surge ele rouba a cena pra si e, mesmo sendo apenas um coadjuvante, é sim o destaque do filme que conta ainda com outros coadjuvantes interessantes como Matthew Broderick (o eterno Bueller de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tgd46QiHz4I" target="_blank">Curtindo a Vida Adoidado</a>), Casey Affleck, Gabourey Sidibe (“<a href="http://www.porraman.com/2010/03/preciosa-precious-critica-filme/" target="_blank">Preciosa</a>”) e Téa Leoni. Na linha de frente temos Stiller fazendo também um bom trabalho.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-9797" title="roubo-nas-alturas-2011_f_004" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/roubo-nas-alturas-2011_f_004.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Servindo quase como uma paródia de filmes de roubo (como “<em>Onze Homens e um Segredo</em>”, por exemplo) <strong>“Roubo nas Alturas” consegue trabalhar muito bem com os clichês do gênero trazendo uma aventura divertida e bem bolada</strong>, inserindo ainda um “<em>tema social</em>” no meio sem soar forçado ou piegas.</p>
<p>O filme, infelizmente, passou um pouco despercebido pelas salas de cinema mas serviu, sem dúvidas, para mostrar que <strong>Murphy</strong> pode voltar à sua velha forma e ainda que é possível ter um bom entretenimento sem apelar tanto para as costumeiras baboseiras que vemos por aí.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9796" title="filmes_1560_Roubo-Nas-Alturas-Poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/filmes_1560_Roubo-Nas-Alturas-Poster.jpg" alt="" width="135" height="198" />Roubo nas Alturas (Tower Heist, 2011 &#8211; 104 min) </strong><br />
<strong>Comédia, Aventura</strong></p>
<p>Dirigido por Brett Ratner com roteiro de Ted Griffin e Jeff Nathanson. Estrelando: Ben Stiller, Eddie Murphy, Casey Affleck, Alan Alda, Matthew Broderick, Téa Leoni, Michael Peña e Gabourey Sidibe.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dawson Ilha 10 (Dawson Isla 10)</title>
		<link>http://www.porraman.com/2012/01/dawson-ilha-10-dawson-isla-10/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 14:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>

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		<description><![CDATA[Passagens importantes da história sempre servem de material e base para produções cinematográficas e a ditadura é apenas mais um dos (terríveis) assuntos que, vira e mexe, surgem nos cinemas. Em uma co-produção entre o Brasil, Chile e Venezuela, o filme “Dawson Ilha 10 (Dawson Isla 10)” – que foi o indicado do Chile para concorrer a uma vaga pra o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 (não levou) – retrata um duro e importante acontecimento para o povo chileno que se iniciou também (ironias à parte) em um 11 de Setembro, só que algumas décadas antes da famosa tragédia americana. A trama é ambientada em 1973 no período em que o ditador Pinochet tomou o poder do Chile (destituindo Salvador Allende) e enviou para uma gélida ilha chamada Dawson importantes membros do governo de Allende, médicos, engenheiros, ministros e toda sorte de pessoas altamente graduadas. Como inimigos da ditadura e “comunistas desgraçados” eles passaram a viver em condições precárias alojados em barracões de madeiras e perdendo muitos de seus direitos básicos, até mesmo os seus nomes já que eram identificados por seus algozes apenas por números. Existe um certo ar de “documentário” em “Dawson Ilha 10” devido talvez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Bom: Classificação 3 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/3_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Passagens importantes da história sempre servem de material e base para produções cinematográficas e a ditadura é apenas mais um dos (terríveis) assuntos que, vira e mexe, surgem nos cinemas. Em uma co-produção entre o Brasil, Chile e Venezuela, o filme <strong>“Dawson Ilha 10 (Dawson Isla 10)</strong>” – que foi o indicado do Chile para concorrer a uma vaga pra o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 (não levou) – retrata um duro e importante acontecimento para o povo chileno que se iniciou também (ironias à parte) em um 11 de Setembro, só que algumas décadas antes da famosa tragédia americana.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9756" title="Dawson Ilha 10" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/Dawson-Ilha-10.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>A trama é ambientada em 1973 no período em que o ditador Pinochet tomou o poder do Chile (destituindo Salvador Allende) e enviou para uma gélida ilha chamada Dawson importantes membros do governo de Allende, médicos, engenheiros, ministros e toda sorte de pessoas altamente graduadas. Como inimigos da ditadura e “<em>comunistas desgraçados</em>” eles passaram a viver em condições precárias alojados em barracões de madeiras e perdendo muitos de seus direitos básicos, até mesmo os seus nomes já que eram identificados por seus algozes apenas por números.</p>
<p><strong>Existe um certo ar de “<em>documentário</em>” em “Dawson Ilha 10” devido talvez ao seu tom político e</strong> <strong>histórico</strong>. O início também é um pouco confuso, a estratégia dos militares em chamar cada um dos prisioneiros como “<em>Ilha 3, 5, 8</em>” e por aí vai, não ajuda muito a nos situarmos de imediato e identificarmos cada um dos personagens, em principal o tal do <em>“Ilha 10</em>” que está no título do filme. Mas fatos históricos são fatos históricos, e por mais que exista muita dramatização e adaptação dos acontecimentos reais, certas coisas não tinham mesmo como ser alteradas. Tudo isso deixa a levada da trama um pouco chata, não ajuda também o fato de ser uma história de outro país, <strong>se fosse algo sobre nossa ditadura, por exemplo, acho que o interesse seria maior</strong>, pelo menos essa é minha opinião bastante pessoal.</p>
<p>O tom gélido da ilha (muito bem retratado pelo visual acinzentado) e da forma como os prisioneiros eram tratados é muito bem representado em tela pelos atores que entregam boas atuações, aos poucos vamos conhecendo cada um dos personagens e nos afeiçoando a eles. O lado humano não demora a aparecer, onde vemos que até mesmo alguns soldados acabam ajudando os prisioneiros e existem momentos até de tranquilidade, ao contrário do que se pensa ao assistir uma produção que fala sobre confinamento e isolamento em campos de concentração, e isso é até surpreendente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9757" title="dawson_ilha_10_2009" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/dawson_ilha_10_2009_g.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>O filme nos apresenta apenas parte da história do Chile, um pequeno recorte de uma ditadura que durou 17 anos e deixou cerca de 3 mil pessoas “<em>desaparecidas</em>”. Em determinada cena um soldado diz ao seu superior: “<em>…mas somos todos chilenos senhor</em>” e, de ‘bate-pronto’, é repreendido. É um absurdo ver o que chilenos fizeram com chilenos em seu próprio país, assim como aconteceu e acontece em diversos lugares do mundo.</p>
<p>Como foi dito por quem me acompanhou na sessão,<strong> “Dawson Ilha 10” acaba sendo um bom convite para se pesquisar e se aprofundar um pouco mais sobre a história da ditadura do Chile</strong>, pensamento este que concordo totalmente. Se é um bom filme? Sim, é um bom filme, mas não posso mentir, é chatinho também. Vá preparado.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9755" title="1320688527_103557_000_g" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2012/01/1320688527_103557_000_g-201x300.jpg" alt="" width="161" height="240" />Dawson Ilha 10  (Dawson Isla 10, 2009/2011 &#8211; 117 min)<br />
Drama</strong></p>
<p>Dirigido por Miguel Littin com roteiro de Miguel Littin e Sergio Bitar. Estrelando: Christián de la Fuente, Sergio Allard, Luis Dubó e Sergio Hernández.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Medianeras &#8211; Buenos Aires na Era do Amor Digital</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/12/medianeras-buenos-aires-na-era-do-amor-digital/</link>
		<comments>http://www.porraman.com/2011/12/medianeras-buenos-aires-na-era-do-amor-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 13:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[comedia romantica]]></category>
		<category><![CDATA[drama]]></category>

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		<description><![CDATA[A medida que a cidade cresce o ser humano parece tomar o caminho reverso, ele diminui mesmo frente à todas as promessas dos avanços tecnológicos de nos manterem sempre conectados, numa vã alusão de proximidade que não existe. Integrando a cidade de Buenos Aires como personagem (principal?), o filme argentino “Medianeras” &#8211; que ganhou por aqui o sugestivo subtítulo “Buenos Aires na Era do Amor Digital” &#8211; conversa sobre nossa eterna busca pelo amor, que pode se “atualizar” na era da internet e do ‘online’, mas no fim das contas não deixa de, em sua essência, ser a mesma coisa, estamos sempre em busca daquilo que nos faz falta, por mais que não tenhamos ideia do que (ou quem) seja. Na trama conhecemos a história de duas pessoas desajustadas socialmente e cheia de fobias que não sabem (apesar de serem ‘vizinhos’) mas são feitos um para o outro, duas almas gêmeas que precisam se encontrar. Martín (Javier Drollas) é um designer cheio de fobias, movido à medicações e encontros fulgazes com algumas garotas (mais loucas que ele) e Mariana (Pilar López de Ayala) é uma arquiteta frustrada que ganha a vida como vitrinista de lojas e nunca sabe como lidar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Excelente: Classificação 5 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/5_porraman.gif" alt="" width="92" height="50" /></p>
<p>A medida que a cidade cresce o ser humano parece tomar o caminho reverso, ele diminui mesmo frente à todas as promessas dos avanços tecnológicos de nos manterem sempre conectados, numa vã alusão de proximidade que não existe. Integrando a cidade de Buenos Aires como personagem (principal?), o filme argentino “<strong>Medianera</strong>s” &#8211; que ganhou por aqui o sugestivo subtítulo “<strong>Buenos Aires na Era do Amor Digital</strong>” &#8211; conversa sobre nossa eterna busca pelo amor, que pode se “atualizar” na era da internet e do ‘online’, mas no fim das contas não deixa de, em sua essência, ser a mesma coisa, estamos sempre em busca daquilo que nos faz falta, por mais que não tenhamos ideia do que (ou quem) seja.</p>
<p>Na trama conhecemos a história de duas pessoas desajustadas socialmente e cheia de fobias que não sabem (apesar de serem ‘vizinhos’) mas são feitos um para o outro, duas almas gêmeas que precisam se encontrar. Martín (<strong>Javier Drollas</strong>) é um designer cheio de fobias, movido à medicações e encontros fulgazes com algumas garotas (mais loucas que ele) e Mariana (<strong>Pilar López de Ayala</strong>) é uma arquiteta frustrada que ganha a vida como vitrinista de lojas e nunca sabe como lidar com os homens que se interessam por ela.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9720" title="Medianeras" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/timthumb.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Traçando paralelos com o crescimento urbano desenfreado da capital argentina – que facilmente podemos identificar com quaisquer grandes metrópoles urbanas do mundo – o filme começa contextualizando muito bem Buenos Aires como parte da história, e é neste ponto que interessantes questionamentos são deixados para o espectador. Existem inspirações claras com elementos utilizados por <em>Woody Allen</em> em seus trabalhos que são incluídos de forma bastante inteligente por<strong> Gustavo Taretto</strong> (diretor e roteirista) que inclusive deixa uma citação direta em determinada cena. Algumas outras inspirações podem ser encontradas e além disto o filme consegue contextualizar muito bem a tal “era virtual” que vivemos, onde estamos todos conectados por fios ou antenas, todos juntos de forma isolada em suas ‘caixas de sapatos’, um verdadeiro enclausuramento coletivo.</p>
<p>Me senti bastante identificado com o personagem masculino, Martin é um nerd e o filme traz diversas referências da cultura pop que vão desde bonecos de Star Wars, Astroboy até os games e a vida online. Sem contar com as interessantes passagens envolvendo Wally, sim, aquele sacaninha de roupas listradas em vermelho e branco que precisa a todo instante ser encontrado, e é justamente aí que entra a personagem feminina Mariana que possui um destes livros com diversos desafios para encontrar Wally onde ela já achou em todos, menos um, que mais parece não estar lá. Conectando os dois, temos as fobias, a falta de tato social, os desencontros românticos e, por último, os chats na internet.</p>
<p>Mais uma vez o cinema argentino comprova que consegue transpor de forma muito tranquila as barreiras dos gêneros cinematográficos, vamos de drama a romance passando por comédia sem, em nenhum momento, cairmos nos clichês das pieguices dos produtos enlatados hollywoodianos. O desfecho pode soar um pouco poético, mas faz jus a tudo que foi construído durante a história – inclusive você descobre depois o que são as tais medianeras do título – mas ainda assim saí da sala de cinema extremamente satisfeito com o que assisti.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-9719" title="timthumb (1)" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/timthumb-1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>Narrado pelos personagens e inserindo a história num contexto tão atual, “<strong>Medianeras</strong>” pode ter seus defeitos e não ser uma obra prima, mas para mim cinema é emoção, e toda a identificação que tive com o filme me deixou com a certeza que este foi um dos melhores que vi no ano (em minha opinião que não vale nada mas, infelizmente, só tenho ela pra dar).</p>
<p>Estamos cada vez mais conectados ao mundo virtual, por vezes parece que estamos sendo escravizados por uma cultura que cada vez mais nos afasta do verdadeiro convívio com as pessoas, com a falsa bandeira de que querem nos manter mais próximos, mais unidos e mais integrados. Independente de em qual grau cada um de nós esteja, buscamos (seja onde for) tudo aquilo que nos faz falta, e quando encontramos parece fazer valer todo o tempo em que nos sentimos tristes e sozinhos, algo que centenas de seguidores no <a href="https://twitter.com/#!/marciosmelo" target="_blank">twitter</a> ou ‘amigos’ no <a href="http://www.facebook.com/porraman" target="_blank">facebook</a> não poderá nunca fazer.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9716" title="MEDIANERAS_PORT_BAIXA" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/MEDIANERAS_PORT_BAIXA-202x300.jpg" alt="" width="141" height="210" />Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Digital (Medianeras, 2011)<br />
Drama, Comédia Romântica.</strong></p>
<p>Um filme de  Gustavo Taretto com Javier Drollas e Pilar López de Ayala</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Missão Impossível 4 &#8211; Protocolo Fantasma</title>
		<link>http://www.porraman.com/2011/12/missao-impossivel-4-protocolo-fantasma/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 09:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Melo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica de filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem já conhece as produções que trazem Ethan Hunt e alguns coleguinhas realizando missões aparentemente impossíveis já sabe muito bem o que lhe aguarda nos cinemas. Trazendo todos os elementos que são referência na franquia “Missão Impossível”, o quarto filme da série nos cinemas, “Protocolo Fantasma”, mantém o mesmo clima de aventura e ação trazendo ainda um pouco de humor com belos alívios cômicos. Na trama acompanhamos mais uma vez a trajetória do agente Ethan Hunt (Tom Cruise, “Operação Valquíria”) que desta vez é desligado junto com toda a sua agência depois de serem acusados por um atentado na Rússia. Com o ‘protocolo fantasma’ ativado pelo presidente ele e sua equipe composta por Benji (Simon Pegg, “Star Trek”), Jane (Paula Patton, “Preciosa”) e Brandt (Jeremy Renner, “Guerra ao Terror”) precisa salvar o mundo e limpar o nome da IMF. O filme já começa com adrenalina em alta com Ethan sendo resgatado de uma prisão, a partir daí a ação segue numa crescente passeando pelo mundo indo da Rússia até a Índia passando pela cidade de Dubai com direito a “passeio” naquele prédio mais alto do mundo – fico imaginando essa cena num IMAX, deve ser muito vertiginosa e imersiva – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Ótimo: Classificação 4 de 5" src="http://porraman.com/_imagens/4_porraman.gif" alt="" width="100" height="50" /></p>
<p>Quem já conhece as produções que trazem <em>Ethan Hunt</em> e alguns coleguinhas realizando missões aparentemente impossíveis já sabe muito bem o que lhe aguarda nos cinemas. Trazendo todos os elementos que são referência na franquia “<strong>Missão Impossíve</strong>l”, o quarto filme da série nos cinemas,<strong> “Protocolo Fantasma”, mantém o mesmo clima de aventura e ação trazendo ainda um pouco de humor com belos alívios cômicos</strong>.</p>
<p>Na trama acompanhamos mais uma vez a trajetória do agente Ethan Hunt (<strong>Tom Cruise</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/06/operacao-valquiria-valkyrie-critica-filme/" target="_blank">Operação Valquíria</a>”) que desta vez é desligado junto com toda a sua agência depois de serem acusados por um atentado na Rússia. Com o ‘protocolo fantasma’ ativado pelo presidente ele e sua equipe composta por Benji (<strong>Simon Pegg</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2009/05/star-trek-critica-filme-2009/" target="_blank">Star Trek</a>”), Jane (<strong>Paula Patton</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/03/preciosa-precious-critica-filme/" target="_blank">Preciosa</a>”) e Brandt (<strong>Jeremy Renner</strong>, “<a href="http://www.porraman.com/2010/02/guerra-ao-terror-the-hurt-locker/" target="_blank">Guerra ao Terror</a>”) precisa salvar o mundo e limpar o nome da IMF.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9702" title="mi-ghost-protocol1" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/mi-ghost-protocol1.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p>O filme já começa com adrenalina em alta com Ethan sendo resgatado de uma prisão, a partir daí a ação segue numa crescente passeando pelo mundo indo da Rússia até a Índia passando pela cidade de Dubai com direito a “<em>passeio</em>” naquele prédio mais alto do mundo – fico imaginando essa cena num IMAX, deve ser muito vertiginosa e imersiva – e ainda perseguição em meio a tempestade de areia. Fica claro em alguns momentos que<strong> a trama foi toda preparada apenas para seguirmos os passos dos personagens por estas grandes cenas de ação</strong>, mas apesar do roteiro não ser um primor em inovação, tudo é bem amarradinho e o filme, apesar de sua longa duração, segue a todo instante mantendo um clima de suspense e aventura capaz de deixar o espectador interessado do início ao fim da história.</p>
<p>Confesso que fico parecendo uma criança esperando um presente ao ver os ‘brinquedinhos’ tecnológicos que são utilizados pelos agentes durantes suas missões. Retina ocular com scanner, carrinho magnético que faz o agente flutuar dentro de tubulações mortais – fazendo uma clara alusão à cena clássica do primeiro filme e talvez preparando <strong>Renner</strong> para ser um futuro substituto de <strong>Cruise</strong> – e por aí vai. Os obstáculos ficam ainda mais complicados de serem ultrapassados aqui devido a falta do costumeiro apoio que os agentes da IMF sempre contam, trabalhando por conta própria o tom de urgência e o perigo fica mais eminentes nos presenteando com um pouco mais de emoção.</p>
<p>Toda a parte técnica, visual e de efeitos especiais é muito bem feita. O trabalho na parte da trilha sonora também é muito bem encaixado, e até mesmo a utilização da famosa música tema da série (que anos atrás era febre total nos toques de celulares) é bem comedida e certeira. Os créditos iniciais apresentando o nome da equipe e dos atores também é um show a parte.</p>
<p>O diretor <strong>Brad Bird</strong> veio de grandes sucessos no mundo da animação como “<em>Gigante de Ferro</em>”, “<em>Os Incríveis</em>” e “<a href="http://www.porraman.com/2007/07/ratatouille/" target="_blank">Ratatouille</a>” e fez seu debut com um filme com atores reais de maneira excelente. Conseguiu manter as marcas registradas da franquia e ainda introduzir um pouco de humor com ótimos alívios cômicos trazidos por <strong>Simon Pegg</strong> que sabe fazer isso como ninguém. Os atores coadjuvantes foram bem escolhidos e trabalham de maneira bem interessante, até mesmo o eterno <a href="http://www.porraman.com/category/seriados/lost/" target="_blank">Lost</a> <strong>Josh Holloway</strong> faz uma ponta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-9703" title="mi-ghost-protocol03" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/mi-ghost-protocol03.jpg" alt="" width="400" height="220" /></p>
<p><strong>Talvez a única coisa que não esteja em alta sintonia seja a construção do vilão</strong> que se mostra a todo instante um pouco desinteressante, até mesmo a atuação de <strong>Michael Nyqvist</strong> é bastante caricata e deixa a desejar se formos comparar com os vilões dos filmes anteriores. Mas é muito pouco para chegar a prejudicar o resultado final, que consegue se sobressair e entregar um ótimo entretenimento.</p>
<p>Não levava muita fé que fosse <em>possível</em> ainda fazer mais um “<strong>Missão Impossível</strong>” depois de tantas aventuras, ameaças mortais e mundias, ficava me perguntando o que mais eles poderiam inventar. Mas “<strong>Protoco Fantasma</strong>” além de entregar ótimos momentos de diversão deixa espaço aberto para mais continuações, provando que é possível fazer <em>blockbusters</em> (e lucrar mundo afora) entregando algo de qualidade e que caia no gosto de uma grande quantidade de pessoas.</p>
<hr />
<blockquote><p><strong><img class="alignright  wp-image-9704" title="missao-impossivel-protocolo-fantasma-poster" src="http://www.porraman.com/wp-content/uploads/2011/12/missao-impossivel-protocolo-fantasma-poster-202x300.jpg" alt="" width="141" height="210" />Missão: Impossível 4 &#8211; Protocolo Fantasma (Mission: Impossible &#8211; Ghost Protocol, 2011 &#8211; 133 min)<br />
Ação</strong></p>
<p>Dirigido por Brad Bird com roteiro de André Nemec e Josh Appelbaum. Estrelando: Tom Cruise, Jeremy Renner, Paula Patton, Simon Pegg, Michael Nyqvist, Léa Seydoux e Josh Holloway.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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