Crítica de filme
Pandorum
Mar 4th

Pandorum (Suspense, Ficção Científica: 2009/2010 – 108 min)
Dirigido por Christian Alvart com roteiro de Travis Milloye Christian Alvart. Estrelando: Dennis Quaid, Ben Foster, Cam Gigandet, Antje Traue, Cung Le, Eddie Rouse e Norman Reedus.
A ficção científica de suspense ou terror esteve um pouco abandonada nos últimos anos. Desde “Alien – O Oitavo Passageiro” que pouca coisa digna de nota foi lançada. E é justamente no melhor estilo “Alien” que “Pandorum” começa, com uma atmosfera de cenas muito tensas e competentes. A parte ruim de tudo isso é a forma lamentável que o filme termina.
A trama segue a história de dois membros da tripulação de uma imensa nave espacial que despertam de um ‘hipersono’ sem lembranças do que estão fazendo ali. Não demora muito e eles descobrem que não estão sozinhos, estranhas criaturas parecem caçar as raras pessoas que ainda estão na nave. Em meio a luta pela sobrevivência, eles precisam ainda arrumar uma forma de reativar a energia da nave para chegarem ao seu destino, o planeta Tanis, novo destino dos humanos já que a terra está nas últimas.
A grande sacada do filme, pelo menos do início dele, é a tensão que ele proporciona. Com cenas escuras e cortes rápidos, conseguiram criar um atmosfera e uma linha narrativa bem interessante, ainda que não seja nenhuma novidade. Parte disso se deve as atuações bastante convicentes de Ben Foster (30 Dias de Noite) e Denis Quaid.

O grande problema de “Pandorum” fica mesmo com algumas passagens desnecessárias e, principalmente, o seu desfecho “eu quero ser” “Sunshine – Alerta Solar“. Ao sair da atmosfera simples mas bastante eficiente do início do filme, o diretor Christian Alvart acabou por querer colocar as mãos onde não conseguia alcançar, e o que ele conseguiu mesmocom isso foi estragar uma obra promissora.
O resultado de um ótimo início com um desfecho decepcionante – me explique aquelas cenas de computação gráfica terríveis que vemos no final – só podia mesmo dar num filme regular, infelizmente. Longe de ser uma obra ruim a ser desprezada, eu diria que Pandorum é um filme quase bom, faltou apenas “viajarem” menos.
Simplesmente Complicado (It’s Complicated)
Mar 2nd
Simplesmente Complicado (It’s Complicated, 2009 – Romance, Comédia: 120 min)
Direção e roteiro por Nancy Meyers Estrelando: Meryl Streep, Alec Baldwin, Steve Martin, John Krasinski, Lake Bell, Hunter Parrish, Zoe Kazan e Caitlin Fitzgerald.
De todos os gêneros de filmes, o mais manjado, sem dúvida alguma, é o de romance (ou comédia romântica). E num filão do cinema que já tem o seu público bem definido, Nancy Meyers conseguiu imprimir um estilo de trabalho que, por sua vez, tem também o seu público cativo. Numa carreira que se baseou em obras que mostram o amor na meia idade (excetuando ai trabalhos como “O Amor não Tira Férias”), “Simplesmente Complicado” segue esta mesma linha e se mostra um bom entretenimento.
A trama segue a história de Jane (Meryl Streep, Dúvida, Mamma Mia!) que após dez anos de divorciada com seu ex-marido Jake (Alec Baldwin, Amigos ,Amigos, Mulheres à Parte) está com a vida (segundo ela) bem resolvida. Na festa de formatura de seu filho os dois acabam se envolvendo e começando um caso (ele agora está casado com uma mulher bem mais jovem). Não bastasse a estranha situação Jane ainda, no meio de tantas dúvidas, começa a se interessar pelo seu arquiteto (Steve Martin, A Pantera Cor de Rosa), um sentimento que é bastante recíproco.
Na mesma ‘pegada’ de outros filmes seus como “Alguém tem que Ceder”, Nancy Meyers não foge nem um pouco de seu estilo, ou seja, algumas situações dramáticas acabam se estendendo um pouco mais do que mereciam. O que conta a favor dela é que o elenco está afiadíssimo e, mesmo tendo algumas piadas já exibidas no trailer, o filme reserva momentos hilários e divertidíssimos.
Só para variar um pouco, Meryl Streep está muito bem em seu papel, convence em todos os momentos que atua. Ao seu lado temos um impagável Alec Baldwin, com seus trejeitos e caras de cafajeste e ainda Steve Martin, fugindo um pouco de seus trabalhos espalhafatosos e fazendo um personagem muito carismático. Mas a grata surpresa fica com John Krasinski (que participa do engraçadíssimo seriado “The Office”) e seu tempo (timing) perfeito para a comédia.
Se você é daqueles que se estremece todo quando é o dia de seu par escolher o filme e já teme por “qualquer porra do amor”, torça com todas as forças para que ela (ou ele quem sabe) escolha “Simplesmente Complicado”. Não tem nada de outro mundo, entretanto, é uma boa pedida para pessoas que querem apenas assistir algo simples e divertido no cinema, e convenhamos, você já viu algum filme ruim com a Meryl Streep?







