Archive for critica de filme

Southland Tales - O Fim do Mundo.

Direção: Richard Kelly.
Roteiro: Richard Kelly.
Elenco: Dwayne Johnson, Sarah Michelle Gellar, Sean William Scott, Justin Timberlake, Mandy Moore, Christopher Lambert, Jon Lovitz, Bai Ling, Miranda Richardson, Lou Taylor Pucci, Amy Poehler, Cheri Oteri, Rebekah Del Rio.
Ano: 2007 (EUA)
Gênero: Ficção Científica / Drama / Comédia.
Tempo: 145 min.

Sinopse: Em 2005 um ataque nucler destrói parte do estado de Texas, o que força o governo americano a intervir com a liberdade de todos os cidadãos. Um grupo revolucionário tenta acabar com a ditadura através da violência. No meio desse caos, durante a comemoração do Dia da Independência de 2008, o prenúncio de um desastre social, econômico e ambiental cruza as vidas de três pessoas: Boxer Santaros, Krysta Now e David Clark. Santaros elabora um roteiro para um filme, que para sua surpresa prediz o que irá acontecer no futuro.

Richard Kelly ganhou notoriedade após lançar o filme independente Donnie Darko, que entrou na minha lista de melhores filmes que já vi de todos os tempos. Virou um grande cult sem dúvidas. Southland Tales não apareceu nos cinemas nacionais, foi direto para o DVD, o que vem se tornando cada vez mais frequentes com muitos filmes. No caso deste, foi uma sábia decisão, pois Southland Tales é um filme estranhíssimo, eu diria que destinado a poucos. Aliás quase ninguém gostou do filme, raríssimas críticas foram positivas.

Eu também vou me juntar aos que não gostaram de quase nada. Antes que os “entendidos” de cinema apareçam nos comentários dizendo que na verdade eu não “assimilei” o filme, não entendi as “nuances” e não sei mais o quê, digo que não foi bem isso que me fez achar o filme uma lástima. A trama toda mais parece uma piada, ou uma forma de comédia com os acontecimentos que estamos tendo nos tempos atuais. Só que acredito que existem formas melhores de se passar uma mensagem, ou várias mensagens que sejam, sem tanta “viagem” e loucuras mil.

Sabe quando você começa a ver o filme e percebe que não está entendendo muita coisa? Eu fico tranquilo, sei que na metade ou no máximo no fim do filme tudo vai ficar claro. Ledo engano, o filme termina do mesmo modo que iniciou, totalmente nebuloso. Só depois da poeira sentar que peguei algumas coisas e até entendi o que Richard Kelly e os atores quiseram com o filme.

A história se passa num futuro pré-apocalíptico e nos apresenta Boxer Santeros (Dwayne Johnson “The Rock”) um ator de filmes de ação com amnésia, Kyrsta Now (Sarah Michelle Gellar), uma atriz pornô e apresentadora de um programa de televisão e os gêmeos idênticos Roland e Ronald Taverner (Seann William Scott). Num mundo a beira de um colapso social, econômico e ambiental, eles irão enfrentar ainda os neo-marxistas,  uma facção que usa métodos terroristas para deixar seus recados.

Toda essa salada de fruta de atores, histórias e personagens “nada a ver“, não se combinam e acaba o filme sendo um grande desencontro, grande mesmo pois ele tem mais de 2 horas de duração. A melhor cena do filme é quando Justin Timberlake (que por sinal se mostra um ótimo ator em todos os últimos filmes que fez) toma uma dose de uma droga e na sua alucinação se vê cantando uma canção do The Killers, com umas dançarinas. É simplesmente sensacional. Aliás a trilha sonora é muito boa, além de The Killers, temos Radiohead, Blur e muito mais.

O filme na verdade é uma sátira ao que o mundo se tornou depois dos atentados terroristas do 11 de setembro. O controle do governo pelo poder bélico, as formas cada vez mais “severas” e invasivas de controle das pessoas, tudo isso é mostrado no filme. Ainda sim, se você passa uma mensagem que quase ninguém intercepta, eu acho isso uma falha. Se é pra fazer um filme para 10 ou 20 pessoas gostarem, avisando antes, evita que muita gente perca seu tempo.

Acredito que assistindo novamente eu poderei pegar mais coisas, vislumbrar melhor as belas imagens e tudo mais, só que sinceramente, eu não tenho vontade alguma de fazer isso. O filme para mim foi um fracasso ou algo próximo as loucuras de David Lynch só que ruim, ainda que tenha tido algumas boas sátiras e piadas, e um ou outro momento genial, acompanhado de belíssimas atrizes como Sarah Michelle Gellar, não vale o seu tempo. A não ser que você concorde com esse cara aqui, que foi um dos raríssimos que vi elogiar a obra. Não preciso nem linkar os que odiaram, pesquisando rapidamente você encontrará de montão.


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Era Uma Vez

Direção: Breno Silveira.
Roteiro: Patricia Andrade.
Elenco: Thiago Martins, Vitória Frate, Rocco Pitanga, Cyria Coentro, Paulo César Grande, Luana Schneider, Felipe Adler, Fernando Brito, Rodrigo Costa.
Ano: 2008.
Gênero: Romance, Drama.
Tempo: 110 min.

Sinopse: Um jovem morador da favela e a filha única de uma família rica se apaixonam, gerando preconceitos e críticas nos ambientes em que vivem.

Por culpa do trailer e de todos que chamavam de Romeu e Julieta “Brasileiro”, fiquei correndo léguas de Era Uma Vez. Romance e favela carioca, que chatisse fiquei pensando. Fui ao cinema conferir o filme meio que arrastado para falar a verdade, e ainda por cima numa sessão promocional por incríveis R$ 2,00. Ainda sim lá estava eu na poltrona reclamando. Bastou começar o filme para eu me surpreender, ainda bem. Era Uma Vez é um belo filme, do mesmo diretor do ótimo - surpreendentemente ótimo eu diria - 2 Filhos de Francisco, Breno Silveira, sócio e diretor da Conspiração Filmes.

A trama narra a história de Dé (Thiago Martins) morador da favela do Cantagalo, Zona Sul do Rio, e que trabalha numa barraquinha na praia de Ipanema. Desde cedo ele enfrenta as dificuldades para se conseguir vencer na vida, vivendo naquele local, tentando ser uma pessoa honesta, mesmo tendo visto um traficante matar seu irmão quando criança. Seu outro irmão está preso injustamente. Apesar de tantos contratempos Dé se mantém uma pessoa digna e trabalhadora.

É de traz do balcão onde vende côco e cachorro-quente que ele observa num luxuoso prédio Nina (Vitória Frate). Nina é filha única de uma família rica. Os dois se conhecem na praia, com uma boa sequência de “Dé” tentanto chegar em Nina que rende algumas risadas, e acabam se apaixonando. Claro que logo que as pessoas vão descobrindo o amor dos dois e todo o abismo social que os separa, começam a vir as críticas e preconceitos.

A história vai seguindo muito bem, dosando algumas boas cenas de humor com algumas de romance e facilmente vai prendendo a atenção e cativando quem está assistindo. O elenco trabalha muito bem, todos estão num bom nível, tirando o pai de Nina interpretado por Paulo César Grande. Ele destoa totalmente, muito exagerado e um pouco fora da realidade eu diria.

Era Uma Vez consegue nos mostrar um romance muito bonito, mas sem cair na mesmice dos milhares de filmes do gênero. As imagens do filme também são muito boas, alias, o Rio de Janeiro é muito interessante, os moradores da favela com uma vista tão linda da praia e localizados num bairro nobre da cidade. Uma das cenas mais interessantes é quando Nina está no “varandão” da casa de Dé, vê seu prédio e diz “É tão perto né?”. Dé responde “Eu acho longe.”, interessante se você parar um pouco pra pensar.

Uma boa curiosidade é mostrada e narrada por Thiago Martins no fim do filme. Ele nasceu na favela do Vidigal e continua morando lá. Tem um projeto de Teatro no morro. Ele batalhou muito para chegar até onde está, onde fez algumas novelas da globo e faz um ótimo trabalho neste filme.

Fiquei muito tempo pensando na nota, fiquei naquela linha entre 3 e 4 controles por causa do final do filme. O diretor Breno Silveira, utilizando alguns elementos da clássica história de Romeu e Julieta acabou acertando em quase tudo, e errando a mão no final. Um desfecho, pelo menos para mim, decepcionante e mirabolante.

Se as pessoas agiam normalmente (dentro do contexto que foram apresentadas no filme), no final parece que é ligado um modo “imbecil” neles. Acho que um final mais normal e óbvio cairia melhor. Apesar disto, o filme não deixar de bonito, e com toda a certeza valer o ingresso (o meu então valeu demais). Apesar de eu ter pensando desta forma com o fim do filme, eu vi um ensaio de aplausos e muita gente amando. No final das contas o filme é muito bom e eu recomendo.


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Poster Arquivo X 2

Arquivo X - Eu Quero Acreditar (The X-Files - I Want Believe)

Direção: Chris Carter.
Roteiro: Frank Spotnitz e Chris Carter.
Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Billy Connolly, Xzibit e Mitch Pillegg.
Ano: 2008.
Gênero: Drama, Mistério.
Tempo: 104 min.

Sinopse: Mulder e Scully são chamados novamente pelo FBI para ajudar a resolver o mistério do desaparecimento de uma agente. Um padre com visões sobre a desapericida aparece para ajudar na investigação.

Eu devo confessar duas coisas antes de começar a comentar sobre o segundo filme de Arquivo X nos cinemas, “Eu Quero Acreditar”. Primeiro que eu nunca fui um fã fervoroso da série, assistia às vezes na Record e simpatizava com o seriado. Segunda confissão é que não estava com tanta vontade de ir conferir o filme nos cinemas, grande parte devido ao primeiro que foi muito fraco.

O filme, ao contrário do que imaginava, é muito bom. Um suspense/mistério onde a trama não tem nada de muito mirabolante, mas lhe prende a atenção e vai deixando as  revelações pro final. Um filme que não trata o espectador como idiota eu diria. Todo o clima dos melhores tempos da série aparece aqui, como se fosse um grande episódio.

Na história vemos o que aconteceu nas vidas de Mulder e Scully. Ela segue levando sua vida como médica e ele está isolado em casa pesquisando casos estranhos e sem explicação. Quando o chamado do FBI surge solicitando ajuda deles, os vemos sendo trazidos de volta ao que sabiam fazer de melhor. O ‘tempero‘ de mistério na trama fica por conta de um padre que diz ter visões sobre a agente do FBI desaparecida que eles estão investigando.

Não vou me estender muito nos comentários para não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. Só posso dizer que vale a pena, até mesmo para quem nunca foi muito fã da série, pois é um ótimo suspense. Eu fui agradavelmente surpreendido no cinema.


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Hooligans (Green Street Hooligans)

Direção: Lexi Alexander.
Roteiro: Deborah Del Prete,Gigi Pritzker,Donald Zuckerman.
Elenco: Elijah Wood, Charlie Hunnam, Claire Forlani, Marc Warren, Leo Gregory, Henry Goodman, Geoff Bell.
Ano: 2005 (EUA) / 2006 Brasil.
Gênero: Drama, Violência.
Tempo: 109 min.

Sinopse: Após ser expulso injustamente da Universidade de Harvard, Matt Bruckner (Elijah Wood) decide ir para a casa de sua irmã em Londres. Lá ele faz amizade com seu cunhado, Peter Dunham (Charlie Hunnam), que o apresenta ao submundo dos hooligans do futebol inglês. Logo Matt aprende a marcar seu território, através das amizades que desenvolve neste mundo secreto e violento.

Acho que não tem coisa melhor do que você ligar a tv, assistir um filme “do nada” e dar de cara com um ótimo entretenimento. O filme Green Street Hooligans foi lançado em 2005 e apareceu por aqui em 2006, trazendo como grande destaque Elijah Wood, que estava recém “marcado” como o Frodo de o Senhor dos Anéis. Ele simplesmente arrasou neste filme, ao contrário do que muitos pensavam.

Até mesmo os que não suportam futebol já devem ter ouvido falar nos Hooligans. São basicamente torcedores de times da inglaterra, que quando encontrados são banidos dos estádios (em toda a europa), que vão para os jogos para brigar com as torcidas rivais. Violência apenas para se sentirem vivos ou serem respeitados, e como foi mostrado no filme, o resultado do jogo do seu time é o menos importante para eles.

A história segue Matt Bruckner (Elijah Wood) que foi expulso de Havard após o seu colega de quarto colocar sua cocaína em seus pertences. Sem ter muito o que fazer ele vai para a casa de sua irmã Shannon (a bela Claire Forlani) que está casada e vivendo na inglaterra. Lá ele acaba conhecendo o irmão de seu cunhado; Pete (Charlie Hunnam) que é integrante da GSE, uma facção da torcida do West Ham United (Tevez quando saiu do Corinthians foi jogar nesse time). A partir daí ele acaba “seduzido” e aos poucos vai se tornando um “hooligan“.

As cenas de violência são muito boas, muito bem feitas, parecem muito reais. Sangue, porrada, e as tomadas apresentadas são “empolgantes“. A motivação destes indivíduos em irem aos jogos para brigar com as torcidas dos outros times são mostradas de uma forma bem realista. Eles estão ali pela adrenalina, para se “sentirem vivos” e principalmente para tornarem a “tradicional” GSE novamente respeitada.

O maior problema do filme é realmente no final, a cena de desfecho parece mostrar que toda essa irracionalidade é de alguma forma algo “belo”, ou como se pudéssemos tirar algo de bom de toda aquela selvageria. Se o filme transcorre bem realista até o seu desfecho, apresentando um pouco mais do “sentido louco de vida” destes tipos de torcedores, o final acaba um pouco por manchar a história. Por isso eu não achei o filme sensacional, mas até chegar ao fim eu já tinha adorado muita coisa, inclusive a bela atuação de Elijah Wood.

No geral um filme muito bom e que deve agradar bastante os amantes de futebol, que verão times de “verdade” jogando - são poucas as cenas mas ajuda a trazer verossimilhança à obra - e ainda podem acompanhar um pouco mais do estilo de vida desses “insanos” que são os Hooligans. Para quem não gosta de futebol, ainda sim é um bom filme. Mais uma ótima dica para quando você quiser ver algum filme em sua Tv por assinatura, ou locar, ou ainda aquela coisa feia de baixar filmes na internet. Vale a pena!


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A Língua das Mariposas (La Lengua de las Mariposas/Butterfly)

Direção: José Luis Cuerda.
Roteiro: Rafael Azcona, José Luis Cuerda, Manuel Rivas.
Elenco: Fernando Fernán Gómez, Manuel Lozano, Uxia Blanco, Gonzalo Martin Uriarte, Alexis de Los Santos.
Ano: 1999.
Gênero: Drama.
Tempo: 96 min.

Sinopse: O mundo de Mocho vivia em paz até o início da Guerra Civil Espanhola. É seu primeiro ano na escola, ele gosta do professor e encontra um novo amigo, Roque. Em uma viagem com a banda de seu irmão, Mocho descobre o que acontece em seu país. Rebeldes fascistas abrem fogo contra o regime republicano e o povo se divide. O pai e o professor do menino são republicanos, mas os rebeldes ganham força, virando a vida do garoto de pernas para o ar.

Depois de uma rápida incursão no cinema francês, tive o prazer de ver mais um ótimo filme europeu, desta vez um espanhol. Quando se fala em cinema da espanha lembramos logo dos filmes de Almodóvar e seu formato, entretanto, o diretor José Luis Cuerda em La Lengua de las Mariposas nos apresenta um filme lindo e muito cativante, sem deixar de lado as críticas sociais referente a guerra civil espanhola e toda a transformação que o país passou naquela época. O filme é bem antigo, de 1999, e minha amada trouxe para a gente assistir do acervo de filmes espanhois da UFBA. Sim, o filme foi todo em espanhol. Tinha a opção de vê-lo em galego também, claro que recusei. Com as legendas e uma professora de espanhol ao lado foi muito fácil assistí-lo e entender tudo o que estava acontecendo.

Claro que o filme tem sua versão com legenda em português, e nos EUA foi chamado simplesmente de “Butterfly“. Mais uma boa dica para quem quer pegar algum filme antigo para assistir, principalmente para aqueles que gostam de histórias simples e fascinantes. O pequeno Moncho (Manuel Lozano) é uma ‘fofura‘, uma simples criança totalmente inocente aos acontecimentos duros que a espanha estava passando enquanto ele estava descobrindo a vida, curtindo a escola, seu professor e grande mestre Don Gregorio (Fernando Fernán Gómez), descobrindo o amor e também confuso em saber que “los hombres montan las mujeres“.

Já começamos a ver o suplício que esta sendo para o pequeno Moncho o seu primeiro dia de aula. Com idéias nada belas que botaram em sua cabeça, na qual disseram que ao menor erro o professor poderia castigá-lo severamente, ele pensa até em fugir do país para evitar a escola. Mas aos poucos, ele vai adorando a aula, os seus amigos de colégio e principalmente aprendendo muito sobre a vida com o preofessor Don Gregorio. Numa viagem com o seu irmão, que toca numa banda, ele faz mais descobertas e começamos a ver o “cerco” fechando para uma guerra civil iminente. A vida simples de Moncho começa a sofrer complicações.

Seu honrado professor e também seu pai são republicanos e as coisas começam a ficar muito difíceis para eles devido a este posicionamento político. Chegando mais próximo ao desfecho do filme é que vamos vendo as consequências graves que a guerra civil espanhola passa a ter na vida do pequeno Moncho. Na cena final, que é muito boa, o filme nos deixa uma lacuna um pouco aberta, afinal, será que o pequeno Moncho realmente aprendeu tudo, ou era aquilo apenas um acesso de raiva?

Algumas curiosidades sobre “la película” são interessantes. O ator Fenando Fernán Gómez (que interpreta o professor) já atuou em mais de 200 filmes e também escreveu e dirigiu muitos outros. O cineasta e músico Alejandro Amenábar que fez a trilha sonora foi diretor do ótimo suspense “Os Outros“, assim como Jose Luis Cuerda o diretor deste filme.

Eu particulamente achei muito bom. Só não recomendo para pessoas que preferem filmes mais ágeis e não goste de dramas “bonitinhos“. Para quem gosta de filmes cativantes e está afim de se emocionar um pouco com uma bela história, é uma ótima dica ao ir na locadora ou até o site mais próximo disponível.


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Cinema, Aspirinas e Urubus.

Direção: Marcelo Gomes.
Roteiro: Karim Ainouz, Paulo Caldas, Marcelo Gomes.
Elenco: Peter Kenath, João Miguel, Hermila Guedes, Mano Fialho.
Ano: 2005.
Gênero: Drama.
Tempo: 99 min.

Sinopse: A história se passa no sertão nordestino de 1942 e fala de um alemão, que para fugir da Segunda Guerra Mundial, vem trabalhar como vendedor de aspirinas para cidades no interior do Nordeste. Ele conhece Ranulpho, um paraibano que quer ir para outra cidade tentar trabalho. Cinema, aspirinas e urubus é o relato de Ranulpho sobre essa sua viagem.

Cinema, aspirinas e urubus concorreu a diversos prêmios e recebeu várias indicações em diversos festivais, foi apresentado inclusive no festival de Cannes e teve uma tentativa de concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 2007, apesar de ter sido lançado por aqui em 2005. Tudo isso me deixou muito curioso para conferí-lo assim que uma oportunidade surgisse, e quando o filme já passou no cinema e não conseguo vê-lo a tempo já tá mais que manjado, destino certo a minha lista de filmes à assistir.

O filme se passa no interior nordestino, no sertão “brabo” como poderíamos dizer por aqui, no ano de 1942, onde um alemão, fugindo da segunda guerra mundial em que seu país é o “protagonista“, vai de cidade em cidade vendendo aspirinas. No início do filme ele encontra um fiel companheiro nessa sua jornada, Ranulpho, um nordestino cansado de ser o que é e louco para ir até uma cidade de “verdade” (como o Rio de Janeiro) e arrumar um emprego com carteira assinada.

O filme é bem simples e a jornada é muito bacana. Ele acaba invertendo um pouco as coisas que estamos acostumados a ver, a exemplo de falar mal do nordeste e seus habitantes. Johan (Peter Kenath) está sempre achando tudo maravilhoso, afinal aqui não cai bomba do céu. Já Ranulpho, que é interpretado sensacionalmente pelo ator João Miguel, fala mal demais dos seus conterrâneos. Em um momento o “alemão” ainda pergunta a ele: “Porquê você fala tanto mal assim desse povo, você afinal não é um deles”? Para mim essa é a grande sacada do filme, que foi o primeiro do recifense Marcelo Gomes para os cinemas.

O sistema de venda das aspirinas é bem engenhoso, para a época do filme é claro. Ele para nas cidades e exibe pequenos filmes com um projetor e tela que leva em seu automóvel, o que fascina as pessoas e faz ele vender bastante.

O filme por não ter grandes “reviravoltas” pode parecer um pouco monótono, mas é muito bom e recomendo para quem não tem asco (aprendi esta palavra outro dia hahaha) a filmes que ilustram o nordeste de forma realista. O trabalho das imagens é primoroso e tem vezes que só de olhar o filme parece que você sente aquele calor infernal do sertão nordestino.


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Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)

Direção: Christopher Nolan.
Roteiro: Christopher Nolan e Jonathan Nolan.
Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Maggie Gyllenhaal, Michael Caine.
Ano: 2008.
Gênero: Ação, Aventura, Drama.
Tempo: 158 min.

Sinopse: Batman (Christian Bale) está de volta para lutar na guerra contra o crime em Gotham City. Com a ajuda do Tenente Jim Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman trabalha para destruir de vez o crime organizado na cidade. O trio se mostra eficaz, mas eles logo se vêem como alvos de uma promissora mente criminosa conhecida como Coringa (Heath Ledger), que envolve Gotham em anarquia e força o Cavaleiro das Trevas a ficar próximo de cruzar a tênue linha entre herói e vigilante.

Todos já devem ter lido por ai que O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) é sensacional, pois bem, sou mais um pra lista e digo mais, a melhor adaptação de um super-herói dos quadrinhos para as telonas, superando inclusive o seu antecessor Batman Begins que já é fantástico. Um filme denso, dramático, sombrio e com uma atuação de Heath Ledger como o grande vilão Coringa, que faz parecer que o ator coadjuvante do filme é Christian Bale como o Bruce Wayne/Batman.

Quem vai esperando um ótimo filme e muita aventura e ação vai se surpreender, pois, The Dark Knight é muito além disso. É um filme bastante sombrio, com muito suspense e até poderia dizer assustador, algumas cenas são fortes e de modo algum deixem as crianças assistirem. Heath Ledger já venceu o Oscar, não tenham dúvidas. Ele cria o melhor Coringa de todos os tempos. Anarquista, psicótico, louco, insano e que na verdade não tem nenhuma grande motivação além de simplesmente querer ver “o circo pegar fogo“. Algumas cenas são memoráveis e certamente entrarão para a história do cinema.

O filme por ser um pouco longo deixa bastante tempo para poder desenvolver melhor todos os personagens. Aaron Eckhart - que faz um papel que tem lá algumas semelhanças com o ótimo “Obrigado Por Fumar” - faz um ótimo trabalho como Harvey Dent, que todos chamam de o cavaleiro branco de Gotham City. Junto com Gordon (Gary Oldman) e o próprio Batman eles formam um trio que incomoda bastante os crimonosos da cidade.

Saindo um pouco do lado dos mocinhos, os vilões também são sensacionais. Além do Coringa que está num nível inalcansável, temos o Duas Caras que é simplesmente aterrorizante e muito assustador. Sua motivação foi bastante trabalhada na trama. O filme foi realmente bem recheado de vilões, um exagero de boa qualidade.

Quem tiver ainda a oportunidade de assistir o DVD Batman - O Cavaleiro de Gotham não deixem de conferir. Assim como fizeram com Matrix onde lançaram o DVD Animatrix com algumas pequenas histórias em animação estilo japonês, fizeram também 6 pequenas histórias sobre o universo de Gotham City e do filme do Batman. A diferença está apenas que as histórias de O Cavaleiro de Gotham não estão para “tapar buracos“, servem apenas como um ‘algo a mais‘ para enriquecer a trama. E na minha opnião enriqueceu bastante e, como assisti antes do filme, me deixou ainda mais ansioso.

O filme é perfeito e não tem nada de ruim? De ruim tem sim, aliás de péssimo e irreparável. Depois da morte do ator Heath Ledger como ficará um possível próximo filme? Quem será o vilão? Isso vai ser um trabalho bastante difícil, mas difícil ainda - para não dizer impossível - vai ser fazer um filme melhor que este. Só posso dizer a você que ainda não viu para correr até o cinema e presenciar um dos melhores filmes que já assisti em minha vida. Dizer apenas que vale a pena é menosprezar esta obra-prima. Se prepare para ficar sem ar no cinema.


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