Cinema

Pandorum

 

Pandorum (Suspense, Ficção Científica: 2009/2010 – 108 min)

Dirigido por Christian Alvart com roteiro de Travis Milloye  Christian Alvart. Estrelando: Dennis Quaid, Ben Foster, Cam Gigandet, Antje Traue, Cung Le, Eddie Rouse e Norman Reedus.

A ficção científica de suspense ou terror esteve um pouco abandonada nos últimos anos. Desde “Alien – O Oitavo Passageiro” que pouca coisa digna de nota foi lançada. E é justamente no melhor estilo “Alien” que “Pandorum” começa, com uma atmosfera de cenas muito tensas e competentes. A parte ruim de tudo isso é a forma lamentável que o filme termina.

A trama segue a história de dois membros da tripulação de uma imensa nave espacial que despertam de um ‘hipersono’ sem lembranças do que estão fazendo ali. Não demora muito e eles descobrem que não estão sozinhos, estranhas criaturas parecem caçar as raras pessoas que ainda estão na nave. Em meio a luta pela sobrevivência, eles precisam ainda arrumar uma forma de reativar a energia da nave para chegarem ao seu destino, o planeta Tanis, novo destino dos humanos já que a terra está nas últimas.

A grande sacada do filme, pelo menos do início dele, é a tensão que ele proporciona. Com cenas escuras e cortes rápidos, conseguiram criar um atmosfera e uma linha narrativa bem interessante, ainda que não seja nenhuma novidade. Parte disso se deve as atuações bastante convicentes de Ben Foster (30 Dias de Noite) e Denis Quaid.

O grande problema de “Pandorum” fica mesmo com algumas passagens desnecessárias e, principalmente, o seu desfecho “eu quero ser” “Sunshine – Alerta Solar“. Ao sair da atmosfera simples mas bastante eficiente do início do filme, o diretor Christian Alvart acabou por querer colocar as mãos onde não conseguia alcançar, e o que ele conseguiu mesmocom isso foi estragar uma obra promissora.

O resultado de um ótimo início com um desfecho  decepcionante – me explique aquelas cenas de computação gráfica terríveis que vemos no final – só podia mesmo dar num filme regular, infelizmente. Longe de ser uma obra ruim a ser desprezada, eu diria que Pandorum é um filme quase bom, faltou apenas “viajarem” menos.

Simplesmente Complicado (It’s Complicated)

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Simplesmente Complicado (It’s Complicated, 2009 – Romance, Comédia: 120 min)

Direção e roteiro por Nancy Meyers Estrelando: Meryl Streep, Alec Baldwin, Steve Martin, John Krasinski, Lake Bell, Hunter Parrish, Zoe Kazan e Caitlin Fitzgerald.

De todos os gêneros de filmes, o mais manjado, sem dúvida alguma, é o de romance (ou comédia romântica). E num filão do cinema que já tem o seu público bem definido, Nancy Meyers conseguiu imprimir um estilo de trabalho que, por sua vez, tem também o seu público cativo. Numa carreira que se baseou em obras que mostram o amor na meia idade (excetuando ai trabalhos como “O Amor não Tira Férias”), “Simplesmente Complicado” segue esta mesma linha e se mostra um bom entretenimento.

A trama segue a história de Jane (Meryl Streep, Dúvida, Mamma Mia!) que após dez anos de divorciada com seu ex-marido Jake (Alec Baldwin, Amigos ,Amigos, Mulheres à Parte) está com a vida (segundo ela) bem resolvida. Na festa de formatura de seu filho os dois acabam se envolvendo e começando um caso (ele agora está casado com uma mulher bem mais jovem). Não bastasse a estranha situação Jane ainda, no meio de tantas dúvidas, começa a se interessar pelo seu arquiteto (Steve Martin, A Pantera Cor de Rosa), um sentimento que é bastante recíproco.

Na mesma ‘pegada’ de outros filmes seus como “Alguém tem que Ceder”, Nancy Meyers não foge nem um pouco de seu estilo, ou seja, algumas situações dramáticas acabam se estendendo um pouco mais do que mereciam. O que conta a favor dela é que o elenco está afiadíssimo e, mesmo tendo algumas piadas já exibidas no trailer, o filme reserva momentos hilários e divertidíssimos.

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Só para variar um pouco, Meryl Streep está muito bem em seu papel, convence em todos os momentos que atua. Ao seu lado temos um impagável Alec Baldwin, com seus trejeitos e caras de cafajeste e ainda Steve Martin, fugindo um pouco de seus trabalhos espalhafatosos e fazendo um personagem muito carismático. Mas a grata surpresa fica com John Krasinski (que participa do engraçadíssimo seriado “The Office”) e seu tempo (timing) perfeito para a comédia.

Se você é daqueles que se estremece todo quando é o dia de seu par escolher o filme e já teme por “qualquer porra do amor”, torça com todas as forças para que ela (ou ele quem sabe) escolha “Simplesmente Complicado”. Não tem nada de outro mundo, entretanto, é uma boa pedida para pessoas que querem apenas assistir algo simples e divertido no cinema, e convenhamos, você já viu algum filme ruim com a Meryl Streep?

Como funciona o Cinema 3D?

Num momento onde todo mundo quer faturar com filmes em 3D, onde cada dia mais filmes nesse formato são anunciados, e principalmente após a revolução tecnológica que Avatar proporcionou a todos, muitas pessoas ficam se perguntando: E como é que tudo isso funciona? Como fazer uma obra para os cinemas em 3D?

Fiz um apanhado em diversos sites e vou tentar explicar de uma forma que todo mundo entenda, portanto, se você sempre foi curioso neste assunto, é só ler abaixo:

Como e quando tudo surgiu?

Para quem acha que a tecnologia é algo recente saiba que ela foi criada ainda no século XIX e teve um grande “boom” no cinema no ano de 1950. Claro que hoje em dia tudo está mais incrível e impressionante do que nos tempos de outrora.

O meu primeiro contato com o 3D foi quando eu era criança ainda, não lembro bem o ano mas deve ter sido no iniciozinho da década de 90, quando um circo (literalmente falando) foi montado no estacionamento do Shopping Iguatemi aqui em Salvador, e a gente pegava aqueles óculos lindos de papelão com uma lente azul e outra vermelha (combinação de cores horrível), para ver imagens aleatórias. Não era bem um filme, mas um vídeo com cenas para ficar jogando coisas em nossa direção, tinha de madeira para fechar portões antigos até enxame de abelhas.

 

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Os lindos óculos de papelão

 

Qual é o truque para vermos tudo em 3D?

Saibam meus caros que tudo não passa mesmo de uma ilusão em sua mente, afinal qualquer representação gráfica (as imagens de um filme por exemplo) é essencialmente um objeto em duas dimensões (2D). O processo de criação de imagens em 3D nas telas nos faz ver a terceira dimensão, ou como gostam de falar a “profundidade” da coisa (lá ele).

Na verdade o que ocorre para tal feito é um processo semelhante ao que ocorre em nossa visão. São usadas duas câmeras para a filmagem, grudadas uma na outra. O próximo passo é utilizar também dois projetores para jogar a imagem na telona. O terceiro e último passo quem é o responsável são os óculos (os da nova geração são aqueles ‘escuros’), que possui filtros que impedem o olho esquerdo de ver algumas imagens e da mesma maneira o direito de ver outras. A fusão das duas ilusões criadas por estes óculos nos faz ver tudo com a tal profundidade.

As atualizações foram acontecendo meio que na ‘surdina’ e o cinema 3D ficou um pouco “apagado”, tirando raros filmes que ocorriam na década de 90 até a pouco tempo, quase não se ouvia mais falar na tecnologia. Agora ela vem com força total e parece ser um novo impulso cinematográfico e, aliado às salas IMAX com suas telas gigantescas, promete tirar o espectador de casa, fazê-lo parar de baixar filme e conferir a imersão em sua totalidade pagando ingresso. Ponto para indústria dos cinemas.

 

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Imagem do JovemNerd

 

Quem tem problema de visão como faz?

Para quem usa óculos com graus consideráveis é preciso usar o seu óculos de grau por baixo dos óculos 3D, que já são feitos em um formato grande o suficiente para acomodar outro óculos de grau por baixo. Se você não fizer isto não conseguirá visualizar as imagens em profundidade.

Para quem tem problemas mais sérios como por exemplo praticamente não enxergar com um dos olhos, daí fica complicado realmente, tudo isso devido ao jogo de ilusão de ótica que os filtros das lentes 3D fazem com cada olho em separado.

E existe ainda as pessoas que tem visão sensível demais, como foi o caso do homem que morreu após assistir Avatar. Para algumas pessoas o visual exige um pouco demais do cérebro e pode trazer problemas desde simples náuseas até a morte como foi o caso da pessoa que citei.

Óculos reutilizáveis, isso pode me afetar em que?

Para quem não sabe, ao receber os óculos bonitinhos no plástico você está recebendo um objeto que já foi utilizado, limpo e entregue novamente. Tem pessoas que já reclamaram de recebê-los sujos (um conhecido próximo me falou isso). O que você deve fazer neste caso é reclamar e solicitar um novo óculos, afinal um óculos sujo pode não só atrapalhar a visualização do filme como também lhe deixar alguma doença de bônus.

As redes informam que os óculos são sempre higienizados, mas não custa nada você sempre conferir e ao invés de simplesmente limpar na camisa e mandar bala solicitar a substituição, você paga caro por isso também.

 

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Imagem do Gizmodo Brasil

 

3D em nossa casa

Como não poderia deixar de ser a tecnologia já está chegando em nossas casas, nossas eu digo no modo figurativo, uma vez que até eu conseguir colocar uma Tv com essa tecnologia em casa deve demorar um bom tempo.

A Sony já anunciou que vai fazer com a que a tecnologia de filmes em 3d seja possível através do PS3, para tal, bastará que o proprietário do console faça uma atualização no videogame. Não só a Sony, mas também a Samsung e Panasonic estão criando e lançando Tvs com esta tecnologia.

Qual o próximo passo?

O próximo passo da tecnologia é mesmo chegar em nossas casas através das Tvs de última geração como visto no tópico anterior. Outra vertente é a melhora nos efeitos visuais e nas técnicas para se criar filmes em 3d, tudo isso devido à revolução que Avatar trouxe para o cinema.

E é partir de James Cameron e Pandora, que muitos filmes estão tendo um forte apelo a serem filmados em 3D. Tem alguns que usam a técnica “armengue” também, depois de filmados normalmente, utiliza-se um processo de edição que acaba fazendo uma espécie de 3D, é lógico que filmando desde o início com as câmeras preparadas fica melhor.

 

Fontes: Msn Tecnologia, Virgula.

Idas e Vindas do Amor (Valentine´s Day)

Idas e Vindas do Amor (Valentine’s Day, 2010 – Romance, Comédia: 125 min)

Dirigido por Gary Marshall com roteiro por Katherine Fugate. Estrelando: Ashton Kutcher, Jennifer Garner, Julia Roberts, Anne Hathaway, Jamie Foxx, Jessica Alba, Jessica Biel, Bradley Cooper, Patrick Dempsey, Topher Grace, Queen Latifah, Taylor Swift, Taylor Lautner.

 

Se eu tivesse um dia o trabalho de enumerar todos os clichês que estou saturado de ver em romances, bastaria desta “obra” (naquele sentido que você imaginou agora) de Gary MarshallIdas e Vindas do Amor (Valentine´s Day)”. E nem mesmo o grande elenco contando com estrelas consagradas consegue salvar este, que para mim até aqui, foi o pior filme que vi este ano.

A trama segue diversas histórias paralelas onde elas acabam se cruzando de uma forma ou de outra, mostrando pessoas enfrentando contratempos e desencontros amorosos em suas vidas bem no dia dos namorados, que em grande parte do mundo é no dia 14 de fevereiro, o dia de São Valentim ou ‘Valentine´s Day’.

No que parece ser uma cópia barata e mal feita do filme “Simplesmente Amor”, hollywood demonstra que ainda não se cansou de sua infalível fórmula de sucesso para comédias românticas. Entre tantos arcos imbecis e manjados, eu destacaria apenas o de Julia Roberts (Duplicidade) com Bradley Cooper (Se Beber Não Case) no avião, por ter um desfecho um pouco fora do esperado e também o com a linda Anne Hathaway (Agente 86), que consegue arrancar alguns risos e divertir um pouco.

Entre tantos momentos de vergonha alheia e falta de inspiração e criatividade – como a do menininho “maduro” sofrendo por estar apaixonado, quem nunca viu isso por favor – não sobra quase nada de bom em “Idas e Vindas do Amor”. Claro, se você é daqueles que não se cansa em ver as mesmas historinhas de romance que saem todos os dias nos cinemas, este filme é um prato cheio, já que são 200 historinhas manjadas em um filme só.

E sabe o que me deixa mais triste em tudo isso? Saber que, quando eu dou uma de bom namorado e aceito ver uma produção como esta, tenho uma parcela de culpa e contribuo (ainda que numa porcentagem irrisória) com este tipo de filme. Afinal, estou no meio daqueles que pagaram para ver isto no cinema.

Mesmo que a gente saiba o que esperar de produções deste gênero, o mínimo que se pede é que o caminho até o final (no melhor estilo novela da Globo) seja ao menos divertido e não tortuoso e desesperador. Que me desculpem os amantes de romances, mas a única coisa boa que consigo ver neste filme é que ele já está me ajudando a montar a lista dos piores de 2010. Agora só faltam mais nove!