Cinema
Ninja Assassino (Ninja Assassin)
Mar 16th


Ninja Assassino (Ninja Assassin, Ação: 2009 – 99 min)
Dirigido por James McTeigue com roteiro por Matthew Sand e J. Michael Straczynski. Estrelando: Rain, Naomie Harris, Ben Miles, Rick Yune Sho Kosugi.
Tem vezes que eu me deparo numa disputa dentro da minha própria mente, vasculhando e tentando encontrar motivos para certos filmes que me dá na telha de assistir. Bastou eu ver os trailers de “Ninja Assassino”, e todas aquelas cenas tresloucadas de pancadaria, para que algo ativasse em meu cérebro aquela vontade juvenil (adormecida a anos e anos) de ver um “filme de luta”. E foi assim que encarei esta obra que tinha produção dos irmãos Wachowsky (os responsáveis pela trilogia Matrix e pelo filme Speed Racer) e ainda dirigida por James McTeigue que fez o sensacional V de Vingança.
E foi por apostar que caras com um pouco de prestígio fossem trazer alguma coisa além de cenas bem coreografadas de luta e ação, que acabei me dando mal e perdendo meu tempo. Pode parecer chatisse minha, mas eu sinceramente não me incomodo tanto com filmes recheados de cenas clichês ou situações inverossímeis, problema para mim é quando tratam o espectador como idiota.
A trama é apenas mais uma história de vingança, onde um garoto conhecido como Raizo (interpretado pelo astro/cantor pop coreano Rain) é criado para se tornar um ninja assassino por um clã secreto chamado Ozunu. Raizo se enfurece e busca vingar a morte de uma garota do clã a qual ele gostava, executada a mandato de seu mestre após uma tentativa de fuga.

O melhor, aliás, a única coisa que se salva mesmo no filme são as cenas de ação, executadas com maestria por um grupo de dublês que trabalhou em filmes como 300, Trilogias Bourne e Matrix, Watchmen, dentre outros. Tirando isso, não sobraria nada além de uma cópia fiel daqueles American Ninja que passavam na tv aberta todo final de semana tempos atrás. Se você vai ao cinema a procura de diversão apenas pelas cenas de luta que viu no trailer, vá sem medo que as chances de você gostar são até razoáveis.
Tirando estas excelentes cenas de ação com direito a membros, cabeças e muito sangue voando para tudo quanto é lado, não sobra nada digno de nota em Ninja Assassino. Numa obra tão sanguinolenta com censura de 18 anos porque ter cenas de romance tão piegas, forçadas e sem nenhuma química? Sem contar no desfecho lamentável, onde surge um flashback (o filme tem mais flashbacks do que toda a série Lost) para explicar uma lembrança extramamente óbvia, simplesmente ridículo.

O que resta do filme tirando as lutas é todo ruim. O elenco faz a sua parte num show de sofríveis atuações, o único que se salva é o chefão do clã interpretado por Sho Kosugi. O roteiro por sua vez tem tantos furos que parece ter sido atacado por uma chuva de shurikens. Acredite em mim quando eu digo que é com grande pesar que tenho que classificar este filme como ruim. Se fosse feito um video com todas as lutas eu acharia excelente, mas juntar belas coreografias e visuais técnicos impressionantes amarrarados de qualquer jeito amigos, isso não pode ser considerado cinema.
Morre Corey Haim – Ídolo adolescente da década de 80!
Mar 10th
oi encontrado morto na madrugada de hoje (10 de março de 2010) o corpo de ator ídolo dos anos 80 Corey Haim. A causa da morte ainda não foi informada, mas parece ter sido provocada por um derrame induzido por uma overdose.

Corey ontem e ‘hoje’ (RIP)
Após os grandes sucessos Garotos Perdidos e Sem Licença para Dirigir (com seu grande parceiro da época Corey Feldman), a carreira de Haim vinha numa decadência incrível. Dos seus trabalhos recentes talvez o maior destaque tenha sido a participação em Adrenalina 2.
Ele vinha frequentando, na verdade fugindo mais do que frenquentando, alguns centros de reabilitações. Chegou a fazer uma série com Corey Feldman intitulada “The Coreys“, mas que não teve muito sucesso, nem mesmo seu companheiro de filmes da década de 80 o suportava mais.
Segue a lista de alguns trabalhos ao longo de sua carreira (com links em destaque para os comentados aqui no Porra, Man!):
- 1984 – Quando se Perde a Ilusão
- 1985 – A Hora do Lobisomem
- 1985 – O Romance de Murphy
- 1987 – Os Garotos Perdidos
- 1988 – Sem Licença Para Dirigir
- 1988 – Watchers
- 1993 – Anything for Love
- 1997 – Busted
- 1998 – Merlin
- 2008 – Os Garotos Perdidos 2
- 2009 – Adrenalina 2
- 2010 – The Dead Sea (sem terminar)
- 2010/11 – Garotos Perdidos 3 (estava em negociações)

Jamison Newlander, Corey Haim e Corey Feldman no filme Garotos perdidos (Lost Boys) em 1987
E o destino se mostra cruel com mais um ator que era promissor e acabou se perdendo com o passar do tempo. Fica aqui registrado o meu lamento.
Sem Licença para Dirigir 2
O Judão informou em um post (confira na íntegra) que os dois estavam tentando negociar uma sequência para Sem Licença para Dirigir. Segundo ele na verdade os estúdios abandonaram os dois a mais de 10 anos quando não quiseram lhe dar mais filmes e papéis interessantes para fazer, pois julgava que o tempo deles já havia passado.
Fontes: Comming Soon, TMZ e Terra.
[Contos de Cinema] – Nada acontece em Elizabethtown
Mar 9th
Todo mundo tem alguma história engraçada ou curiosa que já viveu nos cinemas, e foi por isso que resolvi criar esse editorial no blog, que era (agora todos os editoriais estão seguindo uma periodicidade digna aqui no Porra, Man!) um dos mais abandonados.
Por enquanto estou contando causos e contos de cinema que aconteceram comigo, mas é sempre oportuno lembrar que quem quiser enviar alguma história é só entrar em contato que publico e coloco as apresentações, links e o que mais “quiseres”.

Nada Acontece em Elizabethtown
No ano de 2005 d.C. fui ao cinema com a primeira dama conferir “Tudo Acontece em Elizabethtown”, filme que contava com as participações de Orlando Bloom (o Legolas de Senhor Dos Anéis) e Kirsten Dunst (a Mary Jane do Homem Aranha) sem contar que era dirigido por Cameron Crowe, sujeito que me fez ir ao delírio com “Quase Famosos (Almost Famous)”, grande obra que figurou inclusive em meu Top 20 Melhores da Década (passada é claro).
A trama fala sobre um sujeito (Orlando Bloom) que criou um tênis em formato de arraia que gerou um prejuízo de 1 bilhão de dólares para a empresa. Seu chefe (Alec Baldwin, Simplesmente Complicado) não pensa nem duas vezes e demite o rapaz. No meio disso tudo ele acaba recebendo a notícia que seu pai, que não via a tempos, faleceu. Ele então vai até a cidade que seu pai vivia, reencontra familiares e também conhece uma aeromoça (Kirsten Dunst, Um Louco Apaixonado) que mexe com ele.
Paradoxalmente, o título nacional para mim não fazia nenhum sentido, porque mesmo com tantas tramas paralelas a sensação que eu tinha era que nada acontecia (pelo menos nada de interessante).
A minha experiência neste dia foi dolorosa, o filme se arrastava sem nenhum atrativo e eu já não agüentava mais a muito tempo, até que tomei a decisão de sair da sala. Raramente faço isso (fiz com “O Magnata”), mas, neste dia eu senti que tava merecendo. E o mais engraçado é que não fui o único a ir embora.
Lembro que Ramon na época pegou um ar incrível quando eu disse isso, se referindo que saí bem na melhor parte quando a banda toca e tudo pega fogo. Para mim aquilo mais parecia filme de gente metida a indie maduro que fica vendo subjetividades e metáforas em tudo.

4 Anos Depois, Tudo Acontece em Elizabethtown
Certo dia no canal Telecine liguei e estava passando justamente o filme que tanto odiei na época, e incrivelmente estava próximo da parte que tinha saído, resolvi então continuar. Com tanta gente recomendando talvez o final fizesse algum sentido.
Para minha grata surpresa o filme realmente acontece um pouco depois de onde tinha parado, e é justamente quando Drew pega a urna com as cinzas de seu pai e faz uma viagem que Claire preparou para ele, nos mínimos detalhes. Ele vai trilhando esse caminho e espalhando as cinzas do pai por diversos lugares interessantes. As partes que ele “conversa com seu pai” também são muito legais.
Ficou a lição, até mesmo filmes merecem uma segunda chance. E “Elizabethtown” figuraria em minha lista de grandes obras caso cortassem os dois terços iniciais do longa e reduzissem ele a uns 15 minutos, não faria falta e se tornaria uma excelente obra.
Além de uma bonita lição, “Tudo Acontece em Elizabethtown” deixa uma trilha sonora muito boa que vale a pena ser ouvida.
O Oscar 2010 acaba fazendo justiça
Mar 8th
Depois da 82º premiação do Oscar a sensação que eu tive foi de justiça, pelo menos no que se refere aos principais prêmios e a disputa que Avatar travou com Guerra ao Terror. E a ex de James Cameron, Kathryn Bigelow, não lhe deixou nem o prêmio de melhor direção.
Guerra ao Terror acabou levando 6 estatuetas, entre elas a de melhor filme, melhor direção e roteiro original. Avatar acabou levando 3 prêmios técnicos, o que foi bastante coerente.
E dos palpites que fiz para os vencedores do Oscar 2010 (confira), acabei acertando mais do que errando. Das categorias que apostei (não foram todas) tive 12 acertos e 11 erros. Não foi lá uma média muito boa, mas tá valendo.
Para saber mais tenho dois links para vocês acessarem:
- Resultado dos meus Palpites para os Vencedores do Oscar 2010
- Lista somente com os vencedores no Omelete.

