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Tully

Direção: Hilary Birmingham.
Roteiro: Hilary Birmingham, Matt Drake adaptando história de Tom McNeal.
Elenco: Glenn Fitzgerald, Anson Mount, Bob Burrus, Julianne Nicholson, Laura Walker, Joe Smalley, Tim Driscoll.
Ano: 2000.
Gênero: Drama.
Tempo: 102 min.

Sinopse: Tully Coates Jr. leva uma vida “agitada” com as mulheres, consiguindo sempre uma ‘companheira’ a cada dia. Já seu irmão é um rapaz mais pacato e leva uma vida simples. Tully Coates Sr., cuida de seus filhos com muito trabalho e tudo caminha bem, até que um dia ele recebe um aviso que sua ex-mulher deixou uma grande dívida que pode lhe custar a fazenda.

Faz muito tempo que decidi começar uma nova categoria aqui no blog para os filmes “cult“. Confesso que taxar algum filme como ‘cult‘ é demais para o meu conhecimento, entretanto, vou levando em consideração essas classificações a partir das emissoras que passam os filmes e o classificam como tal - a exemplo do Telecine Cult - ou ainda das distribuidoras e crítica. Tully foi um dos muitos filmes que assisti no meu grande “hiato” de acesso a internet, que agradeço em especial ao serviço da Oi/Telemar.

Tully é um filme simpes mas com uma história muito bonita. Lançado em 2000 recebeu diversos prêmios (alguns de festivais independentes) e foi um filme bem aceito pelo crítica. Eu gostei, mas achei o filme meio lento, devagar. No final a história não tem nada de espetacular, mesmo assim é um bom filme. A maioria do elenco trabalhou (e alguns ainda trabalham) bastante em série televisas, sendo que o Anson Mount chegou a participar do primeiro episódio da segunda temporada de Lost, “Man of Science, Man of Faith“.

Tully Coates Jr é um rapaz que faz muito sucesso com as mulheres, tem uma boa aparência e utiliza isso para passar cada dia/noite com uma mulher diferente. Enquanto seu irmão Earl Coates é uma pessoa mais pacata e que leva a vida cuidando de seu bezerro para tentar vencer uma competição. Seu pai, o velho e bom Tully Coates, tenta com muito trabalho salvar a fazenda depois de receber uma notícia que sua ex-mulher, mesmo morta, deixou uma grande dívida, o que pode levar toda sua terra.

No meio de tudo isso aparece Ella, e que “mexe” um pouco com o Coates Jr., mas claro ela se preocupa e fica receosa se deve ou não se envolver com ele, afinal, ela não quer ser apenas mais uma em sua vida. Tully se passa no interior dos Estados Unidos e tem todo aquele clima de filme ‘antigo’ de fazenda americana. O filme vai caminhando, as coisas vão acontecendo vagarosamente e no fim eu esperava algo mais do que o que foi mostrado.

No geral um bom filme, talvez eu tenha deixado algo passar sem perceber, sei lá. O que gostei mesmo foi da bela história de família que Tully Coates tem com seus filhos, os criando sozinho e com muito trabalho. A jornada de Coates Jr e seu irmão Earl também tem difíceis reviravoltas e surpresas.

Quem tiver a oportunidade de assistí-lo, e gostar de dramas “familiares” e belas histórias de “vida“, pode assistir que vai gostar. Pra quem prefere filmes mais ágeis e surpreendentes não é uma boa pedida. Como este filme é considerado “Cult“, talvez seja um pouco difícil de encontrá-lo, mas sinceramente, não vale tanto assim a procura.


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Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes)
Direção: Jon Avnet
Roteiro: Fannie Flagg, Carol Sobieski
Elenco: Kathy Bates, Mary Stuart Masterson, Mary-Louise Parker,Jessica Tandy
Gênero: Drama
Tempo: 130 min

Sinopse: Evelyn Couch está tendo problemas em seu casamento e tenta solucioná-lo de diversas formas, entretanto, ninguém a leva a sério. Um dia visitando uma parente no hospital ela acaba conhecendo Ninny Threadgoode, uma senhora que conta a ela a história de Idgie Threadgoode, uma jovem dos anos 20 do Alabama que era uma grande amiga. Enquanto vai ouvindo as histórias sobre Idgie, Evelyn vai se inspirando para melhorar seu casamento e aprendendo mais sobre a vida.

Vou iniciar uma nova categoria aqui no blog, o “Cine Cult”. Dedicado a momentos em que eu vou tentar me tornar uma pessoa mais “madura” assistindo filmes considerados Cults.

Se os críticos torcem o nariz para aqueles filmes comerciais que geralmente adoramos, também torcemos o nariz para os filmes titulados como “Cult“. Acaba que que todo mundo tem sua parcela de razão e de erro.

Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes), que agora se chama “Tomates Verdes E Fritos” (não sei porquê a mudança), é um filme que a ‘grosso modo’ pode ser dito como filme para mulheres, entretanto, acabei vendo no Telecine Cult no mês passado, muito mais pelo seu nome estranho do que pela história ou atores. Já tinha ouvido falar nele a tempos atrás (o filme é de 1991), mas nunca procurei saber da sua história, afinal, seu nome já é curioso o bastante.

A trama é sobre uma dona de casa insatisfeita com o seu casamento. Ela tenta arrumar diversas formas para ‘apimentar‘ e melhorar seu relacionamento com o marido, o qual, anda muito relapso e só pensa em ver esportes na tv e tomar sua cervejinha, o típico esquema marido e mulher casual que se conhece mundo a fora.

Certo dia, Evelyn Crouch conhece uma senhora de idade e logo fazem amizade. Ela então começa a contar uma história sobre uma grande amiga que conheceu no passado. São justamente nesses momentos, quando o filme volta ao passado e nos mostra a tal história que ele fica bom.

Apesar de ser um filme mais indicado para o público feminino, o resultado final é um bom filme. A história acaba sendo uma daquelas previsíveis e muito bonita, sobre uma amizade intensa entre duas mulheres (beirando muito um amor incondicional). O tema do racismo também é abordado, já que a história que a senhora conta é sobre uma jovem de 1920 que vivia no Alabama e que tinha muito amizade com os negros, o que naquela época era algo muito anormal.

Caso você tenha a oportunidade de assistí-lo na tv acho que vale a pena, não sei se ele é tão bom ao ponto de você ir numa locadora para vê-lo.

Imagino que esteja querendo saber porquê o nome do filme não? É sobre um prato servido na lanchone que Idge (a tal amiga da história que a senhora conta durante o filme) trabalhava, que era justamente tomates verdes fritos. Deve ser uma delícia ein?

Claro que devem ter metáforas mil com o nome do filme, ou nas cenas e tudo mais, só que eu estou verde tal qual os tomates do título do filme nesse quesito, quando ver mais cults como este e me tornar uma pessoa madura eu vou compreender todos e passar para vocês :D


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