Marcio Melo
Marcio Melo é analista de sistemas e fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema (e séries) de forma descomplicada e fácil de entender. Com muito sangue nerd fervilhando em suas veias hipertensas, ainda arruma tempo para tuitar e disseminar a cultura dos bablos pelo mundo.
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Posts by Marcio Melo
A 7º Temporada de 24 Horas
Sep 2nd
Como uma pessoa que se diz fã de Jack Bauer, comentar com séculos de atraso a sétima temporada da série que já chegou ao fim desde maio deste ano é algo bastante errado, eu sei. Por isso serei breve nos comentários e não tardará muito comentarei também sobre a oitava e última temporada desta que é uma das melhores séries televisivas já produzidas.
A demora em continuar acompanhando a série se deu por causa da 6º temporada, que começou muito bem mas o ‘arco final’ foi totalmente desinteressante em minha opinião. Saímos de problemas maiores para questões familiares e toda aquela história de papai Bauer não prendeu a minha atenção. Fora isso me faltava realmente tempo para colocar 24 horas em minha grade de programação diária.
O grande trunfo desta sétima temporada é sem dúvidas o retorno de Tony Almeida. A entrada de seu personagem “ressuscitado” trouxe importantes ganchos, afinal, nunca se sabe ao certo (pelo menos até o desfecho) de qual lado ele realmente está.
O filme de 2 horas (Redemption) que serviu como prelúdio teve suas consequências bem estruturadas no arco inicial. E o melhor de 24 horas é isso, os problemas mudam e quando algo é resolvido sempre tem outra coisa por trás (lá ele). Sem contar que raros são os personagens com atitudes definidas e destinos certos, aquela coisa de “ah esses não irão morrer nunca” não existe.
No lugar da CTU tivemos o FBI. A agente Renee Walker entrou muito bem na série e teve importante participação até o final. Com o passar do tempo ela acaba sendo moldada por Jack e, por pouco, não pirou tal qual o agente mais compatriota que os Estados Unidos já tiveram. Bauer ganha até pro Capitão América, na moral.
O resultado final é que a penúltima temporada da série fechou tudo com chave de ouro, o lance do vírus a que Jack foi exposto causou muita tensão. E claro, ver novamente toda a beleza de Kim Bauer foi mais do que reconfortante.
Não devo demorar tanto para terminar a oitava temporada que, de antemão, posso afirmar que estou gostando ainda mais. Como já diria um grande amigo meu: “Jack Bauer uoooooooohhhhhhhhhhh”!
[True Blood] – Fresh Blood (S03E11)
Aug 31st
Antes de comentar sobre este que foi o 11º episódio desta 3º temporada de True Blood, deixa eu lhe fazer uma pergunta: Está preparado para esperar até o dia 12 de setembro para ‘season finale’ da série? Sim, já estamos perto do fim e esse pequeno hiato vai ser difícil.
Fresh Blood – Temporada 3, Episódio 11
Mais um episódio cheio de nuances mas com índice de empolgação não tão alto. Novamente, como foi a tônica desta terceira temporada, Eric toma as rédeas como personagem principal, ainda que Russell continue sensacional mesmo estando trilouco. Ele não larga por nada a jarra com os restos de seu amado Talbot, impagável.
Antes de adentrar na parte ‘séria’ deste 11º episódio alguém me explica essa história de Sam Merlotte dar a louca e sair mandando todo mundo pra aquele lugar? Descarregou em seus amigos, seu irmão e funcionários. Toda aquela revelação do seu passado foi suficiente para isso? Não sei, ainda que seja bom alguns personagens darem uma mudada eu gostava mais do Sam ‘bom menino’.
E pela enésima vez peço encarecidamente, alguém dê um fim em Tara. Se eu tivesse que escalar um top 10 com os personagens mais chatos e insuportáveis de seriados ela, sem dúvidas, estaria encabeçando a lista. Até mesmo na cena de sexo com Sam ela estava de sutiã, nem para ficar nua ela se sente à vontade, nem pra isso ela presta.
Na parte ‘fofuxa’ vimos Jessica e Hoyt se acertando de vez. Dizer para uma vampira linda com ela “me beba”, quem curtiria? O problema é que sua mãe deu as caras novamente e parece que já tem um plano para dar um fim nessa história dos dois. A importância para o andamento da série é mínima eu sei, mas tendo Jéssica no meio tá tudo certo.
Lafayette e Jesus depois do uso do V acabaram se desentendendo. O pobre Lafayette continua tendo efeitos colaterais e alucinações assustadoras. Confesso que aquela com seu parceiro me fez pular da cadeira. Só que, sinceramente, a não ser que algo muito interessante surja daí (o que não acredito) eu já cansei. Lafayette era melhor quando era apenas a porra louca de True Blood, tá muito ‘docinho’ agora.
Sookie e Bill no momento “sonho de uma noite de verão” no carro foi bonito e entediante ao mesmo tempo, não sei como dois personagens principais conseguiram se desgastar tanto a ponto de colocar Eric como o mais carismático desta terceira temporada.
Como eu previ nos comentários dos episódios anteriores, a loucura de Russell o cegou e vai mesmo decretar o seu fim. Só espero que tenha uma boa saída para não deixar que Eric se sacrifique para finalmente ter a sua tão sonhada e milenar vingança.
Um episódio que deixou as portas abertas para um desfecho que tem tudo para ser, pelo menos, melhor do que o da segunda temporada.
Próximo Episódio
Como informei no início do post o próximo episódio será o último, com um tempo estendido finalmente veremos como tudo terminará e também descobriremos um pouco do que nos aguarda para a 4º temporada. A HBO publicou um trailer no youtube, dê um saque:
Vai ao ar lá fora no dia 12 de setembro e se chamará Evil is Going On. Calma pessoas, são apenas 2 semaninhas, a gente supera isso!
Karate Kid (2010)
Aug 30th
Karate Kid (Ação, Drama, 2010 – 140 min)
Direção por Harald Zwart com roteiro de Christopher Murphey. Estrelando: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han, Rongguang Yu, Zhensu Wu, Zhiheng Wang, Jared Minns, Shijia Lü.
Estava extremamente preocupado e desgostoso com essa história de reviver um dos maiores clássicos do cinema que foi “Karate Kid” com Jackie Chan e Jaden Smith. Mas se tem uma coisa que eu não tenho vergonha e nem receio é de reconhecer quando um trabalho é bem feito e, realmente, a nova “versão” têm seus méritos e consegue divertir sem ofender muito o filme original de 1984.
Na trama conhecemos Dre Parker (Jaden Smith) um garoto que se muda com a mãe para a china, lá ele acaba sendo alvo de uns valentões locais dos quais constantemente toma porrada. Ele então conhece um sujeito (Jackie Chan) disposto a ensiná-lo a lutar para um torneio com métodos digamos “diferenciados”.
Troque a cidade e inclua Daniel ‘San’ Larusso e Sr. Miyagi no lugar do jovem Dre e do zelador Sr. Han, mude a arte marcial de Kung Fu para Karatê e veremos que trata-se da mesma coisa, ou seja, a essência é idêntica. Aliás, essa história de manter Karatê no título de um filme que mostra Kung Fu é forçar a barra demais.
O que mais me preocupava de fato era ver Jackie Chan destruindo o inesquecível e icônico personagem de Pat Morita. Apesar de “no frigir dos ovos” (outra expressão que sempre quis utilizar) caber a Chan o mesmo papel, o de instrutor com métodos não muito convencionais, ele não procura ser (e de fato não é) o Sr. Miyagi e isso contribui muito.
Já Jaden Smith mostra que tem muito do sangue de seu pai (Will Smith) nas veias. Ele consegue ser engraçado e mostrar desenvoltura nas cenas de forma impressionante. Muita gente (me coloque neste bolo) torceu o nariz para o garoto mas ele não decepciona. Na ala feminina temos Taraji P. Henson (a mãe de Dre) e Wenwen Han (a chinesinha interesse romântico do menino) fazendo bons papéis também.
O namorico do jovem Dre com a simpática chinesinha (apesar daquela cabeça grande não sei como mas arrumaram uma chinesa muito bonitinha) é mais trabalhado aqui, assim como suas motivações e persistência nos treinamentos. Isso tudo acarreta numa duração mais alongada do que o original. O problema é que acabou dando menos ênfase e importância ao torneio, que foi melhor trabalhado no filme de 1984.
Se você for um daqueles ranzinzas que nunca dão o braço a torcer ou ainda daqueles que acredita que os filmes clássicos são os únicos que valem a pena serem assistidos e todas novas produções são apenas lixos mercadológicos atuais, não terá como gostar do novo “Karate Kid”. Fui ao cinema, tinha sérias restrições a respeito deste ‘remake’ mas fui surpreendido com um belo trabalho, divertido e engraçado na medida certa, com uma trilha sonora excelente e boas atuações.
Abra seu coração e vá ao cinema sem medo de se divertir com um trabalho que nada mais é que uma nova roupagem, atualizada e bem produzida, de um clássico que pode ser apresentado para essa garotada que não nasceu em nossa época. Mesmo sabendo que o original tem seu lugar guardado dentro do meu peito, reconheço que estava errado e admito que trata-se mesmo de um bom filme.
[True Blood] – I Smell a Rat (S03E10)
Aug 26th
Não foi tudo aquilo que se esperava em termos de ação e “altas confusões do barulho”, principalmente após aquele desfecho insano do episódio anterior, mesmo assim, acredito que “I Smell a Rat”, o 10º episódio desta 3º temporada de True Blood, nos trouxe importantes revelações e respostas e cumpriu o seu objeto, deixar o caminho aberto para um belo desfecho de temporada.
I Smell a Rat (Episódio 10, Temporada 3)
Dentre os vários segredos revelados, finalmente foi descoberto (para os que conseguiram fugir dos spoilers) o que na verdade é Sookie. Uma fada, um ser com um sangue irresistível para os vampiros e que, Sophie Anne acreditava dar poderes para que eles pudessem andar a luz do sol (que Bill rapidamente retrucou informando que o efeito é um tanto quanto efêmero).
E o peso na consciência que Jason Stakehouse vinha carregando consigo, sobre ter matado Eggs, finalmente foi liberado. Desabafar com Sookie foi difícil mas não foi o maior dos problemas, pior mesmo foi contar a Tara. Sua reação, como era de esperar, não foi das mais receptivas. A culpa é um peso difícil de carregar, mas o ato em si (matar Eggs), não foi errado devido as circunstâncias. E se Jason achou que as emoções iriam parar por aí, ele ainda descobriu que está amando uma pantera, literalmente. Claro, alguns mais velhos irão lembrar daquela novela da Globo coisa e tal, deixa isso pra lá.
Sam Merlotte, seu passado lhe condena! Que grande personagem se tornou o até pouco tempo pacato Sam. Descobriu-se que aquele seu acesso de fúria ao esmurrar o pai de Crystal tinha raízes num passado atrapalhado e controverso seu. Como será agora que ele vai lidar com tudo isso e conseguir mudar seu irmão, que teve até a quem puxar afinal de contas?
Lafayette e Jesus seguem se dando bem para o terror dos homofóbicos. A cena dos dois viajando não gostei, apesar de ter tido um visual muito bem trabalhado e diferenciado do que estávamos acostumados a assistir.
Deixei para o final os comentários a respeito de Eric, que agora mostra ser o principal personagem desta temporada. Deixa Bill e Sookie curtindo seu momento crepúsculo e vamos falar de vingança. Suas chances contra um vampiro milenar eram ínfimas, mas estão cada vez maiores depois de Russell ter pirado o cabeção de vez.
Aliás, a grande surpresa entre os novos personagens é inegavelmente o rei do Mississipi. Todo esse acesso de raiva e loucura após a morte de seu amado Talbot com toda certeza deverá decretar o seu fim.
Apesar de nos trazer muitas informações importantíssimas, foi um episódio que no final das contas faltou aquela “pegada” True Blood. Foi muito morno, mas entendo que se trata de um caminho necessário a se percorrer até chegarmos a um final de temporada arrebetador, pelo menos é isso que espero.
Próximo Episódio
No dia 29 de agosto lá fora vai ao ar “Fresh Blood” (sangue fresco), o 11º episódio desta 3º temporada de True Blood. As revelações já estão na mesa, agora sim deveremos ter espaço para toda aquela esquisitice insana que nos faz amar esta série.
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