Crítica | The Witcher 1×01: The End’s Beginning

A única coisa que eu sabia sobre The Witcher antes de iniciar o primeiro episódio é que se trata de um dos grandes jogos do PS4. Não cheguei a jogar, mas a fama de sua qualidade pode ser vista em diversas resenhas de jogos atuais e em listas dos melhores jogos de todos os tempos. O seriado é mais baseado nos contos escritos pelo polonês Andrzej Sapkowski, extremamente populares na Europa.

Fui assistir ao primeiro episódio sem possuir qualquer laço emocional com a saga e gostei muito do que vi.

Como qualquer mundo rico e elaborado, é normal nos sentirmos um pouco confusos inicialmente. O mundo de The Witcher não parece ser tão grandioso como o de Game of Thrones, mas demorei um pouco para me situar.

The End’s Beginning foca em dois núcleos que aparentemente se passam em tempos diferentes. Geralt de Rivia é um bruxo matador de monstros. Ele está na cidade de Blaviken a pedido do feiticeiro Stregobor, que na realidade oferece uma missão mais complicada para Geralt. Ali ele conhece Renfri, uma mulher que comanda um grupo de homens um tanto quanto hostis. Aos poucos, vamos compreendendo os desejos de Stregobor e de Renfri. Caberá a Geralt tomar uma atitude moralmente aceitável, pelo menos para ele. Será que às vezes é permitido praticar o mal menor?

Aliás, essa questão moral é empurrada de maneira um tanto exagerada para cima de nós. Nada grave, mas um pouco de sutileza cairia bem.

O outro foco da trama está na garota Ciri e na cidade de Cintra que é invadida por Nilfgaard. A batalha é filmada com muita qualidade, pena que é curta. Deu para ver aí todo o investimento da Netflix.

A cidade de Cintra é tomada violentamente por Nilfgaard, mas a garota Ciri consegue fugir e ainda acaba descobrindo que possui um certo poder.

O fato é que em algum momento Geralt e Ciri irão se encontrar. Só é um tanto difícil saber como e onde, afinal ao que tudo indica as cenas de Geralt e Ciri se passam em tempos diferentes.

The End’s Beginning cumpre bem o papel de apresentar todo um novo universo sem ser muito confuso. Já é possível criar uma conexão com o personagem principal, interpretado com altivez por Henry Cavill. Ao que tudo indica, o investimento será bem utilizado em cenas de batalhas, tanto nas grandes como nas menores. O melhor momento do episódio foi uma luta filmada sem cortes, com bastante intensidade, brutalidade e requinte estilístico.

Um começo empolgante para quem gosta de fantasia medieval.


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Author: brauns

Um despretensioso comentarista de filmes e seriados. Fã de Kubrick, Spielberg e Kurosawa, nomes que me ajudaram a perceber o enorme potencial do cinema.

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2 Comments

  1. Achei o primeiro episódio bem interessante também. Pelo que li parece que tem os livros também, não só os games. Nunca me prontifiquei nem a ler os livros, nem a jogar o game, apesar das inúmeras recomendações. Mais por falta de tempo do que qualquer outra coisa.

    Adorei conhecer este universo. Cavill está num nível de atuação que é quase cínica, parece até irônica mas acho que ele tá levando aquilo a sério. Não chega a atrapalhar, mas talvez seja a única coisa não tão interessante.

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    • Senti algo estranho inicialmente em relação ao tom monocórdico, mas depois fui me acostumando e passei a pegar a ideia.

      E tô achando que o seriado vai me estimular a jogar o The Witcher 3 e suas 100 horas de gameplay. hahaha

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