Crítica | Watchmen 1×04 – If You Don’t Like My Story, Write Your Own

Watchmen não é um seriado que está agradando a todos e este episódio mostra bem os motivos para tal. Ainda que um segredo importante tenha sido revelado, a trama avança pouco e a confusão aumenta. Isso sem falar em referências pretensiosas que poucos conseguem perceber. Nem todo mundo gosta de destrinchar um episódio de seriado na internet depois de ficar 50 minutos na frente da TV, ainda mais quando ele falha no quesito básico de empolgar.

If You Don’t Like My Story, Write Your Own é o episódio mais fraco de Watchmen até o momento, ainda que tenha um ou outro momento interessante. Não vou negar a capacidade de Watchmen em criar sequências elaboradas e intrigantes, como toda a bizarrice envolvendo Adrian Veidt e o início com a família Clark, mas colocando isso no contexto geral parece que muita coisa fica faltando. E isso é um convite para as teorias. Gosto de ambiguidade e da possibilidade de viajar na maionese nas interpretações, mas quando existem DEZENAS de teorias para um seriado com apenas 4 episódios transmitidos me parece que há algo de errado.

Agora sabemos o nome completo do avó de é Will Reeves. Seria uma referência a Christopher Reeve que interpretou o Superman? Será que o velhinho tem de fato algum poder? O que ficamos sabendo aqui é o tal amigo de Will que está trabalhando com ele em algo que está longe de ficar claro. Só sabemos que ele e Lady Trieu tem um plano que será colocado em prática em três dias.

Enquanto isso, Adrian Veidt faz a colheita e faz seus clones crescerem. Ele está preso naquele lugar, talvez um planeta diferente e está buscando uma maneira de escapar.

E que tal a explicação de Cal para a filha sobre a morte? Se viemos de lugar nenhum parece lógico que depois de morrer estaremos em lugar nenhum. Só que isso é meio pesado para uma criança. Acho que só não é pior que explicar que Papai Noel é uma mera invenção. Deixa a criança acreditar que o homem que morreu foi para o céu, pô!

Gostei de ver o Homem Lubrificante perseguindo Angela. O poder dele não parece ser muito útil. Quem gostaria de possuir a habilidade de se besuntar de óleo e escapar deslizando para um bueiro quando o perigo se aproxima?

Quem também está se destacando é a excelente Jean Smart com sua Laurie Blake. A mulher tem uma capacidade única de soltar ironias e frases de efeito. As risas são garantidas com ela. Ponto positivo também para o bom uso da trilha sonora, com escolhas inspiradas de músicas conhecidas.

Mas esperava mais. Considerando o material original esperava MUITO mais.

Lindelof parece estar nos pedindo paciência. Tenho a impressão que ele sabe onde quer chegar, ainda que o caminho esteja sendo um tanto monótono. O episódio anterior aumentou muito minhas expectativas, mas esse deixou elas lá embaixo.

De qualquer forma, ainda acredito no potencial da história e do showrunner.

Classific.: 3 de 5
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Author: brauns

Um despretensioso comentarista de filmes e seriados. Fã de Kubrick, Spielberg e Kurosawa, nomes que me ajudaram a perceber o enorme potencial do cinema.

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