Crítica | Border (2018)

Se eu elaborasse uma lista dos filmes mais estranhos que vi nos últimos anos, o sueco Border certamente ocuparia as primeiras posições. Ainda bem que o diretor Ali Abbasi utiliza esse estranhamento em favor da trama e nos entrega uma experiência intrigante e em alguns momentos até tocante.

É prudente não revelar muito da trama para que a experiência seja mais completa. Tina é uma segurança que trabalha em um porto. Ela possui uma feição peculiar e através do apurado olfato consegue farejar quem está querendo infringir a lei. Durante um dia de trabalho ela conhece Vore, um homem que possui uma curiosa semelhança com ela.

Cheirinho de coisa ruim no ar

Quando Border se concentra nas descobertas de Tina sobre quem ela realmente é o filme acerta em cheio. São várias as cenas surpreendentes que vão revelando pouco a pouco as suas origens. Tudo é estranho, já adianto, mas se você embarcar no realismo mágico que é oferecido as chances são grandes de sair satisfeito.

Talvez o roteiro tenha exagerado ao investir também em investigações relacionadas a pedofilia. Perde-se um pouco da graça e originalidade do que estávamos vendo. Nada grave.

Casal improvável

Border é um filme diferente e cheio de surpresas. Não é para todo mundo, mas se você está com a mente suficientemente aberta para abraçar o bizarro… vá em frente.


Classifi.: 4 de 5

Border

Título Original: Gräns
Direção: Ali Abbasi
Roteiro: Ali Abbasi
Elenco: Eva Melander, Eero Milonoff
Ano: 2018
Duração: 1h 50min
Info: IMDb

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Author: brauns

Um despretensioso comentarista de filmes e seriados. Fã de Kubrick, Spielberg e Kurosawa, nomes que me ajudaram a perceber o enorme potencial do cinema.

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