Crítica | O Diabo Riu por Último

Humphrey Bogart e John Huston fizeram parceria em filmes excelentes como Relíquia Macabra e O Tesouro de Serra Madre. Quando fui assistir a este O Diabio Riu por Último esperava algo de alto nível vindo dos dois e me decepcionei fortemente.

A história é uma bagunça proposital envolvendo um grupo de bandidos que quer ganhar uma grana explorando minas de urânio na África. Há também um quarteto amoroso e só. A ideia de O Diabo Riu por Último era essa pegada descompromissada mesmo, com um roteiro muitas vezes improvisado e se apoiando na qualidade do elenco e nos diálogos. Pena que funciona bem mal, ainda mais décadas depois.

Não há tempo e nem como se envolver com a inexistente trama. Essa bagunça do roteiro irrita e são poucos momentos minimamente engraçados, como o carro desgovernado que cai no penhasco. O Diabo Riu por Último era para ser uma mistura de comédia, aventura e uma atmosfera por vezes noir e acaba errando feio em tudo.

É sempre bom ver artistas do quilate de Humphrey Bogart, mas um enredo decente ajudaria. Dizem que os atores se divertiam bastante fazendo o filme. Pelo menos alguém se divertiu.


O Diabo Riu por Último

Título Original: Beat the Devil
Direção: John Huston
Roteiro: Truman Capote
Elenco: Humphrey Bogart, Jennifer Jones, Gina Lollobrigida
Ano: 1953
Duração: 1h 29min
Info: IMDb


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Author: brauns

Um despretensioso comentarista de filmes e seriados. Fã de Kubrick, Spielberg e Kurosawa, nomes que me ajudaram a perceber o enorme potencial do cinema.

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