Jogos Vorazes – A Esperança Final, de Francis Lawrence, EUA, 2015.

Certas vezes, somos acometidos a imaginar que coisas importantes estão sendo levado mais a sério, mas, no entanto, é tudo fruto da imaginação e nada de fato muda. Por esta sinopse acima podemos já ter uma ideia de como foi à última produção da saga, e quão frustrante, fora para os seus ávidos seguidores que leram os Best Sellers e por isso ficaram “empaspaquados” por ver o final dos “finais” da franquia.

Após quatro anos e o mesmo número de filmes, a saga Jogos Vorazes acabou-se. E esta veio com uma baita “responsa” em substituir nada mais nada menos que a franquia do bruxinho Harry Potter (oito filmes ou sete anos ininterruptos), franquia esta também originária de Best Sellers literários. Há quatro anos à expectativa era enorme para Jogos Vorazes, e este superou até os mais céticos, enfeitiçando rebanhos de teens, e com muita competência, diga-se de passagem. As primeiras duas produções da saga dos Jogos Vorazes foram excepcionais, fazendo com que o público não lembrasse ou sentisse falta do bruxinho Harry Potter com suas feitiçarias. Entretanto, já no penúltimo filme da franquia Jogos Vorazes, em 2013, já era nítido que “a pano” já tinha feito e desfeito “toda a manga”, ou seja, não tinha muita coisa a ser contada ou levantada, pois todos os doze distritos de um Estados Unidos da América imaginário já tinham declarado guerra ao seu presidente, ditador, rei ou qualquer outra coisa que queiram chamar ou xingá-lo.

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Para quem não acompanhou os quatro filmes posso sintetizá-los como um governo tirânico que todo santo ano “escolhia” um jovem de cada distrito a fazer parte dos ditos ou vulgo: Jogos Vorazes, onde cada ano somente um ser ficara vivo. Era uma luta entre os soldados distritais com armadilhas estratégicas do governo no meio. Nada não muito diferente da realidade atual nossa, escreva-se de passagem, e no final onze morreriam enquanto tínhamos um único vencedor ou vencedora; que neste caso especifico dessas quatro produções da saga, calhou-se , ou não por ser propositalmente, de ser sempre a mesma vencedora-heroína Katniss Everden do décimo segundo distrito, interpretada pela atriz Jennifer Lawrence (que segundo revistas especialidades em celebridades a atriz tem hoje o maior salário de Hollywood)

A questão da saga focava também na nos vulgos doze combatentes, que estavam sempre imbuídos ou comissionados por pura e espontânea pressão em representar milhões de habitantes dos seus respectivos distritos, dando sua vida por isso. Ainda assim eles “conseguiam” esquecer dos problemas “reparticionais” dos seus mundos ou distritos ou bairro ou estados, e mesmo sabendo “insanamente de uma forma ou sob um ponto de vista militar”, se é que dá pra entender a expressão, onde, nos tais jogos, um teria que matar o outro para manter-se vivo. Novamente o roteiro batia e rebatia no ponto de vista de que existiria um sentimento de coleguismo entre eles mais forte até que as ordens do presidente e seus auxiliares. Com este “motim” de doze matadores raivosos pensando e convivendo juntos anualmente e a cada filme mais descontentes com as ordens “de cima”, não precisamos ser algum tipo de profeta Nostradamus para saber, antes mesmo da cena se iniciar, que agora o alvo era o governo opressor e não mais os seus colegas amigos de distritos diferentes que no passado se matavam para salvarem suas peles de cordeiros (O primeiro filme da franquia foi em 2011, e sem dúvidas ao menos para este em que vos escreve, fora o melhor de todos os quatro).

Fato é que Jogos Vorazes – A Esperança Final, deixou muita gente frustrada mundo afora por seu diretor brincar ou tentar fazer de bobo à inteligência do seu público, mostrando-nos então, no último filme, uma situação já parecida com os anteriores, ou seja, a revolta e a vontade insana de matar o presidente que criou este reality show mortal, pois os jogos vorazes era exibido em tempo real 24 horas por dia para todo aquele país fictício com seus distritos, nação esta que assemelha-se muito com os Estados Unidos da América do Norte (ou somente EUA).

Sobre os quatro filmes ou o “pacotão”, trata-se de uma super produção que nos faz pensar e refletir, e muito aliás, em nosso momento atual real , como por exemplo as idéias e interesses de alguns países do ocidente sendo colocadas em prática todos os dias (não esquecer de quem criou o Estado Islâmico foi justamente os EUA, invadindo o Iraque por causa do seu petróleo e justificando ou mentindo ao mundo que invadiram tal país muçulmano somente por questões de segurança mundial, fato este que logo o mundo soube que era uma inverdade, e que tratava-se da captação ou roubo descarado mesmo, do mais rico mineral do planeta que se encontrava em território iraquiano); todavia se mencionarmos somente o último filme não teremos muitos “adjetivamentos”, ou melhor, só teríamos arrependimentos.

Neste filme até uma suposta “Ménàge à tróis” entre a protagonista especializada em arco e flecha , e seus dois namoradinhos (um de cada filme) é mal engendrado em cena devido ao seu roteiro pobre e confuso, não ajudando ou não dando “liga” alguma aos três atores envolvidos. Cena ou tema esta que até um adolescente acharia tudo artificial ou mentiroso demais. Salvas algumas cenas de ações, e principalmente pelo plano final da nossa protagonista com seus fieis escudeiros em matar, finalmente, o maldito criador dos jogos mortais e também presidente de todos os distritos.

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Conclusão: A saga, principalmente pelos seus dois últimos filmes, e em especial por este último de 2015, não deixará muitas saudades até mesmo aos mais ávidos fãs dos seus livros adaptados. A pergunta agora é: Qual franquia será capaz de mexer com o imaginário humano, e principalmente em qual tema, ela, a nova franquia, se focalizará para chamar a atenção dos milhões de espectadores que já estão ávidos e impacientes para conferir, e acima de tudo teletransportar-se em um novo ‘arrasa-quarteirão‘ semelhante ou melhor que os sucessos “estrondosos” das últimas franquias: A do bruxinho, e agora a da garota que sabia atirar um arco com flecha como ninguém. Perguntas levantadas e jogadas no ar, e o futuro, somente ele, responderá o que nos resta a esperar. Agora é aguardar, e acima de tudo, torcer para que à próxima saga produzida por Hollywood seja do mesmo nível das anteriores ou até melhor. Isso se estivermos sorte.

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