Locke

Um filme onde praticamente durante todo o seu tempo o que se vê é um sujeito dirigindo o seu carro e atendendo algumas ligações (via bluetooth, não chamem a polícia) e nada mais. Pode parecer uma grande chatice para muitos só de imaginar, mas por mais incrível que possa parecer, “Locke” é uma daquelas produções minimalistas (que remetem a obras como “Por um Fio” ou “Enterrado Vivo”) que são um verdadeiro ‘deleite cinematográfico’.

Quando Ivan Locke (Tom Hardy, “Guerreiro”) entra em seu carro rumo a uma viagem de 90 minutos ele é um ‘construtor’ muito respeitado, possui um emprego de sucesso, uma família perfeita que o aguarda em casa para assistir um jogo de futebol e esta na véspera de um dos maiores acontecimentos de sua carreira. Sua vida muda completamente quando recebe uma ligação que põe tudo a perder. Será que ele ainda terá a sua família e a sua carreira quando chegar ao seu destino final?

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Logo no início todos os problemas que ameaçam a vida perfeita do protagonista são colocados na mesa, ou melhor, no carro, e cabe a Tom Hardy, que está excelente no papel (uma das melhores atuações de sua carreira até aqui), segurar o filme do início ao fim enquanto atende as ligações e tenta resolver toda a avalanche de acontecimentos ‘catastróficos’ durante sua viagem rumo ao destino ‘criado’ a partir de um erro seu do passado.

Com um baixo orçamento (para os padrões hollywoodianos) “Locke” faz o básico (e que deveria ser o principal) do bom cinema, saber contar uma boa história e prender a atenção do espectador do início ao fim, coisa que muitos blockbusters ou produções grandiosas que escondem o seu pequeno (as vezes até inexistente) conteúdo em meio a explosões e efeitos especiais ‘espetaculosos’ não fazem. Traz uma sensação muito parecida com a que temos ao ler um livro, onde ficamos imaginando as situações (no caso as que estão acontecendo com os personagens que vão conversando com ele) que são apresentadas.

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Aquele momento que você no carro lembra que esqueceu o fogão ligado em casa.

Por mais que pareça loucura tentar te convencer a embarcar num filme assim, onde o que se tem em tela é apenas um ator guiando um carro durante uma viagem onde ele tenta seguir com suas convicções e integridade (por mais que em determinadas partes se descubra alguns defeitos seus), acredite, “Locke” é daquelas raras produções que são ao mesmo tempo cativantes e gratificantes e o melhor, não desperdiça o seu precioso tempo.

***

  1. O esquema de filmagem foi bastante peculiar, o filme foi rodado em 6 noites e filmado em uma tomada única duas vezes por noite. Os demais atores que conversam com o personagem do Tom Hardy estavam falando do telefone em um quarto de hotel.
  2. Durante as filmagens Tom Hardy estava resfriado de verdade e Steven Knight resolveu adicionar a doença na história do personagem.
  3. Locke está disponível na Netflix e, claro, também na locadora de Jack Sparrow.

Locke (90 min, 2013/2014)
Drama

Um filme de Steven Knight com Tom Hardy e vozes de Olivia Colman, Ruth Wilson, Andrew Scott, Ben Daniels, Tom Holland, Bill Milner e Danny Webb.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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10 Comments

  1. vou encomendar esse filme ao meu amigo jack rsrs, quando é que sai a lista dos piores e melhores do ano?

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    • Vai sair em breve, a lista de piores não vai estar completa pois não assisti muita coisa ruim esse ano.

      A de melhores estou com um impasse pois um dos melhores filmes que vi neste ano não foi lançado no Brasil ainda.

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      • hum, você pode postar primeiro os piores, eu assistir a muitos filmes ruins..vou ficar no aguardo…

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  2. pois é marcio… alguns produtores se esquecem que o que faz um filme ser bom é a história! ótimo filme. quanto ao tom hardy, acho que a minha atuação preferida dele é de Bronson. ele está completamente insano neste.

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    • Vou assistir Bronson, não vi esse!

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  3. Gostei muito de Por um Fio e Enterrado Vivo mas achei Locke um filme bem arrastado, nem parece que tem apenas 1h20, a ideia dele é boa mas na execução achei bem chato.

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    • Se comparado a Por Um Fio realmente temos menos “ação” neste filme e quando se compara a “Enterrado Vivo” o tom de urgência e situação que o sujeito vivia era mesmo muito mais tenso e estávamos vivenciando tudo ali.

      De qualquer forma achei muito interessante Locke e “viajei” na história entre as ligações e tudo mais.

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  4. Muito bom! Grata surpresa!

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  5. Simplesmente Péssimo!!!

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  6. Horrível, chato, péssimo de aguentar!

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  1. Mad Max: A Estrada da Fúria - Porra, man! - […] começa com uma breve narração em off do próprio Max (Tom Hardy, “Locke”) para explicar como o mundo ficou…

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