Cold in July – 2014

Cold in July

Nome: Cold in July

Direção: Jim Mickle

Elenco: Michael C. Hall, Sam Shepard e Don Johnson

Sinopse: Depois de matar acidentalmente um intruso desarmado, Richard Dane (Michael C. Hall)  deve lidar com a raiva do pai da vítima.

 

Cold in July é um desses filmes que caem no nosso colo sem grandes pretensões e vão ficando para trás na lista de prioridades. Passei metade do ano viajando a trabalho e a outra metade resolvendo pendências pessoais o que me deixou bem desatualizada no quesito filmes. E por incrível que pareça, nem sempre estou com vontade de ver um “terrorzinho” pra relaxar e foi em uma destas escapulidas que resolvi pesquisar um  suspense diferente.

“A história se passa nos anos 80 e logo no início assistimos Richard, um pacato moldureiro, que durante a madrugada acaba matando um invasor  e depois precisa lidar com todas as consequências disso.”

Ponto. Não precisa saber mais nada além disso, pode ver o trailer se quiser  mas eu sugiro que não veja nada. O filme não perde tempo nem faz grandes rodeios; já começa mostrando um Richard temeroso, real, tremendo enquanto carrega a arma mas ao mesmo tempo convicto que precisa proteger a família. Após o assassinato, nos deparamos com alguém comum que precisa lidar com os curiosos, a não tão simples limpeza da sala envolta em muito sangue e seus pesadelos por ter matado outro homem. Quando o pai do ladrão morto chega a cidade, a vida de Richard entra em colapso e o filme vai por um caminho incrivelmente inesperado.

Eu nunca assisti outro filme do Jim Mickle (diretor e roteirista de Cold in July) mas fiquei curiosa por seu trabalho. Com uma mão leve no enredo policial e pesada no suspense, ele nos apresenta a um Michael C. Hall que em nada lembra Dexter e Sam Shepard que mostra um homem que a cada passo precisa se levantar de mais uma rasteira da vida.

*ALERTA DE SPOILER, PARA LER O TRECHO ABAIXO BASTA SELECIONÁ-LO COM O MOUSE*

O quão duro deve ser para alguém decidir de forma racional que precisa matar o próprio filho? Quando o filme começa, imaginamos que Richard é o personagem central da trama mas, na verdade, Russel é o verdadeiro protagonista. No inicio sentimos raiva dele, não aceitamos a forma como amedronta a família do moldureiro e expõe uma criança indefesa mas aos poucos ele vai entrando no hall dos mocinhos. Aliás, quem é o mocinho e o quem é o bandido? A polícia que inverte os papéis, o homem em busca de vingança, o cara que foi enterrado no lugar do outro ou assassino de mulheres? A maneira que Richard entra naquele mundo de investigação e crimes é quase uma redenção mas também um suspiro de vida. O trio de protagonistas e um roteiro muito bem ancorado é o ponto forte de Cold in July, colocando muitos filmes de terror pra trás. 

*FIM DOS SPOILERS

“Quando você tem um cão que morde todo mundo, só tem duas maneiras para resolver o problema: Acorrenta ele ou o sacrifica. Qual delas é a mais cruel?” 

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Author: Dani Vidal

Dani Vidal (@danividal) é formada em Relações Públicas e autora do blog Feminina. Apesar de não dispensar um terror recheado de zumbis, chora copiosamente com um bom drama. Acho que nossa postura com a sétima arte é como se achar técnico de futebol. Ninguém é especialista mas todo mundo tem uma opinião e adora criticar a escalação.

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