47 Ronins

A lenda dos 47 Ronins, também conhecida como a lenda dos 47 Samurais, é uma história japonesa que remete ao século XVIII e que é considerada como a lenda mais famosa do código Samurai, o Bushidô. A data deste ‘acontecimento’ é celebrada todo o ano no Japão. A ideia de adaptar para o cinema esse ‘conto’ misturando com fantasia, monstros, demônios e feiticeiras era promissora, mas infelizmente a produção dirigida por Carl Rinsch e protagonizada por Keanu Reaves resulta em um filme morno e que não diz ao que veio.

Na trama vamos acompanhar um grupo de samurais que vão buscar a vingança após a morte de seu líder, que seguiu o código de honra e se matou após ter sido vítima de um plano arquitetado pelo líder de uma vila rival que pretendia (com esse plano) anexar os povoados e expandir o seu domínio maléfico. Dentre o grupo de samurais vamos acompanhar ainda a jornada de um sujeito, conhecido pejorativamente por ‘mestiço’ (Keanu Reaves, “O Homem Duplo“), que foi adotado ainda quando criança a contragosto de muitos que o consideravam (a ainda consideram) um demônio.

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47 Ronins é o tipo de filme que não consegue arrancar nenhuma emoção de quem o está assistindo. Não chega a ser um filme ruim, mas os personagens nada carismáticos, a trama boba e a forma como trata quem o está assistindo como um imbecil incapaz de ver os acontecimentos diante dos seus olhos (repete, mostra mais uma vez, avisa, etc), não ajuda a torná-lo uma experiência muito válida.

Como um dos vários exemplos da forma burra como o filme trata o espectador temos a personagem da feiticeira (interpretada por Rinko Kikuchi de “Círculo de Fogo”) que surge algumas vezes como uma raposa. Primeiro “facilitam” (vamos definir assim) a colocando com um olho de cada cor. Daí a raposa aprece e foco nos olhos. A feiticeira aparece, foco nos olhos. A raposa surge novamente, foco nos olhos. Depois de 47 vezes ele continua a te dizer “olhe, essa raposa é a feiticeira, perceba”.

E o épico (era pra ser um, não ria) segue a jornada como um grande videogame, onde os personagens vão cumprindo missões e indo a lugares (que também são descritos em legenda para o espectador não se perder). A inclusão dos elementos fantásticos acaba não demonstrando ao que veio, não chega a abalar a “fé cênica” mas adiciona poucos elementos interessantes à trama. Tá, contribui um pouco com algumas cenas de ação.

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As atuações, por sua vez, não empolgam e fica difícil o espectador criar alguma empatia com os personagens, principalmente com o protagonista “interpretado” por Keanu Reaves.  As cenas de luta, verdade seja dita, são até bem coreografadas, mas apesar de envolverem espadas super afiadas sangue mesmo você só vai ver quando resolvem assinar um “manifesto samurai” com impressões digitais em sangue.

O mais terrível disso tudo é que, a bem da verdade, nem é um filme tão ruim assim. Nem isso ele consegue ser tamanha a apatia transmitida. Desnecessário e sem fazer jus à boa premissa e tampouco a famosa lenda em que ele é inspirado, em meio a Samurais, demônios, monstros e feiticeiras, “47 Ronins” é um filme tão legal quanto Keanu Reeves.

***

  1. Existe um personagem que é divulgado nos posters e, inclusive, TEM POSTER SÓ COM ELE que aparece no filme apenas por alguns segundos. Simplesmente ridículo. Supostamente fizeram umas mudanças ai na pós produção e ele ficou apenas para gritar uma frase e nada mais. DEPRIMENTE.
  2. Ronin é a denominação dada a um Samurai que perdeu o seu mestre
  3. Esta é a 7º vez que a história/lenda dos 47 Ronins é adaptada 

Fraco: Classificação 2 de 5

47Ronin2012Poster47 Ronins (47 Ronin, 2013/2014 -118 min)
Ação, Fantasia, Aventura

Dirigido por Carl Rinsch com roteiro de Chris Morgan, Hossein Amini e Walter Hamada. Estrelando: Keanu Reaves, Ko Shibasaki, Hiroyuki Sanada, Tadanobu Asano, Rinko Kikuchi, Min Tanaka, Kou Shibasaki eJin Akanishi

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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12 Comments

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk adorei os focos nos olhos, só por essa sua observasão fiquei com vontade ver, só por causa dessa cena, confesso que me desistimulei um pouco com sua critica, mais eu vou arriscar mesmo assim…vou ficar com os olhos bem focado nos olhos da feiticeira kkk

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    • Preste bastante atenção para você poder entender esse lance de feiticeira, é MUITO complicado de se ver hehehhehe

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      • cara! eu faço minhas palavras as suas, o filme é muito fraquinho, ele já o filme bem explicadinho desde o começo, impossível alguém se perder nesse filme ou não entender…e o foco nos olhos da feiticeira kkkkkk

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        • o ano não começou bem mais tenho fé que apartir de RoboCop tudo vai começar a melhorar..

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          • Man… torço para que Robocop seja um bom filme, mas eu dificilmente apostaria minhas fichas nisso.

  2. Pois é, não mostrou a que veio mesmo. Um filme bem mais ou menos, didático e repetitivo como o detalhe nos olhos que você citou.

    E quanto ao personagem sumido, parece que foi a produtora que mandou tirar na pós produção mesmo. Ele tinha participação maior. rs

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  3. não fala assim do Keanu Marcio,apesar dele não ser tão bom ator assim eu sou super fã dele,é sério.mas vi o trailer desse filme e achei uma merda,por isso não faço a mínima questão de ver.o último filme dele que vi e adorei foi constantine,que vão até fazer uma série sobre,queria que ele voltasse a interpretar esse papel,mas acho que não vai rolar 🙁

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    • Não tenho nada assim conta ele não, mas convenhamos que suas atuações não são muito expressivas e carismáticas. E 47 Ronins é isso, um filme que não é ruim, mas também não é bom, que não te desperta nenhuma emoção durante os seus minutos de ‘projeção’.

      Constantine tem uma proposta de voltar como série (se não me engano) mas se rolar não vai ser com o Keanu 😐

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  4. Interessante essa lenda, Márcio… pena que o filme parece ser mesmo bem meia boca. No Rotten está com incríveis 12%.

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  5. Concordo com sua análise Márcio, a nota ficou um pouco abaixo do que a minha, por eu ter considerado um pouco mais os elementos da cultura japonesa que foram preservados no filme.

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  6. Ah SIM! Eu tinha esquecido de mencionar sobre o cara que está no poster, mas aparece de relance no filme. Acredito que faça parte de alguma cena retirada e que talvez seja incluída em alguma versão completa. Não é possível que tenha sido sempre assim.

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    • Eu comentei no final do post nos ‘ps’, parece que ele foi cortado na edição hahahhaha

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