Sobrenatural – Capítulo 2 (Insidious – Chapter 2)

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Filme: Insidious Chapter 2 (2013)

Direção: James Wan

Elenco: Patrick Wilson , Rose Byrne , Barbara Hershey

Sinopse: A família Lambert ainda é assombrada tenta descobrir o segredo de infância misteriosa de Josh que o deixou perigosamente ligado ao mundo dos espíritos.

Estava na dúvida se realmente assistiria Sobrenatural – Capítulo 2 nos cinemas mesmo que fosse na cabine de imprensa. Vocês sabem qual foi a minha opinião a respeito do primeiro filme (leia aqui) onde fui massacrada pelos que gostaram do longa. Depois que ele entrou na grade da HBO assisti mais algumas vezes e minha opinião continuava a mesma: O filme é muito bom até o momento em que Josh entra em outra dimensão e podemos ver claramente o “vilão” de cara vermelha. Pois bem, digo a vocês que assistir esta sequência me fez gostar mais do primeiro filme… ou seja, o 2 é melhor que o 1. Se você gostou do primeiro filme, provavelmente vai pirar com o segundo. Recomendo que você assista o primeiro filme um pouco antes de ver a sequência para relembrar alguns fatos!

ALERTA SPOILER

(Infelizmente não posso analisar o filme sem spoilers no restante do texto, só leia se já tiver assistido ao filme)

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Sobrenatural – Capítulo 2 se inicia logo após os acontecimentos  do primeiro filme. Com a morte de Elise algumas coisas mudaram na família Lambert: a polícia entrou na história, todos passam uma temporada na casa da mãe de Josh e ao mesmo tempo Renai se consome com a dúvida em relação a identidade do marido. Apesar de todos os eventos pelo qual passaram, o psicológico abalado, é preciso seguir em frente principalmente pelas crianças embora a cada ruído dentro de casa um arrepio sobe pela espinha. Achei muito acertado esse olhar para o futuro e quando Renai ouve do policial que as marcas no pescoço de Elise não eram de Josh … o alívio é imediato, afinal, como viver sem saber se aquele homem é realmente o marido ou o espírito de uma entidade maligna?

ESPAÇO – TEMPO

Uma coisa que chama atenção nesta sequência é como os eventos se tornam mais críveis para quem acredita em espíritos e afins. Quem não acredita também consegue comprar melhor a história do que no primeiro filme. Quando o paradeiro da alma (?) de Josh é revelado e a junção dos eventos dos dois filmes também, comecei a ficar mais empolgada. Isso mostrou que do outro lado o espaço-tempo se passa de maneira diferente. Gostei como as coisas se encaixaram e o desespero de Josh em ajudar a família, incluindo a materialização de suas ações: arrombando a porta, batendo nas janelas, tocando o piano… infelizmente ele só consegue isso quando está tomado de forte emoção. A co-existência dos Josh criança e do adulto foi um ponto muito positivo mas não entendi bem o porquê Elise não sentiu a presença dele no ambiente mas só da entidade maligna. Provavelmente por ser mais forte que ele ou quem sabe ela ainda era inexperiente. Antes que eu me esqueça: Impressionante a semelhança física entre a Elise jovem a e a idosa!!! E ambas atuaram muito bem!!

UMA VILÃ DE PRIMEIRA

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Finalmente, ao contrário do primeiro filme, agora sim temos uma vilã de verdade. Aquele primeiro da cara vermelha em nada me deu medo e em determinado momento até me passou uma sensação galhofada. Mas não posso dizer o mesmo da Noiva de Preto. A construção da personalidade foi impecável e cada vez que conhecíamos mais a trajetória dela, quase senti pena do que ela tinha se tornado. Aliás, melhor se referir como deveria desde o início: ele, Parker.

Quando Lorraine vai ao hospital com o filho Josh – que já tem um dom especial – e entra no CTI para ver Parker, ela diz que ele se castrou. Cheguei a pensar que era um estuprador/ pedófilo e tinha se castrado por culpa talvez. (Quando vi o quarto dele em casa tive mais certeza ainda que deveria ser um pedófilo e aquele lugar era pra atrair menininhas). Mas não foi bem assim… aquele gesto desesperado foi consequência de toda a humilhação e tortura física e psicológica que sofreu da mãe desde que era criança e precisou assumir outra identidade: Marilyn.

Provavelmente Parker sentiu a presença de Josh no quarto e quando o tocou estabeleceu ali a conexão. Ele acompanharia o menino até a idade adulta. Também só entendemos isso quando as peças começam a se juntar. No início parecia que Josh estava tomado pela Noiva de Preto mas tinha aberto um canal para diversos outros espíritos que provavelmente tentavam tomar o restante da família mas não era bem assim. Todos aqueles serem estavam interligados. Parker era a Noiva de Preto, a mãe psicótica, as vitimas desesperadas… todos faziam parte de um mesmo grupo onde os caminhos se cruzaram ainda em vida.

NÃO GOSTEI

Por que mesmo precisaríamos de um alívio cômico? A dupla de investigadores paranormais não precisava daquelas cenas tentando uma comédia a cada frase. Fiquei com uma sensação de Scooby Doo e Salsicha resolvendo algum mistério. Se os dois embarcassem na áurea sombria da história a coisa ficaria mais assustadora.

E me respondam uma coisa: Quando um hospital é desativado, tudo fica lá? Ficha de pacientes, materiais, utensílios? Entendo que se fosse aqui serviria de abrigo para moradores de ruas ou usuários de drogas mas fica tudo tão acessível assim? E não sei onde era a casa de Parker mas com tantos corpos lá dentro e que nem estavam enterrados… ninguém sentiu o cheiro? A vizinhança? Com tanta gente morta alí o cheiro deveria chegar na Groenlândia.

Eu gostei do final do filme, achei muito justo Elise que me pareceu uma pessoa iluminada, estar disposta a continuar ajudando as pessoas. E como alguém comentou comigo ao sair do cinema, foi possível ouvir cascos perto da menina na cadeira de rodas… será que o vilão do primeiro filme foi o que Elise viu? Enfim, o que não gostei foi a possibilidade de outro filme, dessa vez envolvendo os investigadores paranormais. Achei a história da família Lambert tão fechadinha, mesmo que não eles não voltem para um próximo filme gostaria que a história tivesse se encerrado sem margem para sequências.

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Author: Dani Vidal

Dani Vidal (@danividal) é formada em Relações Públicas e autora do blog Feminina. Apesar de não dispensar um terror recheado de zumbis, chora copiosamente com um bom drama. Acho que nossa postura com a sétima arte é como se achar técnico de futebol. Ninguém é especialista mas todo mundo tem uma opinião e adora criticar a escalação.

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10 Comments

  1. eu gostei do primeiro filme,mas acho ele um pouco superestimado, confesso que só fiz questão de ver por causa do James Wan,o cara é muito talentoso,por isso com certeza verei esse.

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  2. É um bom filme o primeiro, nada de excepcional, aliás como anda sendo a tônica do gênero no geral. Achei este segundo forçado demais e me desestimulei a assisti-lo, somado as críticas contraditórias eu vou deixar para conferir numa oportunidade caseira mesmo.

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    • ô Bill, Assiste e volta pra dar sua opinião… quem sabe você gosta dele. São poucas as oportunidades que temos de assistir filmes de terror nos cinemas 🙂

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  3. Filme de terror bom tem sido cada vez mais escasso.
    O último que assisti e recomendo foi Evocando Espíritos 2, que por sinal foi melhor que o 1º.
    Darei uma olhada nessa continuação.

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  4. entao eu tbm n gostei da parte em que tdo fica tão acessível no hospital, mas ai eu pensei, aquele hospital era mto antigo, o q ficou ali foram os papeis só das fichas e ja teriam sido transferidos pra arquivos em computadores, só q não explica não terem se livrado disso. Eu n sei tbm quem era aquela moça no final do filme em q a velha e os dois detetives vão visitar =/

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  5. SPOILER

    Pelo visto esse final da Elise deixou todo mundo confuso, assim que a acabei de ver o filme comecei a procurar mais informações sobre.

    Pra mim realmente deu a entender de que seria o cara vermelha (vilão do primeiro filme).

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  6. Oi Dani! Estava fazendo os meus comentários sobre o filme e você exprime em palavras tudo aquilo que eu não consegui sintetizar em meus comentários. Realmente eu preferi o primeiro filme, ao segundo, pois realmente faz jus ao gênero terror. O Capítulo 2, apesar de tudo não chega a ser de todo ruim. Creio que ele é um ótimo filme de suspense e drama psicológico devido a tudo que os Lambert passaram, mas não de terror. Realmente tem uma amarração ímpar, mas que de forma geral, não me cativou muito… O final, foi bem tenso e meio exagerado, sugerindo de fato uma próxima continuação… Penso que Elise realmente viu o Demônio Vermelho e que desta vez as coisas são mais terríveis do que antes… É aguardar para ver!

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  7. comparado ao primeiro filme, esse é muito fraco..uma continuação desnecessária, não que nunca devesse acontecer..mais estava esperando algo a mais do que foi mostrado algo mais aterrorizante, o primeiro quase me fez pular do sofá e esse nem arrepio me fez sentir, espero que se for haver algum terceiro filme que pelo menos seja a altura do primeiro…esse capitulo II foi bom, mais poderia ser melhor…

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  8. Dùvido que quando o demônio de cara vermelha apareceu vc nao ficou acorada bo seu quarto imaginando ele ali na tua parede… até parece… e o final do 2 foi bom sim e seria interessante um terceiro filme, agora, o filme pode se tornar clichê igual a droga do atividade paranormal ou pode ter a solução para a entidade que quer o Dalton, afinal ele ficou sem solução no primeiro e o Dalton ainda pode faxer viagens…. BAH!!!!

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  9. Na verdade não são barulhos de casacos, está mais para um tipo de vidro trincando, nesse caso é muito mais do que os demônios que apareceram nos filmes, pode ser uma forma maior e poderosa..
    não dá para estipular oque seria, mais sabemos que a Elise não fica com medo atoa!!

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