jOBS

Gênio, incrível, visionário, estes são apenas alguns dos muitos adjetivos destinados a uma das maiores mentes criativas que já habitaram esse nosso planeta, Steve Jobs. O que talvez muitos não sabiam é que, por detrás de todos esses elogios existia um ser humano difícil e bastante complicado de lidar ou trabalhar com, faceta esta que o filme “jOBS” procurou apresentar.

A trama acompanha a história de ascensão de Steve Jobs (Ashton Kutcher, “Noite de Ano Novo” ) desde quando era tido como um hippie que não se importava com estudos até se tornar líder de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

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A grande sacada do diretor Joshua Stern foi não ficar apenas “floreando” a figura “mítica” de Jobs, mas sim seguir por um caminho que procurou desmistificá-lo um pouco ao apresentar também que ele não se incomodava em passar por cima dos outros para alcançar os seus objetivos, independente de quem fosse. Esse lado mais “cruel” de Jobs ajuda a mostrar que ele não era nenhum Deus. Era na verdade uma pessoa comum que tinha seus (graves) defeitos, principalmente em seus relacionamentos amorosos (pai ausente, abandonou a esposa) e também em relação as suas amizades.

A despeito do preconceito que sofreu quando foi escalado para interpretar Steve Jobs (muita gente resmungou nas redes sociais como de praxe), Ashton Kutcher encarnou muito bem o papel, sua caracterização está ótima tanto fisicamente quanto até mesmo o seu olhar, o jeito de andar. Ele inclusive chegou a ter pancreatite por adotar a dieta de frutas que Jobs seguia e foi parar no hospital faltando poucos dias para as filmagens iniciarem. Os demais coadjuvantes também estão bem parecidos com as pessoas “reais” (no final tem a famosa sequência de fotos) e, no quesito elenco, o filme caminha muito bem.

jobs

Pena que quando chegamos ao desfecho fica aquela sensação de que poderia ter sido um filme melhor. O fim não retoma a cena inicial e nem chega nos momentos mais recentes de sua história (termina abruptamente, de certa forma), ou se aprofunda em questões mais interessantes, é tudo muito pincelado aqui e acolá dando apenas ‘vislumbres’ de alguns momentos importantes da formação de seu caráter e tudo mais. Ainda assim é bem interessante acompanhar o início da vida de Jobs, seus problemas pessoais e a sua mente inventiva e à frente de seu tempo, uma figura ímpar sem sombra de dúvidas. O saldo, no geral, é bem positivo, mas ficou faltando o selo “Jobs” de excelência.

***

  1. A Apple não teve nenhum envolvimento com o filme.
  2. Acompanhando a onda de inovação que Jobs tanto prezava em seu trabalho, este foi o primeiro filme a ter um trailer lançado no Instagram.

Bom: Classificação 3 de 5

jobs-movieJobs (2013 – 128 min)
Drama, Biografia.

Dirigido por Joshua Michael Stern com roteiro de Matt Whiteley. Estrelando:  Ashton Kutcher, Dermot Mulroney, Josh Gad, Lukas Haas, Matthew Modine, J.K. Simmons e Victor Rasuk.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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8 Comments

  1. o Ashton Kutcher é esforçado e parecido com o Jobs,apesar de não ter visto ainda acho que esse filme deve ser legalzinho.mas te faço uma pergunta: é melhor ou no mesmo nível de a rede social ?

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  2. Não achei a atuação dele tão genial assim não. Ele “imita” muito bem, mas não conseguiu passar a “naturalidade” necessária. Mas o filme é ok.

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    • Não sei porque você tem esse problema com Kutcher, até mesmo no excelente Efeito Borboleta você xiou hehehe

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  3. O Kutcher é muito ruim. Um dos piores atores que tem por aí Márcio e dá para ver pelos trailers que ele continua com os trejeitos clássicos dele oriundos das comédias românticas que ele é especialista.

    Efeito borboleta foi um dos poucos filmes que ele fez que não ficaram ruim, talvez justamente por ele ainda não ter limitado tanto sua atuação a um estereótipo como anda hoje em dia.

    Ele se quiser provar que pode mais terá que fazer como Matthew McConaughey ou até mesmo Brad Pitt (em menor escala) para ser ao menos aceitável. Até agora ele é uma draga ridícula.

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  4. Apenas um bom filme!

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