Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (The Mortal Instruments: City of Bones)

A quantidade de obras literárias infanto-juvenis é tamanha que fica difícil de acompanhar, tanto que só soube da existência da série de livros “Os Instrumentos Mortais” quando assisti ao trailer do primeiro filme da vindoura franquia. Foi o que bastou para chamar a atenção e me interessar por essa mistureba fantástica que envolve anjos, demônios, lobisomens, bruxas, vampiros e tudo mais. Ainda que seja um produto claramente destinado ao público mais adolescente e que tenha lá seus clichês e alguns problemas, das produções do gênero demonstra ser, pelo menos aqui no primeiro filme, uma das poucas que sejam dignas de nota.

Cidade-dos-Ossos

Na trama conhecemos Clary Fray (Lily Collins, “Espelho, Espelho Meu”) que após presenciar um assassinato que parece só ela ter visto, precisa descobrir o paradeiro de sua mãe (Lena Headey, a Cersei de Game of Thrones) que desapareceu. O problema é que agora ela está enxergando o mundo de forma diferente, vendo monstros, demônios, bruxas e toda sorte de seres que sempre acreditou serem apenas fantasiosos. Para ajudá-la nessa busca ela vai contar com seu amigo Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”) com quem acaba se envolvendo em uma complicada paixão.

O roteiro apesar de não ser nenhuma obra prima sabe brincar com o jogo dos mistérios envolvidos nos personagens e na trama, até mesmo a situação dos demônios poderem assumir o corpo (lá eles) de qualquer um gera um certo suspense. Claramente uma aventura de fantasia destinada ao público infanto-juvenil, “Instrumentos Mortais” não deixa de lado o famoso triângulo amoroso que rola entre Clary, seu amigo que está trancado na FRIENDZONE Simon e o caçador Jace, o qual desperta os sentimentos mais fortes da jovem que está ainda descobrindo seus poderes e quem ela é de verdade.

instrumentos mortais

Festa estranha com gente esquisita

Existem alguns clichês e muita coisa na história nos remete a outras famosas obras como “Harry Potter” ou até mesmo a “Star Wars” (sim, tem um pouco de Darth Vader nesta trama) principalmente quando surge o tal vilão (?) Valentin, interpretado sem a mínima empatia ou carisma por Jonathan Rhys Meyers, aliás, o elenco é bastante irregular, enquanto temos a filha de Phil Collins e sua super sobrancelha mandando bem no papel principal, temos alguns coadjuvantes que deixam a desejar.

Apesar de todos os problemas, “Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” consegue divertir com algumas passagens bem humoradas e se mostra bastante corajoso para o gênero com algumas cenas mais fortes, as principais envolvendo as entidades demoníacas. Nem mesmo uma criancinha escapa e, ainda que não se veja muito sangue em tela (estratégia para aliviarem na censura), a violência está presente em boa parte das cenas de ação.

instrumentos mortais 2013

No final das contas é sim mais uma aventura infanto-juvenil para deixar as(os) adolescentes histéricas(os) – na sessão que fui tinha um grupo de meninas até tatuadas com as runas em polvorosa – mas o filme dirigido por Harald Zwart que é adaptado da série literária escrita por Cassandra Clare parece ter um pouco mais a mostrar e entregar para os espectadores dispostos a se aventurar em mais um mundo sombrio, cheio de mistérios e com uma história de amor complicada fazendo o “meio de campo” de toda essa mistureba fantasiosa.

***

  1. Ao todo parece que são duas trilogias, ou seja, ainda temos mais 5 livros pela frente.
  2. Alguém precisa avisar a Lily Collins, que é até bem simpática, para ela dar um jeito nessa sua super sobrancelha.
  3. O lance das runas que você risca no corpo e solta uma magia é divertido, daria um bom videogame.

Cidade-dos-Ossos-poster-03Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (The Mortal Instruments: Cuty of Bones, 2013 – 130 min)
Fantasia, Infanto-Juvenil

Dirigido por Harald Zwart com roteiro de Jessica Postigo adaptando livro de Cassandra Clare. Estrelando: Lily Collins, Lena Headey, Jared Harris, Godfrey Gao, Jamie Campbell Bower, Robert Sheehan e Jonathan Rhys Meyers.

 

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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8 Comments

  1. É, não é dos piores, apesar do balaio que a história constrói, cumpre seu papel e deve agradar bastante os fãs.

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    • Realmente Amanda, um grande Balaio mesmo hehehe. Só não sei se terei fôlego para mais 5 cidades uhauhaua

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  2. Eu não tive coragem de encarar nem a primeira. Já descartei pelo trailer. Além do mais pelo pouco que vi da Lily Collins em Espelho, Espelho Meu ela terá que estar muito interessante para me fazer assistir um filme com ela. Bonitinha, mas extremamente ordinária.

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    • Em Espelho, Espelho Meu as únicas coisas que me chamaram a atenção foram a sobrancelha dela e sua atuação que, apesar do filme ser ruim, achei que ela se esforçou bastante.

      Aqui em instrumentos mortais ela atua bem man, acho que ela tem tudo para ser uma boa atriz e é bonitinha mesmo. No dia que fizer aquela sobrancelha direito, aí ninguém segura uhahuaha

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  3. Preguiça de assistir isso aí man. heheheh

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    • É, não é mesmo nada imperdível. Quando sair na tv você assiste se estiver de bobeira.

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  4. não sei porque fui ver esse filme, me arrependi….

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