Terapia de Risco (Side Effects)

Com uma cinebiografia repleta de trabalhos cativantes e bem elaborados, Steven Soderbergh resolveu se despedir dos cinemas (como diretor) com o filme “Terapia de Risco (Side Effects)” que, se for lembrado algum dia, será mais por essa ‘marca’ do que propriamente por suas qualidades, ainda que não seja um filme ruim.

Na trama acompanhamos a história de uma jovem mulher (Rooney Mara, “Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”) que tem a sua vida transformada quando uma droga receitada pelo seu psiquiatra (Jude Law, “360”) acaba ocasionando perigosos efeitos colaterais que a induzem a um estado de sonambulismo que acaba fazendo ela assassinar o seu marido (Chaning Tatum, “Anjos da Lei”) recém saído da prisão.

terapia de risco

De início o clima de suspense toma conta e prende a atenção do espectador ávido por descobrir qual o mistério relacionado entre doutor e paciente que envolve um esquema com medicações psiquiátricas. O problema é que as expectativas mudam quando chega-se a metade final da história, saímos de um suspense interessante para uma trama um tanto quanto mirabolante e que deixa a desejar.

Do elenco o destaque fica para Rooney Mara que está excelente em seu papel de mulher ‘transtornada’ pela vida e pelas medicações que vem ‘tomando’, além claro de desfilar sensualidade. Tatum faz uma espécie de participação especial e Zeta-Jones (“Rock of Ages – O Filme“) passa a ter mais destaque justamente na parte menos interessante da história. Para fechar o elenco principal temos um Jude Law apenas correto.

Não é o adeus definitivo de Soderbergh, mas para um filme que marca o seu último trabalho como diretor bem que poderia ter sido algo melhor. Tudo se inverte quando a verdade ‘diabólica’ é revelada e o mistério instigante dá lugar a uma trama investigativa pouco inspirada. No final das contas “Terapia de Risco” fica naquele limite entre o regular e o bom, pouco se formos analisar a filmografia desse grande cineasta.

***

  1. Segundo Soderbergh, a sua intenção é continuar trabalhando com filmes como diretor (e tudo mais) apenas para Tv, tanto que ainda tem um filme da HBO para ser exibido neste ano de 2013. Claro, ele disse que vai parar de dirigir filmes para o cinema, nada impede que ele desista dessa ideia e volte atrás. Vamos aguardar.

terapia de riscoTerapia de Risco (Side Effects, 2013 – 106 min)
Suspense

Dirigido por Steven Soderbergh com roteiro de Scott Z. Burns. Estrelando: Jude Law, Rooney Mara, Chaning Tatum, Catherine Zeta-Jones, Polly Draper e Vinessa Shaw.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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6 Comments

  1. Eu também não gostei da mudança de tom do filme na 2ª metade, mas isso também não o transforma num filme regular. Se fosse na mesma pegada da 1ª metade o filme todo seria excelente, no final acabou sendo apenas bom.

    E esse nem foi o último filme dele, ainda tem o outro feito para o HBO que concorreu em Cannes esse ano chamado “Behind the Candelabra”.

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    • Mas esse da HBO vai sair para o cinema ou para Tv? Teoricamente ele está se despedindo da carreira como diretor para filmes do cinema.

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      • Esse do HBO é pra televisão.
        Parece que ele vai dirigir mais uma mini-série pra tv.
        Mas já faz um tempo que ele diz que vai parar e nunca para de verdade. hahahahah

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        • É isso, eu queria me refirir ao seu trabalho como diretor nos cinemas, talvez não tenha deixado claro no texto.

          E tem isso mesmo, ele pode muito bem desistir dessa ideia, talvez atualizar o texto com um “SUPOSTAMENTE” se faça necessário. Vai que ele voltar atrás? hehehe

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  2. Concordo, não é um filme ruim, mas fica muito aquém, não apenas de Soderbergh, como do elenco e da própria premissa do filme.

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  3. vc é a primeira pessoa que fala que esse filme não é tão bom assim,mas deu bem pra entender porque,sua crítica foi bem explicada,vou assistir sim,mas sem pressa 🙂

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