O Albergue foi um daqueles filmes que eu esperei pela estréia em cólicas! Desde que Quentin Tarantino assumiu publicamente o interesse na loucura do amigo Eli Roth este despretensioso filme de terror passou a ser visto com outros olhos. Mas não por mim. Desde o início eu tive interesse! Apesar de ter assistido A Cabana – outro filme do Eli Roth – sem achar grandes maravilhas, apenas um terror trash e divertido, imaginei o potencial. Não comprei a ideia de “baseado em uma história que ele leu na internet” mas logo que as primeiras imagens começaram a surgir e a confirmação do Tarantino como produtor elevou minhas expectativas para mil por cento.

Os cartazes foram bem criativos e sangrentos mas… nenhuma das imagens mostradas nos cartazes apareceu no filme. Ok! Sem culpa, afinal não existe obrigatoriedade disso mas fiquei desapontada porque a furadeira não foi vista durante o filme.

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 Em O Albergue ( Hostel ) três amigos estão viajando pela Europa quando recebem um inusitado convite para conhecer as festas da Eslováquia onde terão sexo fácil com lindas garotas. Apesar da história mixuruca  onde os três personagens com os quais deveríamos nos envolver emocionalmente se mostram totalmente estereotipados: usuários de drogas, irresponsáveis, pensam em sexo 24h por dia. Será mesmo que precisamos sempre do mesmo perfil para fazer um filme de terror? Enfim, o que interessa mesmo é quando os três são capturados pela quadrilha que proporciona uma diversão totalmente específica para seus ricos associados: torturar e matar estrangeiros. As cenas de tortura são muito boas no que se propõem que é mostrar o sofrimento dos personagens que são submetidos a coisas inimagináveis.

Na cena em que Josh é operado, por mais que não tenhamos uma ligação emocional com o personagem, fica impossível não sentir um arrepio. É muito sádico. Principalmente quando ele tenta levantar após o super close em seu calcanhar. Da mesma maneira posso dizer de Paxton tentando ajudar aquela jovem com a queimadura no rosto, o medo daquela Bubble Gum Gang formada por crianças e uma ou outra cena. O filme nem de longe atingiu aquilo que eu esperava por causa dos seus personagens vazios e de uma história sem pé nem cabeça; mesmo assim eu encaro como um divisor de águas no cinema gore para o público em geral (não aquele que normalmente curte um filme de terror).

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 Com o sucesso mundial de O Albergue não foi difícil imaginar que viria uma continuação por aí. Todas as pessoas que gostaram do primeiro filme já estavam aguardando quais seriam os novos mecanismos de tortura que viria por aí, sem esquecer que mais uma vez o nome de Quentin Tarantino estava ligado ao projeto. O Albergue II ( Hostel II) mostra três amigas americanas viajando por Roma quando resolvem aceitar um convite para conhecer um spa na Eslováquia. A partir daí somos apresentadas aquilo que já estávamos aguardando: tortura, sangue, morte.

O que chamou a atenção nesta continuação foram personagens um pouco mais interessantes e também a rede por trás do “entretenimento”  daquelas ações. Acompanhamos a das vitimas, o leilão virtual, como eles cortam as arestas da organização e claro, uma vez dentro, impossível sair. Mesmo assim O Albergue II não empolga. A diferença é que no primeiro filme, apesar de todos os problemas, era uma novidade. Na continuação encontramos problemas incluindo as cenas de tortura que nem de longe são angustiantes como no primeiro e o principal: A Novidade.

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 Fico imaginando quando a ideia do terceiro filme foi concebida. Será que foi durante a produção do segundo? Como o roteiro foi pensado? Entendo que filmes ruins tem aos montes e não é nenhuma surpresa quando um novo é lançado. A dúvida é que uma franquia como esta pode ser encerrada com algo tão ruim… aliás, ruim não, eu diria que é uma vergonha alheia. Em O Albergue III (Hostel III) acompanhamos a viagem de alguns amigos que seguem para Las Vegas para uma despedida de solteiro. Lá eles entram no caminho da quadrilha de torturadores onde absolutamente TUDO é diferente e foge da ideia original.

Quando o primeiro filme trazia a oportunidade que a quadrilha oferecia para seus associados poderem colocar pra fora todas as suas fantasias mais obscuras deu lugar a um grupo de vilões (e mocinhos) totalmente sem sal. Antes, o prazer era exatamente colocar a mão na massa, torturar, matar… Não importa o que você fosse fazer na sala mas sua vítima não poderia sair viva. No terceiro filme toda esta ideia é colocada abaixo onde os pagantes ficam atrás de vidro em uma espécie de leilão para escolher como as vítimas serão mortas. Um carrasco é o responsável pelo assassinato. É tudo muito asseado e quase sem culpa. Sem contar as mortes ridículas e efeitos CGI elaborados no porão de alguma fazenda no Kansas. Filme desnecessário que não deveria nem ser mencionado para evitar trazer para baixo os dois primeiros da saga.

E vocês? O que acharam da trilogia O ALBERGUE (HOSTEL) ?

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