Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (A Good Day to Die Hard)

A franquia do agente mais ‘duro de matar’ dos cinemas chega ao seu quinto filme e o dilema persiste, John McClane procura os problemas ou são os problemas que o encontram? Mesmo não sendo um dos principais lançamentos do ano, “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer (A Good Day to Die Hard)” se torna parada obrigatória para todos que cresceram assistindo e, consequentemente, se tornaram fãs do agente policial que não faz prisioneiros. Pena que esta produção dirigida por John Moore não faça jus aos anteriores e é, sem sombra de dúvidas, o pior de toda a série.

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Quer um abraço filho?

Na trama acompanhamos o policial John McClane (Bruce Willis, “Moonrise Kingdom”) que vai até a Rússia para ajudar seu filho ‘rebelde’ (Jai Courtney) que está para ir a julgamento por um crime que ele cometeu. Sem saber que seu filho, o qual não tinha contato há tempos, é na verdade um agente disfarçado da CIA ele acaba o atrapalhando em sua missão secreta. A partir daí os dois vão precisar se entender para evitar uma grande ameaça nuclear.

Um grande erro, é isto que “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer” é em sua essência. O roteiro é ruim e a história é preenchida com reviravoltinhas nada convincentes. É claro que ninguém vai assistir a nenhum filme de ação como “Duro de Matar” esperando por roteiros dignos de Oscar, mas os draminhas bobos dos problemas entre pai e filho e reconciliações não contribuem em nada.

Todos sabem que o que importa aqui é a ação, as explosões e toda a sorte de sequências nada verossímeis (aqui na Bahia chamamos de culhudas ou cuiudas) e as cenas que envolvem perseguições pelo trânsito ou até mesmo helicópteros e tiroteios são até divertidas (algumas delas), é verdade. Mas não é nada que chegue perto sequer da “genialidade” que foi derrubar um helicóptero com um carro como o que foi visto no quarto filme, isso para não citar outas cenas dos três primeiros da franquia que são definitivamente os melhores.

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Yippie Kai Yay motherfucker

Do elenco acompanhamos na linha de frente um Bruce Willis preguiçoso e aparentemente no “automático” ao lado do jovem e até inspirado Jai Courtney que interpreta bem Jack McClane, o filho rebelde/agente secreto. Dos coadjuvantes nada que seja tão digno de nota, só mesmo a tirada de jaqueta da atriz Yuliya Sinigir chama atenção (do público masculino pelo menos) mas nem vale tão a pena já que para por aí.

Não chega a ser um filme de todo ruim e existem algumas cenas divertidas até, mas “Um Bom Dia Para Morrer” se mostra na verdade apenas uma boa chance para encerrar de vez a franquia antes que ela seja explodida pelos ares.


Regular: Classificação 2 de 5Duro-de-Matar-Um-bom-dia-para-morrer

Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (A Good Day to Die Hard, 2013 – 97 min)
Ação

Dirigido por John Moore com roteiro por Skip Woods. Estrelando: Bruce Willis, Jai Courtney, Sebastian Koch, Mary Elizabeth Winstead, Yuliya Sinigir e Radivoje Bukvic.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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15 Comments

  1. Pois é, uma pena, um filme fraco, principalmente diante do que já foi feito dentro da própria franquia. E o pior é mesmo o roteiro, tanto que é o filme mais curto e mais cansativo dos cinco.

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    • É incrível mesmo, um filme “tiro curto” e consegue ter um roteiro tão ruim e cheio de vais e vens. Lamentável.

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  2. Dizer que o filme não é um dos principais lançamentos do ano é um absurdo! eheheheheh…

    Vou assistir hoje depois comento melhor.
    E o 1º filme é sensacional, digno de indicação a Oscar sim.
    ehehehehe

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    • Pelo menos para mim não era um dos principais, tinha pelo menos uns 20 ou 30 na frente dele. Mesmo assim, conforme eu disse, para quem é fã da franquia (e eu me considero um) era imperdível. Pena que o resultado tenha sido um pouco decepcionante.

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  3. Deu vontade de jogar um carro no cinema pra ver se derrubava ele. Willis decepcionou. Acho que foi o pior filme que ele já fez, visto que ele sempre tem boas escolhas. Mas é isso aí.

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    • Não sei se chega a ser o pior filme de Bruce Willis, mas com toda a certeza é um dos mais fracos realmente.

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  4. já que muitos filmes que eu achei bom e você classificou como ruim…vou ver esse filme….

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    • É o que sempre recomendo Thiago, que cada um assista e tire suas próprias conclusões. Mas esse tá complicado, até agora ninguém ficou muito entusiasmado com o resultado. Boa sorte.

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      • Vou tentar seguir seu conselho e não ver nos cinemas…vai ser melhor assim…mais a tentação é grande…

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  5. que pena mesmo,o filme anterior eu achei bem legal e a participação da Mary Elizabeth Winstead foi bem bacana.e agora que li direito a sinopse desse filme,que doidera mano hahaha,mais um que verei on line,eu só vou ao cinema quando tenho certeza que não vou me decepcionar.

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    • A Mary Elizabeth Winstead praticamente não aparece nesse 4º filme, só em duas cenas inúteis.

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  6. Deveria ter acabado no quarto.
    mas como o que importa é fazer dinheiro, em 2015 provavelmente teremos o sexto.

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  7. Concordo. Filme beeem fraco.

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  8. A mina tira a roupa num flash de 2s, nem consegui lembrar direito se era ela depois que reapareceu mais à frente na história.

    Bem fraquinho mesmo. Depois da caída no 4, mas que não foi assim tão drástica eles acharam pouco e resolveram chutar as cabeças dos espectadores quando lançaram este. Dizendo assim: “Quem assiste isso não merece um mínimo de cuidado nosso”.

    Uma ou outra coisa interessante, se visto no 4DX até dá para tapear os mais desatentos e entusiasmados. Fora isso…

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    • É isso man, até mesmo quem não viu no 4DX dá para acompanhar o filme numa boa, ele não chega a ser sonolento mas é fraco demais né? Daqueles para se esquecer.

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