Monty Python – Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail) – 1975

Excelente: Classificação 5 de 5

Monty Python POSTERMonty Python – Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail, 1974 – 91 min)
Comédia. Aventura.
Dirigido por Terry Gilliam e Terry Jones. Roteiro de Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin. Elenco Principal: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin.
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Nos comentários de Office Space prometi que escreveria sobre minha comédia preferida de todos os tempos, se o mundo não acabasse. Bom, para surpresa de muitos e tristeza de poucos, o mundo não acabou, então, aqui está o texto prometido…iiit’s:

Monty Python and the Holy Grrrailll

Muitos acertaram quando disseram (ou pensaram) que seria um trabalho do Monty Python, mas não vou lhes dar parabéns por isso, afinal, isso era quase que óbvio!

(And Now For Something Completely Different…)

Afinal, os Pythons (como são chamados) faziam humor de verdade, sarcástico, irônico e, principalmente, satírico, muito diferente de outras comédias (geralmente românticas) com muito pouca graça e um final feliz forçado. Mas, de qualquer forma, porque esse trabalho em especial do grupo formado por Chapman, Cleese, Palim e companhia limitada?

Monty Python IMAGEM 1

O filme é uma sátira à história do Rei Arthur (Graham Chapman) na busca dos cavaleiros da Tábula Redonda e, em seguida, do Santo Graal. Durante a busca, porém, eles se deparam com monstros e cavaleiros que tentam impedi-los de prosseguir das maneiras mais irreverentes.

Antes de trazer, detalhadamente, os pontos positivos e negativos dessa obra do cinema britânico, vou dizer porque essa é minha comédia preferida: esse é um dos poucos filmes que me fez rir do início ao fim, mas o único que me fez rir desde os créditos iniciais. Enquanto são apresentados os nomes envolvidos na produção do filme são deixadas piadas como notas de rodapé ou até mesmo escondidas entre os créditos, para evitar que os responsáveis fossem demitidos, conforme acaba acontecendo. O restante do filme caminha no mesmo sentido, sempre nessa raiz de humor, tão característica do Monty Python, o chamado humor non-sense. Entendo quem não gosta desse tipo de humor, afinal, às vezes não é compreendido da maneira correta e passa como besteirol. Mas, na verdade, a sátira feita aqui à história do Rei Arthur, bem como à própria Idade Média é simplesmente perfeita!

SPOILERS: No início o espectador já se depara com a chegada de Arthur, juntamente com seu fiel escudeiro Patsy (Terry Gilliam) que vem atrás dele batendo duas metades de um coco para simular o barulho das patas do cavalo, já que nesse filmes todos cavalgam em…bem, em nada. Em seguida aparecem claras piadas envolvendo a Idade Média, como a cena em que Eric Idle passa com um carrinho recolhendo o abundante número mortos de um vilarejo, provavelmente decorrentes da peste. Depois ainda os cavaleiros da Tábula Redonda são satirizados, principalmente através de Sir Robin, o Não-tão-bravo-quanto-Sir Lancelot (Idle) e Sir Galahad, o Puro (Michael Palim), esse último acaba indo parar em um castelo cheio de virgens taradas tentando acabar com seu voto de castidade. Além dessas sátiras muito bem idealizadas, ainda podemos contar com o senso de humor maluco do grupo através dos Cavaleiros Que Dizem Ni!, o Cavaleiro Negro que tenta impedir a passagem do Rei Arthur (mesmo quando perde os braços e as pernas durante a luta) e a terrível besta assassina “interpretada” por um coelhinho branco.

As atuações, todas feitas pelos próprios Pythons são excelentes e quase não há como dizer quando eles se repetem entre um personagem e outro (cada um interpreta 3/4 ou mais personagens durante o filme). A direção ficou a cargo de Terry Gilliam e Terry Jones, que seguiram essa carreira após o término do grupo, afinal aqui já se pode ver que são bons nisso. Gilliam ainda é o responsável pelas animações do grupo, que marcam presença no filme entre as cenas, fazendo o trabalho, ainda, muitas vezes, dos efeitos especiais. A única ressalva que posso fazer é referente ao final do filme, que não chega a ser ruim, mas acho que poderia ser mais bem pensado.

Monty Python IMAGEM 2

Comédia é um dos meus gêneros preferidos, seja em filmes, livos, séries ou o que for, por isso o Monty Python sempre acaba reaparecendo na minha vida, afinal, como falei em Office Space, acho que comédia boa só se faz por quem entende do assunto. Já assisti todos os episódios do programa de TV que o grupo teve nos anos 60/70, também uma série estrelada por John Cleese (meu Python preferido) chamada Fawlty Towers, e ainda, é claro, filmes como O Sentido da Vida, A Vida de Brian e até mesmo Harry Potter onde Cleese interpreta o fantasma Nick-Quase-Sem-Cabeça e digo com convicção que de todos os trabalhos feitos por eles, Monty Python and the Holy Grail é o que mais gosto, sendo ainda minha comédia preferida de todos os tempos!

NOTA: Ao invés da minha tradicional frase marcante do filme, no final desse post vou lhes trazer um guia de identificação de bruxas, extraído do diálogo havido entre Sir Bedevere e uma multidão enfurecida, com uma pequena participação do sábio Rei Arthur:

O que se faz com bruxas? Vocês as queima. E o que mais queima (além de mais bruxas, é claro)? Madeira. Então, porque bruxas queimam? Porque são feitas de madeira (óbvio!). Então, como dizer se uma mulher, que se suspeita ser uma bruxa, é feita de madeira? Não, não construa uma ponte com ela, lembre-se de uma característica marcante da madeira: ela flutua na água. Agora, ao invés de jogar a suspeita de bruxa na água para ver se ela flutua, pense: o que mais flutua na água (além de pão, maçãs, pequenas pedras e outros palpites furados)? “Um pato!”, afirma o sábio Rei Arthur que assiste a tudo, até então, calado. Exato! Então se a mulher suspeita de ser uma bruxa pesar a mesma coisa que um pato (e ela vai, em uma balança claramente adulterada) ela é uma bruxa e pode – deve – ser queimada como tal!

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Author: Elvis José Alves

Um velho com pouco mais de 20 anos, estudante de Direito, admirador da sétima arte e antiguidades (geralmente ao mesmo tempo), roteirista e Jedi de fim de semana. Passa o tempo livre assistindo filmes e séries, escrevendo e adiando as coisas realmente importantes.

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2 Comments

  1. No ramo da comédia Monty Python é imbatível, a melhor comédia do cinema indiscutivelmente.

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  2. Hilário.
    Só não consegue superar Monty Phyton – A Vida de Brian.

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