Inferno (Hell)

Filmes apocalípticos me fascinam, toda essa luta pela sobrevivência, caos social e o afloramento dos instintos mais primitivos humanos me deixam com vontade de assistir quase todas as produções do gênero. Lançado na alemanha em 2011 e exibido durante o ano de 2012 em diversos festivais mundo afora, “Inferno (Hell)” – que é todo trabalhado no filtro mais estourado do instagram – possui uma premissa interessante e é, de fato, um bom filme, ainda que tenha um desfecho não muito empolgante.

A trama é ambientada no ano de 2016 onde o nosso planeta sofreu um severo aumento de temperatura que fez com que a vida se tornasse bastante escassa e que o transformou em um grande terreno queimado e estéril. Em meio a animais mortos, pouca água e um forte castigo solar, a sociedade ruiu e os poucos que sobraram vivem fugindo do sol e de todo o caos instaurado. Seguimos ‘de carona’ com Marie (Hannah Herzsprung) e sua irmã mais nova (Lisa Vicari) que estão num carro guiado por Phillip (Lars Eidinger) em busca de água que, supostamente, existem nas montanhas. No meio do caminho eles conhecem um sujeito misterioso e pouco confiável.

Burst até o talo

Burst até o talo

Existe uma mistura de gêneros dentro da história que remete a diversas outras produções como, por exemplo, “A Estrada”. E de início a ‘road trip apocalíptica’ traz logo o primeiro suspense, será possível confiar em Tom (Stipe Erceg) no grupo mesmo ele ajudando com a manutenção do carro? Não demora muito e logo percebe-se que este é na verdade o menor dos problemas que eles irão enfrentar.

Um dos fatos mais curiosos em relação a esta produção alemã (assinada por Roland Emmerich, um nome de referência em filmes de ‘fim do mundo’) é a escolha do título nacional. Em inglês “Hell” quer dizer “Inferno” e, realmente, a fotografia e toda a ambientação remete a este aprazível lugar, mas em alemão “Hell” é algo como “brilhante”. Acredito que tenha sido um dos poucos exemplos em que, mesmo errando na tradução (ao pé da letra ao menos), um título nacional ficou interessante.

Algumas passagens são acompanhadas de uma visão um tanto quanto machista que ficam a todo instante mostrando (e em algumas passagens falando) que as mulheres precisam dos homens, como se elas não pudessem sobreviver sozinhas e fossem muito frágeis para isto. É verdade que o desfecho, que não é muito bom, tenta desfazer um pouco dessa visão, mas é algo que “Hell” deixa, de forma não muito bem vinda, transparecer durante sua história.

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No final das contas é mais um daqueles suspenses apocalipticos de sobrevivência e ‘correria’ razoáveis. Não traz nada de muito novo ou original e vai claramente perdendo o fôlego quando caminha para seu encerramento, mas possui bons e competentes efeitos visuais e um elenco que não decepciona e que fazem de “Hell” um filme que vale a pena ser assistido, principalmente pelos amantes do gênero.

 


Bom: Classificação 3 de 5

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Horror, Suspense, Apocalipse

Dirigido por Tim Fehlbaum com roteiro de Tim Fehlbaum e Oliver Kahl. Estrelando: Hannah Herzsprung, Stipe Erceg, Lars Eidinger, Angela Winkler, Michael Kranz e Lisa Vicari.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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4 Comments

  1. tbm gostei desse filme,filmes apocalípticos sempre me interessam,mas não vi no cinema ,e sim em um site on line.vc sabe que eu não presto hahaha……..

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    • E você acha que consigo assistir todos estes filmes no cinema? 🙂

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  2. também sou fascinado por essa temática e uma coisa que me irrita é que quase TODOS os filmes pós-apocalípticos se perdem no final, as exceções são raras. Pelo jeito aqui essa tendência é mantida, mas devo ver eventualmente.

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  3. Tambem gosto desse tipo de filme sem contar dos zumbis,outro pós-apocaliptico ainda melhor é the day.

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