Classificação 5 de 5

Como Enlouquecer Seu Chefe (Office Space, 1999 – 89 min)Office Space - Poster
Comédia.
Dirigido por Mike Judge, roteiro de Mike Judge. Elenco Principal: Ron Livingston, Jennifer Aniston, David Herman, Ajay Naidu, Diedrich Bader, Gary Cole, Stephen Root e John C. McGinley.
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Comédia e terror são, provavelmente, meus dois gêneros cinematográficos preferidos, talvez por isso eu seja extremamente exigente (lê-se, chato) com filmes a eles pertencentes. Considero que, para fazer comédia, não basta ser um cineasta, tem que ter algo a mais. Mike Judge se consagrou na televisão com King of the Hill e, principalmente, com o aclamadíssimo Beavis & Butt-Head. Confesso que tentei assistir esse programas algumas vezes, mas não gostei nem um pouco, principalmente de Beavis & Butt-Head. Mas o sucesso que esses eles deram ao seu criador provam uma coisa: de comédia ele entende. E para aquelas que, assim como eu, não gostam desses programas e precisavam de mais uma prova sobre o taleto de Mike Judge, eis que surge, em 1999, Office Space.

Office Space - Imagem 1

Peter Gibbons (Ron Livingston) está fazendo terapia junto com sua namorada – a qual ele desconfia que o está traindo – para tentar resolver seus problemas decorrentes do stress, em meio a uma sessão ele descobre que a origem disso tudo está no seu trabalho, que ele odeia. Então, utilizando hipnose, o terapeuta faz com que Peter pare de se preocupar com a rotina do seu ambiente de trabalho por alguns instantes, o problema é que ele acaba morrendo antes de trazê-lo de volta à realidade, deixando-o permanentemente despreocupado com o trabalho. Porém, ao invés de fazê-lo ser demitido, sua falta interesse acaba lhe dando uma promoção.

O filme começa muito bem, mostrando o quão maçante é a rotina de trabalho de Peter desde o início, quando ele enfrenta um trânsito engarrafado. Nas primeiras cenas são apresentados os personagens que trabalham na Initec, destaques especiais para Nina (a telefonista com uma voz aguda e irritante e que fala a mesma frase o dia inteiro), Milton (esse só vendo…) e Lumbergh (o chefe chato, muito chato!). A direção e as atuações são ótimas, afinal o elenco conta com nomes de peso como Jennifer Aniston e Gary Cole, por exemplo, o que contribui para a qualidade do filme. Nesse início é grande a quantidade de cenas altamente engraçadas, o problema é que isso diminui um pouco no decorrer da história.

A partir daí, os bons momentos ficam a cargo de Gary Cole, que fez um trabalho excelente como Lumbergh e Stephen Root, que fez de Milton o desastre que ele é, separados ou, principalmente, juntos, eles protagonizam cenas hilariantes onde Lumbergh constantemente humilha Milton, que sequer trabalha na Initec (foi demitido, mas não foi avisado por um engano). Porém, o mais importante mesmo é que essa queda na quantidade do humor não faz com que o filme seja ruim, afinal em nenhum momento ele cai no besteirol ou no pastelão, mantendo sempre a qualidade das piadas do início ao fim. E por fim, como era de se esperar, a história se encerra com chave de ouro em um final muito interessante, inteligente e engraçado.

Office Space - Imagem 2

Fiquei em dúvida sobre a classificação que daria ao filme, se 4 ou 5, então utilizei minha escala pessoal que vai de 1 a 10, onde 5 é equivalente a 9 e 10. Ou seja, o filme é 9/5, afinal poderia ser melhorado. Porém, diante da, digamos, necessidade de se colocar pelo menos uma comédia na lista, gostei da escolha de Steven Jay Schneider, afinal o Office Space é inteligente e engraçado e, embora não mantenha uma quantidade regular de humor durante os seus 89 minutos, em nenhum momento se desapega da qualidade das piadas, formando um filme engraçado e de muito bom gosto.

“Então, eu estava sentado no meu cubículo hoje e eu percebi que, desde que eu comecei a trabalhar, todo dia da minha vida tem sido pior do que o dia anterior. Então isso significa que a cada dia que você me ver, esse é o pior dia da minha vida”
– Peter Gibbons

PS.: Falar em Office Space e não falar na icônica cena da impressora é quase um crime, afinal ela é praticamente a alma do filme e já foi reproduzida por milhares de pessoas (literalmente milhares, veja no YouTube se duvida), inclusive pelo seriado Family Guy. Por isso, ao invés de falar sobre a genialidade da cena, vou colocar o vídeo aqui embaixo para que vocês possam ver esse momento singular do filme (a melhor versão que consegui encontrar foi essa, com o “remake” de Family Guy no final):

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