Nome: Red Lights

Diretor: Rodrigo Cortés

Elenco: Robert De Niro, Cillian Murphy, Elizabeth Olsen, Sigourney Weaver.

Sinopse:  Uma psicóloga  conta com seu ajudante, um talentoso físico, para provar a origem fraudulenta de fenômenos sobrenaturais. Tudo vai bem até que um famoso vidente cego reaperece 30 anos após sua anunciada aposentadoria, desafiando aquilo que eles acreditam.

 

Eu gosto muito de Robert De Niro e seu trabalho sempre me desperta curiosidade. O problema é que ultimamente eu não tenho gostado de nada que ele tem feito. Para não ser tão radical, em 2006 ele fez O Bom Pastor, filme que achei bem interessante mas gostar mesmo… o último foi Jackie Brown em 1997. Ou seja, tem mais de dez anos que não vejo algo realmente bom do De Niro. E isso é uma pena pois acho ele um ator fantástico e sua atuação de Cop Land pra trás é incrível. Eu não sei se ele ligou o dane-se, se o seu agente não é tão bom ou quem sabe agora ele decidiu fazer filmes não pelo desafio mas sim pela grana… a questão é que Poder Paranormal é mais um filme morno do Robert De Niro.

Em Poder Paranormal somos apresentados a psicóloga Margaret, interpretada pela envelhecida Sigourney Weaver e seu assistente Tom (Cillian Muprhy). Me incomoda um pouco ver a Sigourney assim pois a imagem que guardo dela é a da Ripley em Alien… mas deixa pra lá. A questão é que Margaret é totalmente cética e além de dar aulas em uma universidade, viaja por aí desmascarando fenômenos paranormais. Mesmo com o setor de parapsicologia ganhando três vezes mais incentivos da universidade, ela segue batendo de frente com eles e afirmando que nunca viu nenhum fenômeno que não pudesse ser confrontado. Com o tempo, descobrimos que Margaret tem um filho em estado vegetativo há muitos anos e por não encontrar nada que prove a existência de algo além da morte, ela se recusa a desligar os aparelhos dele.

No início do filme podemos ver um pouco de Margaret e Tom em ação. É interessante constatar que coisas do além podem ter uma explicação simples como uma travessura de criança ou a ação de um vigarista. Algumas vezes nos deixamos enganar de uma forma muito simples e o próprio Cillian Muprhy explica a atuação de mágicos e videntes em certa altura do longa. Apesar disso o filme ainda é muito morno. Quando podemos encarar a figura enigmática de Simon Silver (Robert De Niro) algo parece que vai mudar, subir um nível… mas não sobe.

Um homem cego, capaz de fazer cirurgias espirituais, entortar metais e com poderes de vidente. Eis Simon Silver. Uma figura estranha que ganhou status de celebridade por conta de seus poderes mas resolveu se aposentar depois da morte de seu principal rival – um jornalista que tentava desmascará-lo. Após 30 anos afastado dos palcos, ele resolve voltar a ativa e isso balança a dupla Margaret e Tom para quem sabe a única chance de desmascarar ou provar os fenômenos sobrenaturais protagonizados por Simon.

Na minha opinião, Poder Paranormal fica sempre ali, naquela expectativa de filme que vai, vai, vai, vai mas não chega. É como se o seu ápice não chegasse nunca e mesmo com um final de revelações podemos perceber que não foi bem uma reviravolta afinal todas as pistas estavam postas. Com uma história que poderia dar muito pano pra manga o filme não aproveita e definitivamente não empolga.

OBS¹ Simon lembra muito Uri Geller, um israelense que se tornou famoso nos anos 1970 ao se clamar paranormal em programas de televisão em que realizava demonstrações de seus supostos poderes paranormais – telecinese, rabdomancia e telepatia. Tais demonstrações incluíam dobrar colheres, identificar objetos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância.

 OBS² Onde encontraram aquele sócia do De Niro mais jovem? Muito bom!!!!!!

Nick não curtiu esse lance do homem do RÁ!

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