Indie Game: The Movie

O toque atual do meu celular é a musiquinha do game Top Gear e toda vez que ele toca, seja onde estiver (trabalho, na rua, a espera em algum consultório médico, etc), alguém olha pra mim com um sorriso e diz “Top Gear!” e continua cantando o sonzinho. Este é um tipo de CONEXÃO que todos aqueles que nasceram e cresceram na mesma época do surgimento dos games possuem. E para todas estas pessoas que se identificam e amam esta ARTE da diversão, “Indie Game: The Movie” é um documentário mais do que indicado, é essencial.

Premiado no festival de Sundance, “Indie Game: The Movie” mostra a dura e difícil jornada dos desenvolvedores de jogos independentes (indie games) em busca de realizar seus sonhos. Colocando em risco as suas saúdes financeiras, físicas e mentais, eles enfrentam inúmeras adversidades e a própria indústria dos games com suas grandes empresas, jogos de gráficos de última geração e enormes equipes, tendo como combustível para isto uma quantidade muito grande de carisma e paixão pelo que fazem.

As coisas que sacrifiquei são sociais. Você tem meio que desistir de algumas coisas para conseguir algo grandioso.
Tommy Refenes, um dos criados do jogo Super Meat Boy.

Quando se fala em documentário muitos logo pensam em algo enfadonho e cansativo, mas a forma como “Indie Game: The Movie”  foi construído é simplesmente incrível. Os relatos são sinceros e emotivos. O medo do fracasso é constante e eles querem sim fazer sucesso, não estão ali “só de onda”, a pressão é enorme. Alguns deles inclusive não sabem enfrentar muito bem as críticas até porquê são humanos e precisam lidar ainda com uma variedade de problemas financeiros, judiciais e, como se já não fosse o bastante, tentar a todo custo cumprir prazos.

Mais do que simples produtos comerciais os jogos criados por essas pessoas (os que foram apresentados neste documentário pelo menos) são produtos em que eles inserem seus próprios sentimentos, como se fossem ‘eles próprios’ ali e servem, como alguns gostam bem de frisar, como uma forma de conseguirem se comunicar com as pessoas, um meio de se expressarem.

FEZ vai ser lançado no início de 2013 depois de anos em desenvolvimento. Mistura 2D com rotações em 3D.

Tenho guardado com bastante orgulho e carinho em meu guarda-roupas até hoje o meu primeiro videogame, um Atari. E sempre “brinco” que vou ser um gamer até o fim da minha vida (uso brincar para não assustar algumas pessoas que não entendem esta paixão), ou pelo menos até quando eu tiver condições de jogar. E é para este tipo de pessoa que “Indie Game: The Movie” é indicado e indispensável. Um documentário excelente e fascinante que me emocionou e ainda conseguiu me inspirar.



Indie Game: The Movie (2012, 94 min)
Documentário

Um filme de Lisanne Pajot e James Swirsky com Phil Fish, Edmund McMillen, Tommy Refenes e Joe Drilling.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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12 Comments

  1. parece legal,só não entendo muito dessas paradas indies aí não meu velho,foi mal,mas adoro video games de qualquer tipo,já é alguma coisa vai? mas mudando de assunto,a galera aqui tá com preguiça de comentar,num tá não? conselho:coloca uns posts de filmes pesados iguais os da Dani que a galerinha aparece.brincadeirinha hahahahahaha…….

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    • Sim, é normal, filmes pouco conhecidos e divulgados heehe. Mas ai quando forem sendo mais assistidos meus posts estarão na frente no Google. Tudo faz parte de um plano Vanessa.

      Voltando a sua dica, vou seguí-la sim. Assisti ontem “O Segredo da Cabana”. Já viu este?

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  2. quero ver.
    mario, donk kong, top gear, rei leao, tartaruga ninja, aladin, power ranger, super star soccer deluxe…vish
    snes=é o melhor! kkk

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    • O documentário mostra que foi justamente a turma que cresceu jogando games como este que você citou aí que está criando esta nova onda de “indie games”.

      Aqui a gente segue trajetória de alguns sucessos recentes como “Braid”, “Super Meat Boy” e tem até um que estáhá 4 anos em desenvolvimento chamado FEZ (a segunda foto neste post).

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  3. O pior é que quando a galera ouve: “ah, o game é indie…” geralmente espera coisa besta, e é um preconceito que querendo ou não está inserido, afinal a sociedade em sua maioria busca gráficos e jogos “bonitos”. Vou procurar esse documentário. Sua descrição conseguiu me arrepiar. Perfeito!

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    • Tem muito disso mesmo, mas é importante para mostrar que um jogo não precisa necessariamente de gráficos de última geração para ser bom.

      E o documentário é de arrepiar também, corra atrás.

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  4. já vi sim esse segredo da cabana aí,e achei inovador,mas ao mesmo tempo meio sem noção,o filme em si é bacana,mais o que eu achei foda mesmo foram as mortes,muito boas.falando no filme o nome dele na verdade é the cabin in the woods(a cabana na floresta),mas o nosso´maravilhoso` país tinha que trocar o nome do filme,aff…

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    • Como sempre o título nacional tem que estragar um pouco a graça do filme que é justamente descobrir que existe um segredo com essa cabana.

      É realmente absurdo mesmo esse filme eu ainda estou pensando se gostei dele ou não. Gostei de algumas coisas, me diverti com outras, mas é bem exagerado hehehe

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  5. É, tenho que baixar pra assistir esse aí.

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    • Vai passar em novembro ai na sua terra, num evento que vai rolar não sei onde. No site do filme (de onde você pode comprá-lo com legendas em pt-br por 10 doletas) tem informando onde e quando vai ser exatamente.

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