Durante o INTERMINÁVEL tempo que se seguia o filme “Lockout” (Sequestro no Espaço por aqui), a principal coisa que ficava em minha mente era a busca incessante em saber que GRACIOSA ALMA tinha me indicado esta verdadeira BOMBA roteirizada e produzida pelo famoso Luc Besson. Não que o cineasta francês seja um gênio do cinema, mas já foi responsável por algumas coisas bem interessantes ou, no mínimo, divertidas, o que é exatamente o oposto desta obra (no pior sentido da palavra) que tinha estreia marcada aqui no Brasil para abril deste ano de 2012, mas eu particularmente não o lembro de ter visto nos cinemas, acredito que sabiamente não permitiram.

Na trama, ambientada num futuro não muito distante, acompanhamos a história de um sujeito condenado injustamente por espionagem e conspiração interpretado por Guy Pearce (“Prometheus”) que recebe uma oferta para se safar da sentença de prisão. Coisa simples: resgatar a filha do presidente dos Estados Unidos (Maggie Grace, “Busca Implacável”) de uma prisão no espaço que foi dominada por 500 dos mais perigosos criminosos que estavam, até então, adormecidos sob o efeito de uma “sofisticada tecnologia”.

A história já começa totalmente errada, sei que pode parecer um exagero de preciosismo mas espera-se que uma prisão no ano de 2079 no espaço sideral tenha, pelo menos, um sistema BÁSICO de detecção de armas. Numa área onde ninguém pode entrar armado, um “segurança” acha que é uma boa ideia esconder que estava armado dos oficiais e adentrar para falar com um dos lunáticos prisioneiros com uma pistola ‘escondida’ na perna. A partir daí a MERDA é jogada no ventilador e o que vemos é uma sucessão incrível de clichês e de saídas manjadas e fáceis.

A parte dos efeitos especiais até que convence e, inclusive, existe uma espécie de bomba ativada por voz que rende uma ou duas cenas tragicamente engraçadas, mas de resto praticamente nada aqui se salva. As atuações, no geral, são bem ruins. Guy Pearce tenta, e falha MISERAVELMENTE, fazer um tipo ‘turrão’ e canastrão, no melhor estilo “anti-herói” e a sua parceria com a frágil Maggie Grace também não funciona. Tanto os protagonistas quanto o elenco de apoio, para completar, recebem papéis medíocres em um roteiro preguiçoso e escrito a três mãos. Tinha como dar certo?

Existem trabalhos que realmente não merecem ser levados tão a sério, mas nada disso pareceu funcionar comigo em relação a “Lockout” que se tratava de uma produção que tinha uma premissa até interessante e, além disso, contava com alguns bons nomes no elenco, mas nada disso serviu para salvar este que é, para mim, um dos PIORES filmes deste ano. É incrível como as cenas vão se sucedendo e a coisa vai fedendo cada vez mais e, pior, tudo é tão chato, mas tão chato, que faz você torcer AGONIZANTEMENTE pelo encerramento.

Para gostar de Lockout tem que ser assim, meio cego.

A ideia de uma prisão no espaço, se pensada com carinho, é muito boa. Poderia inclusive enviar para lá a pessoa que me indicou este filme e que, quando descobrí quem era (foi um colega de trabalho) tratei de falar diretamente com ele: “Porra, Man! que filme ruim é este que você mandou eu assistir?!”.


Sequestro no Espaço (Lockout, 2012, 95 min)
Ação, Ficção Científica, Aventura.

Dirigido por James Mather e Stephen St. Leger com roteiro de Stephen St. Leger, James Mather e Luc Besson. Estrelando: Guy Pearce, Maggie Grace, Vincent Regan, Joseph Gilgun e Lennie.

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