O Ditador (The Dictator)

A parceria entre o diretor Larry Charles e o ator Sacha Baron Cohen nos cinemas chegou ao terceiro “filme sátira” com “O Ditador” (antes tivemos “Borat” e “Brüno”). Politicamente incorreto (como de praxe) e com alguns lampejos de diversão, dos três é o menos engraçado desta ‘parceria’ ainda que tenha, no final das contas, um saldo até positivo.

Na trama acompanhamos a chegada do ditador de Wadyia o Almirante General Aladeen em Nova York. O motivo de sua viagem para o país americano é um encontro da ONU onde ele precisará dar explicações a respeito de seus testes nucleares. Uma vez chegando ao país ele é vítima de um golpe/sequestro. Acaba sem sua barba e sem ter como provar que é o verdadeiro Aladeen já que existe um sósia em seu lugar.

Ben Kingsley e Sacha Baron Cohen

A saída do estilo “falso documentário” veio em tempo já que não se tratava mais de nenhuma novidade. Continua em parte provocativo e com algumas piadas e cenas bem engraçadas, mas é sem dúvidas o menos interessante dos ‘filmes sátira’ de Sacha Baron Cohen que assisti (tem um tal de Ali G Indahouse que ainda não encarei). No meio de algumas escatologias e situações divertidamente absurdas (algumas apenas absurdas), arrumaram espaço desta vez para um pouco de comédia romântica com uma vegetariana feminista revolucionária (Anna Faris) que surge como alternativa para possibilitar que o plano da retomada ao poder de Aladeen funcione.

O grande problema é que uma piada que se repete exaustivamente, mesmo quando muito boa, vai perdendo a graça aos poucos, e é isto o que acontece com “O Ditador”. Para completar, a inserção do romance, por mais que não chegue a incomodar tanto devido a forma em que é explorado, em nada contribui para o estilo escrachado e pouco “saudável” que se tornou marca registrada destas “sátiras”.

Degola!

Depois do excelente “Borat” e do tão 2009 “Brüno”, fica difícil curtir a ideia de um “estranho na pátria aprontando altas confusões” como antes. Até quando essa piada vai durar? Particularmente acho que vai ser preciso uma reinvenção para um próximo trabalho deste tipo dar certo, já que este aqui se salvou da degola, em minha opinião fecal, por muito pouco. No final das contas acaba valendo a pena por alguns poucos e divertidos momentos que o filme nos reserva.

 


O Ditador (The Dictator, 2012 – 83 min)
Comédia

Dirigido por Larry Charles com roteiro de Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel e Jeff Schaffer. Estrelando: Sacha Baron Cohen, Ben Kingsley, Anna Faris, Jason Mantzoukas, Sayed Badreya, John C. Reilly, J.B. Smoove e Megan Fox.

 

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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7 Comments

  1. Eu ainda continuo gostando da piada. Borat é o mais genial, mas eu dei mais risada em Bruno. Acho que nesse ele tenta fazer um filme de certa forma diferente, em outro formato. Acho que funionou, mas nunca vai conseguir ser mais genial que Borat. E Ali G é apenas ok, gosto mais desse.

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    • Dei boas risadas sim, mas a piada já deu pra mim. Se lançar um próximo no mesmo molde vou rir novamente, mas cada vez menos imagino hehehe

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  2. É isso, o estilo cansa, mas algumas piadas e críticas ainda sustentam o filme, como o discurso na ONU. Vamos ver se ele consegue se reinventar…

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  3. embora esse seja o mais fraquinho do Diretor…ele censurou muita coisa…comparado ao seu trabalho anterior “Bruno” esse filme foi muito leve não teve cenas tão chocantes como “Bruno” teve….o filme foi bom.. ..mais eu esperava um filme mais podre, a altura de “Bruno”…na minha opinião não Honrou a censura 18 anos, tava mais pra 16..mais enfim,não recomendado para pessoas politicamente corretas…

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  4. adoro o humor politicamente incorreto dele,assisti Borat e só,ainda tenho que assistir Bruno e depois esse aí,pena que a maior parte dos críticos meteu o pau nesse ditador,mas convenhamos,eles não gostam de quase nada né,fazer o quê 🙁

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  5. O discurso dele sobre ditaduras no final do filme é epico!
    aquelas palavras valem o filme todo

    mas enfim, esse é mesmo um pouco mais fraco que os outros

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  6. É hilário. Humor nonsense.
    Diversão garantida.

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