Dredd

Se toda ‘releitura’ fosse como “Dredd” o mundo do cinema estaria a salvo. Ao se fundir, em uma só pessoa, Robocop + Capitão Nascimento + Batman o resultado é Joe Dredd.  Violento e sanguinolento além de onde a lei poderia permitir (fazendo jus à censura), com efeitos especiais bastante competentes e atuações fortes e convincentes, é ação, do início ao fim, no melhor estilo CHUMBO GROSSO.

A trama é ambientada em um violento futuro onde as ruas são protegidas por figuras que representam A LEI, eles atuam como julgadores, executores e juízes. Em Mega City One, Joe Dredd (Karl Urban, “Star Trek”) é um dos mais temidos juízes e recebe a ordem de levar a recruta Anderson (Olivia Thirlby, “Juno”) em sua primeira missão e avaliá-la durante a incursão em um complexo residencial gigantesco (de 200 andares) controlado por uma perigosa e cruel gangue que fabrica e vende a droga “do momento”, a Slo-Mo.

A premissa é bastante simplória, já em seu primeiro dia trabalho a novata acompanha o implacável Dredd numa missão extremamente arriscada e mortal, a cada 5 iniciados 1 não volta para contar a história depois. A química entre os dois é impressionante (e não falo de nada de romancezinho, não há espaço para isto aqui), a dupla funciona muito bem e rende divertidos momentos, inclusive, o filme carrega consigo uma espécie de humor satírico em meio a toda brutalidade que é muito bem vindo.

A produção britânica contou com um orçamento “pequeno” se levarmos em consideração o montante de dinheiro que produções hollywoodianas semelhantes recebem e conseguiu fazer muito bonito na parte dos efeitos visuais. A própria ideia de “confinamento de cenário” se mostrou inteligente e serviu para deixar o tom de urgência elevado durante quase todo o tempo, e claro, baratear custos.

A alta censura veio bastante a calhar e foi muito bem usada. O ritmo é INTENSO do começo ao fim da história e o nível de truculência (e sangue) excede os limites recomendados pela cartilha do bom senso em doses alarmantes. De fato, só existem alguns momentos não muito interessantes que são oriundos das cenas em slow motion que trazem ao espectador a sensação proporcionada pela tal droga “Slo-Mo”. Rende até uma ou duas boas sacadas –  parece ter sido melhor utilizada nas versões em 3D, coisa que não quis encarar –  mas existe um certo excesso, e consumo de qualquer coisa em excesso nunca é o ideal, convenhamos.

Não cheguei a ler os quadrinhos de onde a história é baseada e não posso afirmar o quão fiel está com a versão do gibi, mas ao comparar com a versão protagonizada por Stallone (que, confesso, acho bem divertida) vemos que “Dredd 3D –  2012” é muito melhor. Mais bem produzido e com melhores personagens. Conta ainda com um elenco com rostos pouco conhecidos (alguns nem são vistos) mas que entregam atuações de destaque. O roteiro tem lá sua dose de clichê, mas a sua simplicidade deu mais espaço para o filme ser tão divertido quanto um bom jogo de videogame.

Posso estar exagerando um pouco na classificação, mas achei, de verdade, uma excelente produção cinematográfica e que foi umas das mais agradáveis surpresas que tive numa sala de cinema neste ano de 2012. Bombástico, impressionante e brutal, deveria ser lei que todo remake fosse como “Dredd”.


Dredd (2012 – 95 min)
Ação, Ficção Científica

Dirigido por Pete Travis com roteiro de Alex Garland. Estrelando: Karl Urban, Olivia Thirlby, Lena Headey, Domhnall Gleeson, Santi Scinelli, Wood Harris e Rakie Ayola.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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19 Comments

  1. Assisti ontem e achei muito bom também, mas acho que não tão bom quanto você achou. heheheheh

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  2. To impressionado com a enxurrada de elogios que estou vendo para esse filme. Confesso que nunca cheguei a me empolgar com a ideia, mas já estou me convencendo que finalmente acertaram a mão nesse ai

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    • Eu já achava o anterior bacana e divertido, tinha seus problemas mas tudo bem. Fui assistir este apenas porque gostei do “universo” proposto. Fui agradavelmente surpreendido com um excelente filme de ação.

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  3. Se compararmos com o Juiz, essa é mesmo uma obra-prima. hehe. O filme é muito bem feito mesmo e para o que se propõe está na medida certa. Não tem medo de mostrar sangue, usa bem o slow motion e empolga. Apesar de ser uma trama que vai do nada a lugar nenhum. hehe.

    P.S. Robocop + Capitão Nascimento + Batman é ótimo. Não esqueça de que tudo isso com a pegada Cavaleiro dos Zodíacos. hehe

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    • Isso Amanda, faltou a referência ao Cavaleiros dos Zodíaco e, em principal, a uma cena em que Seya se afoga no próprio sangue hehehehe

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  4. O filme é ótimo sim Márcio. Eu já fui ver com uma ótima expectativa e não me desapontei nem um pouco. Conferi uma nota um pouco menor, mas não deixei de valorizá-lo bastante, pois merece.

    Karl Urban entrega uma interpretação convincente e ajustada à personagem e, sim, a novata realmente compõe bem e ficou muito bem acertada sua participação.

    A parte triste é a baixa receptividade, agora entendo parte disso se deva a censura alta, mas mesmo assim é um pecado, pois podemos não ter continuação de uma produção digna de sequência. Depois ficam questionando por quê há tanta porcaria sendo produzida para o cinema. Tá aí a resposta; coisa boa normalmente o público não valoriza.

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    • Provavelmente eu tenha exagerado um pouco na classificação, mas é que aqui eu sempre tenho que aproximar (é de 1 a 5, complicado), mas adorei de verdade e fiquei surpreso quando soube dessa baixa receptividade.

      A censura inclusive foi um fator importante para eu gostar tanto do filme.

      E que fique claro, o pequeno Juan não pode assistí-lo hein! Avisem ao deputado.

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  5. eu vi ainda…mais esse capacete é meio grande pra cabecinha do Karl Urban kkkkkkkkk

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      • demorei tanto aí, quando eu fui já tinha saído de cartaz, que raiva kkkkkkkkkkkkkk..mais um dia eu verei…

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  6. eu nem sabia que isso aí era remake,e se vc que odeia remakes gostou desse aí,é sinal que deve ser no mínimo interessante,vou procurar na net para assistir.

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  7. Tb acho razoavelmente divertido o filme com o Stallone, mas não esperava grande coisa desse remake. A quantidade de comentários positivos me impressionou, assim como a nota que vc deu.

    Algo me diz que vou gostar mais de Dredd do que de Looper, dois filmes que criei muitas expectativas. E olha que tenho a tendencia de preferir sci-fi com historias mais bem trabalhadas…

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    • Preciso assistir Lopper, mas vejo comentários divergentes sobre o filme. Uns amam, outros odeiam.

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      • Cara, Looper pareceu nada com nada, aos meus olhos. Vou assistir com calma novamente, sei lá.

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  8. o filme é bom melhor que o antigo com stalone. vale a pena conferir eu gostei é muito mais agressivo ao estilo Dredd

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  9. Entro no cinema como fã de Dredd, e não quero sair quando termina. Não, porque parou?! Saí com a corda toda, querendo meu capacete e uma arma maneira. Lavou a honra do Juiz Stallone…

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  10. podem me apedrejar o qunto quiserem..mais eu gostei mais do antigo, eu prefiro o Juiz Stallone..achei mais futurista, a antiga tem coisas legais como robôs,naves,carros voadores, até uma criatura meio homem meio maquina na prisão e etc..fiquei na espectativa de ver alguma coisa assim…mais isso não quer dizer que eu não tenha gostado desse, mais prefiro o outro..

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