The Rocky Horror Picture Show, 1975 – 100 min
Comédia, Musical.
Dirigido por Jim Sharman. Roteiro de Richard O’Brien e Jim Sharman. Elenco Principal: Tim Curry, Susan Sarandon e Barry Bostwick.
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Há muito tempo tenho visto e ouvido falar nesse filme, então resolvi baixa-lo para assistir algum dia. Eis que uma chuva resolve derrubar minha internet e me deixar sem nada pra fazer em um domingo frio e chuvoso. Sem outra escolha que não fosse o Domingão do Faustão, resolvi apelar para meu acervo de filmes, dentre os quais The Rocky Horror Picture Show me pareceu ser a escolha mais acertada. E embora tivesse certo receio de assisti-lo depois de ter lido sua estranha sinopse, resolvi arriscar.

O filme conta a história de um casal que, com um pneu furado em uma estrada no meio do nada, resolve pedir ajuda no castelo do excêntrico Dr. Frank-N-Furter. O cientista os acolhe e convida para assistir ao nascimento de sua nova criação, Rocky, um ser humano artificial criado para fins estritamente sexuais.

Primeiramente é importante dizer que foi ótimo ver a Susan Sarandon (Janet Weiss) no ápice da juventude. Belíssima e muito competente, a atriz – hoje na casa dos 60 – é um dos destaques do filme. Mas o maior destaque individual, com certeza, é Tim Curry como o Dr. Frank-N-Furter. Parece impossível, mas o ator conseguiu incorporar um cientista maluco e transexual de forma genial, fazendo com que sua atuação seja um show à parte. E falando em show, as músicas são excelentes e provavelmente a razão da idolatria deste filme. Sem mais, passo agora à parte onde começo a pedir desculpas.

Pensei em não escrever sobre este filme, pois sei que muita gente gosta dele e vai odiar minha opinião. Acontece que várias vezes eu pensei em apertar stop sem olhar pra trás, mas persisti até o final e o resultado foi que eu me arrependi amargamente. Afinal, foram quase duas horas da minha vida completamente perdidas e que eu não vou ter de volta. A história não tem pé nem cabeça, beirado ao ridículo na maior parte do tempo. Simplesmente nada se encaixa ou parece fazer o mínimo de sentido. É claro que não se pode esperar que a história de um cientista maluco que cria um humano artificial faça muito sentido, mas tudo tem limite. O final é decepcionante assim como todo o resto – exceto pelas músicas e atuações destacadas acima – e só surpreende se for de uma forma é negativa.

Este filme é um ícone cultural, adorado por muitos, odiado por mim. Os personagens e as músicas tornam este sucesso perfeitamente compreensível, mas não conseguem salva-lo por completo. Acredito que a trilha sonora tenha sido lançada em CD ou LP, estes eu recomendo. Já o filme, tem lá seu valor cultural e chega a despertar interesse pela sátira bem intencionada do gênero terror. Então, a quem se interessar, digo para assistir, mas que seja mesma forma que Brad e Janet entraram na mansão: por sua conta e risco.

“Eu sou apenas um doce travesti, da Transilvânia Transexual”
– Dr. Frank-N-Furter

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