Quantas vezes você já ouviu/leu que nunca é tarde para corrigir um erro? Em 2011 assisti ao trailer de “Gigantes de Aço (Real Steel)” e não levei fé nenhuma no filme, parecia à primeira vista previsível e banal demais. Analisando friamente não deixa de ser realmente bem clichê, mas, assim como o personagem interpretado por Hugh Jackman, eu estava errado e fui atrás do prejuízo para corrigir a minha falha, sendo muito bem recompensado por esta minha atitude com um ótimo filme que empolga nas cenas de ação e consegue emocionar de forma surpreendente.

Na trama acompanhamos a vida de um garoto (Dakota Goya) que acaba de perder a mãe. Depois deste trágico acontecimento ele acaba tendo que conviver com seu pai (Hugh Jackman, “Wolverine”), que até então era bastante ausente. Charlie (o pai do garoto) era um antigo boxeador de sucesso, mas tanto ele quanto este esporte estão ultrapassados, no ano de 2020 o esporte do “momento” é a luta de robôs e ele tenta viver em “rinhas ilegais” do tal esporte, mas sua ganância e ímpeto sempre o impedem de ter sucesso, ou melhor, impediam até ter o seu filho por perto.

Filho que não conhece verdadeiramente o pai que era ausente e por conta de um acontecimento do destino (neste caso aqui um trágico acontecimento) precisam aprender a conviver juntos e, em meio a superações, aprendizados e concessões de ambas as partes, vão construindo laços de amor. A novidade mandou lembranças e sumiu, é verdade, mas incrivelmente “Gigantes de Aço” funciona, convence e, em certos momentos, é de arrepiar e fazer suar os olhos.

O papel de “mau caráter” é bem interpretado por Hugh Jackman e o início da história é importante na construção dos personagens. Por conta de seu ímpeto (para não dizer burrice) misturado com sua ganância cega ele praticamente perde tudo. É aí que entra seu filho (muito bem interpretado pelo jovem Dakota Goya) e encontra, num ferro velho, um robô abandonado. Com ajuda de Bailey (Evangeline Lilly, a eterna Kate de Lost) eles recuperam o autômato que é na verdade apenas um sparring (um robô de treino), mas com o tempo eles aprendem a fazê-lo lutar.

As cenas de lutas entre os robõs são muito boas, rapidamente me via torcendo como um louco e vibrando a cada som de lata batendo em lata. Não só os atores principais, pai e filho, e sua história crescente nos trazem a emoção, o robô acaba sendo um dos principais expoentes de “Gigantes de Aço”, isto mesmo, um pedaço de lata transmitindo muita emoção.

Confesso, me senti uma criança vendo o filme que, mesmo com suas pequenas falhas e história sem muita profundidade (convenhamos), me deixou com os olhos cheios “de suor”. O desfecho é até inteligente e torna tudo ainda mais emocionante, e cinema, como sempre gosto de frisar, é emoção. Para quem ainda não o assistiu um conselho eu vou dar, de amigo, corra atrás para corrigir este erro.


Gigantes de Aço (Real Steel, 2011 – 127 min)
Ação, Drama.

Dirigido por Shawn Levy com roteiro de John Gatins, Michael Caton-Jones e Sheldon Turner. Estrelando: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly, Anthony Mackie e Kevin Durand.

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