THX 1138 (THX 1138, 1971 – 121 min)
Drama, Mistério, Ficção Científica, Suspense.

Dirigido por George Lucas. Roteiro de George Lucas e Walter Murch. Elenco: Robert Duvall, Donald Pleasence, Maggie McOmie, Don Pedro Colley, Ian Wolfe.
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Este meu espaço no Porra Man está sendo duplamente satisfatório: primeiro porque estou gostando muito de escrever para o site; segundo porque tenho uma “desculpa” para assistir filmes que tenho vontade de ver há muito tempo. Este é o caso de THX 1138, que ainda ano passado atraiu a minha atenção por ter sido o primeiro longa-metragem escrito e dirigido por George Lucas. Este polêmico filme teve uma divulgação muito pequena e acabou sendo um fracasso de bilheterias, tornando-se um clássico cult somente após o sucesso de Lucas com Star Wars…o que é perfeitamente compreensível.

Ambientado em um futuro onde os seres humanos vivem em uma cidade subterrânea vigiada por androides, são forçados a tomar sedativos e proibidos de sentir qualquer tipo de emoção, o filme conta a história de THX, que é preso por não tomar as drogas da forma correta, fazendo com que ele se apaixonasse por sua companheira, LUH. Separado de sua amada, ele resolve procura-la e fugir para a superestrutura (superfície), na companhia de SEN (personagem equivalente ao Burro Falante do Shrek).

O filme inicia com uma proposta muito interessante: uma história de amor impossível em um futuro caótico onde estes sentimentos são proibidos, quase um Romeu & Julieta contemporâneo. Além disso, logo de cara ele já apresenta dois grandes argumentos em seu favor: as presenças de George Lucas e Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão), produtor do filme. Porém, a trama é muito confusa e a história se perde facilmente para quem não prestar muita atenção em cada cena. A impressão que fica é de que o principal objetivo do filme era simplesmente mostrar o futuro idealizado pelo diretor ao invés de contar a história dos personagens. O final – que por alguns instantes achei que iria me surpreender – na verdade decepcionou, deixando muitas perguntas sem resposta, mas não como uma forma de prolongar o mistério – como bem faz Hitchcock – deixando apenas o pensamento de: “o filme acaba assim?!”. Para tentar entender este longa, resolvi assistir o curta que o inspirou (http://www.youtube.com/watch?v=5PAePOxImiM). Grande erro. Fiquei mais confuso!

As atuações, em geral, são muito boas, principalmente a de Robert Duvall, como THX, sendo um dos pontos altos do filme. Os cenários, figurinos e tudo que contribui para a parte visual são impecáveis, assim como os efeitos especiais (que me surpreenderam muito por se tratar de um filme com mais de 40 anos). Tudo isso contribui para deixar o filme muito bem feito, mascarando os problemas com o ritmo e a história.

Confesso que a nota 3 (razoável) que dei para THX 1138 foi apenas pela admiração que tenho por George Lucas e Francis Ford Coppola, se não teria dado apenas 2 (ruim). A Verdade é que o filme é difícil – a começar pelo nome – sendo assim, não o indico pra quem não for um fã curioso deles, da mesma forma que eu. E para esses, recomendo que presentem bastante atenção a cada cena e nem cogitem a possibilidade de fazer qualquer comparação com Star Wars ou O Poderoso Chefão. A verdade é que, muito embora seja bastante interessante este futuro pessimista idealizada por Lucas, eu prefiro imaginar a hipótese de uma infestação de zumbis combatida com sabres de luz.

Eu era feliz. Porque me envolveu nisso?”

THX, após descobrir que LUH tinha alterado seus sedativos

PS.: Oh não, Chewbacca morreu em 1971, aos 75m37s de THX 1138:

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