Psicose (Psycho, 1960 – 109 min)
Terror, Mistério, Suspense.
Dirigido por Alfred Hitchcock. Roteiro de Joseph Stefano, baseado no livro de Robert Bloch. Elenco: Janet Leigh, Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin e Martin Balsam.

De todos os filmes que compõe a história do cinema, Psicose é provavelmente um dos que desperta maior interesse do público em geral. Primeiramente por ser considerado um dos melhores filmes de terror de todos os tempos (suspense em minha opinião, mas tudo bem), mas, principalmente, pela emblemática cena do chuveiro, que precisou de 7 dias e 70 posições de câmera para ser filmada, sendo hoje uma das cenas mais famosas e mais satirizadas da história do cinema, cuja trilha sonora tão marcante sozinha já causa calafrios.

Visando melhorar a sua qualidade de vida, Marion Crane dá um golpe de 40 mil dólares em seu chefe e foge para junto de seu namorado/amante/noivo. No caminho ela troca de carro e se hospeda em um Motel de beira de estrada, na tentativa de despistar um policial desconfiado. Lá ela conversa com o proprietário do estabelecimento, um homem estranho chamado Norman Bates, e acaba resolvendo voltar e devolver o dinheiro. O único problema é que sair do Motel Bates com vida não é assim tão fácil.

O filme começa mostrando Marion em um encontro às escondidas com seu amado Sam Loomis. A partir deste momento a apresentação dos personagens começa a ser feita, de uma forma bastante sutil, porém muito eficaz, deixando bastante claro o propósito de cada um dentro da trama quando o tradicional “The End” encerra o filme. A história, além de excelente, é também muito bem contada, não deixa nenhum ponto sem explicação e surpreende até o último momento. As atuações são, em geral, bastante interessantes, principalmente a de Anthony Perkins, cujo desempenho, embora pareça um pouco estranho, eu não me atrevo a criticar, afinal tudo faz parte da composição do conturbado e problemático Norman Bates.

O dono do Motel vive um intenso conflito interno e tem uma relação muito complexa com a sua “mãe” (daí vem a associação de Bates com Ed Gein, serial killer que inspirou a criação de Leatherface e Hannibal Lecter). Estes detalhes são todos muito bem apresentados e esclarecidos no decorrer da trama o que faz com que este personagem, embora seja bastante complexo, fique muito bem compreendido por quem assiste ao filme. O seu comportamento na cena que sucede a famosa cena do chuveiro é um dos pontos principais, pois ilustra muito bem o drama vivido pelo personagem e, principalmente, deixa a impressão de que ele sabe muito bem o que deve ser feito diante daquela situação, ou seja, não é a primeira vez que isso acontece.

Quando assumi o desafio de escrever aqui no Porra, Man, este foi um dos primeiros filmes que eu adicionei à minha lista. Mas resolvi adiar este texto, só pra não chegar aqui enchendo de elogios todos os meus filmes preferidos. A verdade é que não se podem poupar elogios a esta obra que, com toda justiça, é considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, e vale a pena ser visto e revisto quantas vezes sua coragem permitir.

 

“Todos nós perdemos a cabeça às vezes.”
– Norman Bates

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