Gato de Botas (Puss in Boots)

A Dreamworks conseguiu emplacar com Shrek um tipo de humor que agradou tanto as crianças quanto os adultos ao ‘brincar’ com os contos de fadas de maneira bastante inusitada. Dentre os personagens apresentados na franquia que ganharam o coração dos espectadores, o Gato de Botas (e aqueles seus olhinhos) se tornou rapidamente um dos mais queridos. Apesar de ser um projeto derivado da franquia do Ogro verde e sua turma, “Gato de Botas (Puss in Boots)” possui ‘vida própria’ e traz uma história divertidíssima e que consegue elevar ainda mais todo carisma e charme do personagem numa aventura bem amarradinha e inteligente.

Na trama conhecemos um pouco mais do passado (desde sua infância) do sedutor e lutador Gato de Botas que acaba entrando numa aventura com um (ex)amigo de infância, o ovo Humpty Dumpty e uma “gatinha malvada” conhecida como Kitty Pata Mansa. Eles estão correndo atrás dos feijões mágicos capazes de levar até os ovos de ouro mas, para isto, precisarão enfrentar os assustadores Jack e Jill.

Como resistir?

Mesmo não tendo na história personagens “de peso” dos contos de fadas (a maioria deles é mais conhecido apenas nos EUA) todos eles são muito bem apresentados e ‘construídos’, até mesmo os vilões. A aventura é dividida em alguns arcos que até funcionariam como uma pequena mini-série, seguimos o Gato em sua infância, depois na busca pelos feijões mágicos e quando se pensa que já estamos chegando no fim a história ainda se desenrola bastante à frente, sempre alternando momentos de bom humor com momentos de “fofura” (a todo instante na sessão que fui era possível ouvir uns “owwnnnnn, que lindinho”).

Além de tudo isso a parte técnica é muito deslumbrante, os cenários são muito vivos e coloridos num filme que nos remete aos famosos “Western Spaghetti” ou, como muita gente costuma falar, os filmes de “bang-bang do velho oeste”. Por minha descrença na tecnologia 3D acabei encarando a sessão “normal” mesmo, mas, pelo que andei pesquisando, parece que o trabalho foi caprichado e que realmente vale a pena ver com aqueles ridículos óculos mal lavados que os cinemas nos emprestam por um valor absurdo.

Assisti ao filme dublado e não me arrependo, apesar de perder as vozes originais de Antonio Banderas, Selma Hayek e Zach Galifianakis (dentre outros), preciso elogiar a dublagem nacional nesta produção. A qualidade de nossa dublagem é muito grande e, quando não chamam algum ator global pra destruir o filme, quando usam profissionais da área, fica ótimo. O portunhol do Gato de Botas é muito lindo e, por si só, já garante boas risadas.

Botas e a Pata Mansa

Não chega a ser uma produção profunda e inovadora, ela passeia por grande parte do tempo entre situações que já estamos acostumados em trabalhos do gênero, mas o que lhe falta em ‘originalidade’ sobra (e muito) em carisma, charme e, principalmente, em inteligência. É daqueles filmes “para toda a família”, um ótimo entretenimento que ainda é capaz de deixar alguns bons ensinamentos para os mais jovens.


Gato de Botas (Puss in Boots, 2011 – 90 min)
Animação, Aventura.

Dirigido por Chris Miller com roteiro de Tom Wheeler, David H. Steinberg e Brian Lynch. Com vozes (no original) de Antonio Banderas Salma Hayek, Zach Galifianakis, Billy Bob Thornton, Amy Sedaris, Zeus Mendoza e Constance Marie.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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7 Comments

  1. Gostei muito do “toque latino” que eles deram ao filme.
    Gostaria de ter visto a dublagem de Antonio Banderas,
    mas assim como você, não me arrependo de ter visto o filme
    com a dublagem nacional.

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  2. Vou conferir nesse fim de semana. Critica muito bem elaborada. Valeu!

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  3. Devo ir assistir esse fim de semana, mas com certeza irei ver legendado.

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  4. O filme é excelente esse sim foi um dinheiro bem gasto não me arrependo em nada na sala que eu fui tinha bastante adultos assistindo.Isso é ótimo dificil ver filmes infantis com adultos sem estar acompanhados de crianças.

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  5. Realmente a dublagem brasileira de animação é uma das melhores do mundo (senão a melhor), com os dubladores realmente atuando – muitos são atores tão bons que acabam fazendo filmes e novelas depois. Exceto quando vem um global detonar a parada, mesmo (exceto o Selton Mello em A Nova Onda do Imperador, que foi muito bacana de Cuzco).

    Mas assim, eu não entendo porque o fato de não ser um filme profundo e inovador é assim desabonador a ponto de pedir um “apesar de”. Quando um filme de entretenimento é assim, beleza, mas muitos filmes exibem outras muitas qualidades que não exigem esse disclaimer. =)

    Bom, quanto ao filme em si, estou curioso! O Gato é um dos melhores personagens de Shrek, incluindo o portunhol =D

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  6. apesar do elogios acho q não vou me arriscar…rs

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  7. é um bom filme..é bem divertido…engraçado até…a história boa também…é bom saber como foi a origem do gato de botas..eu só queria que o filme terminasse com ele sendo contratado pelo Rei pra matar Shrek fazendo um ligação com Shrek 2…mais valeu mesmo assim..pelo menos ele acabou como um fora da lei que ele é…

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