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Nome: Red State

Direção: Kevin Smith

Roteiro: Kevin Smith

Elenco: John Goodman, Michael Parks, Melissa Leo, Michael Angarano, Kyle Gallner, Stephen Root, Kevin Pollak, Ralph Garman.

Sinopse: Três amigos resolvem encontrar uma mulher mais velha que conheceram em um determinado site para encontros sexuais. Ao chegarem ao local onde ela mora, descobrem que foram vítimas de um golpe armado por fundamentalistas que pretendem mandá-los diretamente para o inferno.

 

Eu não sou uma das maiores fãs de Kevin Smith. Apenas achei legal alguns de seus filmes e até o tão cultuado Dogma eu apenas achei “maneiro”, nada demais. Eis que me deparo com um trailer de tirar o fôlego mostrando o primeiro filme de horror do Kevin Smith. O interesse foi automático.

Eis que me deparei com mais uma propaganda enganosa. Não estou me referindo a qualidade do filme mas sim a classificação como terror. Red State passa longe de ser um filme de terror e eu poderia até classificá-lo em um thriller, com suspense mas muita ação.

Sua história é baseada na saga da Westboro Baptist Church. Esta é uma organização conhecida mundialmente por conta da sua oposição radical ao homossexualismo e seus protestos fervorosos que incluem passeatas em funerais, julgamentos ou locais onde eles acreditam ser o reduto de pecadores. A Igreja tem sede no Kansas (EUA), é comandada pelo pastor fundamentalista Fred Phelps e está sendo monitorada pelo Governo desde o início de suas atividades em 1995.

Em Red State somos apresentados a um grupo de amigos que buscam uma noite de aventuras sexuais com uma estranha que conheceram na internet. Diálogos vazios e a clara demonstração de jovens cabeça-oca que só falam palavrões e pensam em sexo me dão a nítida sensação de que é desta forma que os próprios americanos vêem sua juventude. É muito comum encontrar este esteriótipo nos filmes… sem esquecer da maconha, claro. Viciados em sexo e todos usam drogas. Este é um bom pacote para qualquer filme americano que envolva jovens no seu elenco.

Nesse primeiro momento somos induzidos a acreditar que este será um filme de terror. Quando os garotos caem na armadilha preparada por uma seita (?) chamada Igreja dos Cinco Pontos que abominam os homossexuais e acreditam que eles, assim como os outros pecadores, merecem ser punidos de forma exemplar e experimentarem a ira de Deus. Este grupo de pessoas (famílias) moram em uma fazenda como se fosse uma comunidade fechada ao mundo exterior e comandada pelo fanático Pastor Abin Cooper. Prestes a ser torturados e mortos, aqueles adolescentes tentam sobreviver ao que deveria ser apenas uma noite de diversão.

Tive um pouco de dificuldades em aceitar aquele grupo de fanáticos como vilões. Na verdade eu acredito que minha maior dificuldade foi aceitar que aquelas pessoas acreditavam realmente no discursso que pregavam. Isso nem foi por causa dos atores, pelo contrário. Michael Parks é o responsável por um Abin Cooper inspirado e sua doçura enquanto prega não combina com as palavras de ódio que sai da sua boca enquanto sorri. Ele não é um simples aproveitador que usa da lavagem cerebral apenas para manipular, ele crê no que diz. Uma boa parte do filme pode ser creditada a sua construção de personagem.

A ação não demora para acontecer. Mas quando acreditamos que veremos um filme de terror o foco muda. Admito que em dois momentos tomei susto com ação inesperada. O filme de repente vira um trhiller com muitas balas, federais, conspiração do governo e um final questionável. Esse tipo de coisa não torna o filme ruim. Em uma determinada cena de perseguição dentro de casa, por exemplo, você fica sem fôlego e torcendo para que aconteça um final feliz. Não consegui me aprofundar ou até mesmo torcer por nenhum personagem específico e no final das contas é como se nada disso importasse. Eu gostaria de ver o Pastor Abin Cooper em um outro filme… onde tivesse liberdade criativa para ser quem aparentava: um homem sádico e motivado por uma das mais perigosas armas: a fé.

*OBS: Que explicação cretina foi aquela para as tais trombetas?

*OBS2: Gostaram do novo formato para minhas críticas?

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